Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


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Um presentão nos 30 anos de ativismo.

Domingos Jorge Velho em pintura laudatória feita por Benedito Calixto em 1.903

Que felicidade,🎉🎊 acabei de receber o maior presente pelos meus 30 anos de ativismo…, DERRUBEI O DOMINGOS JORGE VELHO ( para quem não sabe ele foi um bandeirante paulista do XVII apresador e exterminador de índios, foi líder da ofensiva final contra o Quilombo dos Palmares e responsável pela perseguição e morte de Zumbi) . É nome de importante via em Manaus-AM (e também de vias em ao menos 12 cidades paulistas), o que afronta a lei que proíbe homenagem a exploradores e defensores da escravidão em logradouros públicos.

Solicitei ao MPF providências para fazer cumprir a lei e a alteração do nome da via. Fiquei sabendo há pouco que minha solicitação foi atendida e o município de Manaus vai ter que alterar o nome da via por um que homenageie vulto negro na história do Amazonas…🎉🎊

Veja no link a manifestação do MPF .

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Atualizando o som do carro

Esta dica é para quem gosta de curtir um som no carro, só que o carro é de antes das inovações tecnológicas presentes de fábrica nos carros mais recentes, portanto sem entrada aux para players portáteis, USB para pendrives, slots para cartões de memória e conexão bluetooth para conectar o smartphone para chamadas com mãos livres ou ouvir aquela playlist de streamings como o Spotfy.

Como se dizia nas propagandas das saudosas “Organizações Tabajara”, “Seus problemas acabaram !!!” .

Não é exatamente uma novidade…, faz tempo que uso dispositivos que instalados na tomada do acendedor de cigarros permitem ouvir no FM o conteúdo de um pendrive ou cartões, até mesmo players com saída auxiliar P2 (como a saída de fones dos celulares).

O que eu não tinha era um equipamento com conexão bluetooth, inclusive para chamadas telefônicas com mãos livres, isso permite conectar facilmente o smartphone ao som sem ter que usar cabos, o que é já é um grande negócio… .

Além disso é muito mais barato que comprar um som automotivo novo (isso se der para substituir, porque as vezes o som original é integrado ao painel e não dá para trocar por um outro “genérico”, o que é o meu caso).

A gracinha que permite tudo isso é esta aqui, encontrada em lojas de equipamento para celulares:

Ah! todas as funções que falei são “extras” pois na verdade ele é um carregador de celular… 😉😁, aqui em Manaus tem no shopping Studio 5 em frente à praça de alimentação, por 73 reais.

Por outro lado…, se ao invés de mídias modernas você curte também uma nostalgia tech, nada impede de apesar de não ter um ROADSTAR (busque no google 😂) no seu carro, você possa curtir “aquelas fitas” incomparáveis que você guarda desde o século passado, basta ter um destes e pronto… 😉😂😂😂

Dica dada, espero que ajude alguém.😎


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Cinema em casa, fácil e barato

Minha instalação de cinema no quarto

Na verdade já faz um bom tempo que me desfiz de aparelho de TV em casa, pouco me interessa a TV aberta, e prefiro mesmo  filmes e séries, quando surgiu o Netflix, ai  “juntou a fome com a vontade de comer”… .  Em fins de 2013 até cheguei a publicar aqui no blog, como conectar notebooks e TVs mais antigas.

Pouco tempo depois, resolvi, aproveitando uma grana extra que tinha pintado, comprar um nettop (computador do tamanho de um livro, sem acessórios, só as USBs e outras entradas/saídas para periféricos) e um projetor da EPSON ( o Home Theater da SAMSUNG eu já tinha) e fazer meu “personal cine room”.

A ideia deu certo por mais de 4 anos, até que o projetor queimou a placa lógica e não tinha para trocar aqui em Manaus, a lâmpada também já estava em fim de vida útil e custaria só ela mais de 300 reais…, em suma, além de demorado não compensava arrumar.  A solução era comprar um novo (que hoje custa de R$ 1.900 para cima), arriscar um usado que poderia me deixar na mão em pouco tempo, ou… tentar um miniprojetor (muitíssimo mais barato, a dúvida é se iria prestar… ).

Para encurtar conversa, depois de alguma pesquisa, optei por comprar um miniprojetor de LED UC46 UNIC (1200 lumens), custou  R$ 339… mais o frete rápido que deu menos de 60 reais.

Não me arrependi, o projetor é muito bom para o que se pretende, ter uma telona projetada de até 130 polegadas em ambiente de luminosidade controlada, ou seja, pouca ou nenhuma claridade (em casa consegui 100″ pois uso no quarto e a distância do projetor para a parede é coisa de 2,7 metros).  Isso visto bem à sua frente deitado na cama parece bem maior… .

O UC46 UNIC possui ampla conectividade, WiFi, HDMI, VGA, SD card, USB, o que permite exibir filmes mesmo sem computador e/ou a partir de  espelhamento celular/tablet, tem controle remoto e o som fica excelente quando ligado ao Home Theater.

A qualidade da imagem é muito boa, cores vívidas e contraste razoável mesmo em uma simples parede branca, testei também em uma tela caseira feita com nylon blackout cinza, melhorou bem, pena que minha habilidade não permitiu que o acabamento ficasse “esteticamente aceitável” 😂, o que me fez gastar mais 400 e poucos reais para comprar uma tela manufaturada de qualidade profissional mesmo assim ainda estou em tremenda economia.

Alguém vai aparecer para dizer “Ah…, mas não é 4K, o contraste não é o mesmo…, tem alguma pixelização e saturação, perde foco nas beiradas, blá blá blá”,  já me adiantando digo que nem entro nessa seara…, estou falando de uma solução de baixo custo que atende as minhas expectativas (e de muita gente) pelo custo/benefício, quem exigir mais tecnicamente e quiser e puder pagar que o faça… .

Resultado final com a nova tela, luz acesa (dimmer 50%), nada mau…

Voltando à nossa solução, se você vai partir do zero, basta incluir ai o custo do nettop (a partir de 500 reais) e de um Home Theater mediano, de mais de 300 watts (a partir de 400 reais), isto é, com cerca de R$ 1.700, bem menos que o preço de um projetor tradicional ou uma TV  mais moderninha de 50″ ( uma de 100″ das baratas não sai menos que R$ 10.000, não raro passa dos  R$ 20.000), você pode ter seu cineminha em casa, ou se for de jogar, fazer isso em uma super tela como este tuga nerd (só que gastando um pouco mais, por mais qualidade de imagem mesmo no claro e velocidade de resposta):


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2017 – VIGÉSIMO NONO ANIVERSÁRIO DE ATIVISMO NEGRO

Só agora me dei conta que minha primeira palestra oficial, que ocorreu no centenário da abolição (1988) ao contrário do que aparentemente todo esperavam, não versou sobre os horrores do cativeiro, nem sobre a “bondade da princesa”, muito menos admitiu a abolição como “marco da igualdade”,  foi sobre… PÓS-ABOLIÇÃO (muito embora seguindo o meu natural “braudelianismo”, ou seja,  tendência em problematizar utilizando recortes temporais e geográficos mais amplos que os nominais aplicados aos eventos-título) pois parti das leis antiescravidão que antecederam a  lei áurea,  bem como,  de uma ácida crítica ao uso da Guerra do Paraguai para iniciar o processo de branqueamento do Brasil, já que a abolição era um processo em evolução e questão de relativo pouco tempo.

Na época eu tinha acabado de concluir a faculdade, era um cara de exatas/tecnologia, nem me passava pela cabeça um dia ser um pesquisador em História, mas ali, em uma época em que não havia Internet, fiz uma pesquisa e palestrei em um tema que só bem recentemente passou a empolgar os historiadores… o PÓS-ABOLIÇÃO😉. É verdade, “mato a cobra e mostro o pau” :

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Um novo olhar sobre o 13 de maio

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Se você é brasileiro e já era adulto na virada para o século XXI, de certo fez vários trabalhos e cartazes escolares sobre o 13 de maio, talvez teatrinhos ou mesmo tenha participado de festividades e solenidades alusivas à abolição da escravidão no Brasil ocorrida no 13 de maio de 1.888 .

Alguns notaram, outros não, que nos últimos anos isso tem mudado e bastante. O 13 de maio perdeu força enquanto data comemorativa vinculada à população negra. Sendo paulatinamente evidenciado em seu lugar o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, homenageando Zumbi do Palmares. No entanto o 13 não foi simplesmente desvalorizado ou descartado pelos movimentos de negritude e pelo poder público, ele foi resignificado e passou a ter outras funções que não a comemoração da abolição (mal contada e mal feita).

Através de diversas leis fomentadas pelos movimentos de negritude, a data ganhou novas motivações e intenções, mas basicamente aproveitando uma tradição da Umbanda, religião de matriz africana que vincula o 13 de maio aos pretos velhos, espíritos iluminados de antigos escravos que se manifestam e trabalham pelo bem promovendo aconselhamentos e curas, transformou o 13 em dia das religiões de matrizes africanas, mas não apenas, a denúncia do racismo e exigência de reparações também.

Abaixo alguns exemplos:

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Enfim, apesar das diversas oficializações como datas “comemorativas”, na verdade o espaço foi políticamente marcado como de visibilização e reflexão/conscientização e não mais como uma ode à “bondade da princesa” e “marco definitivo da igualdade”, aliás no Amazonas a abolição ocorreu 4 anos antes do 13 de maio, no 10 de julho de 1884, ou seja, era um processo nacional irreversível e produto de uma luta com muitos atores, incluindo os próprios negros.

Para mim a data também guarda significado especial, foi nela em 1.988, o centenário da abolição, que fiz a minha estréia oficial como ativista da causa negra, sendo orador oficial na sessão especial da Câmara Municipal de Pindamonhangaba, já naquela primeira fala pública, desviei a esperada homenagem à princesa e ode à “igualdade” nascida há então 100 anos, para um crítico e ácido discurso crítico que foi inclusive à sistemática tentativa de eliminação dos negros via guerra do Paraguai…, teve gente embasbacada com as denúncias de que o 13 era quando muito um começo mas não um fim,  e até lágrimas…, ano que vem, ainda estando no planeta, serão 30 anos de luta.

 


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É cada uma…; é pra rir, chorar ou chorar de rir ???

Quase 26 anos de ativismo e discussão temática (uns 15 na web), e vira e mexe me deparo com uns absurdos, que não sei se é para rir, para chorar, ou para chorar de rir… :-). Hoje tive um “papinho daqueles”, estava comentando em uma dessas  postagens dos outros que envolvia a temática racismo, quando surge na thread uma antiga conhecida do mundo real (com quem costumo ter virtualmente umas desavenças por conta das “coxinhisses” e reacionarismo histriônico), dizendo que na sua visão, o assunto não tinha nada a ver com “raça” ou racismo. Fui responder que na nossa sociedade se observar atentamente todo fato negativo envolvendo pessoas de cores distintas, tende a ter a cor como variável que influencia ou influenciou o quiprocó (ou boa parte dele…) .   A coisa virou uma “bola de neve” com ela negando e minimizando a questão racial e eu dando exemplos do reconhecimento internacional (pela ONU) e nacional (pelo estado brasileiro por meio de diversas instâncias, incluindo o governo federal) da estrutura racista e institucionalizada da sociedade brasileira ( já pensou ver alguém dizer que a ONU não tem credibilidade?, pois é… vivi para ver isso) , até a coisa ficar tensa.  A referência ao uso do termo “raça” vem de um comentário descabido um pouco antes do mostrado no fim da conversa, cujo print (com algumas intervenções, e o nome da interlocutora omitido pois estou discutindo a situação, não a pessoa…) ).

Segue abaixo… :

print-conversa-doida

E ai ? é para rir, para chorar, ou para chorar de rir… 🙂