Blog do Juarez

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O CORONEL “CORTA CABEÇAS” X O ATOR PAULO GUSTAVO, UMA ESCOLHA DIFÍCIL ?

Umas semanas atrás citei em uma matéria jornalística sobre a substituição de nomes de ruas, o caso da troca em Niterói do nome da rua Cel. Moreira César (um paulista de Pindamonhangaba também conhecido por “o cortador de cabeças”), pela do ator Paulo Gustavo (nascido e criado na região da rua que agora leva seu nome). Apesar de ter sido uma iniciativa de apoio popular, era esperado a reação dos acomodados, acríticos e também uma disputa de narrativa/memória no nível ideológico.

Qual o sentido em manter o nome de um militar notabilizado por sufocar revoltas populares, violência extrema, assassinato de jornalista, morte e decapitação de tantos ? (vide no link https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/coronel-moreira-cesar-o-cortador-de-cabecas-da-republica-velha.phtml )

Não é só “acomodação”, não tem nada a ver com “prejuízo do comércio”, que terá isenção de gastos nos ajustes cadastrais, é parte da defesa de valores inaceitáveis para a maioria da sociedade hoje, mas muito em voga no contexto atual de ode ao militarismo e milicianismo, violência repressiva, discriminação e também uma contraposição aos símbolos e valores não conservadores/elitistas da atualidade. Um triste sinal dos tempos de inversão moral que vivenciamos.

Link para a matéria em que colaborei: https://amazonasatual.com.br/tirar-nomes-de-militares-de-ruas-em-manaus-gera-impasse-entre-moradores-e-reparacao-historica/


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Luana Araújo, negritude e silêncios

Reprodução do Instagram pessoal

No embalo da CPI da Covid surgiu uma nova “musa” nacional, ou melhor amplificou-se em muito uma condição ou vocação de certo pré-existente mas em escala muito menor.

No caso o termo musa se aplica bem em seu sentido de ser feminino algo “divinal” filha de Zeus e Mnemosis, eram nove as musas inspiradoras e matronas das artes e ciências (e ela é uma cientista e também artista) mas também no sentido coloquial de mulher bela e cativante.

O texto, não tem como objetivo fazer loas à cientista, que “lavou a alma” do país (bom, ao menos da maior parte dele) ao com desenvoltura abalar os alicerces do negacionismo e anticientíficismo do governo federal e apoiadores. Escrevo ao perceber um estranho silêncio generalizado sobre a identitarização racial da Dra. Luana, que como já dito, além de cientista de alto nível, também tem talentos artísticos e midiáticos. Não que seja interessante a racialização de tudo e todos. Com pessoas brancas por exemplo esse é um ponto tocado apenas quando acontece algo que clame claramente uma questão de discriminação ou privilégio em relação a outros, não é o caso de pessoas não-brancas que em tudo e por tudo dificilmente escapam de alguma observação nesse sentido, mesmo gratuita.

Pois bem, é estranho que (ao menos eu não vi) não tenham tocado no assunto, nem para “colar afirmativamente” e reinvidicar nela uma negritude inspiradora, tampouco por ao contrário agregar “desqualificação velada” pela não-brancura, o que pode ter sido substituído cinicamente pelo tratamento de “cantora” adjetivado de “frustrada” feito por alguns obviamente negacionistas descontentes e não de Doutora…

Que a Dra. não é branca é óbvio, a “marca” como diria Oracy Nogueira está lá bem colocada em traços, como lábios, cabelo, tom de pele…, mas também na pegada artística, um tanto “black” em um sobrevôo mais atento. Então qual o motivo do silêncio ? Um mistério…

Em uma visita ao seu Instagram, que decididamente é de “popstar” mesmo que incluindo toda a verve científica, se apura que ela apesar de não “levantar bandeira”, admite a sua origem negra, e até com um certo “proud”, mas aí vai por um caminho de “coluna do meio”, tipo “nem branca nem negra” seguida de uma ode à miscigenação, referências comemorativas ao 13 de maio, loas à Princesa Isabel, enfim tudo que se enquadra em um perfil alheio ao de consciência negra, mais alinhado com o do conservadorismo metarracista (que se diz antirracista, mas na verdade vai contra as premissas e interesses do verdadeiro antirracismo)

Reprodução do Instagram

A nossa problematização passa longe de querer cobrar de A ou B uma pertença identitária compulsória, mas questionar o porque a heteroidentificação silencia em alguns casos, assim como a autodeclaração busca uma providencial “coluna do meio”, enquanto em outros casos a pouca marca não impede a autoidentificação enquanto pessoa negra e não como miscigenada.

Creio que são três os principais problemas, o primeiro uma tentativa consciente ou inconsciente de fugir da estigmatização por ser negro(a), o segundo uma introjetada ideia do dito “mito da democracia racial” combinado com um ideal romântico da miscigenação, não percebida como grandemente fomentado por uma antiga política nacional de branqueamento da nação, e terceiro e por fim, pelo desconhecimento dos termos e conceitos que definem as identidades. Por exemplo, a ideia equivocada que negro e preto são sinônimos (quando não são) e que pardo é uma identidade intermediária e independente da negra.

Por economia textual, não vou detalhar bem aqui esses termos e conceitos, remetendo à um outro texto meu específico Entendendo finalmente a diferença de preto para negro, o que vou sucintamente marcar aqui é que PRETO(A) é quem parece um africano não miscigenado ou de pouca miscigenação (o meu caso, que em África só era notado como “gringo” quando abria a boca para falar) NEGRO(A) é quem tem ascendentes trazidos no tráfico negreiro transatlântico, ou seja, escravizados. Portanto ser negro(a) não é uma questão apenas de marca mas principalmente de ORIGEM, é negro(a) quem descende de negros (independente de ser ou parecer miscigenado).

A questão da miscigenação

A Antropologia, mas antes a prática social, se rende ao chamado conceito ou “Lei de Marvin Harris” antropólogo norte-americano falecido em 2002, que pesquisando povos de todo o mundo identificou que invariavelmente o produto de miscigenação étnico-racial é socialmente alocado no lado menos hegemônico e socialmente valorizado de sua múltipla origem, a chamada HIPODESCENDENCIA. Ou seja, no caso uma pessoa não-branca, jamais é alocada socialmente enquanto branca ou mesmo “mista”, exceto caso ela não possua qualquer marca fenotípica que denuncie parte de sua origem estigmatizada e quando o racismo não é o chamado de origem, aonde basta a desconfiança de uma origem estigmatizada para que a pessoa sofra o preconceito e discriminação. No Brasil o racismo é de marca (aparência) muito mais que de origem. Não sei o que a Dra. apurou sobre isso de sua experiência fora do país, mas normalmente é sempre uma “surpresa” e abalo das percepções brazucas de autobrancura ou “meiabrancura”.

Outro ponto é que sendo sabido que biologicamente não há diferentes raças entre humanos, os quais formam uma espécie única, o homo sapiens, a ideia de “mestiço” ou “mistura” da mesma coisa com a mesma coisa é uma falácia teórica.

Tenho certeza que a agora nacionalmente aclamada cientista, à luz da ciência, mesmo que não sejam as do seu metier, haveria de concordar que a ideia de “nem black nem white” é anticientífica, é mais ideológica, vinda de uma política nacional de branqueamento eugenica e escamoteamento de nossas desigualdades sociais de origem racial e psicológico de evitamento da dor da estigmatização. Talvez diante da base científica para reinvidicar sua negritude até se sentiria feliz por poder fazer algo que na alma de artista até já lhe tenha passado.

Aliás, o texto é uma carta aberta, não é pessoalmente direcionado, é para reflexão pública e aproveitamento da informação por quem se sentir nesse “limbo”.


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Comprovante de residência

Em várias situações cotidianas é exigida uma comprovação de residência fixa. Quer para se ter alguma segurança de localizar a pessoa caso necessário, envio de correspondência, ou verificar se a pessoa faz jus à um serviço público prestado especificamente para os moradores de uma localidade ou região.

O problema começa quando se exige comprovantes no nome da própria pessoa, o que no caso de contas de luz, água e telefone, é complicado, pois estas em geral estão em nome de proprietários, e muita gente mora alugado, ou de outros membros da família que moram na mesma casa, e hoje a maioria usa celular pré-pago, portanto sem conta. Também algum documento oficial como o certificado de propriedade veicular no nome da pessoa,  o que também nem todo mundo tem.

Outras possibilidades são as faturas de cartão de crédito e correspondências de conta bancária, mas também muita gente não tem nem um nem outra. Em alguns casos  aceitam outras faturas como de internet fixa em que conste nome e endereço.

Ué ! mas faturas de cartão de crédito, de internet e correspondência de contas bancárias não são documentos oficiais, são privados (caso também das contas de algumas concessionárias de energia e água). Então por que são aceitas ?

Simples, porque são em geral entregues PELOS CORREIOS, ou seja, confirmam que a pessoa pode ser encontrada de forma prática naquele endereço (mesmo que não seja na verdade um endereço residencial, o que aliás é difícil de saber só a partir do endereço e nome da pessoa em uma fatura qualquer).

Seguindo essa lógica, QUALQUER CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA PELOS CORREIOS são comprovantes práticos de residência/localização. Qual o sentido de admitir uma fatura entregue pelos correios (e as vezes até recebida online) e não aceitar uma outra correspondência qualquer entregue da mesma forma pelos correios ?

Um exemplo de desburocratização é a lista de documentos aceitos pelo DETRAN-SP

Como se vê CORRESPONDÊNCIA POSTADA E ENVIADA PELOS CORREIOS é uma delas. Com isso não se torna tão difícil comprovar residência, basta comprar ou ter recebido algo com entrega pelos correios e usar a etiqueta com o endereçamento nominal  e carimbo postal.

Ajude a desburocratizar e aumentar os acessos divulgando isso. Tem gente com dificuldades até para se vacinar contra a COVID, porque é mais fácil aceitarem uma conta de luz que nem está no nome da pessoa do que um comprovante de correspondência recebida pelos correios no próprio nome, isso é ilógico.😒


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UM NOVO PARADIGMA CRIPTO

Enquanto o BITCOIN sofre com a antipatia mundial por motivos ambientais, com o desapoio oficial da China e Irã e a resistência de investidores conservadores antidigitais, as altcoins e “shitcoins”, em especial as moedas meme caem no gosto popular e vão ampliando sua participação de mercado, melhorando posições no ranking e entregando percentuais de lucro impressionantes (apesar de também caírem com a mesma facilidade e rapidez que sobem)🤷🏿‍♂️.

As frases abaixo apontam bem a lógica por trás do paradigma:

“O dogecoin tem cachorro e meme, já os outros não” (Elon Musk)

“Os memes são a linguagem da geração do milênio […] Agora vamos ter um meme ligado a uma moeda.” (Glauber Contessoto)

“A dogecoin tem o melhor branding de todas as criptomoedas[..] Se você colocar na minha frente todos os símbolos de ethereum, bitcoin, litecoin — tudo parece apenas super high-tech e futurista. E a dogecoin parece com: ‘E aí, tudo bem?’ ” (Glauber Contessoto)

Contessoto é um brasileiro que vive nos EUA desde criança e ficou milionário com a moeda meme, virando notícia no The New York Times. O motivo dessa postagem não é uma ode ao Dogecoin, mas a constatação de que os critérios meramente técnicos e “fundamentos” não são mais o único caminho de sucesso de uma criptmoeda, a “simpatia” do ativo e o engajamento dos seus detentores pode sim agregar valor e tornar o que foi iniciado a partir de um meme, em “coisa séria” e lucrativa, principalmente se além da simpatia houver por trás um projeto muito bem estruturado e útil.

Caso da criptomoeda brasileira REAU, baseada no nosso querido Viralata Caramelo, e que ainda serve para caridade apoiando abrigos de cães retirados de situação de rua e vulnerabilidades. Se a REAU ainda não “decolou” em preço (aliás até decolou mas foi prejudicada por acusações infundadas e mal intencionadas), engajamento não falta por parte da comunidade apoiadora que passa de 23 mil, a moeda já ganhou citações na mídia especializada, o mercado estrangeiro e até uma competição internacional de  potencialidade,  o Crypto Moon Watch. Portanto questão de tempo até atingir o status de “milionarizadora”.

Viralata Finance, o REAU, primeiro cachorro na lua verde

Finalizando, ainda com Contessoto na FSP

“Eu acho que um dia todos vamos comprar e vender coisas com memes, e a dogecoin vai abrir o caminho”, disse ele. Por mais estranha que possa parecer sua tese de investimento, é difícil negar os resultados.” (Glauber Contessoto/FSP)

Pois é, fiquem atentos, nem só de Bitcoin vive o mundo cripto.

Blogdojuarezsilva


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TOBY NÃO ! KUNTA KINTÊ!!!

Um dos problemas do neoativismo negro é a ideia romantizada e irreal de que somos africanos ou afrakanos como preferem alguns. A verdade é que nós diaspóricos produto do tráfico negreiro transatlântico temos raiz, mas africanos não somos, e essa é uma das primeiras coisas que descobrimos ao ter a oportunidade de viver um tempo por lá (principalmente os obviamente miscigenados que aqui se chamam de pretos e lá destoam na paisagem, já que a miscigenação por lá comparada com as diaspóricas foi mínima)… .

A história e os séculos nos transformaram em “outra coisa”, por mais que pelas regras do racismo estrutural até sejamos vistos como estrangeiros em nossa própria terra, pelo que paradoxalmente tanto racistas quanto “afrocentristas” ou “panafricanistas desse lado do Atlântico” concordam e lutam.

É até compreensível a busca por uma identidade que tenta reafirmar essa ligação ancestral por meio do viés cultural, estético etc, mas tem gente que exagera… . Os que tem religiosidade de matrizes africanas, tem o seu nome afro interno, que as vezes também tem uso social que remete à tradições do continente africano, outros adotam apelidos ou nomes fakes que nada tem à ver com a sua real origem ( étnicamente falando, em termos familiares ou mesmo de regiões africanas ancestrais) mas lhes proporcionam um sentimento de insurgência anticolonialista e pertencimento afro, até aí tudo bem.

A grande questão é quando a utopia vai além do razoável, e quando digo razoável é entender que gostando ou não, tanto nós quanto muitas gerações da nossa ancestralidade fomos formados nesse caldo de cultura cheio de expropriações e apropriações do novo mundo. Eu até admirava no épico filme “Raízes” baseado no livro de Alex Hailey, quando o escravizado Kunta Kintê obstinadamente tentava preservar o próprio nome e identidade, não aceitando o “Toby” do colonizador, mas ele era um verdadeiro africano recém retirado de sua cultura, o que é bem diferente de alguém que não tem um africano na família a provavelmente pelo menos 7 gerações, das quais a esmagadora maioria mal tem referência das 3 anteriores a si mesmo… .

Somos afro-brasileiros com tudo que isso significa, nada vai mudar isso, nem um nome africano arbitrário num pedaço de papel…, precisamos é de respeito e justa integração social, identidade até faz parte, mas não é a única nem mais útil demanda.


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“Questão Netto”, mais um pouco de Luiz Gama

Matéria na BBC dá conta de uma ação coletiva de alforria pouco conhecida, na qual Gama foi Patrono. A “Questão Netto”

Marcando aqui a hiperligação direta para o texto.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-57014874


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Comprando $REAU para a Trust Wallet combinando Binance, Faucet Pay e Viralata Exchange

O ideal seria começar falando sobre o que é a criptmoeda Viralata Finance $REAU, mas se você chegou até aqui imagino que já saiba bem dela. Em todo caso…, $REAU é uma criptomoeda brasileira que se iniciou baseada no meme do viralata Caramelo, mas ao contrário de outras moedas consideradas “memes”, ela tem um projeto muito bom, com altas chances de sucesso e também direcionado à proteção animal. Lançada há menos de dois meses, chegou à uma valorização de mais de 56 mil % em duas semanas, antes de por uma campanha difamatória, a ação de “baleias” e o pânico de “mãos de alface” sofrer uma queda de 90% de seu topo histórico. O projeto no entanto segue adiante, com muitas conquistas, hoje auditado e com uma legião de mais de 20 mil “fãs” nas redes sociais e investidores fazendo “hold” dos seus tokens que se espera retomar uma boa precificação em não muito tempo. A moeda já está em uma corretora nacional (a Brasil Bitcoin) e inclusive listada em exchanges estrangeiras. Para mais detalhes vá ao site oficial, mas volte…

Aliás, aproveitando, seria bom os cabeças da Viralata finance, começarem a vislumbrar alguma parceria com a Faucet Pay… 😉

Para quem está iniciando no criptomundo é meio complicado comprar criptmoedas que não estão listadas nas grandes exchanges (corretoras), e principalmente lidar com as wallets (carteiras) externas para guardá-las e movimentá-las. No caso da Viralata finance, a $REAU, levei algum tempo até finalmente conseguir de forma efetiva usar a wallet e guardar as moedas nela.

Como a ideia desse texto não é ser um tutorial detalhado passo-a-passo, mas sim um atalho ou alternativa ao “procedimento padrão”, vou assumir que você já viu os vários tutorias por aí e ainda tem dificuldades, ou mesmo já tendo conseguido botar $REAUs na sua wallet, quer uma forma mais barata de fazer isso.

O “processo padrão” é:

1- Abrir conta na corretora Binance e fazer depósito (PIX) para ter saldo em BRL (Reais) e poder comprar criptmoedas, principalmente a BNB (moeda própria da corretora e necessária para pagar taxas de movimentação na rede BSC (Binary Smart Chain) ), que é onde estão as Defi e DEX( Ativos e Corretoras de Finanças Descentralizadas) incluindo o $REAU

2- Baixar e configurar uma wallet externa para poder guardar e movimentar moedas, ao invés de deixá-las na custódia da própria corretora, como fosse um banco (mais fácil, mas não muito recomendado por questões de segurança) . A wallet mais utilizada é a Trust Wallet, do próprio grupo Binance, tem vários tutoriais sobre ela por aí na web.

3- Comprar no site/app da Binance as moedas que quer trocar por REAU na PancakeSwap ou na nova exchange da própria Viralata finance (não esquecer da BNB também, pois vai precisar mais adiante para pagar as taxas ) e transferir para a  wallet. Também tem muitos tutoriais sobre como fazer isso.

4- Esse passo mudou, antes era ir até o site da corretora PancakeSwap,  conectar a sua wallet, e realizar os procedimentos para trocar moedas que você tem na wallet (pode usar por exemplo XRP ou BUSD, sem ter que converter antes em BNB) por $REAUs, mas lembrando que mesmo assim tem que ter alguma Smart Chain BNB na carteira, pois as taxas são cobradas nela. Agora o indicado é comprar direto na nova exchange própria da Viralata finance. Novamente, tá cheio de tutoriais explicando o processo.

A essa altura você já deve estar se perguntando, “Se já tem tantos tutoriais sobre o assunto, o que tem de ‘diferente’ e ‘útil’ aqui ??? 🤔” . Já te digo: É que ao comprar BNB na Binance, tem um limite mínimo para sacar (transferir para a wallet) de 0.1 BNB, que hoje é equivalente a uns R$ 338 (US$ 64,55). E nem sempre se tem ou quer sacar tudo isso de uma vez para transformar em $REAU, sem contar que você possa já ter o equivalente a isso ou mais em outras moedas, e precise do BNB apenas para pagar as taxas da PancakeSwap ou agora da nova exchange da própria Viralata finance (5% do valor trocado), ou seja, se vai comprar mil reais de $REAU, precisaria apenas de 50 reais em BNB para a taxa, não de 338… .

E é aí que o processo pega um outro caminho…, a Faucet Pay, que é uma corretora diferente. Ela basicamente trabalha com anunciantes que pagam você  em criptmoedas para que clique e assista anúncios ou faça pequenas tarefas (desafios) no site deles, ou seja, você pode acumular pequenos saldos em BNB que depois você transfere para sua carteira… .

Além disso, a Faucet Pay é uma corretora com taxas baixíssimas e limites mínimos irrisórios, o que significa que você pode ao invés de comprar e sacar BNB direto na Binance, pode comprar na Binance moedas mais baratas e com limite mínimo menor, tipo a TRON (TRX) cujo mínimo de saque são míseros 2 TRX, sacar para sua wallet e aí trocar por BNB na Faucet Pay… onde o valor mínimo para saque é irrisório. Pronto ! “seus problemas acabaram”, aí é só ir na PancakeSwap ou preferencialmente na nova exchange da própria Viralata finance e comprar seus $REAUS seguindo os procedimentos padrão a partir daí. (Ah! não esquecer de comprar em V1 old, que é onde está a piscina de liquidez) 😉

Na Faucet Pay é fácil de se cadastrar e operar é intuitivo se você sabe um mínimo de inglês (ao menos os termos usados em sites e apps bancários e de exchange.

Uma vez cadastrado e logado,  vai usar o menu principal, Dashboard do usuário . Deposit para transferir os TRX  da Trust Wallet e ao final, depois de ter feito a conversão para BNB Withdraw para transferir para a sua Trust Wallet
Para fazer a conversão de moedas na Faucet Pay é só clicar no menu, depois em Coin Swap e seguir a interatividade

A nova exchange da própria Viralata finance é uma DEX e pode ser acessada a partir da própria Trust Wallet.

Vídeo demonstração, fonte: Grupo Telegram Viralata finance

ASSUMIMOS QUE JÁ ESTÁ FAMILIARIZADO OU SE ORIENTARÁ NAS OPERAÇÕES NAS EXCHANGES E WALLET, POR TUTORIAIS OUTROS E ESPECÍFICOS, ESTANDO PORTANTO POR SUA CONTA E RISCO. NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR ERROS DE OPERAÇÃO OU DOS SITES e APPs INDICADOS.

MUITA ATENÇÃO NOS ENDEREÇOS DE REDE (SEMPRE DA BSC / BEP 20) E CARTEIRAS DE MOEDAS, ERROS DE OPERAÇÃO PODEM FAZER SUAS MOEDAS SEREM PERDIDAS IRREMEDIAVELMENTE.

Boas compras !


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DE HOMOFÓBICO(A) NÃO SE PECHA SEM BASE

Eu ia fazer essa postagem de tarde, por uma inquietação que tenho com o uso inadequado de termos e conceitos. Agora com a morte de Paulo Gustavo, acho pertinente pois de certa forma tem a ver. Outro dia me deparei com um notícia/postagem em que a ex-presidente Dilma era chamada de “homofóbica”, por não ter comprado como se ativista fosse, algumas reinvindicações do movimento LGBT, a exemplo do veto ao apelidado “Kit Gay” e por ter se aliado politicamente à conservadores, esses sim homofóbicos. Obviamente discordo da pecha. Vou me alongar pouco no texto, prefiro as imagens que dão conta de que o termo não se aplica. Clique na galeria abaixo para ver integralmente as fotos:

Pela ordem…: “Homofóbico(a)” é termo aplicável à quem tem pensamento exteriorizado e ações relacionadas à homofobia. O fato de Dilma não ter sido uma “ativista pela causa” ou politicamente não ter enfrentado os seus “aliados” conservadores (estes sim homofóbicos) não fazem dela uma homofóbica sequer em figura de linguagem.

Com relação à ações de seu governo pro-LGBT dá para citar algumas… :

2011
Criação do módulo LGBT no Disque 100
A intenção foi preparar o Disque Direitos Humanos para receber denúncias de violações de direitos da população LGBT.

Elaboração do 1º Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil
Após a publicação do relatório pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, as denúncias contra violência homofóbica aumentaram em 116% em um ano.

Realização da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT
Nos moldes da conferência realizada em 2008, discutiu-se nacionalmente e com diversas entidades governamentais e da sociedade civil os avanços políticos e sociais sobre o tema.

2013
Alterações no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contemplar o atendimento completo para travestis, transexuais e transgêneros, como terapia hormonal e cirurgias. A identidade de gênero passou também a ser respeitada, com a inclusão do nome social no cartão do SUS.

Reconhecimento dos direitos de casais de mesmo sexo no serviço público federal
Os casais homoafetivos passaram a ter, oficialmente, os mesmos direitos de qualquer casal, como plano de saúde, licença gala, entre outros.

Assinatura do governo brasileiro à Convenção contra Todas as Formas de Discriminação e Intolerância da Organização dos Estados Americanos
O texto, assinado em Antígua (Guatemala), define as obrigações dos países sobre temas como orientação sexual e identidade de gênero.

Criação do Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra LGBT
O Sistema Nacional LGBT é uma estrutura articulada para incentivar a criação de programas de valorização dessa parte da população, comitês de enfrentamento à discriminação e combate a violência, além de oferecer apoio psicológico e jurídico para LGBTs nessa situação.

2015
Posse de Symmy Larrat como coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT da SDH
A paraense foi a primeira travesti a ocupar o cargo. Segundo ela, uma das missões mais importantes na função era “tirar os travestis do submundo e da exclusão social”.

Fora a sanção de legislação que ajudou os casais homoafetivos a conquistar na Justiça, direitos como licença maternidade e paternidade e a adoção.

Depois de tudo isso cabe pecha-la de “homofóbica” ??? Não faz o menor sentido. As palavras devem ser usadas com precisão, cautela e responsabilidade…


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1° de maio, Monteiro Lopes, pioneiro do trabalhismo no Brasil

Foto publicada no Jornal Correio do Norte,
de Manaus, em 1910

Em 1° de maio de 1909 tomava posse como Deputado Federal pelo então DF, o Advogado pernambucano Manoel da Motta Monteiro Lopes, primeiro deputado federal preto e com discurso afirmativo. Talvez não por coincidência também o primeiro a propor o 1° de maio como Dia do Trabalhador.

Abaixo a transcrição de sua atuação pró-trabalhadores em uma sessão na Câmara:

Pronunciamento do Dep. Monteiro Lopes – julho de 1909

O Sr. Presidente – Dos três Deputados
inscritos, restam apenas dois: o Sr. Dunshee de Abranches, que está
ausente, e o Sr. Monteiro Lopes, a quem vou dar a palavra, depois do que
ficam extintas as inscrições, devendo inscrever-se no próprio dia da
sessão o Deputado que pretender falar na hora do expediente.

Tem a palavra o Sr. Monteiro Lopes.

O Sr. Monteiro Lopes- Sr. Presidente, permitam V. Ex. e os meus ilustres colegas que as minha primeiras palavras interpretem com a maior fidelidade os mais solenes protestos de gratidão e de carinho a uma parte do eleitorado independente e incorruptível, que desde 1903 vem sufragrando o meu humilde nome nas urnas livres republicanas da capital da minha pátria. E que esta gratidão, Sr. Presidente, se estenda à imprensa do norte ao sul do país, que, após o pleito eleitoral de 30 de janeiro do corrente ano, esposou a minha causa, defendendo a legitimidade de meus direitos, quando se vociferava lá fora que a circunstância de meu nascimento era uma condição que impossibilitava a minha entrada nesta Casa do Congresso.

Não venho, Sr. Presidente, discutir o caso, que se me afigura haver passado em julgado diante das manifestações eloqüentes e inequívocas desta Câmara (Muito bem.), recebendo-me em seu seio pelo voto unânime dos Srs. Deputados presentes à sessão.

Conheço o Regimento, Sr. Presidente, e sei que uma das atribuições privativas
da Mesa é a distribuição do serviço para a ordem do dia.

Mas a Câmara também conhece as grandes e extraordinárias dificuldades que dia a dia assoberbam a vida das classes menos favorecidas da fortuna.

Entrei nesta Casa com uma eleição fortemente amparada pelas classes laboriosas.

De todas elas tenho recebido nos difíceis e acidentados transes de minha
carreira política, inigualáveis provas de confiança, verdadeiros pronunciamentos de dedicação exemplar, de modo a não ser possível divorciar-me da grande família operária, do homem do trabalho, do homem da oficina. (Aplausos das galerias.)

É por isso, que desde muito me constituí seu advogado na ininterrupta série dos seus sofrimentos, procurando na razão direta de minhas forças diminuir-lhe os seus inenarráveis sacrifícios. (Muito bem.)

Há nesta Casa dois projetos que constituem as mais justas e nobres aspirações do operariado.

O primeiro e o de nº 166, de 1906, que uniformiza as horas de trabalho e os vencimentos das diversas classes de operários.

Parece-me ter o projeto percorrido todos os turnos regimentais.

Apresentado à Câmara em 24 de agosto de 1906, a Comissão de Constituição e Justiça, pelo seu relator, o Sr. Justiniano Serpa, nobre Deputado pelo Estado do
Pará, adotou-o, havendo um voto divergente, do nosso ilustre ex-colega,
Dr. João Luiz Alves, então Deputado pelo Estado de Minas.

Remetido o projeto à Comissão de Finanças, em data de 3 de novembro do mesmo ano, foram os papéis distribuídos ao eminente Sr. Dr. Homero Baptista, nobre Deputado pelo Estado do Rio Grande do Sul, que, mais uma vez pondo
em destaque o seu amor e intransigência aos princípios republicanos e democráticos, adotou-o em um luminoso parecer em que eu não sei mais o que admirar, se a opulência dos seus conhecimentos científicos na matéria, se a elevação dos sentimentos de justiça de que procurou cercar o problema operário.

Do que não resta a menor dúvida, e está na consciência da Nação, é a grande
injustiça que até hoje se tem feito ao operariado de blusa, ao homem que, exposto às ardências do sol e às inclemências do frio, dá a sua atividade, nas oficinas do Estado ou nas empresas particulares, somente em troca de um salário, sem uma lei, sem uma medida que lhe garanta o seu esforço, que o imunize da miséria, no caso de acidente. (Apoiados.)

Por que este projeto, cuja justiça fora proclamada pelas duas comissões respectivas, não veio ainda à ordem do dia, para entrar em debate?

Aumento de despesa?

Mas esta é pequena, segundo afirmação do nobre Deputado por São Paulo, o honrado Sr. Dr. Galeão Carvalhal, autor do substitutivo, que assim conclui o seu minucioso trabalho:

                       
“As despesas a cargo do Tesouro sofrem um pequeno aumento, mas em regra são conservados os vencimentos dos operários.”

O segundo projeto, a que acima me referi, é o de nº 273, de 1908.

Não preciso assinalar aqui a grande importância e utilidade que traria ao
próprio país a aprovação de semelhante projeto, cuja sanção seria ao mesmo tempo um verdadeiro ato de humanidade.

Ao projeto nº 273 pode-se adicionar ou ajuntar um outro, apresentado pelo
eminente Sr. Medeiros e Albuquerque, o polemista emérito, o jornalista cívico, cuja pena vale por um jornal. (Aplausos das galerias.)

S. Ex. apresentou o seu trabalho nos mesmos moldes liberais do projeto nº 273.

Eu vi, Sr. Presidente, em torno deste projeto se levantarem mais de vinte mil operários bendizendo o nome do glorioso marinheiro, Sr. almirante Noronha, quando S. Ex., na simplicidade de marinheiro, prometia ao operariado da União o seu concurso livre e desinteressado na vitória do direito das classes laboriosas

Peço licença à Câmara para afirmar que no dia da sanção da lei uniformizando a
hora de trabalho, o vencimento do operário, regulamentando os acidentes
e riscos do mesmo trabalho, será definitivamente celebrado o legítimo
consórcio da República e o povo.

Sr. Presidente, não há país nenhum, ainda mesmo de civilização mediana, em que não se encontre lei protetora do operariado.

Conheço, por exemplo, a Dinamarca.

Lá foi promulgada a lei de 6 de julho de 1891, modificada em 1898, na parte em que instituía a fiscalização direta do Estado nos casos de acidentes de trabalho.

Na Inglaterra, nós temos a lei de 6 de agosto de 1897, que contém disposições
francamente liberais, disposições que podem se qualificadas como verdadeiras garantias dos interesses do operariado.

Na Alemanha, temos a lei de 1900, que por sua vez também foi modificada, consolidando as leis de 7 de julho de 1871 e mais ainda a lei de 8 de julho de 1884.

Na Áustria, existe a lei de 28 de setembro de 1887, alterada em algumas das suas disposições em 1893, e mais tarde modificada em 1894.

Na França, por exemplo, nós conhecemos a lei de 9 de abril de 1898,
alterada em 22 de março de 1902, modificada a 21 de junho de 1902, e
ainda ultimamente reformada em 17 de abril de 1906.

Tais modificações da legislação operária  em França atestam eloqüentemente a conduta dos poderes públicos diante do grande problema que interessa às classes laboriosas, e o desejo de acautelar os interesses do operariado, de modo que os princípios republicanos sejam uma realidade e não uma ficção.

E como fossem insuficientes as garantias da lei de 9 de abril de 1898, com as suas
modificações de caráter liberal, o telégrafo nos anuncia, há cinco dias, ter o presidente do gabinete francês, Jorge de Clemenceau, declarado que o parlamento adiaria a discussão do projeto que reforma a lei eleitoral, contanto que fosse aprovado o projeto instituindo uma pensão para o operário maior de 61 anos,

Enquanto vemos destes exemplos, eu pergunto à Câmara, que está reservado ao operariado no nosso país?

Dir-se-ia, talvez, que o ministério Clemenceau, agindo do modo aqui descrito, estava influenciado pelas idéias socialistas de Millerand.

Mas, a verdade é que Millerand entrou para o gabinete francês, já no governo
de presidente Dr. Armando de Falliéres, isso há cerca de dois anos, e a lei a que acima me referi da de 1898.

Sr. presidente, o meu objetivo na tribuna é dirigir um carinhoso apelo a V. Ex., para mandar imprimir e dar para a ordem do dia a discussão do projeto nº 166, de 1906, apelo que também torno extensivo às comissões respectivas que estão estudando o projeto n] 273, de 1908.

Venho pedir à Câmara justiça republicana para os humildes, para os operários de minha terra. (Apoiados.)

Sr. Presidente, nós republicanos precisamos nos desobrigar dos grandes e
extraordinários compromissos que contraímos com o povo nos difíceis tempos da propaganda. (Palmas no recinto.)

Nós, os republicanos, precisamos dizer lá fora e provar no recinto desta Casa, ser a República o regímen da ordem, da paz, da justiça…. e do trabalho. (Muito bem, muito bem. Palmas nas galerias e no recinto. O orador é abraçado e  cumprimentado.)

(Anais da Câmara dos Deputados. Sessão em 17 de julho de 1909, PP.
460-463.CEDI/ CELEG/SEDOP. Atualização ortográfica feita pelo Ìrohìn.)


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ENDIVIDAMENTO PÚBLICO e EMISSÃO DE MOEDA ou AUMENTO DE ARRECADAÇÃO ? 🤔

China lança moeda digital oficial



Todo estado precisa encontrar formas de fazer girar a economia doméstica, para isso deve gastar e fomentar trabalho. Ou seja, o estado gasta primeiro para que o dinheiro que ele emite circule, imposto e taxação ajudam mas não são o principal trunfo dos governos para ter recursos e distribuir renda, principalmente a social.

O verdadeiro trunfo é a capacidade de aumentar o endividamento público e imprimir dinheiro, e isso não é problema desde que a economia não esteja no limite de superaquecimento, o que gera inflação “apodrecendo” a moeda para além do racional.

A novidade das moedas digitais oficiais oferecem uma solução bem controlável para injetar dinheiro na economia inclusive nos programas de renda social. Outro ponto é a possibilidade de ter dinheiro com data de validade, o que incentiva o consumo no curto prazo ao invés da poupança e especulação. A China já está nessa…, inclusive mudou posição com relação às criptmoedas descentralizadas, ou o Bitcoin, autorizando o seu uso paralelo no comércio.

https://blocktrends.com.br/china-lanca-moeda-digital-e-testa-dinheiro-com-prazo-de-validade-para-estimular-consumo/amp/

https://oasislab.com.br/governo-chines-legaliza-o-uso-de-criptomoedas-no-comercio/#:~:text=Indiv%C3%ADduos%20e%20empresas%20poder%C3%A3o%20transferir,de%20not%C3%ADcias%20CCN%20e%20CnLedger.

https://pt.gizchina.it/2021/03/revolu%C3%A7%C3%A3o-e-digital-yuan-china/amp/