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Eu falando de futebol ? INÉDITO !

HolandaXBrasil

Resultado do jogo de despedida do Brasil na Copa 2014, depois do acachapante 7×1 levado da Alemanha.

Pois é…, quem acompanha o blog e quem me conhece  fora do ciberespaço, sabe que futebol não é “minha praia”, não jogo, não sou torcedor de nenhum time,  não uso camisa de time (só usei camiseta da seleção quando morei um tempinho fora do país, não pelo futebol, mas como destacador da minha “brasilidade”), não assisto jogos, evito noticiário sobre e discussões futebolísticas; assisto sim algumas  partidas das copas (afinal até o Obama, de um país que não tem o futebol como grande esporte assistiu ao menos um jogo nessa…),  em geral assisto os dois jogos “valendo” de Camarões (tomei simpatia pela seleção na copa de 90, quando foi muito melhor que o Brasil) e algumas partidas  decisivas do Brasil.

Não vou aqui comentar lances, nem escalações, nem tática…, isso não me apetece nem me compete, vou apenas falar da gestão do futebol, esporte que mexe tanto com o brasileiro.

Desde que vim ao mundo, transcorreram 13 copas (12 eu acompanhei, a de 70 para a frente), a configuração do quadro mundial das seleções mudou bastante, novas potências surgiram, velhas potências se esmaeceram e outras literalmente desapareceram, como a extinta Iugoslávia (que se transformou em um monte de países, entre eles a Croácia), os árabes, asiáticos e os africanos entraram no jogo… e até o “impermeável” EUA;  durante um bom tempo existia “time bobo”, daqueles em que não havia estrelas jogando fora dos seus países com contratos milionários, mais do que um grande negócio, futebol era então “apenas” um esporte, entusiasticamente jogado tanto  por craques memoráveis  quanto apagados “pernas-de-pau” (logicamente os melhores de cada pátria), nesse período, os clubes se internacionalizaram com atletas de outros países, os técnicos começaram a correr mundo também, gerando memes imperdíveis como o famoso inglês do Joel Santana, três dos cinco títulos brasileiros foram conquistados nesse período,  no qual o Brasil solidificou a imagem de “mostro sagrado” do futebol, e além do velho e conhecido “Rei” Pelé (ignoremos as reivindicações  argentinas 🙂 ), passou a ser referenciado também por outros “Reis”, “Imperadores”, “Fenômenos” e o que o valha .

Basicamente o que eu quero dizer, é que o futebol mudou, os “bobos” não existem mais, ninguém mais treme só de ver a “amarelinha” (nem pensa duas vezes antes de “descer o cacete” em um “superastro” mundial da bola) , o “futebol-negócio”  é um Show Business, e todo show exige mais do que talentos GESTÃO, não qualquer gestão, mas gestão moderna e acima de tudo EFICIENTE, e um dos caminhos para isso é a renovação e atualização, não “entendo” nada de futebol pois não acompanho interessadamente, inevitavelmente ouço algo sobre “alta cartolagem” brasileira, na FIFA ou CBF (antes era CBD), e só me vem à cabeça dois nomes,  Havelange e Teixeira (sério, não conheço outros e isso em 46 anos…), comissão técnica para mim é sempre um susto, o técnico da década de 70 está ativo em outro cargo já no século XXI, assim como me assusto com a mistura de técnicos de várias gerações no mesmo banco…, parece não haver aposentadorias nessa área, tudo é um grande “Déjà Vu”… .

Dizer que grandes seleções “caíram” antes da nossa, não é argumento razoável, para quem detém o maior número de títulos mundiais da história e até essa copa mantinha recordes de produtividade em campo, além do mais,  as grandes que caíram não o fizeram com  tão triste  intensidade e forma (e em casa com tudo a favor).

A promiscuidade entre poderosos da mídia e a CBF, a elite de cartolas e políticos associados, atravanca o futebol brasileiro, coisas como jogos as 10 da noite para não atrapalhar horário de novela, insistência em não renovar na comissão técnica, e sei lá mais o que rola…, foi fatal para a seleção de futebol, é como aquele jogo de queda de dominó, vimos a última pedra cair, mas isso começou  lá atrás … .

As vésperas da grande  final  da “Copa das Copas”  podemos dizer que foi um grande sucesso, lição de casa feita e nota com estrelinha, mas com relação ao nosso futebol, sem mudanças na gestão vai continuar a  reprovação certa … .

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A “Copa das copas” está desmascarando mais que coxinhas e vira-latas…

Agora os desmentidos são os “neo-democratas-raciais” (aqueles que proativamente trabalham para  tentar “provar” que “Não somos racistas” e ao mesmo tempo se colocam no antagonismo ferrenho às Ações Afirmativas), mas também o brasileiro “comum”, aquele que “acredita piamente” (pelo menos diz)  que  cor não faz a menor diferença no Brasil  e que todos tem “oportunidades iguais”.

Que a “interação”  com os  visitantes estrangeiros ia ser grande ninguém duvidava, principalmente a dos estrangeiros com as “nativas” (afinal essa tem sido uma constante na história continental desde os primeiros contatos de estrangeiros com os “locais” ); a questão é que até então não tínhamos tido um evento nacional com tal proporção de estrangeiros visitando o país ao mesmo tempo, muito menos com a diversidade envolvida.

Em várias oportunidades citei a questão das “cinderelas”  que sonham com “príncipes encantados gringos” e em muitas coloquei que a carga de eurocentrismo (racismo mesmo…) nesse “interesse”  é elevadíssima, demonstrando que “democracia racial”  no Brasil é  apenas uma ilusão em que muitos acreditam sem bases reais para isso,  já a “rapinagem sexual” continua exatamente nos mesmo moldes coloniais, homens europeus e eurodescendentes  sobre as “nativas” (termo que agrupa no caso não apenas as índias, mas também as negras e agora também as brancas), o “mercado brasileiro”  está aberto, mas não da mesma forma para todos….

Como de praxe,  ao ser notada a questão, a palavra RACISMO é  evitada… e  quando se toca nela, logo vem as tradicionais “desculpas”,  transpondo tudo para o “social/econômico” ou argumentos de óbvia falácia, pois pelo que pude presenciar (pelo menos aqui por Manaus), dificuldades com língua, “bom papo”, dinheiro e “beleza” não me pareceu “problemas” que evitassem “pegações” instantâneas e “descomplicadas” para europeus, norte-americanos e mesmo sul-americanos (quiças asiáticos), a verdade é que é copa do mundo mas o “padrão desejado” de “príncipe encantado” (gringo ou brazuca) das conterrâneas continua o mesmo… .

Contudo mais  que a constatação em si, é  interessante  ver a “criatividade” dos brasileiros tentando inventar “justificativas”  para o insucesso dos visitantes afro e excluindo e negando a óbvia questão do preconceito e discriminação racial embutida no contexto brasileiro.

” Marfinenses não pegam nada, zeram em festa do pijama e criticam brasileiras

José Ricardo Leite
Do UOL, em Fortaleza (CE) 24/06/201401h30

Dupla marfinense não consegue sucesso com mulheres brasileiras

  • Dupla marfinense não consegue sucesso com mulheres brasileiras

Jonathan Djerehe, 30 anos, e Kone Natham, 17, estavam entre os menos de 10 torcedores que esperavam a chegada da delegação de Costa do Marfim ao hotel Luzeiros, em Fortaleza, no último domingo. Foram os primeiros a chegar e eram os únicos do país africano em frente ao hotel.

Foram os primeiros entrevistados pela imprensa brasileira por estarem sozinhos ali, com as cores africanas. E entre perguntas sobre como está sendo a passagem deles pelo país-sede da Copa do Mundo, havia uma única frustração clara: não conseguem fazer sucesso com as mulheres brasileiras.  “

Interessante é que os mesmos ainda se perguntam  “por quê ?” , não tem como não se remeter à máxima do “grande pensador contemporâneo”  Compadre Washington : “SABEM DE NADA, INOCENTES ! ” .

Vale a pena ler a  matéria completa : http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/24/marfinenses-sao-engandos-por-brasileiras-e-reclamam-que-nao-pegam-ninguem.htm

 


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Matéria na Forbes joga mais uma pá de cal sobre coxinhas e vira-latas.

vira-latas-e-coxinhas

Em mais um passeio pela web encontrei excelente postagem no blog  ocafezinho.com , como já fazia uma reprodução de texto alheio, reproduzo abaixo  somente  a tradução disponibilizada do texto publicado na internacionalmente conceituada Revista Forbes (especialista em fortunas e análises econômicas/conjunturais).

Com mais essa rui um pouco  mais o discurso catastrofista, raivoso, parcialmente equivocado e por vezes desonesto  intelectualmente ou mesmo intencionalmente falso, fomentado pelas “forças ocultas” (mas bem conhecidas) que tinham os maiores interesses em tentar “lucrar” política (e por que não  dizer também economicamente ?) a partir da ótica oportunista e  antiética do “quanto pior melhor”, e nisso seguidas na execução das “campanhas”  por um bom número de inocentes úteis que embarcaram na “onda  errada”.

A economia da Copa do Mundo: por que os manifestantes do Brasil entenderam errado

Por Nathaniel Parish Flannery, na Forbes.

No Brasil, a Copa do Mundo deflagrou protestos de ativistas interessados em chamar atenção para os persistentes problemas de pobreza e desigualdade no país. Em 2013, os manifestantes empunhavam cartazes em Inglês com mensagens como “Nós não precisamos da Copa do Mundo” e “Nós precisamos de dinheiro para hospitais e Educação”. Contudo, como os cientistas políticos explicaram em seu excelente artigo para o Washington Post, “os protestos são paradoxais, porque o Brasil tem vivenciado um crescimento econômico e social muito significastes desde que o país foi escolhido para realizar o evento em 2003”.

Mais amplamente, a Copa do Mundo de 2014 acentua a emergência econômica da América Latina ao longo da última década. O mar de camisas amarelas que pode ser visto em jogos da Colômbia e seções inteiras de mexicanos usando vestes verdes e torcendo para a sua seleção é um testemunho do recente sucesso econômico da classe média latino-americana. De acordo com o historiador David Goldblatt, “A televisão pode enganar, e o uso de uma camisa da seleção da Colômbia não é garantia de cidadania, mas o estádio do Mineirão em Belo Horizonte estava inundado de amarelo – talhe 20.000 numa multidão de 57.000. A mídia chilena tem reportado que mais de 10.000 estão viajando para o Brasil, e ao que parece eles todos estavam presentes em Cuiabá quando a Seleção deles despachou a Austrália.”

Em 2011, pela primeira vez na história, o número de pessoas nas classes médias da América Latina ultrapassou o número de pessoas pobres na região. O Brasil, em particular, destaca-se pelo sucesso no investimento em programas sociais e de redução da pobreza.

Dado o número de camisas amarelas que aparecem na multidão nos jogos, a Copa do Mundo no Brasil tem também sido massivamente frequentada pela classe média emergente do país. Ainda por cima, a história de que o gasto com futebol é um desperdício num país em que a população vive na pobreza tem ficado de lado na mídia social.

Fotos deste mural mostrando uma criança faminta chorando ao ver uma bola de futebol em seu prato tornaram-se virais e foram compartilhadas aos milhares no Twitter e Facebook. Outros usuário do Twitter compartilharam fotos como esta lembrando aos fãs da pobreza com a qual eles se deparam a algumas quadras dos estádios.

Ainda assim, estas ilustrações falham em mencionar que o Brasil destinou menos que 2 bilhões de dólares para a construção dos estádios. Em contraste, entre 2010, ano do início da construção dos estádios, e o início de 2014 o governo federal do Brasil investiu 360 bilhões de dólares em programas de Saúde e Educação. Para colocar isso em perspectiva, o governo do Brasil investiu 200 milhões de dólares para cada dólar gasto com os estádios da Copa do Mundo. Embora os sistema de Saúde, Educação e Transporte precisem investimentos contínuos, os gastos com a Copa do Mundo não têm de maneira alguma eclipsado o investimento progressivo em programas sociais.

A economia do Brasil é definida por uma desigualdade intrinsecamente profunda. É um país conhecido pelas favelas e milionários. De acordo com uma análise da Forbes, o Brasil é o lar de dezenas de bilionários, incluindo Roberto Irineu Marinho, João Roberto e José Roberto Marinho, que juntos controlam o maior império midiático da América Latina, Globo, e tem, juntos, o valor montante de 28 bilhões de dólares. A empresa reportou em 2013 um lucro de 1.2 bilhão de dólares. De acordo com a pesquisa da Forbes: “Enquanto a riqueza crescente do país está criando mais milionários e bilionários do que nunca antes, famílias ricas estão garantindo a fatia maior desse bolo. Dos 65 bilionários listados pela Forbes na sua Lista dos Bilionários do Mundo, 25 deles são relacionados à riqueza familiar.

Oito famílias têm múltiplos membros entre o nosso último ranking” Jorge Lemann, o dono parcial da ANheuser-Busch InBev, tem um total de 22 bilhões de dólares. Ele é o trigésimo mais rico do mundo. As 15 famílias brasileiras mais ricas tem combinadas um total de 122 bilhões de dólares, uma soma que é apenas por pouco menor que os PIBs de Equador e Costa Rica juntos.

Mas, enquanto é fácil apontar os gastos dispendiosos com os estádios da Copa do Mundo ou a longa lista de bilionários do Brasil e contrasta-los com os milhões de residentes do país que vivem em extrema pobreza, tais comparações falham ao não reconhecer o tremendo sucesso que os criadores de políticas públicas brasileiros têm tido na erradicação da pobreza ao longo da última década. De acordo com um relatório recente do Centro para a América Latina e Caribe da ONU (ECLAC), em 2005 38% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza. Avançando para 2012, essa taxa caiu para 18.6% da população. Em outras palavras, desde 2005, o Brasil tem efetivamente reduzido para mais que a metade o número de seus cidadãos vivendo na pobreza. Em contraste, o México, um pais cujos políticos estão mais concentrados nas exportações e e nos salários competitivos, atualmente viu a pobreza aumentar durante esse mesmo período, de acordo com informações do ECLALC. O Chile, um país há muito prezado pelo desenvolvimento de suas políticas econômicas, viu um declínio muito menor de sua pobreza no mesmo período. No Chile a pobreza caiu de 13.7% para 11% em 2011. A América Latina é a região mais desigual do mundo, e o Brasil em particular é conhecido por sua história colonial baseada em uma espoliativa agricultura de exportação o que ajudou a desenvolver o estabelecimento de uma economia altamente dividida entre residentes ultra-ricos e ultra-pobres. Em meio à controvérsia da Copa do Mundo, o tremendo sucesso do Brasil na redução da pobreza tem sido de certa forma ignorado.

Jason Marczak um expert em América Latina do Conselho Atlântico em Washington D.C., me contou que “A crítica aos excedidos custos dos estádios é na verdade um grito dos cidadãos do novo Brasil, um Brasil mais classe média, que demanda maior transparência e um modelo de estado mais responsável”. Quando a seleção do Brasil entrar em campo, o mundo devia também aproveitar o momento para reconhecer o sucesso das políticas públicas progressivas do país. “O Brasil tem atingido conquistas impressionantes no crescimento sócio-econômico na última década com dezenas de milhões de pessoas saindo da pobreza e entrando na classe média”, acrescenta Marczak.

Só por diversão, eu juntei algumas informações do Banco Mundial e das Nações Unidas, e comparei o Brasil com outros países Latino-Americanos que competem na Copa do Mundo. Eu juntei informações da Foreign Direct Investment (Per Capita), GDP per capita, níveis atuais de pobreza, redução de pobreza desde 2005, número total de bilionários, e o ranking de cada país no World Bank Doing Business. Esses medidores demonstram a força relativa dos 9 países latino-americanos competindo na Copa do Mundo, e também o quão bem sucedido  cada país tem sido na tradução do sucesso econômico em redução da pobreza. Depois de fazer o ranking dos países em cada categoria, eu então criei um score agregado.

Tradução: Arthur Caria.


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A falta de noção de Luciano Huck, está ganhando “evidência solar”…

Print da postagem no face, removida .

Print da postagem no face, removida .

Eu até que nutria um simpatia pelo apresentador, simpático, aparentemente humilde e solidário com todos independente de origem, cor,etc…, porém depois do vergonhoso caso da camiseta do #SomosTodosMacacos ( motivado pelo  já exposto aqui no blog, Os comedores de banana e o antiracismo imbecil) e agora com a última mancada do “bom moço”, tá difícil… .

Print da postagem no Twitter

Print da postagem no Twitter

Depois de uma  campanha das autoridades brasileiras “desincentivando” o turismo sexual, e sem nenhuma reflexão crítica prévia, e olha que essa questão das “cinderelas” buscando “príncipes encantados” estrangeiros, não é nada nova e nem pouco conhecida e debatida, já deu até documentário nacional (Cinderelas, Lobos e um príncipe encantado) e vários  filmes internacionais [não raro fazendo o link com  o tráfico humano… para prostituição]), ou seja, o relacionamento premeditado ou fomentado de mulheres (principalmente as de vulnerabilidade social) para com homens estrangeiros é uma das principais portas para um final que raramente se pode dizer “feliz” e honesto,   parece incrível que o apresentador lance uma campanha  justamente incentivando que as mulheres brasileiras  “se joguem”  para cima dos “gringos”  aproveitando a oportunidade  pelas visitas para a  Copa do Mundo da FIFA ( o mais impressionante é que parece não haver uma assessoria para dar um toque e impedir as besteiras do apresentador…, ou será que as ideias micadas vem justamente dela ? ).

Óbvio que depois da repercussão negativa, as postagens seriam retiradas das redes sociais, mas ai já era tarde…, “caiu na rede, já era”, depois que inventaram o print de tela, mentir ou “desdizer” o que foi postado não é mais possível…

Ficou feio Luciano…, muito feio.  #somostodoscafetões e #NãoMeAjudaLuciano.

 


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Nomes aos bois: os sicários da mídia má.

Poderia escrever algo mais detalhado sobre esse acontecimento, mas o texto de Paulo Nogueira, que reproduzo parcialmente abaixo, já o faz com maestria…, é essa mesma gente de quem ele fala, que não por coincidência também foram os “grandes gurus” da “campanha” (felizmente perdida) da turma anti ações afirmativas (AA) para a população negra (notadamente as cotas universitárias) aos quais “batizei” de “neo-democratas-raciais”.

O desabafo de Trajano

por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

E eis que José Trajano, da ESPN Brasil, viralizou.

Um vídeo em que ele cita quatro colunistas que instigam ódio circula freneticamente pela internet nestes dias.

Ele enxergou, com razão, uma relação espiritual entre os que xingaram Dilma no estádio e os colunistas que mencionou.

Trajano falou de Demetrio Magnolli, Augusto Nunes, Mainardi e Reinaldo Azevedo, mas poderia falar de muitos outros.

Outro dia li uma expressão do Nobel de Economia Paul Krugman e pensei exatamente no tipo de jornalista da pequena lista de Trajano.

São os “sicários da plutocracia”. São pagos, às vezes muito bem pagos, apenas para defender os interesses de seus patrões.

Os Marinhos, ou os Frias, ou os Civitas, ou os Mesquitas, não podem, eles mesmos, assinar artigos em defesa de suas próprias causas. Então contratam pessoas como as de que Trajano trata.

Muitos leitores, em sua ingenuidade desumana, vêem alguma coragem nos “sicários da plutocracia”.

É o oposto. Ao se alinhar aos poderosos – aqueles que fizeram o Brasil ser um dos campeões mundiais da desigualdade – eles têm toda a proteção que o dinheiro é capaz de oferecer.

Não correm risco de ficar sem emprego, por exemplo. Podem cometer erros grosseiros de avaliação, de prognóstico, de estilo, do que for.

Mesmo assim, estarão seguros porque cumprem o papel de voz dos que podem muito.

Texto integral em : http://www.viomundo.com.br/denuncias/os-que-promoveram-caca-as-bruxas-agora-reclamam-de-lista-negra.html


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O que Camarões tem a ver com o Brasil ????

Muito provavelmente a maioria dos brasileiros deve achar que nada (além de também ter verde e amarelo na bandeira…), mas com um pouco de atenção vamos ver que Camarões está na raiz de grande parte dos brasileiros…, como todos sabem, povos africanos foram traficados como escravos para o Brasil, mas como era e  é  a distribuição desses povos na África ? , veja o mapa abaixo :

Distribuição dos grandes-povos africanos em África.

Distribuição dos grandes-povos africanos em África. (clique na imagem para visualizar melhor)

Pois bem, com o tráfico transatlântico de africanos escravizados, dois grandes grupos ou grandes-povos foram trazidos para o Brasil (Bantus e Sudaneses, que por sua vez se configuram em diversos povos em cada uma das duas raízes), o esquema abaixo mostra os destinos gerais desses grupos.

Tráfico transatlântico, grandes-povos traficados e destinos brasileiros.

Tráfico transatlântico, grandes-povos traficados e destinos brasileiros.

E onde entra Camarões na História ?, vejamos…, muito antes disso, foi da região onde hoje é Camarões que o grande-povo Bantu (ou Banto como preferem alguns) um grupo étnico-linguístico na raiz de diversos povos(etnias) africanos, partiu para em tempos distantes (2.000 a.c.) “colonizar” quase metade da África, incluindo as ancestrais “Congo” e Angola, de onde foram trazidos os primeiros e a maior parte dos escravizados africanos, bem como de Moçambique (ai já um pouco mais tarde).

Fases da expansão Bantu  a partir de  onde hoje é Camarões.

Fases da expansão Bantu a partir de onde hoje é Camarões.

Com o tráfico negreiro (inclusive a partir de Camarões) a maior concentração Bantu se deu principalmente na região sudeste do Brasil (mas nos primórdios do tráfico transatlântico, também no nordeste…), do sudeste e do nordeste, esses escravizados foram direcionados também para outras regiões do Brasil como Sul, Centro-oeste e Norte, os próprios sudaneses se miscigenaram com os Bantus (que também já estavam na Bahia), e mais tarde com a circulação livre pelo país essa “miscigenção afro” aumentou, portanto a maior parte dos afrobrasileiros  tem fortemente o povo Bantu (de origem camaronesa) na sua raiz (e por que não dizer genericamente brasileiros ?, já que muitos dos que não se consideram negros, tem lá também seu “pezinho na África”…), para ficar mais claro essa distribuição no Brasil, veja o gráfico abaixo:

Destinos dos Bantos e Sudaneses no Brasil.

Destinos dos Bantos e Sudaneses no Brasil.

Respondida a pergunta-título do post ?, então…, é por isso que temos muito a ver com Camarões… e é por isso que hoje como bom descendente Bantu 😉 , estou na torcida pelo time  da nossa raiz 🙂 (e no jogo Brasil X Camarões, vou torcer pelo empate… )

Ah ! para finalizar, uma outra curiosidade; primeira seleção africana a fazer sucesso em copa (quem assistiu a copa de 90 e não lembra do Roger Milla ???), em 90 Camarões passou para as oitavas de final (o Brasil não…, e a partir da eliminação do Brasil o país inteiro “virou Camarões”, as bandeiras verde-amarelas ganharam detalhes vermelhos…) mas  na disputa pelas quartas perdeu e acabou a copa em 7º lugar.

Bora Cameroun !!!!,  pra cima da Croácia !!!! 🙂 Cameroun


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“Saem os índios, agora é a hora do povo brasileiro” (Galvão Bueno)

indioxpovobrasileiroAbertura da Copa 2014, o espetáculo não se pode dizer que não foi bonito, mas decididamente foi muito aquém do que poderia ter sido…, na terra do carnaval e do Boi-bumbá de Parintins (que aliás nem sequer tiveram qualquer menção estilizada), poderia se esperar (mesmo sob uma ótica belga) algo mais grandioso e representativo de TODAS regiões do país… (até se pode entender que uma apresentação sobre um tapete colocado para não prejudicar o gramado, tem suas limitações…, mas do mesmo modo que pode se representar o sul e o nordeste, poderia se representar o norte, o centro oeste, o pantanal e até o Rio de Janeiro…).

Agora, bem representado mesmo foi o espírito do racismo “inconsciente” que perpassa boa parte da nossa eurocentrada (leia-se “branqueada” e colonizada mentalmente) sociedade brazuca…, que apesar de sempre se valer do “mito das 3 raças” para apontar o Brasil como um país miscigenado e “livre” de preconceitos e discriminações em função de “raça”, repete em atos falhos a visão que se tem de índios e negros como “alienígenas” em seu próprio país…, interessante é que Herbert Blumer, sóciológo americano, já tinha cantando essa pedra em 1939… (BLUMER, Herbert ( 1 939). “The Nature of Racial Prejudice”) olha só que interessante :

“Os quatro tipos de sentimentos sempre presentes no preconceito racial:
a) um sentimento de superioridade;
b) um sentimento de que a raça subordinada é intrinsecamente diferente e alienígena;
c) um sentimento de monopólio sobre certas vantagens e privilégios;
d) medo ou suspeita de que a raça subordinada deseja partilhar as prerrogativas da raça dominante.” 

Ao dizer “Saem os índios, agora é a hora do povo brasileiro”, Galvão Bueno em ato falho, “excluiu” os índios do “povo brasileiro”, ou seja, apesar de estarem aqui e serem os  “brasileiros originais”  foram colocados como “alienígenas” (de fora / estrangeiros) ao “povo brasileiro”, o pior de tudo é que teve muita gente que por ter também essa visão naturalizada e introjetada na mentalidade, nem percebeu  a gravidade da fala…

Por isso é que nós ativistas, quando dizemos que o brasileiro é em geral insconsciente do seu racismo e denunciamos ações racistas ou realidades de desigualdade racial, ou somos ignorados, ou tachados de “chatos”  ou “procuradores de pelo em ovo”…, mas os fatos estão ai, não enxerga quem não quer… .