Blog do Juarez

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EaD – Educação a Distância e a pandemia

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O lugar de fala

Acho importante quem se manifesta, seja no que for, colocar logo de início o seu “lugar de fala” a fim de que os interlocutores possam melhor avaliar e entender a partir do que foi formada a opinião do manifestante, e assim “rankear” a pertinência e “confiabilidade” do falado, ou se for o caso “relevar” informações e atitudes. Já escrevi sobre o tema “lugar de fala”, então deixo apenas link para quem quiser um pouco mais de detalhamento.

Bem, meu interesse por EaD vem desde o final dos anos 90 com estudo informal, porém em 2006, após dois anos de curso pela Universidade Católica de Brasília, recebi o título de Especialista em EaD, tendo feito diversas atualizações, participado de eventos na área e atuado profissionalmente. Apesar de profissionalmente ter me afastado um pouco da área, sigo acompanhando a sua evolução e emprego. Daí que não confundam com mera “arrogância” a minha “firmeza de posição” ou o “tom professoral”, por motivos óbvios eu “tenho um lado” e o defendo, não esperem de mim “frouxidão” ao falar do tema, ou muita “paciência” ao discutir o tema com leigos preconceituosos e renitentes.

A EaD

As vezes referida no masculino ao se falar em Ensino, não é coisa nova, no século XIX já era praticada, o que mudou grandemente foram o alcance e a eficiência, conquistados com as novas tecnologias que se sucederam. A popularização dos dispositivos computacionais e de comunicação conectados pela INTERNET permitiram um grande salto nesse sentido, com um grande aumento de estudantes pela modalidade e a adesão de prestigiosas instituições de ensino mundo afora.

Aliás, já em 2006, minha monografia da Especialização tratava da Educação a Distância como Instrumento de Desenvolvimento Social e Regional (PDF) , uma pesquisa sobre como se visualizava a modalidade e sua potencialidade e como estava sendo empregada, especialmente nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Aqui no blog mesmo tenho muitos escritos sobre o tema ao longo dos anos . Em basicamente todos eles é recorrente a crítica ao ainda grande desconhecimento geral das potencialidades da modalidade e preconceitos contra seu emprego.

A resistência

Quer por profissionais da Educação, quer por estudantes , o que se reflete em posições reacionárias também de escolas, fez com que muitos, se não a maioria, não estivessem preparados para se valer da modalidade, de forma paralela à presencial, ou emergencialmente como agora se faz, frente à pandemia do Covid-19.

São cerca de 776,6 milhões de crianças e adolescentes fora das escolas, por conta das medidas de combate ao vírus. Justamente aí está o maior desafio, já que apesar do grande avanço da EaD no ensino superior, na Educação continuada e corporativa, muita gente ainda entende como “inaplicável” a modalidade no ensino básico, sobretudo no fundamental. Coisa que diversas experiências ao longo do mundo (inclusive aqui no Amazonas vide matéria no JN, com a atuação premiada do Colégio Militar de Manaus) já demonstraram falaciosa. É possível o emprego da EaD em todos os níveis, desde que se tenha o DESENHO INSTRUCIONAL CORRETO para cada nível, o erro dos resistentes é achar que EaD só se faz de uma ou duas formas, de maneira absoluta (sem conexões com o presencial) e apenas utilizando a ANDRAGOGIA (condução voltada para adultos), o que é uma inverdade.

Em tempos e condições normais o “HOME SCHOOLING” (escolarização em casa) sofre também forte resistência, e a partir de argumentos válidos, como a necessidade de socialização das crianças, o que se torna difícil na modalidade, a dificuldade de pais para lidar com o conteúdo e o ensino, ou ainda o evitamento da diversidade que há na escola.

No entanto, em tempos de distanciamento social, essa é a forma possível…, só que com a ajuda da EaD, esse processo é bem menos traumático e não se desconecta da escola, ou seja, os pais não tem que ocupar o papel de professores, mas de facilitadores pois se pode contar com a atuação remota dos professores, conteúdo padronizado, etc… . A própria UNESCO já balizou que esse é o caminho e os estados assumiram o mesmo, portanto, “lutar contra” na atual conjuntura é como “nadar conscientemente contra a maré” pode equivaler a um “atestado de anacronia e inadaptabilidade” e em muitos casos a um “suicídio profissional” , não adianta correr da vida a distância, a pandemia veio para mudar hábitos, com efeitos no futuro .

Teletrabalho

Vale lembrar, é uma tendência mundial e em muitas áreas, tanto no setor privado quanto público, a pandemia ampliou isso de forma emergencial e enormemente. Para os profissionais de Educação teletrabalho é EaD …, infelizmente muitos estão tendo que aprender a lidar com ele de maneira trágica e apressada, mas olhando de forma otimista, muitos estarão rompendo barreiras psicológicas e limitações tecnológicas e se preparando para o futuro.

Há uma questão de gênero embutida ai ? sim, também, mas ao contrário de algumas argumentações, mais pautadas pelo preconceito contra a EaD do que pelos fatos. Não se ignora a jornada dupla ou tripla que pesa sobre mulheres, tampouco o papel de cuidadoras culturalmente alocado, muito menos que na epidemia o isolamento amplifica as demandas domésticas/familiares com todo mundo preso em casa ao mesmo tempo. Porém mesmo nessa situação, é muito mais vantajoso poder fazer teletrabalho, do que passar por todos os problemas e limitações que o trabalho presencial já oferece normalmente, agora acrescido com os riscos de contaminação.

Aliás, o teletrabalho se não é a “panaceia”, em tempos normais tem ganhado cada vez mais a adesão feminina, justamente pela sua capacidade de conciliação e abrandamentos nas múltiplas jornadas, já que culturalmente não é tão fácil se livrar delas, como em um caso bem emblemático de uma teletrabalhadora do TJMG .

Última questão

A moral , enquanto educadores e educadoras, faz parte dos esforços coletivos, tal qual os profissionais de saúde que estão fazendo sua parte no pior front dessa guerra, não deixar seus alunos absolutamente interrompidos em relação ao processo educacional. Enfim, o certo é que após essa crise, muita coisa vai mudar, espero sinceramente que um melhor aproveitamento da tecnologia a serviço da educação seja visualizado como estratégico.


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Mandela, patrono mundial da EAD (Educação a Distância)

ead-mandela-patrono1Uma das coisas que quem me conhece (ou me lê rotineiramente) sabe, é o gosto por “juntar paixões”, ou seja, fazer ligações (para muitos completamente inusitadas) entre temas diversos e que me agradam; a EaD é um desses temas, História africana e afrobrasileira é outro, Direitos Humanos e movimentos sociais, mais um, pois é…, e essa aqui é mais uma dessas ocasiões em que “junto paixões” .

A morte do líder sul-africano e prêmio Nobel da paz, Nelson Mandela (aqui uma das suas biografias não-oficiais curtas mais fidedignas em português), tem trazido mundo afora muitas reflexões e homenagens; entre tantas outras coisas que a maioria das pessoas sabe e relaciona com Mandela, a importância que ele dava para a Educação como “arma” para as mudanças necessárias ao mundo, é uma delas, porém pouco percebido ou desconhecido mesmo da maioria; é o fato de Mandela ter sido um grande adepto da modalidade de EaD,  tendo sido o estudo por correspondência vital para a sua trajetória (ah ! e antes que alguém reclame, lembro que o a do “a distância” não é mesmo craseado ok ? ).

Mandela era de uma família nobre da etnia sul-africana Tembhu (e muito próximo do Rei, após ter ficado orfão de pai ) recebendo educação fundamental e média ocidentalizada e esmerada, na época devida entrou para a  University College of Fort Hare, porém foi expulso após o primeiro ano por ter se envolvido em protestos estudantis, depois disso conseguiu através do estudo a distância na University of South Africa se graduar (BA-Bachelor of Arts) em 1943, mudou-se para Johannesburg, e tempos depois foi estudar presencialmente Direito (LLB – Bachelor of Laws) na University of the Witwatersrand, uma universidade de alto nível e reconhecimento mundial, conseguindo um estágio em escritório de advocacia de alto prestígio, porém teve que abandonar os estudos em  1948 por falta de recursos financeiros.

Novamente Mandela recorreu ao estudo a distância, através da University of London, mas ainda dessa vez não conseguiu concluir completamente seu curso de Direito (o LLB é dividido em 3 níveis),  porém  já com um grau (diploma de dois anos) em Direito em cima do seu BA (Bacharelado em Artes, uma formação superior genérica) Mandela  conseguiu ser autorizado a exercer a advocacia, e em agosto de 1952, ele e Oliver Tambo haviam estabelecido o primeiro escritório de advocacia negro da África do Sul, foi após isso que a maior efervescência da sua  atividade antiapartheid se deu e também foi “banido” (proscrito, colocado na ilegalidade) e preso algumas vezes, até a condenação à prisão perpétua em 1964, que na realidade durou cerca de 28 anos, até fevereiro de 1990 quando foi finalmente libertado, após a anistia de antigos companheiros e a revogação de banimento do CNA – Congresso Nacional Africano, partido do qual era um dos líderes -fundadores e veio a se tornar presidente e posteriormente presidente do país.

Na prisão estudou de forma autodidata muitas coisas, entre elas línguas, e finalmente em 1989 já próximo ao final de sua prisão,  completou em curso a distância seu curso pleno em Direito pela University of South Africa, colando grau in absentia (em ausência, já que estava preso),  em uma cerimônia em Cape Town. ( Todos os dados biográficos foram retirados, do site oficial da Nelson Mandela Foundation, traduzidos e reorganizados por mim) .

Quem assistir com atenção o filme Mandela a luta pela liberdade (assista online) vai perceber que nas falas de Mandela com o seu “personal carcereiro” e o filho do mesmo (também carcereiro), a importância do estudo  e o estímulo que ele dá para que o rapaz branco mas de origem humilde, consiga ser o primeiro de sua família a se graduar, valendo-se de um curso a distância.

Mandela não foi a única celebridade mundial a estudar a distância, vide outros exemplos, mas dado o contexto, o valor e alcance simbólico do seu legado, e a relevância e influência direta dessa modalidade educacional na construção do mesmo, não há exemplo maior e apropriado, das possibilidades e das capacidades de estudantes EaD, assim como do poder que a Educação e no caso em especial a modalidade, possui para operar as grandes mudanças.

Por tudo isso, é que proponho Nelson Mandela como patrono mundial da Educação a Distância.


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Projeto “Universidade Rural” a distância do Amazonas, efetivando-se.

EAD-RURALA UEA – Universidade do Amazonas, em parceria com a SEDUC (Secretaria Estadual de Educação), inicia em 2014 a oferta de cursos  de graduação a distância, para comunidades ribeirinhas/rurais do interior do estado, aproveitando a estrutura do Centro de Mídias da SEDUC já utilizada em cursos de ensino fundamental e médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) através da metodologia de ensino mediado por tecnologia (ou EAD – Educação a Distância, como é genericamente conhecido).

A atual estrutura do centro de mídias, já consegue atingir cerca de 2.500 comunidades rurais do Amazonas e deve atingir 3.000 em 2014.

Os cursos a serem oferecidos estão estreitamente relacionados com as “vocações” e eixos econômicos das regiões a se atingir, psicultura/pesca, agrotecnologia e outros relacionados ao desenvolvimento auto-sustentável.

A proposta do projeto é de autoria do Deputado Tony Medeiros (PSL), feita em 2012 e agora muito próxima de se efetivar.

Mais uma “bola dentro” do nosso estimado artista e político parintinense…

Com o Deputado Tony Medeiros

Com o Deputado Tony Medeiros

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O dia em que comprei a Veja…

O dia em que comprei a Veja...

O dia em que comprei a Veja…

Calma caríssim@s  e rar@s leitor@s ! , 🙂 não surtei nem resolvi dar um 360º na minha orientação política e sociológica…, quem me conhece ou me lê sabe que sou ferrenho crítico da revista Veja, cuja linha editorial e as práticas “jornalísticas” em minha opinião costumam refletir tudo que veículos éticos não deveriam fazer (além de “jogar para a torcida” formada por incautos um tanto desconectados do que realmente rola por ai ou por “reaças” que adoram as verborragias e discursos antipopulares e pró-elitizados de suas matérias e colunas, notadamente no âmbito político ou social) .

O que me levou a gastar meu suado dinheirinho comprando um exemplar de Veja, foi o fato de não haver na capa os alarmistas ou tendenciosos destaques típicos “vejísticos”, a capa (e óbvio endossamento de apoio ao tema) foi dedicada a algo que vai completamente na contra-mão do que os bastiões reacionários em geral defendem, falou bem de  EAD – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ( área na qual tenho título de Especialista e efetivamente trabalho), uma modalidade que democratiza o acesso à escolaridade superior e à qualificação profissional em geral… (mas ainda desdenhada e discriminada por boa parte da “nata da sociedade” geral e até mesmo da acadêmica).

É claro que boa parte dessa “boa disposição” foi em função das oportunidades disponibilizadas pelas universidades “top of world” e seus MOOCs (Massive Open Online Courses, cursos abertos online e em geral gratuitos )  e logicamente acessíveis para quem no mínimo domina idiomas estrangeiros (o que “lima” automaticamente a esmagadora maioria da “patuléia brazuca” ou seja, dos “monoglotas do povão”, mantendo assim o “foco de afago” na elite bem nascida e educada, ou em “máxima concessão” aos proporcionalmente poucos “ex-excluídos” que conseguiram “furar o bloqueio”…), mas para ser justo, não deixou de falar também do ensino online nacional e das oportunidades de graduação  (incluindo as tecnológicas) e pós.

Tá ai, ser crítico com relação a algo deve sempre guardar coerência com os princípios de cada um, mas saber reconhecer e dar o devido crédito quando o antagônico  acerta, faz parte da honestidade intelectual…, nada é de todo mal, a Veja essa semana provou essa máxima (pelo menos parcialmente… 🙂 ).


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TJAM IMPLANTA SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA

Deu ontem no Portal do TJAM,  republicando pois é  parte do nosso trabalho (aliás  é  nossa responsabilidade  principal),  apesar do destaque  hoje,  é  um projeto em que estamos trabalhando e  vem  evoluindo paulatinamente  há dois anos e meio,  e que teve várias etapas, desde a implantação do Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle), passando por cursos semipresenciais   sobre  EAD , formação de Tutores internos,  inserção de noções de EAD nos cursos de formação inicial de servidores do interior, até  chegar a implantação de cursos 100% online a partir do final do ano passado.(infelizmente os colegas da divulgação ainda não fizeram o curso de introdução à EAD, pois se tivessem feito não colocariam crase no a do ” a distância”, mas está valendo a intenção 🙂 ).

TJAM implanta sistema de ensino à distância para a qualificação de servidores do interior

Ter, 09 de Abril de 2013 14:56 Divisão de Divulgação/TJAM
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A virtualização é a principal ferramenta para viabilizar essa capacitação. Através dela, que interliga todas as Comarcas à internet, os servidores do Judiciário lotados no interior têm acesso aos cursos online da Escola do Servidor de Justiça do TJAM.


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Os benefícios gerados pela parceria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), através da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e o Processamento de Dados da Amazônia (Prodam), vão muito além da virtualização das Comarcas do interior do Estado.

Além de proporcionar ao jurisdicionado, operadores do Direito e servidores da instituição mais efetividade e maior celeridade em consultas e peticionamentos eletrônicos, utilizando somente a internet, a virtualização têm interligado e beneficiado as Comarcas do interior com outros serviços por meio do portal http://www.tjam.jus.br.

É o caso da capacitação feita pela internet. A Escola de Aperfeiçoamento do Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (EAS/TJAM) disponibiliza cursos online aos servidores.

“A tecnologia hoje instalada nas Comarcas com o Projudi (Processo Judicial Digital) possibilita, inclusive, que nós possamos treinar nossos servidores à distância. O custo é muito menor e gera economia para o Poder Judiciário”, enfatiza o desembargador Yedo Simões, que é coordenador da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJAM.

De acordo com o desembargador, o servidor não precisa se deslocar até a capital para adquirir ou atualizar conhecimentos relacionados à prestação de serviços no Judiciário, evitando acúmulo de trabalho e desfalque da equipe.

A coordenadora geral da Escola, Wiulla Garcia, após a resolução nº 126/2011, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a instituição passou a investir na plataforma de Ensino de Educação à Distância (EAD) para servidores do Judiciário e desde dezembro de 2012 cursos 100% online são disponibilizados, através do portal do TJAM, levando inclusão digital e capacitação aos servidores da capital e do interior.

Ainda segundo ela, a Escola acompanha a evolução dos participantes dos cursos online, controlando virtualmente a frequência, o desempenho e o acesso desses alunos às modalidades do curso.

Para Juarez da Silva Júnior, da Escola de Aperfeiçoamento do Servidor (EAS/TJAM), os cursos desenvolvidos integralmente pela instituição ou a partir da customização de cursos de outros órgãos do Judiciário e compartilhados via CNJ, precisam ser adequados à realidade regional. Os cursos estão no Ambiente Virtual de Aprendizagem e podem ser acessados de qualquer lugar que tenha acesso à Internet (inclusive Smartphones e Tablets), porém é necessário que o participante possua usuário/senha de rede/email do TJAM, pois o acesso é restrito aos servidores da instituição.

“Atualmente, a Escola do Servidor está disponibilizando dois cursos: Competências Gerenciais e Direito Constitucional. Os cursos 100% online estão disponíveis desde dezembro de 2012. Já foram realizados quatro pela Escola, com uma média de 60 inscritos por curso, inicialmente. A conclusão, porém, tem sido menor que 50% (índice de evasão normal na modalidade), pois exige autodisciplina, desembaraço e perseverança”, disse Juarez.

Realidade

O juiz Flávio Freitas, da Vara de Guajará, está ministrando o curso de Direito Constitucional, 100% online, para servidores do Judiciário do interior e da capital do Amazonas. “Cursos à distância são resultantes do avanço promovido pelo Tribunal, interligando todas as Comarcas do interior à internet. Se este sonho não tivesse tornado-se realidade, seria impossível a realização deste curso, tanto para os servidores de nosso Tribunal, quanto para os de outros Estados”, declarou Flávio.

O juiz ministra o curso de Direito Constitucional online há dois anos para outros Estados e ressalta os recursos infinitos utilizados na plataforma de EAD e a qualidade dos conteúdos ministrados.

A servidora da Comarca de Tapauá, Ana Albuquerque, está em seu segundo curso online da Escola do TJAM. “Direito Constitucional é a base de tudo. Está sendo uma experiência enriquecedora e acho interessante que o nosso tutor Flávio nos dá atenção personalizada e temos todo apoio dos colegas da Escola do Servidor, do TJAM, que estão sempre nos fóruns do curso”, comenta.

Segundo Ana, a disponibilidade dos cursos pelo portal do TJAM surpreendeu a todos.
“Não esperava que iria existir essa possibilidade nesse lugar tão distante, que é Tapauá. Fico muito grata pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, por estender essa oportunidade aos servidores do judiciário no interior”, finaliza.

Para conhecer os trabalhos da Escola do Servidor de Justiça e os cursos oferecidos aos servidores em formato EAD, é só acessar o site http://www.tjam.jus.br e clicar na opção EASTJAM.

Giselle Campello 

DIVISÃO DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO DO TJAM
Telefones | TJAM: (092) 2129-6771 / 6772
Telefones | Corregedoria: (092) 2129-6672
Telefones | Fórum Henoch Reis: (092) 3303-5209 / 5210 

Originalmente em: http://www.tjam.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4564:tjam-implanta-sistema-de-ensino-a-distancia-para-a-qualificacao-de-servidores-do-interior&catid=33:ct-destaque-noticias&Itemid=185


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TELEMEDICINA E TELESSAÚDE

telemedicina

De forma análoga à EAD (Educação a Distância),  a Telemedicina é o uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações (TICs) para o fornecimento de informação e atenção médica à pacientes localizados a distância.

A definição da OMS é mais completa : “Telemedicina/Telessaúde é oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico, ampliando a assistência e também a cobertura. Tais serviços são fornecidos por profissionais da área da saúde, usando tecnologias de informação e de comunicação para o intercâmbio de informações válidas para promoção, proteção, redução do risco da doença e outros agravos e recuperação. Além de possibilitar uma educação contínuada em saúde de profissionais, cuidadores e pessoas, assim como, facilitar pesquisas, avaliações e gestão da saúde. Sempre no interesse de melhorar o bem estar e a saúde das pessoas e de suas comunidades.” (Adaptado da Organização Mundial de Saúde – OMS (1997) ).

Esse avanço das TICs permite por exemplo que especialistas possam fazer com apoio de equipes formadas por generalistas e/ou pessoal de apoio em locais remotos, atendimentos sem a necessidade de deslocamento ou residência no mesmo local do atendido, a telemedicina é utilizada (com os equipamentos adequados) inclusive em cirurgias… .

Esse post é curto, mas diante do contexto atual em que as autoridades tentam resolver o problema crônico de falta de médicos no interior e regiões mais remotas do país (caso clássico do interior do Amazonas e estados vizinhos), a Telemediciana é parte da solução…, a ideia não é nova e na realidade já vem até sendo posta em prática (vide link ao final do texto) e  deveria ser vista com maior atenção,  já que assim como o caso da Educação interiorizada por meio da EAD, pode também dar bons frutos.

Maiores informações sobre o tema :

Cirurgia Robótica

KINECT é hackeado para cirurgia a distância

Amazonas quer consultas a distância em todo interior – Folha de SP

Plataforma Medigraf permite consultas a distância- Video Youtube (Portugal)

O que é Telemedicina

Conselho Brasileiro de Telemedicina e Saúde


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Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC

EAD-PODIUMNão é que nós adeptos e entusiastas da EAD tenhamos intenção “supremacista” em relação ao ensino presencial, mas ter que ouvir ou ler posições preconceituosas, discriminatórias e pejorativas com relação a EAD (quando fatos e dados como os expostos na matéria abaixo, estão ai para quem quiser ver, destroçando os argumentos dos “anti-EAD”), chega a ser hilário e nonsense… .

Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC
Tanto no conceito de curso (inclusive no preliminar) quanto no Enade, cursos a distância conseguem percentual superior de aprovação na comparação com presenciais, segundo base de dados e-MEC
21/02/2013

A base de dados e-MEC, que reúne instituições de ensino e cursos de graduação com suas respectivas notas nos indicadores de qualidade utilizados pelo Ministério de Educação (MEC), aponta que, percentualmente, os cursos de educação a distância estão ligeiramente melhor conceituados do que os cursos presenciais em todos os indicadores.

O e-MEC reúne as notas nos indicadores do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia o conhecimento dos estudantes; do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é composto a partir dos resultados do Enade e por fatores que consideram a titulação dos professores, o percentual de docentes que cumprem regime parcial ou integral (não horistas), recursos didático-pedagógicos, infraestrutura e instalações físicas; e, por fim, as notas do Conceito de Curso (CC), composto a partir da avaliação in loco do curso pelo MEC, e que pode confirmar ou modificar o CPC.

Em todos os três indicadores, os cursos a distância aparecem com percentuais ligeiramente maiores de aprovação (notas 3 a 5) e também com percentuais maiores entre os cursos aprovados com a nota máxima (5).Na análise dos dados do e-MEC, verificou-se um quase empate nos indicadores CC, porém com vantagem para os cursos a distância, nos percentuais de aprovação (notas 3 a 5): 100% dos cursos a distância e 97,7% para os cursos presenciais.

No indicador Enade também houve um cenário parecido: 70,5 para cursos a distância e 69,15% para cursos presenciais. Porém, no indicador CPC, houve uma grande diferença em favor dos cursos a distância: 83,7%, e 75,6% para os presenciais.Se forem considerados apenas os percentuais de nota 5, novamente os cursos a distância estão na frente no CC (14,58% a distância e 14% presenciais) e no CPC (2,91% e 2,3%), ficando atrás apenas no Enade (4,5% a distância e 6,15% presenciais).

A busca de dados na base do e-MEC foi feita ontem, dia 20, considerando apenas cursos (não se buscou por instituições de ensino) em todo o país, pagos e gratuitos, nos graus de bacharelado, licenciatura, tecnológico e sequencial. Não se considerou neste levantamento os cursos presenciais ou a distância que não foram avaliados ou que ficaram sem conceito. A busca foi feita pela internet, no endereço http://emec.mec.gov.br/. O sistema é atualizado constantemente.

A pesquisadora Márcia Figueiredo, coordenadora geral do Centro Universitário Barão de Mauá e membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) afirma que o número de cursos avaliados em educação a distância é pequeno na comparação com os presenciais porque ainda “menos de 10% das instituições oferecem educação a distância, isso faz com que o número de instituições avaliadas ainda seja muito pequeno”. Márcia também acredita que há a necessidade de que seja adotada um política nacional para a educação a distância, principalmente para a educação superior, já que a modalidade a distância não é considerada para este nível no Plano Nacional de Educação.

Veja os resultados da pesquisa na tabela abaixo:

Notas dos cursos presenciais e a distância

 

Cursos de EAD

Cursos Presenciais

NOTA

CC % CPC % ENADE % CC % CPC % ENADE %

5

07 14,58 07 2,91 15 4,5 2.232 14 400 2,3 1.310 6,15

4

30 62,5 60 25 69 20,9 7.275 45,6 3.911 22,8 4.419 20,7

3

11 22,9 134 55,8 149 45,1 6.076 38,1 8.656 50,5 9.028 42,3

2

39 16,25 95 28,7 323 2 4.024 23,5 5.560 26,1

1

02 0,6 25 0,1 121 0,7 982 4,6
                         

1 a 5

48 100 240 100 330 100 15.931 100 17.112 100 21.299 100

 

                       

3 a 5

  100   83,7   70,5   97,7   75,6   69,15
FONTE: e-MEC (http://emec.mec.gov.br/). Coleta de dados realizada em 20/02/2013 pela revista Ache Seu Curso a Distância, e pela pesquisadora Márcia Figueiredo (CBM e ABED).

 


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A Educação a Distância como Instrumento de Desenvolvimento Social e Regional (Monografia de Pós)

educacao_dist2Dia desses pretendia usar a  monografia da minha Especialização em EAD (Educação a Distância) em uma discussão virtual,  porém em uma busca rápida pela web não encontrei a mesma disponibilizada livremente (eu tinha publicado em meu velho site pessoal, mas na mudança de provedor o link passou a apontar para “o nada” ) nem no site de biblioteca da própria Universidade Católica de Brasília encontrei.

Portanto, não apenas para a minha comodidade de poder recupera-lá ou referencia-lá online onde eu estiver, mas também para a de quem está pesquisando o assunto, estou fazendo esse post e disponibilizando a mesma em anexo.

Apesar de contar já com 6 aninhos ela está bem atual, e por tratar de um assunto não muito explorado (pelo menos não tinha sido sistematizado em português e consolidado a partir de tantas fontes dispersas), permanece como uma das poucas referências um pouco mais abrangentes sobre o tema.

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) COMO INSTRUMENTO DE
TRANSFORMAÇÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO.  
Um breve relato e reflexões sobre experiências exitosas e possibilidades

Monografia EAD como Instrumento de Transformação Social e desenvolvimento

Nela demonstro como países subdsenvolvidos e emergentes encaram a EAD com o enfoque descrito, bem como, experiências brasileiras (inclusive regionais e pouco conhecidas/divulgadas), já há uma outra versão atualizada e adaptada para ser publicada como livro em breve… :-), essa ai é a original.


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Mais certificações…

Mais dois certificadinhos no curriculum… 🙂 , um em Administração Judiciária e  o outro em Direito Constitucional (ambos pelo CNJ- Conselho nacional de Justiça), formação continuada e eclética é preciso… 🙂 .

certificados-CNJ


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Agora rumo à Brasília…

 

 

 

 

 

Outubro com ritmo frenético no trabalho…, depois da calha do Juruá na primeira quinzena (por conta do concurso da 4a. Sub-Região), estarei em Brasília  essa semana por conta do III Fórum de Educação a Distância do Judiciário.

Pois é…,  BSB  lá vamos nós (de novo 🙂 )