Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


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Carmem Costa no Doodle

A cantora e compositora Carmem Costa foi parar no Doodle do Google, espaço de destaque para as homenagens diárias à eventos e personalidades importantes; motivo: seu nascimento em Trajano de Moraes-RJ, em 5 de julho de 1920.

Carmem-costa-doodle

Negra, saída do interior aos 15 anos, foi empregada doméstica do famoso cantor Francisco Alves, revelada se integrou com outras estrelas da música dos 40/ 50 do XX  ao seleto grupo de cantoras da Rádio Nacional, as “Cantoras do Rádio”.

Particularmente a sua música mais marcante, pelo menos na minha opinião, foi “Eu sou a outra”, um tanto autobiográfica, já que ela mesma passou por essa situação por anos, é tocada até hoje pelos boleros e bregas da vida, aos primeiros acordes sempre tem um tremendo alvoroço da mulherada presente…, por que será ?😉

Ver biografia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carmen_Costa

 


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A GCM de São Paulo e as confusões

Dias atrás no imbróglio sobre a retirada de cobertores de moradores de rua no inverno Paulistano, argui que a GCM  em ação é como soldado sem comando adequado na frente de combate, podem agir sem ética e contra as ordens e padrões estabelecidos pelo comando maior… .

Mais dois casos de  CGMs agindo de forma estapafúrdia causam mortes absurdas na região metropolitana de São Paulo, um a morte de um garoto de apenas 11 anos… .

A “culpa” é do prefeito ?, a culpa é da militarização da polícia ?, a culpa é da de uma guarda armada que não tem função de polícia e está desvirtuada ? ou a culpa é de aloprados insubordinados frustrados que gostariam de ser polícia, mas que por algum motivo não puderam ser ou permanecer ? .

Ai o Prefeito que nāo está na rua com a GCM só pode dizer isso com cara desolada :

image

Alguém tem dúvida ?


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Festival de Parintins 2016

Parintins 2016

Começa hoje  os 3 dias da  maior festa popular do Brasil depois do Carnaval,  a 51ª edição do Festival folclórico de Parintins, no interior do Amazonas e televisionado para o mundo todo…

A disputa dos boi-bumbás Garantido (boi branco com um coração na testa, representado pela cor vermelha)  e Caprichoso ( boi preto com uma estrela na testa, representado pela cor azul)  em apresentações magníficas atrai visitantes do Brasil e do mundo todo.

Para saber mais: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=879:bois-bumbas-de-parintins-amazonas-caprichoso-e-garantido&catid=37:letra-b


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A morte de Juma, a onça mascote do 1º BIS

Ilustração de matéria no G1 AmazonasIlustração de matéria do G1 Amazonas

A situação é triste, mas a análise do fato pode ter visões diferentes…
1º A onça possui um enorme valor simbólico no contexto militar amazônico, significa mais que associar ao guerreiro de selva a força e adaptação ao meio do mais poderoso predador da selva amazônica, obviamente visa demonstrar o controle dos guerreiros de selva sobre o meio, tem efeitos psicológicos e simbólicos…
2º As mascotes apesar de não livres e fora do seu habitat, não são maltratadas, recebem toda a atenção veterinária, etc…, são normalmente dóceis e acostumadas ao contato humano e aglomerações, permitem aos veterinários conhecer mais sobre a espécie, coisa nada comum fora das organizações militares, quais outras instituições na região mantém zoológicos com onças?
3º Por mais dócil e condicionado ao convívio e situações estressantes que uma mascote vivencia (inclusive animais domésticos), não é razoável deixar “livre” em grande público qualquer animal com potencial ofensivo, as correntes no caso são uma contenção lógica, por mais que se apresentem “cruéis”, o recurso por sinal é usado inclusive com humanos privados de liberdade e considerados perigosos…
4º O fato foi atípico, não ocorreu DURANTE o evento popular, mas dentro da unidade militar, esvaziada, após fuga imprevista e ação com tranquilizantes primariamente, a ação letal foi último recurso e reação instintiva diante de alto risco…
5º Não é tão incomum nos ambientes zoológicos, tais consequências diante de situações de impossibilidade de controle e alto risco em situações limites, vide o caso recente do Gorila Harambe em Cincinatti-EUA, que nem era utilizado como mascote ou sujeito aos estresses possíveis com a atividade…
Por fim, é de fato triste o episódio, repercute muito mal em um momento que deveria dar ao contrário boa visibilidade ao Amazonas e ao Brasil, mas antes de se partir para a “condenação” de práticas e instituições, é preciso visualizar de forma menos emotiva todas as variáveis envolvidas… A verdade é que a despeito de todos os cuidados e expectativas “Shit happens”…


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DNA como “definidor” de origem, questionamentos

Tenho altas reservas quanto a questão dos testes de DNA como “definidor” de origem, por vários motivos:

1º Porque o teste é de matrilinhagem, ou seja, indica marcadores de origem da ancestral mais antiga (milhares de anos atrás).

2º Isso desconsidera as migrações em África, as contribuições genéticas paternas, a miscigenação interafricana, ou seja, o fato de ter a ancestral mais antiga com marcadores equivalentes a uma determinada população, não indica que aquela população se encontrava originalmente naquele território ou que não tenha tido miscigenação com outros grupos, muito menos, que ao serem traficados para a diáspora os ancestrais majoritariamente estivessem ainda naquele grupo.

3º Desconsidera que já na diáspora a miscigenação entre africanos e entre descendentes continuou, ou seja, pouquíssimo provável encontrar um descendente de africanos na diáspora, que não tenha de fato múltiplas origens étnicas (isso só pela parte africana, sem contar a europeia e indígena).

Ou seja, é ilusão achar que o teste genético te remete “à sua origem”, na verdade te remete a uma das muitas origens, mas não todas e muito menos serve para te “excluir” destas; ainda vejo como mais relevante o contexto histórico geográfico dos grandes grupos desembarcados em determinadas regiões X a relação familiar com essas regiões.

Em suma, se fosse para um afrobrasileiro ter direito a reivindicar uma segunda nacionalidade africana, deveria ficar em aberto para escolher entre os diversos países de onde se traficaram escravizados, lembrando que nem todos provinham da mesma região em que foram embarcados, mas pelos grupos étnicos que chegaram dá para saber aonde se encontram atualmente em África.

Eu por exemplo sou de família mineira, afromineiros são predominantemente de origem Bantu (de Angola ou de Moçambique), fiz “o teste do visual” in loco, quando morei em Moçambique, sou tão visivelmente Bantu que fui “perdido” no aeroporto na chegada, por me acharem moçambicano e terem me ignorado, ninguém me notava estrangeiro até eu abrir a boca, até a polícia local me abordava como a qualquer um pedindo documento de identificação na língua local, ficavam espantados quando descobriam que eu era brasileiro… .

Detalhe, os africanos sabem muito bem reconhecer grupos étnicos diferentes dos seus próprios, ou seja, um nigeriano “não se passa” por moçambicano, nem um senegalês é visualizado como angolano.

Ver matéria que deu origem à reflexão:

Versão cinematográfica da série de TV e do projeto de mesmo nome, o documentário “Brasil: DNA África” mostra um passo fundamental na recuperação…
www1.folha.uol.com.br


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Bye Mr. Muhmmad Ali

Sou do tempo em que ele era Cassius Clay, o estilo “gabola” despertava uma certa antipatia…, mas afinal nos ringues ele era “o cara”, em uma época em que a luta-livre a mãe do MMA, a não empolgava como o Boxe…, ele era o Rei do Boxe,  fora dos ringues também fazia seus nocautes, um deles é essa entrevista clássica e demolidora de 1971, Adeus Lenda !  cada partida dessas  nos coloca mais longe do “nosso tempo”.


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Adeus ao Dr. Rogelio Casado

Juarez e Rogelio

Com o Dr. Rogelio Casado, na Marcha pela Liberdade de Expressão.

Retomando a publicação no blog após um período inativo dedicado ao mestrado, com uma notícia triste, o falecimento do nosso estimado companheiro de lutas do movimento social, Dr. Rogelio Casado.

Psiquiatra, grande defensor da causa antimanicomial, Rogelio era antes de tudo uma pessoa muito humana e que efetivamente atuava em prol de muitas outras causas justas, o que lhe valeu amizade e reconhecimento em todos os movimentos sociais locais, de Mulheres, Negro e Anti-Intolerância Religiosa, Indígena, LGBT, Estudantil, Artístico Cultural, Pró-Liberdade de Expressão e Ambiental, nesse último com grande atuação no movimento S.O.S encontro das águas.

Foi Pró-Reitor de extensão da UEA – Universidade do Estado do Amazonas, e era também admirado por toda a intelectualidade manauara, em especial a tradicional intelligentisia que tinha e ainda tem no tradicional Bar do Armando da praça São Sebastião, o  seu reduto, que em época momesca também é o QG da BICA-Banda  Independente da Confraria do Armando.

Escrevia sobre tudo, também era blogueiro (muitíssimo mais atuante é verdade) e mantinha o seu valoroso PICICA, atuante nas redes sociais era muito querido, nacionalmente, um registrador da atividade dos movimentos sociais, sempre presente com sua câmera e o indefectível colete de fotógrafo, ora acrescido dos seus Panamás, mas sempre com o também indefectível “rabo de cavalo”.

Teatrólogo, o seu monólogo “Cuidado com o Lalau” um inesquecível sucesso na performance da nossa caríssima atriz Rosa Malagueta.

Sempre questionado pelo nome curioso, contava a história da origem peruana, era vizinho aqui no bairro da Raiz em Manaus,  além da conhecida paixão por fotografia e vídeo, era possível vê-lo nas ruas ao mais puro estilo “hell’s angels” em sua potente motocicleta de estilo custom.

Pai do Juan, seu modelo favorito, filho pelo qual demonstrava inequívoca paixão, e que teve a infelicidade de perder também a mãe há poucas semanas… um baque.

Enfim, grande perda, nunca conversamos sobre sua cosmovisão particular, mas na nossa entendemos que a morte não é o fim…, apenas uma passagem, sendo assim, esperamos que seja conduzido à bom lugar do outro lado.

Valeu companheiro, representou !

 

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