Blog do Juarez

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Nilma Lino fica e cresce com o Ministério da Cidadania

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Com a Ministra Nilma Lino

Após mais uma “tensa” reforma ministerial temos um novo quadro com duas notícias, a primeira (que precisa ser melhor avaliada) é a fusão das três Secretarias Especiais que atendiam mais diretamente às demandas dos movimentos sociais, a das Mulheres, a de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a de Direitos Humanos, a segunda (que de antemão é boa notícia) é que fica à frente da nova pasta, a Profa. Nilma Lino, que já era Ministra titular da Igualdade Racial, que em relação aos três nomes aventados anteriormente (Miguel Rosseto, Moema Gramacho e Benedita da Silva) todos petistas e por tal incensados e reivindicados pelo PT, Nilma Lino é a única reconhecida como “do Métier”, sem objeções generalizadas pelos movimentos sociais, e não tem filiação partidária, é mulher, negra e com histórico nos movimentos sociais (Benedita da Silva é um caso a parte, e sofre algumas objeções pelos movimentos sociais, apesar de ter sido Senadora, Governadora do RJ, Ministra da Assistência e Promoção Social, atualmente Deputada federal).

As Secretarias Especiais com status de Ministérios, sempre sofreram de uma “subnutrição crônica” com orçamentos muito modestos e estruturas reduzidas, espera-se que com a nova situação haja um “emponderamento” na estrutura, dotação e condição política no trato das questões pertinentes, inclusive em ações diretas e de fomento em outras pastas e instituições públicas e privadas.

Alguns ativistas demonstraram preocupação com a extinção ou incorporação da SEPPIR, eu particularmente há muito acho que a incorporação por um ministério de atribuições mais amplas poderia ser positivo (ainda mais com alguém que conheça e tenha compromisso com a causa negra, e representando a população afrobrasileira melhor ainda… escrevi sobre há uns anos ainda no DILMA I, SEPPIR, para que e até quando ?  https://blogdojuarezsilva.wordpress.com/2011/11/01/seppir-para-que-e-ate-quando/


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De volta ao velho “Homens negros só querem brancas e a Solidão da mulher negra”

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Vira e mexe me vejo envolvido na discussão fratricida “Homens negros só querem brancas e a Solidão da mulher negra” promovida em especial pelas ativistas negras vilanizando os homens negros. Não ignoro que há uma questão envolvendo relacionamentos interraciais e que isso pode e deve ser motivo de estudo e reflexão, mas não faço “história única”, não ignoro que há de fato muitas mulheres negras em “celibato”,  só acho que a coisa invariavelmente é direcionada para que a análise não contemple TODA a questão… .

Por exemplo, se falamos de livros sobre o tema, indico um que trata da mulher negra e homem branco… mas é como se eu não o tivesse feito, só se quer discutir o que atende a visão que satisfaz a  ideia do homem negro como “vilão”…, demonstro que mulheres negras até se organizam na busca de relacionamentos com brancos, mas o assunto é solenemente ignorado e torna-se a questionar negros com brancas…, coloco que os relacionamentos negro/branca não são uma busca de mão única, as brancas buscam os negros enquanto as negras sabotam relacionamentos com negros e buscam brancos, mas novamente se evade da questão.

Torna-se então ao pressuposto que o homem negro “só quer branca”, é quando chamo a atenção para o contexto histórico de séculos de rapinagem sexual de brancos contra negras e índias (coisa que aliás permanece acontecendo), mas qual o que ?,  só vamos ouvir  um absurdo “desde sempre os homens negros deixaram a negra na solidão e ficaram com as brancas…”, e tome exemplo de pagodeiros, jogadores de futebol, celebridades… .

Ai aparece uma pesquisadora que fez um trabalho com quase dois mil casais envolvendo pessoas negras e 600 desses casais eram formados por negros/negras (mas isso não interessa, abstrai-se…) foca-se apenas nos casais inter-raciais (todos de negros com brancas) Êpa! mas não tem negras com brancos ????, esqueça-se!, fiquemos só nos negros com brancas… .

Ninguém pergunta por que é que o número de miscigenados no Brasil é enorme e secular…, nem se questiona que o acesso de homens negros à mulheres brancas é historicamente muito recente…, não se leva em consideração que oficialmente o percentual de pessoas PRETAS no Brasil é de 8% (dividido entre homens e mulheres). Alguém já se perguntou por qual motivo um universo de 4% de homens pretos  e 20% de homens pardos deveria se limitar  a encontrar parceiras nos 4% de mulheres pretas e 20% de pardas quando a estas somam-se quase outros 25% de “brancas” ???? (Opa ! desculpem o esquecimento da questão de gênero e que nem sempre homens estão buscando mulheres e vice-versa… ;)) em estatística simples sem considerar “ideologias” etc…,  qual é a probabilidade de um preto se relacionar com uma branca ou uma negra ?, aonde está a maior e a menor “oferta” ???.

Tudo isso são questões que simplesmente não se discute nem considera…, o que importa é a “solidão da mulher negra” e culpar exclusivamente o homem negro por isso…, ninguém sequer cogita que o Brasil não é Angola que tem 95% de Pretos, 2% de miscigenados e o restante de não-negros… e que o relacionamento inter-racial é inescapável e “natural” em uma conjuntura como a brasileira….,  porém nada disso importa. Só importa culpar os homens negros pela solidão da mulher negra… .

Eu acho que se é para discutir a questão, que seja feito de forma séria, com TODAS as variáveis que cientificamente deveriam entrar nessa “Equação social”…, não apenas com mágoas e ressentimentos e uma vontade de apontar apenas um “culpado” (que ironicamente também faz parte do rol de vítimas do processo secular de racismo) por um problema que tem tantos envolvidos igualmente responsáveis.

Com tantos problemas que a população negra tem que ainda superar e tantas demandas, há quem prefira ficar fazendo “fogo-amigo”, ai é que se perde tempo e a coisa não anda, esse comportamento belicoso não leva à nada… ou pior, nos atrasa imensamente.


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Câmara dos Deputados rejeita criação de cotas para mulheres no Legislativo

E eu achei que essa ia ser difícil de não passar já que além de terem trabalhado forte a ideia da justa representatividade, não teria a hipocrisia dos meta-racistas esperneando para impedir avanços dos negros a partir de N argumentos falaciosos que nada tinham a ver com a questão; o SIM teve quase o dobro de votos do NÃO, quem derrubou esse avanço necessário foram  os “NEUTROS”… exatamente o que postei via jpeg semana passada :

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Veja matéria sobre:
Câmara dos Deputados rejeita criação de cotas para mulheres no Legislativo: http://goo.gl/4ufpF3


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O retorno dos anticotas: agora contra as mulheres no parlamento

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A nova frente de combate dos anticotas, a reserva de vagas para mulheres no poder legislativo.

Depois de mais de uma década de acaloradas discussões e após a acachapante derrota impingida pelos defensores das cotas e o STF aos anticotistas e sua argumentação falaciosa, “desapareceu” (ou pelo menos se arrefeceu por um tempo) a disposição dos mesmos em externar seus argumentos antinclusivos, porém…, eis que retornam com força total por conta da campanha nacional por mais mulheres na política.

Repetindo exatamente os mesmos argumentos (e alguns novos, como “interesses individuais oportunistas” e “campanha casuística” ), e talvez imaginando se tratar de “outra coisa” ou “outra causa”, os anticotas demonstram não terem entendido realmente os princípios que norteiam as Ações Afirmativas (AA), a saber:

a) Corrigir distorções e desigualdades históricas e culturalmente arraigadas na sociedade

b) AA não tem nada a ver com “capacidade” pessoal ou coletiva, mas com oportunidades efetivas

c) Cotas são apenas uma das formas de AA, e visam corrigir a SUBREPRESENTAÇÃO dos recortes tradicionalmente prejudicados, em toda e qualquer situação em que se fizerem necessárias.

Ao julgar as ações relacionadas as cotas raciais e sócio-raciais e considerá-las constitucionais, o STF entendeu procedente a ideia geral de Ação Afirmativa por recorte (desbancando de vez o surrado bordão do “todos são iguais perante a lei” do art. 5o da CF, privilegiando o art. 3o “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”), o que significa que apesar do amparo legal direto para negros e indígenas na questão universitária, o mesmo princípio básico é válido para outras Ações Afirmativas, em outras áreas e para outros grupos em situação análoga de subrepresentação, isso é exatamente o caso das mulheres no parlamento, bem como de outros recortes afirmáveis.

O ressurgimento do discurso anticotas (encampado inclusive por algumas mulheres, assim como o foi também por alguns negros no caso das cotas universitárias) é anacrônico e  “zumbi” (está morto, porém continua se movimentando, como se parte da vida ainda fizesse), vai fazer algum barulho pelos próximos tempos, mas está fadado a mais uma magnífica derrota… .

Apesar de em contexto diferente, apropriado lembrar uma frase do primeiro discurso de posse de Barack Obama ” O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles”,  não será portanto fácil manter por muito tempo os privilégios e desigualdades de nossa sociedade.


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A “Copa das copas” está desmascarando mais que coxinhas e vira-latas…

Agora os desmentidos são os “neo-democratas-raciais” (aqueles que proativamente trabalham para  tentar “provar” que “Não somos racistas” e ao mesmo tempo se colocam no antagonismo ferrenho às Ações Afirmativas), mas também o brasileiro “comum”, aquele que “acredita piamente” (pelo menos diz)  que  cor não faz a menor diferença no Brasil  e que todos tem “oportunidades iguais”.

Que a “interação”  com os  visitantes estrangeiros ia ser grande ninguém duvidava, principalmente a dos estrangeiros com as “nativas” (afinal essa tem sido uma constante na história continental desde os primeiros contatos de estrangeiros com os “locais” ); a questão é que até então não tínhamos tido um evento nacional com tal proporção de estrangeiros visitando o país ao mesmo tempo, muito menos com a diversidade envolvida.

Em várias oportunidades citei a questão das “cinderelas”  que sonham com “príncipes encantados gringos” e em muitas coloquei que a carga de eurocentrismo (racismo mesmo…) nesse “interesse”  é elevadíssima, demonstrando que “democracia racial”  no Brasil é  apenas uma ilusão em que muitos acreditam sem bases reais para isso,  já a “rapinagem sexual” continua exatamente nos mesmo moldes coloniais, homens europeus e eurodescendentes  sobre as “nativas” (termo que agrupa no caso não apenas as índias, mas também as negras e agora também as brancas), o “mercado brasileiro”  está aberto, mas não da mesma forma para todos….

Como de praxe,  ao ser notada a questão, a palavra RACISMO é  evitada… e  quando se toca nela, logo vem as tradicionais “desculpas”,  transpondo tudo para o “social/econômico” ou argumentos de óbvia falácia, pois pelo que pude presenciar (pelo menos aqui por Manaus), dificuldades com língua, “bom papo”, dinheiro e “beleza” não me pareceu “problemas” que evitassem “pegações” instantâneas e “descomplicadas” para europeus, norte-americanos e mesmo sul-americanos (quiças asiáticos), a verdade é que é copa do mundo mas o “padrão desejado” de “príncipe encantado” (gringo ou brazuca) das conterrâneas continua o mesmo… .

Contudo mais  que a constatação em si, é  interessante  ver a “criatividade” dos brasileiros tentando inventar “justificativas”  para o insucesso dos visitantes afro e excluindo e negando a óbvia questão do preconceito e discriminação racial embutida no contexto brasileiro.

” Marfinenses não pegam nada, zeram em festa do pijama e criticam brasileiras

José Ricardo Leite
Do UOL, em Fortaleza (CE) 24/06/201401h30

Dupla marfinense não consegue sucesso com mulheres brasileiras

  • Dupla marfinense não consegue sucesso com mulheres brasileiras

Jonathan Djerehe, 30 anos, e Kone Natham, 17, estavam entre os menos de 10 torcedores que esperavam a chegada da delegação de Costa do Marfim ao hotel Luzeiros, em Fortaleza, no último domingo. Foram os primeiros a chegar e eram os únicos do país africano em frente ao hotel.

Foram os primeiros entrevistados pela imprensa brasileira por estarem sozinhos ali, com as cores africanas. E entre perguntas sobre como está sendo a passagem deles pelo país-sede da Copa do Mundo, havia uma única frustração clara: não conseguem fazer sucesso com as mulheres brasileiras.  “

Interessante é que os mesmos ainda se perguntam  “por quê ?” , não tem como não se remeter à máxima do “grande pensador contemporâneo”  Compadre Washington : “SABEM DE NADA, INOCENTES ! ” .

Vale a pena ler a  matéria completa : http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/24/marfinenses-sao-engandos-por-brasileiras-e-reclamam-que-nao-pegam-ninguem.htm

 


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A falta de noção de Luciano Huck, está ganhando “evidência solar”…

Print da postagem no face, removida .

Print da postagem no face, removida .

Eu até que nutria um simpatia pelo apresentador, simpático, aparentemente humilde e solidário com todos independente de origem, cor,etc…, porém depois do vergonhoso caso da camiseta do #SomosTodosMacacos ( motivado pelo  já exposto aqui no blog, Os comedores de banana e o antiracismo imbecil) e agora com a última mancada do “bom moço”, tá difícil… .

Print da postagem no Twitter

Print da postagem no Twitter

Depois de uma  campanha das autoridades brasileiras “desincentivando” o turismo sexual, e sem nenhuma reflexão crítica prévia, e olha que essa questão das “cinderelas” buscando “príncipes encantados” estrangeiros, não é nada nova e nem pouco conhecida e debatida, já deu até documentário nacional (Cinderelas, Lobos e um príncipe encantado) e vários  filmes internacionais [não raro fazendo o link com  o tráfico humano… para prostituição]), ou seja, o relacionamento premeditado ou fomentado de mulheres (principalmente as de vulnerabilidade social) para com homens estrangeiros é uma das principais portas para um final que raramente se pode dizer “feliz” e honesto,   parece incrível que o apresentador lance uma campanha  justamente incentivando que as mulheres brasileiras  “se joguem”  para cima dos “gringos”  aproveitando a oportunidade  pelas visitas para a  Copa do Mundo da FIFA ( o mais impressionante é que parece não haver uma assessoria para dar um toque e impedir as besteiras do apresentador…, ou será que as ideias micadas vem justamente dela ? ).

Óbvio que depois da repercussão negativa, as postagens seriam retiradas das redes sociais, mas ai já era tarde…, “caiu na rede, já era”, depois que inventaram o print de tela, mentir ou “desdizer” o que foi postado não é mais possível…

Ficou feio Luciano…, muito feio.  #somostodoscafetões e #NãoMeAjudaLuciano.

 


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O fim da novela, as diferenças culturais e o Cadinho…

Casamento do personagem Cadinho e suas três mulheres

Ontem encerrou a novela “Avenida Brasil” que entre tantas tramas paralelas teve uma que gerou muita polêmica; entre o humor generalizado, “a inveja” de uns e a “indignação” de outras, o brasileiro teve contato com uma realidade super comum em vários países (a poligamia) inclusive de figuras como presidentes da república, mas que teve tanta repercussão no Brasil simplesmente pelas diferenças culturais.

A poligamia é na realidade uma natural e antiga forma de estruturação familiar (inclusive em relatos bíblicos do antigo testamento), mantida até hoje e principalmente fora do eixo cultural eurocêntrico-judaico-cristão (exceção para os antigos mórmons e alguns contemporâneos, veja como exemplo a famosa série de TV norte-americana BIG LOVE ); na poligamia existe o estabelecimento de uma relação múltipla oficial e socialmente assumida, com regras rígidas (ou seja CASAMENTO com todas as suas implicações), diferentemente do AMANTISMO (relações afetivo-amorosas múltiplas e concorrentes em geral sem “consentimento/conhecimento” de todos envolvidos, divididos em relacionamentos primários [casamento ou relação socialmente assumida] e secundários [concubinato ou relação socialmente “escondida”], na maioria das vezes com desdobramentos sociais desastrosos,  praticado LARGA e HIPOCRITAMENTE em toda cultura ocidental).

O personagem CADINHO, era na realidade um POLÍGAMO, não um AMANTISTA, pois era um cara “familiar” um “provedor múltiplo”, que apesar de visto por muitos espectadores como um simples mulherengo, na realidade era um cara legal, ” fiel” (termo que quer dizer constante e leal, não exclusivo), bom marido, bom pai e limitado as mulheres e famílias que estabeleceu, seu grande “pecado” foi fazer parte de uma sociedade em que isso não é “permitido”, Cadinho era na verdade um SUBVERSIVO um INSURGENTE contra a opressão e engessamento social pregado pelo sistema ocidental e introjetado na mente e modo de ser de homens e mulheres mentalmente colonizados pela cultura judaico-cristã.

Ainda bem que entre as reclamações, indignação e “revolta” de mulheres cujas mentes foram completamente colonizadas pelas falaciosas premissas de que só é possível o “amor exclusivo” tipo um-para-uma e vice-versa, venceu a felicidade…, aquela que as três mulheres do Cadinho souberam reconhecer no seu sincero amor múltiplo e compartilhado, pois afinal como diria o poeta : ” Toda forma de amor vale a pena” . 

Abaixo uma família poligâmica de verdade:

O Presidente  da África do Sul,  Jacob Zuma e suas 3 esposas.


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[ “Machista” mode ON ] :-)

Rolando ai pela web…, hilário, as amigas ultra-feministas que me desculpem mas não podia deixar de reproduzir  🙂

REVELADOS OS 11 MAIORES MISTÉRIOS SOBRE AS MULHERES.

01)- Primeiro Mistério:
Porque Deus deu um pinto ao homem?
R: Assim eles teriam como fazer as mulheres calarem a boca.
02)- Segundo Mistério:
O que são aquelas saliências ao redor dos mamilos das mulheres?
R: É braile e significa “Chupe Aqui“.
03)- Terceiro Mistério:
O que aconteceu com o cara que finalmente entendeu as mulheres?
R: Morreu de rir antes de conseguir contar para alguém.
04)- Quarto Mistério:
Qual a diferença entre uma mulher com TPM e um pitbull?
R: O Batom.
05)- Quinto Mistério:
Como fazer para a sua esposa gritar por uma hora depois do sexo?
R: É só limpar a sua pica na cortina.
06)- Sexto Mistério:
Por que as mulheres fecham os olhos durante o sexo?
R: Porque elas não suportam ver um homem se divertindo.
07)- Sétimo Mistério:
O que tem cerca de 20cm de comprimento, mais ou menos 5cm de
largura e deixa as mulheres malucas?
R: Dinheiro
08)- Oitavo Mistério:
Por que furacões recebem nomes de mulheres?
R: Porque quando eles chegam são selvagens e molhados, e quando se vão, levam sua casa, sua moto, seu carro e o que tiver junto com eles.
09)- Nono Mistério:
Qual é a melhor parte do sexo oral?
R: Dez minutos de silêncio.
10º) – Décimo Mistério:
Por que as mulheres esfregam os olhos quando acordam?
R: Porque elas não têm um saco para coçar.
11º) – Décimo primeiro e último Mistério:
Por que não se pode confiar nas mulheres?
R: Como alguém pode confiar em algo que sangra por cinco dias e não
morre?


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Vitória !!!, mas apenas uma de muitas que ainda faltam…

Com o julgamento pelo STF favorável à constitucionalidade de se utilizar o critério “racial” nas cotas, todas as outras ações contrárias as cotas (inclusive as outras no STF) na prática perderam o objeto, estarão em julgamento mas meramente  pró-forma,  já  que a mais complicada e defendida pelos “pesos pesados” era essa, as demais deverão seguir o mesmo entendimento.

A luta porém continua; a campanha para que mais universidades adotem o sistema, o fomento à permanência na universidade, a questão da pós -graduação (que é mais complicada ainda que a graduação), a empregabilidade dos egressos, o equilíbrio no serviço público e maior acesso aos escalões mais altos da pirâmide social e do poder.

Além desses, existem vários outros problemas que afligem a população negra, como o verdadeiro genocídio de jovens negros pela violência marginal ou policial, a questão de gênero (mulheres negras), saúde da população (atendimento não discriminatório, programas voltados para as doenças prevalentes com anemia falciforme e diabetes…), o combate à intolerância religiosa , a questão quilombola ,  a discriminação velada e as demonstrações explícitas de racismo, entre outros.

A resolução da maioria dos problemas citados passa pela efetivação e regulamentações complementares ao ESTATUTO DA IGUADADE RACIAL, que mesmo aprovado com tantos cortes promovidos justamente pelo DEM (que obteve a relatoria do estatuto no Senado e que já demonstrou claramente ser inimigo ( não declarado mas óbvio) dos avanços para a população negra), conseguiu conservar as diretrizes e fundamentos para a formulação e implementação de tais políticas públicas de equalização.


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Movimentos Negros ou Movimentos Pretos ? : a abrangência X a radicalização

“Degradê” Afrobrasileiro

Antes de iniciar o desenvolvimento do tema em si, é preciso que o leitor tenha consigo alguns conceitos :

1- O termo negro não é sinônimo de preto (pelo menos não quando tratamos da temática étnico-racial),  negro foi o termo utilizado para designar os escravos (inclusive em inglês e da mesma forma que grafamos) no “novo mundo”  a partir do séc. XVI.   Inicialmente era aplicado tanto a indígenas escravizados (negros da terra) quanto aos africanos traficados, passando depois a definir apenas os africanos escravizados e seus descendentes.  Não sendo portanto termo definidor de cor, mas sim de origem,  tal termo também foi associado à  já ultrapassada ideia de diversas raças entre humanos.

2- Do ponto de vista sociológico/antropológico foi e é observado que praticamente em todas as culturas mundiais sempre se aplicou o conceito da hipodescendência, ou seja, os elementos produzidos pela  miscigenação étnica ou “racial” sempre foram automaticamente alocados no grupo de ascendência menos privilegiada socialmente. No caso particular de brancos e negros, os miscigenados (principalmente os óbvios) sempre foram considerados negros (mesmo que alguns insistissem em uma “providencial coluna do meio” que na prática pouca ou nenhuma diferença representou) e como tal compartilham as mazelas do racismo e  indicadores sociais muito próximos entre si e igualmente distantes  da população branca. Portanto, de acordo com tais premissas e também oficialmente através do IBGE, entende-se como POPULAÇÃO NEGRA (descendentes de escravizados africanos)   todos que se auto-declaram como pretos e pardos. Então negro é todo aquele que faz parte da população negra, e não apenas os que parecem africanos (os pretos). Mais recentemente a ONU passou a adotar em sua redação oficial o termo AFRODESCENDENTE  em substituição a NEGRO. O termo retira a carga “racializante” e elimina as confusões entre cor e origem bem como contempla a situação da alta miscigenação na  diáspora africana.

Isso posto e compreendido, permite avançarmos no tema central, os movimentos de resistência e combate ao racismo e as desigualdades sociais e econômicas advindas do processo sócio-histórico baseado no mesmo.

Grupos negros de resistência e ação contra a escravidão e vilipêndio das coisas da cultura trazida pelos diversos povos africanos escravizados e traficados para cá sempre existiram (vide a história dos mocambos e quilombos, dos capoeiras, da religiosidade de matriz africana).  Mais tarde viriam a se juntar (pelo menos parcialmente) a esses insurgentes  naturais, outros grupos majoritariamente não-negros como os abolicionistas. Houve também uma movimentação dos chamados “homens de cor” (em geral miscigenados livres e libertos bem posicionados socialmente) contra o preconceito e a discriminação contra eles ( no entanto sem maiores preocupações com relação aos ainda escravizados…).  O aparecimento do que entendemos hoje por “movimentos negros” começou a se dar após a abolição,  com paradigmas e demandas que foram evoluindo ao longo do tempo .

Iniciou-se com a “guarda negra” que era uma organização paramilitar criada entre a abolição e o final do império para “defender” a Princesa Isabel “a redentora”  e a monarquia, em uma situação um tanto quanto paradoxal…  . Na sequência começaram a surgir os “clubes negros”, cujo paradigma era mais sócio-recreativo, bem como a imprensa negra. Nos anos 30 do séc. XX na esteira dos movimentos influenciados pelas ideologias totalitaristas surgia a FNB – Frente Negra Brasileira, cujo paradigma era baseado na  auto-disciplina, emponderamento,  melhora do conceito do negro na sociedade e participação política (foi proscrita por Vargas em 1937). Na década de 30 também surgia uma movimentação acadêmica (praticamente toda branca) em torno de estudos afrobrasileiros e o início da organização política dos afro-religiosos.

Nos anos 40 ocorreram experiências como o TEN – Teatro Experimental do Negro, criado por Abdias do Nascimento, ou ainda o I Congresso do Negro Brasileiro em 1949/1950. Nos anos 60 e 70 em plena ditadura militar (obviamente com a repressão as atividades políticas não interessantes ao regime)  o que se tinha era um movimento estético, musical e de agrupamento social muito forte influenciado sobretudo pelos movimentos norte-americanos de afirmação. É apenas em 1978 com o início da abertura que surgiram os primeiros movimentos negros  “modernos” .

A partir do centenário da abolição em 1988 houve uma grande disseminação de grupos de “Consciência Negra”, bem como iniciou-se uma forte integração entre as diversas vertentes de resistência e negritude (Cultural, Política & Conscientização e Afro-religiosa).

Movimentos negros,  a abrangência

É portanto a partir desse contexto e premissas, que temos os atuais movimentos negros. Que são grupos de estudo, conscientização e atuação prática, podendo ser entidades formalizadas ou grupos informais. Além disso há os ativistas independentes (também conhecido por “negros em movimento”) que apesar de partilharem a causa e as premissas, não estão vinculados a uma entidade formalizada ou grupo.

Mais recentemente, na esteira da INTERNET, surgiram os ativistas e os grupos virtuais.  A noção da abrangência dos movimentos negros fica mais nítida quando ampliamos o conceito para movimentos de negritude. Isso inclui as vertentes de resistência negra que normalmente não se colocam como “movimento negro”  mas dentro de suas especificidades lutam pela preservação e valorização de elementos da cultura negra e se aliam em mão dupla, sobrepondo e sendo sobrepostos por integrantes dos movimentos negros .

Conscientização & Política                Cultura                      Religiosidade

  • Consciência negra                   Capoeira                  Matriz africana
  • Mulheres negras                      Folclore                    Negritude Cristã  ecumênica
  • Acadêmica                                 Blocos afro              Pastorais de negritude
  • Quilombola                                Hip-Hop                   Movimento negro evangélico
  • Imprensa negra                        Samba
  • Movimentos partidários

Em praticamente todos esses grupos  há o entendimento generalizado que o objetivo principal da causa é a justa integração do negro na sociedade (sócio-econômica, estética e cultural). O foco é o combate às discriminações e a desigualdade motivada por racismo e intolerância.  Entende-se por negro o amplo espectro afrodescendente exposto no início. Via de regra a integração e as alianças com brancos são bem-vindas e se crê  que o racismo e a intolerância são um problema de toda a sociedade e não apenas dos negros.  Sendo assim,  tais grupos (a exeção de parcelas dos movimentos de mulheres que defendem a “endogamia compulsória”, de alguns blocos afros que até coerentemente exigem visível afrodescendência dos integrantes e de alguns   grupos de RAP “de raiz” que tem uma crítica mais ácida), são  menos utópicos, menos radicais e mais pragmáticos.

Nesse sentido, há a  consciência generalizada de que formamos um país multi-racial e multi-cultural.  Em que pese o contexto histórico negativo, a alta miscigenação física e cultural é uma realidade (embora não tenha alterado significativamente os indicadores sociais da população negra, nem a discriminação). Miscigenação essa que hoje ocorre naturalmente, sendo vistas como inviáveis ou desnecessárias, as movimentações massivas no sentindo contrário (repudiada obviamente a apologia à miscigenação como “meta” e ferramenta de branqueamento nacional, ou  o uso meta-racista dado pelos neo-democratas-raciais).

Temas como endogamia (relacionamento exclusivo dentro do mesmo grupo “racial”) são vistos pelos ativistas de movimentos negros como DIREITO, não OBRIGAÇÃO. O afrocentrismo (foco extremado na África antiga como principal contribuidora para a civilização mundial), panafricanismo (a necessidade ou visão de uma natural fraternidade mundial entre os africanos e entre africanos e afrodescendentes), enfrentamentos vigorosos (ao estilo dos “panteras negras”) apesar de considerados, não são assumidos como de “vital importância”  ou prioritários para a causa negra brasileira. O que se busca é basicamente a integração social justa em todos os aspectos  e sem radicalismos.

Movimentos pretos, e a radicalização 

Apesar de geralmente não se identificarem como “movimentos pretos”  e seus   adeptos por vezes estarem “dentro” de movimentos autointitulados negros, os termos preto/preta  são muito recorrentes no discurso dos que apesar de também partilharem da causa geral, que é o combate ao racismo,  o fazem a partir de uma  visão muito menos abrangente e de forma particularmente radicalizada .

Os adeptos de “movimento preto” tem o fenótipo padrão africano como delimitador e a base de suas ideologias e atuações,  reforçam a confusão entre os conceitos de negro e preto, em geral atribuindo a condição de negro apenas aos pretos, abominam a miscigenação (tanto a passada quanto a presente e futura). O tratamento dispensado aos companheiros de luta é “irmão/irmã”, em seus discursos, elementos como a endogamia como obrigação, “família preta”,  “nenhum branco é amigo”,  “povo preto”. Afrocentrismo extremado e panafricanismo se ligam  à  admiração por lideranças internacionais  mais radicais como Malcolm X,  os ” Black Panthers” , Marcus Garvey… . Para os mais ligados ao Reggae Roots, linkado à filosofia/religião Rastafári, são sempre lembrados  o Imperador Hailé Selassié  e Bob Marley (e é interessante destacar mais um paradoxo,  já que Bob Marley era filho de um marinheiro inglês branco e gostava de dizer que “não era preto nem branco”).

Outro ponto recorrente é a aspiração por um “Partido negro” (ou melhor…, preto). Várias foram as tentativas frustradas em se criar um partido assim. Das recentes,a mais notória  é a do PPPomar – Partido Popular Poder Para a Maioria (2001),  iniciativa do Rapper MV Bill  e de Celso Atahyde, que com o amadurecimento, flexibilizaram o discurso, retirando o foco direto da “questão preta” e redirecionando de forma mais abrangente e prática para a questão das favelas e “guetos” negros criando a CUFA-Central Única das Favelas, alcançando espaço na mídia e reconhecimento público.

Nos “movimentos pretos”, há também quem mova campanhas contra a utilização do termo negro (pela sua origem depreciativa) e a favor da sua substituição pelo termo preto (aplicável pelo menos no contexto brasileiro à menos de 10% da população…). “Tiro no pé”, pois desconsidera assim a vantagem estratégica do agrupamento político enquanto negros ou para usar termo mais recente e apropriado, afrodescendentes, formando maioria estatística da população, coisa de 52%.

Do ponto de vista religioso, para tais coletivos “pretos” é visto como preferível a adoção de vias minoritárias extremas e não raro autosegregantes, a partir de paradigmas afrocentristas que remetem as origens hebraicas (Rastafári, Igreja preta, etc…) ou mesmo pela conversão à fé islâmica (opção afirmativa popular entre os afroamericanos na época de Malcolm X e de seus admiradores). Por diversos motivos, a opção pela religiosidade de matriz africana como o Candomblé ou a Umbanda não é em geral considerada interessante, um deles é por não serem vistas como politizantes, aguerridas/revolucionárias, além da questão do sincretismo da umbanda e da grande adesão de pessoas “brancas” (incluindo muitos sacerdotes) .

Nesse contexto, a endogamia, o discurso anti-miscigenação, o de “emponderamento preto” nos moldes mais radicais, o protagonismo exclusivo do “povo preto” na luta (com a declaração de desconfiança generalizada e a não visualização/aceitação de brancos ou miscigenados como aliados de valor), auto-determinação e auto-representação, bem como, o “amor afrocentado”, e a luta contra a “apropriação cultural”  se tornam “bandeiras” prioritárias para os que  enxergam a questão por tal viés.

Ainda na questão da endogamia (inclusive econômica), muitos se apoiam nas práticas norte-americanas como exemplos “desejáveis”, mas esquecem de contextualizar a questão,  a história afroamericana  tem muitas diferenças da afrobrasileira…, lá a miscigenação não foi usada como instrumento de colonização e portanto pouco ocorreu.  O racismo violento e declarado também a estigmatizou para os dois lados. Outro fato é que eles tiveram emancipação e não abolição pura e simples como no Brasil, o que fez com que a evolução sócio-econômica tomasse outro rumo. Finalmente, por lá tiveram por muito tempo um regime oficial de segregação, com o pretenso  “separated but equal” (separados mais iguais), faculdades , igrejas, empresas, bairros “nobres”, etc… completamente negros, lá existem desde o séc. XIX.

Tudo isso resultou em uma endogamia inicialmente forçada e a criação de uma cultura e condições que conduziram a uma “naturalização”  do comportamento,  mesmo assim, não impediu que após o  fim da segregação oficial e o inicio da convivência “igualitária”  entre negros e brancos em todas as camadas sociais, alguma miscigenação e fim de nichos econômicos ocorresse, afinal ela é normal em sociedades multi-raciais (principalmente quando não há restrições oficiais ou sócio-econômicas).

Por tal não é possível simplesmente desejar transpor essa situação e cultura endogâmica norte-americana para o Brasil, há que se relativizar e entender que  as diferenças são plenamente justificáveis.

Não totalmente mas com grande influência no discurso de boa parte das integrantes dos movimentos de mulheres negras (e das “independentes”), surge a questão da endogamia e  “família preta” como bandeira de luta.

É importante frisar que essa demanda e questionamento das ativistas dos movimentos de mulheres negras, é vista como legítima pela maioria dos ativistas dos movimentos negros, se entendida como coisa a ser fomentada e realizável de forma  natural  ou  mesmo como “opção política”  para os que assim desejarem e tiverem as condições favoráveis,  deixa de sê-lo quando colocada como “obrigação” ou “imposição”  que se não seguida ou não absolutamente apoiada, “transforma” os divergentes em “inimigos” , “vendidos”, “não-irmãos” e uma série de outros adjetivos nada positivos.

As reclamações sobre a “solidão” da mulher negra (em especial a preta), a “vilanização” dos homens negros não-exclusivamente-endogâmicos (em especial os ativistas), são via de regra emocionalmente carregadas, baseadas majoritariamente em experiências e mágoas  pessoais ou de observação “empírica” em seu campo de visão limitado, raramente admitindo visões mais amplas, sistematizadas ou relativizadas de toda a questão .

Tais posicionamentos tem causado grandes polêmicas e “fogo amigo” entre as ativistas de pensamento mais radical ( apoiadas pelos alinhados ao “movimento preto”) e  os homens ativistas dos movimentos negros,  que em geral  discordantes da ideia de “endogamia compulsória” .

Conforme o lógico e esperado, o discurso radicalizado e nada diplomático, além de não sensibilizar quem poderia ser conscientizado, provoca reações contrárias, que de maneira geral são extremamente desinteressantes para a causa negra, dando margem para acusações por parte dos “brancos” , principalmente dos  meta-racistas e ne0-democratas-raciais com alto apoio da mídia reacionária,  de “racismo ao contrário”,segregacionismo,”fascismo”, desequilíbrio, “complexo”, etc.  Isso tudo fechando portas de oportunização e diálogo, além das desgastantes escaramuças entre “negros” e  “pretos” que fatalmente acabam descambando para os ataques pessoais entre os defensores das correntes antagônicas.

Principalmente o novo ativista deve pesar bem, quais são os seus objetivos e qual linha vai  majoritariamente adotar, a fim de se tornar produtivo em sua missão de conscientização e busca de resultados efetivos para a verdadeira emancipação da população afrobrasileira,  parcimônia  e equilíbrio podem ser o grande diferencial.