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Pantera negra (o filme) : O que aprendemos em Wakanda ?

A partir da nossa última postagem (sobre a polêmica do “blackvoice” na dublagem do filme) recebemos uma solicitação para fazer uma resenha crítica sobre o filme em si (BAIXO SPOILER…), o interesse seria obter uma crítica a partir da visão de um ativista negro, o que certamente difere da de um espectador mais familiarizado ou preocupado com a temática dos super-heróis, da Marvel, ou do cinema em geral.

Desafio aceito, começamos por chamar a atenção para o fato do filme ter uma se não declarada, ao menos óbvia intenção afirmativa, o próprio personagem título e o fictício reino africano de Wakanda surgem timidamente no início dos anos 60 e ganham maior peso no rastro do movimento “blackexploitation” ou “blaxploitation” direcionado aos filmes, mas que atingiu também as HQs na década de 70. O fato de estar sendo chamado de filme mais politizado da Marvel não é à toa, tudo no filme caminha nesse sentido, desde a escolha do diretor (afroamericano) até a centralidade do enredo em Wakanda, o que obrigou a escalar um elenco majoritariamente afroamericano ou africano e introduzir na trama referências à valores culturais africanos que vão desde a estética até a filosofia, contrapondo a algumas  percepções afrodiaspóricas.

Passando um pouco pelo que já foi dito em todas as muitas críticas já disponíveis, o filme é excelente em imagens, figurinos, trilha sonora, efeitos, atuações, etc…, o que vale destacar é que contrariando a tradição Marvel entrega menos ação, mas quando entrega é da boa, concentrando-se porém nos diálogos e cenas que introduzem o espectador no mundo e perspectivas dos wakandianos, essa estratégia é sensacional, pois o espectador “se apropria”, torna Wakanda sua também, passa a fazer parte dela e enxergar mais criticamente “os outros” (ou seja, nós mesmos em nossas mentes ocidentais e colonizadas). Para ficar mais claro, comparemos com a Asgard de Thor, creio que pouca gente fora dos países escandinavos se identificou como “asgardiano”, mas gente do mundo todo e de todas as cores e origens se sentem ou gostariam de ser de Wakanda.

Vou me abster de comentar individualmente os personagens, isso tem por ai aos montes, importa dizer que eles mais do que estereótipos, são tal qual na tradição dos panteões mitológicos africanos, arquétipos, representações de tipos humanos com suas virtudes, defeitos e vicissitudes, aos quais tanto podemos associar outras pessoas, como nos identificar total ou grandemente. Assim como nas tradições de matriz africana, essas forças antropomorfizadas em deuses, heróis divinizados  e em arquétipos aos quais estão vinculadas as pessoas “comuns”, seguem a lógica do amoral ou de que nada nem ninguém é absolutamente bom ou mau, mas apenas circunstancialmente.

Do ponto de vista filosófico e cultural, impressiona, e é um “recado” a perfeita integração entre tradição, modernidade e tecnologia. Nesse ponto choca e dá um “tapa na cara” dos que pela mentalidade eurocentrada, não conseguem conceber que tradições tribais e cosmovisões de povos não-europeus/europeudescendentes, são valores civilizatórios que não significam atraso, inferioridade ou incompatibilidade com o desenvolvimento e as tecnologias mais avançadas. O filme também toca em questão importante na africanicidade, o respeito à ancestralidade e a espiritualidade altamente integrada à natureza, coisa talvez pouco estranha para os afroamericanos ou colonizados de todo o mundo, que acataram quase integralmente os valores e premissas judáico-cristãs, porém nem tanto para os  africanos, os afrodiaspóricos latino-caribenhos e os que orbitam a religiosidade afro. A questão de gênero não fica de fora, as mulheres poderosas, guerreiras, as relações e sinergia entre os gêneros é algo que se evidencia, referência aos efeitos da tradição matriarcal em muitos povos africanos.

O filme está cheio de metáforas, que poderão ser entendidas ou não, dependendo do grau de consciência e informação prévia do espectador, bom exemplo é a divisão das tribos que formam o povo do reino, o povo da fronteira é o que o mundo enxerga de Wakanda, terceiro mundo, um povo simples (visto como pobre), de fazendeiros e extrativistas, produtores de commodities, que trocam com vizinhos, um lugar que nada colaborou ou pode colaborar com o avançado mundo ocidentalizado. Essa não seria uma errônea visão geral que se tem da própria África em si ?, visão que ignora  o que realmente houve e há em África ?. Wakanda é a África, que a maioria do mundo desconhece, só enxerga folclórica e superficialmente e da qual não se espera nada de positivo ou útil.  Há tiradas sensacionais com a ignorância ou surpresa de quem tem uma visão estereotipada da África, tipo:

“Estamos em Wakanda ??? “

“-Não, é Kansas…”

Uma alusão à surpresa personagem Dorothy ao se ver na terra fantástica de OZ , no conhecido filme “O mágico de Oz”, ou seja, certas realidades seriam mais difíceis de crer que as fantasias criadas em torno delas, caso do continente africano. Na mesma cena é importante notar o tratamento dado ao personagem branco com um “Ei! COLONIZADOR não toque em nada…”, óbvia alusão ao estrago feito (e ainda possível) no contato dos brancos com as coisas africanas que desconheciam ou desconhecem, uma outra fala crítica no sentido da estereotipação africana e que talvez passe despercebida para muitos é justamente “Desculpe majestade, mas o que é que um país de terceiro mundo e de fazendeiros tem a oferecer ao mundo ???” .

Pantera negra dá uma “cutucada na ferida” na questão africano x afrodiaspórico, em cenas em que  os governantes wakandianos  demonstram que enxergam como seu povo apenas os próprios wakandianos, enquanto os afrodiaspóricos se enxergam panafricanamente como do mesmo povo de Wakanda, porém desconsiderados, abandonados e deixados à mercê dos colonizadores no passado e no presente, embora não exatamente, essa é uma questão atual que perpassa as reflexões nos movimentos negros. a identidade africana X afrodiaspórica. O filme também não deixa de cutucar outras questões atuais como na fala “governantes sábios constroem pontes, os idiotas constroem muros…”, para bom entendedor… .

No mais há muitos diálogos que expõem questões do campo de relações sociais e raciais, questionam estereótipos e apresentam perspectivas mais desejáveis para a vida no planeta.

Não poderia deixar de tocar brevemente na questão versão legendada X dublada, particularmente não gosto de filme dublado algum, mas esse em especial perde muito com a dublagem, pois o trabalho dos atores na incorporação de sotaques e timbres africanos é primoroso, um dos pontos altos do filme, e que se encaixa na pretensão afirmativa dele.  O modo geral de falar inglês dos africanos e também suas próprias línguas, é importante para imergir cinematograficamente em uma África mais realista e menos caricata, a dublagem brasileira simplesmente dá um bypass nisso, não se preocupa ou não consegue transpor essa africanicidade no falar para o português…, isso devido ao “blackvoice”. Bom exemplo é a personagem Shuri, a adolescente nerdíssima, irmã do Rei T’Chala e responsável pela inovação na tecnologia wakandiana, que na versão original possui uma voz algo grave e rascante, mas que na dublagem fica parecendo a de uma patricinha branca de Beverly hills… . Já nem acho mais que seria apenas o caso de melhor aproveitar timbres e vozes negras brasileiras na dublagem, sendo mais radical, fomentaria também a inclusão no mercado brasileiro de dubladores lusoafricanos, tenho certeza que as produções ganhariam muito com isso, é certo que ainda não temos tantos filmes com personagens africanos, mas as coisas estão evoluindo… .

Pantera negra é um filme que mostra possibilidades, trabalha para mudar mentalidades, tanto na trama quanto na sua própria produção, é paradigmático.

Por outro lado, acaba por mostrar o quão distantes estão a realidade americana e a brasileira, enquanto nos EUA a repercussão tem clima de avanço e crítica virtualmente toda positiva (não falemos da esperada reação “whitetrash”), no Brasil se abrem polêmicas e críticas em todas as direções, algumas justificadas e outras vazias ou de puro reacionarismo, provando que temos problemas de representatividade que ainda são subterrâneos, ou seja, pouco visualizados, e temos também um metaracismo galopante, que se apresenta na forma de críticas aos que problematizam o filme a partir de uma perspectiva das relações raciais, essa reação é percebida sempre e principalmente nas caixas de comentários, o melhor observatório do racismo brazuca.

Enfim,  já sou mais um cidadão de Wakanda.

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Wakanda, o Brasil, a fala branca e o “blackvoice”

Em fórum especializado em dublagens surgiu a polêmica, ativistas negros questionaram o fato de não haver dubladores negros em um filme com elenco majoritariamente negro.

Na esteira, metaracistas, aquele pessoal que se diz não racista e até “antiracista”, mas se ocupa grandemente em antagonizar as demandas dos movimentos negros e tentar desqualificar e ridicularizar ativistas, atacaram com seus comentários típicos, a partir dos seus lugares de fala, ou seja, fala branca, mas não apenas, uma fala branca específica, que trabalha pelo ocultamento das diversas facetas do racismo e desigualdades advindas, bem como, pela manutenção de seus efeitos.

Seria o caso de perguntar “mas por que, dubladores negros ? , voz tem cor ???”, respondo que em tese não, mas há timbres e características de fala que são peculiares a determinados grupos, mesmo em línguas ou sotaques diferentes, tanto é que vivem sendo estereotipados e caricaturados…, na música normalmente se nota bem.  Ou você nunca ouviu alguém falar em “voz de negra ou de negro” ?, pois é… diria que existe uma “panafricidade vocal”, que excepcionalmente se estende a pessoas brancas (vide Janis Joplin, Amy Winehouse e Joss Stone).

Indo direto  ao ponto, o  que se está questionando é o fato de não haver autointerpretação, no passado o cinema, teatro ou TV  as vezes se valiam de blackface, ou seja, ao invés de utilizar atores negros para interpretar personagens negras (em geral protagonistas), preferiam pintar um branco e por no lugar, o problema disso era duplo, pois além de não ficar realístico, ainda impedia que atores e atrizes negras tivessem oportunidades. Nesse ponto já quase superamos o blackface mas ainda temos um persistente “blackvoice”.
A pergunta é: por qual motivo para  um filme com tantos atores negros não há no Brasil dubladores também negros ?,  falta de negros no mercado brasileiro de dublagem ? ou será algum tipo de exclusão dos eventuais ?

É uma boa reflexão, se tivessemos um filme com maioria de atores brancos e todos os dubladores negros com certeza iria ser motivo de estranhamento, ou não ?


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A História mal contada, Simón Bolívar o Libertador

[ATENÇÃO AVISO DE SPOILER – Filme “O LIBERTADOR”]

Assisti fim de semana na Netflix o filme “O Libertador” que trata de Simón Bolívar e do processo de libertação das colônias espanholas na América.

O filme em si é bem interessante, em especial para quem não conhece a história, na realidade é um versionamento que tenta mostrar mais o pessoal de um Bolívar, humano, simpático e romântico, e no qual o processo de libertação é mais um pano de fundo, logo, deve ser visto mais como uma novela com fundo histórico, não uma narrativa histórica aonde os eventos, personagens e a cronologia são rigorosamente respeitados.

Pelo que conhecia da versão oficial da História, tive algumas surpresas, por exemplo, o fato de Bolívar ter escolhido ainda menino, após o falecimento de sua genitora, uma negra chamada Hipólita como sua nova mãe, e já adulto fazia questão de chamá-la assim e assim a apresentar.

Algumas passagens são confusas, como quando após conseguir apoio inclusive de tropas de europeus,  cruzam os Andes em uma marcha épica  e aparecem na Colômbia, aonde até então aparentemente já estavam, não percebi se falar nada da Bolívia, Peru ou Equador… (apesar de em dado momento a música de uma festa ter flautas andinas e da presença de sua amante que sabidamente conheceu no Equador) .
Outro ponto que parece ser tradição quando se fala da libertação é omitir o apoio logístico recebido por Bolívar do Haiti…, ou seja, que a liberdade dos libertados é tributária dos haitianos, no filme também nem uma palavra sequer… . O final também e estranho em que Bolívar não consegue retornar à Venezuela para a finalização do processo de libertação… devido a uma conspiração na qual foi sequestrado por companheiros próximos, contradizendo a versão oficial de sua morte enfermo em Santa Marta ( aliás a versão do filme acho bem mais verossímel ).

Independente disso e do Spoiler  ( se bem que filmes baseados em fatos reais em tese os eventos e final são  sabidos), recomendo bastante, mesmo para quem não curte História, mas sim um bom  drama misturado com ação.


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Dica de filme : Chico Rei (1985)

O rei do Congo, Galanga (Severo d’Acelino), é aprisionado e vendido como escravo em meados do século XVIII e trazido num navio negreiro para o Brasil e vai trabalhar nas minas de ouro em Vila Rica. Chico Rei, como agora é chamado, vai escondendo pepitas no corpo e nos cabelos e consegue comprar sua alforria, assim como adquirir a mina Encardideira, tornando-se o primeiro negro proprietário. Chico Rei acaba associando-se a uma irmandade para ajudar outros negros na compra de sua liberdade, desafiando, assim, a ordem na sociedade brasileira do século XVIII.

Assista aqui:  https://www.youtube.com/watch?v=CKwzGFiSBHw  (qualidade não muito boa, mas dá para assistir bem fora de tela cheia)

VERSÃO EM QUADRINHOS da mesma história : http://mobonatto.pbworks.com/w/file/70728620/HQ%20-%20Chico%20rei.pdf

 


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“Guardiões da galáxia”, o filme e sua super trilha sonora

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Filmaço da Marvel, que começa com a cena de morte da mãe do personagem principal Peter Quill (Chris Pratt) o “Star Lord”, ainda criança na terra e pouco antes de ser abduzido (junto com seu inseparável walkman…) por uma nave alienígena.

Após um salto  de tempo de 26 anos  Quill  reaparece já como um “saqueador espacial”  (um “caçador” e negociador de artefatos antigos de alto valor, algo como um “Indiana Jones high tech” e “fora-da-lei”…) a serviço de  Youndu (Michael Rooker) o  “durão-bonzinho-fora-da-lei” alienígena que o abduziu…; a partir dai a trama se desenrola até a formação do quinteto improvável formado por Quill, o guaxinim falante e super gênio caçador de recompensas Rocket Racoon ( uma animação
CGI) e seu parceiro Groot (um misto de árvore e humanóide, que só fala “I am Groot” com entonações variadas, também feito por CGI) , Gamora (Zoe Saldana) uma alienígena humanóide verde e perigosa assassina a serviço dos vilões e que muda de lado, e por fim o musculoso alienígena humanóide Drax, o Destruidor (Dave Bautista),  o enredo faz um mix muito interessante de ficção ao estilo “star wars”,  comédia e muita ação.

Agora um dos pontos altos, a trilha sonora um tanto não usual em filmes “espaciais”, pois além dos temas exclusivamente instrumentais  incidentais compostos especialmente para o filme, uma seleção de hits super dançantes dos anos 70 e 80 que constam da fita K-7  nominada de “AWESOME MIX VOL 1”, que o “mocinho” Quill ganhou da mãe e o acompanha em todos os momentos em seu inseparável Walkman (ou no Tape deck de sua nave) e que se encaixam perfeitamente em várias passagens do filme, ou seja, um “herói espacial” que ouve música terráquea e que boa parte das pessoas conhecem é uma coisa praticamente inédita, que eu me lembre o mais parecido com isso seria o que ocorre no filme Oblivion, em que o personagem Jack Harper (Tom Cruise)  em seu refúgio ouve vinis do Procol Harum’s, Led Zeppelin, Rolling Stones e Duran Duran, só que apesar de ter componentes “espaciais” e de ficção científica, o filme se passa na própria Terra (desolada após um guerra com alienígenas) em um futuro cerca de 60 anos adiante do nosso tempo, portanto um contexto diferente.

Todas músicas muito legais, mas com Come and Get Your Love do Redbone  e  I Want You Back  do Jackson Five  é difícil ficar parado… 🙂

Veja o trailler e volte para ouvir a trilha sonora :

https://www.youtube.com/watch?v=z9MJXfTAdqI

Clique na imagem abaixo para a trilha Awesome mix Vol. 1 ,  depois é regular o grave e o agudo, aumentar o som e sair dançando 😉

tapelist-awesomemix


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A festa da menina morta, filme brazuca, rodado no Amazonas.

A Festa da Menina Morta-banner

Pode ser que eu não seja o único…, mas morando no Amazonas há mais de duas décadas,  apreciador de filmes brasileiros e ligado no que anda acontecendo pela mídia, fui pego de surpresa ao encontrar no Netflix um filme de 2008  DO QUAL NUNCA TINHA OUVIDO FALAR…, chamado A FESTA DA MENINA MORTA, primeira direção do Matheus Nachtergaele e rodado na cidade de  Barcelos-AM em 2008, com um elenco “da pesada” de fama nacional (Daniel de Oliveira, Jackson Antunes,Juliano Cazarré, Dira Paes, Cássia Kiss, Paulo José)  e atores amazonenses ( Edinelza Sahdo, Rosa Malagueta, Mendes, Papaguara e Auxiliadora Matos, Conceição Camarotti e Laureane Gomes, que por sinal deram um show de interpretação além de figurantes de Barcelos).

O filme teve premiações em importantes festivais como Cannes, Gramado, Rio, Chicago, além é óbvio do Amazonas Film Festival… 

Gostei MUITO do filme…, quem não gostou provavelmente é porque só curte “blockbuster” ou filmes brasileiros lépidos e ambientados no  eixo “maravilha” do Brasil…, esse filme tem que ser visto com um “olhar antropológico”, quem é da Amazônia e especialmente do Amazonas vai reconhecer de imediato muito da própria identidade e vivências regionais, a atuação dos atores “regionais”  é um show e dá um molho diferente ao que se tem com a atuação dos “nacionais” , a estética do filme é bonita, planos “calmos” , fotografia de primeira, a história é muito legal, e ainda do ponto de vista “antropológico” é interessante ver as relações entre as personagens, o surgimento e adaptações de uma tradição místico/religiosa, a forma de habitação (super realista) comum nas periferias das cidades da região e nas áreas ribeirinhas, a ligação estreita  do cotidiano com os rios, expressões idiomáticas locais, o vestuário característico…, enfim, o filme mostra um Brasil que a maioria do Brasil desconhece e em um ritmo compatível com a percepção de quem vive nele,  conheço relativamente bem a cidade onde foi filmado (Barcelos) onde estive em duas oportunidades e andei a cidade toda, não é tão pequena e limitada quanto o filme faz parecer (o que é um mérito, já que parece ser uma outra localidade bem mais isolada e distante, exceto para quem conhece a cidade).

Não vou linkar o trailler pois ele estranhamente não faz jus ao filme… .

O filme está disponível na Netflix. 


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Legião flashback

Não sou nem nunca fui exatamente o que se pode chamar de “roqueiro”, mas sendo rock “do bom” (principalmente nacional)  eu sempre curti (também),  porém me parece que no momento atual, está havendo uma “conspiração astral”,  pois pela concentração de coisas relacionadas acontecendo, dá a impressão que está rolando uma “overdose de Legião Urbana”, que na minha opinião foi a melhor banda do rock nacional, e que junto com outras (principalmente as vindas de Brasília) embalou toda a minha geração (a tal geração coca-cola, como cantava Renato Russo), aquela turminha que chegou ao final da adolescência entre o início e a  metade dos anos 80 do século passado.

As vésperas do meu “meio-centenário” :-), essa “conspiração” envolve  dois filmes relacionados em cartaz (Somos tão Jovens e Faroeste Caboclo), um show do Marcelo Bonfá (Ex-Legião) aqui em Manaus, que ocorreu junto com a gravação do DVD da banda Critical Age (fazendo um tributo ao Legião) e a minha filhota adolescente que apesar de não ser “geração coca-cola” é completamente fissurada pelo Legião Urbana,  e que de presente de aniversário ganhou a ida ao show para poder viver o clima de show do Legião sem o Legião ( e óbvio que  o paizão não iria perder essa) :-).  E lá fomos nós…, afinal SOMOS TÃO JOVENS… 🙂 .

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