Blog do Juarez

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Me esqueci mas, em tempo. Monteiro Lopes no Palácio da Justiça amazonense.

No meu último texto da coluna que assino na Agência de notícias Amazônia Real (publicado ontem), falei da felicidade em ver um antigo sonho realizado, a criação do Museu Judiciário do Amazonas e instalado na antiga e centenária sede, o Palácio da Justiça https://amazoniareal.com.br/a-justica-amazonense-de-volta-ao-palacio/

Tem porém um detalhe importante que esqueci. A minha dissertação de Mestrado, foi sobre Manoel da Motta Monteiro Lopes, Advogado negro recifense, que morou um tempo em Manaus, e atuou como Promotor de Justiça em 1892, depois se radicando no Rio de Janeiro, onde fez carreira política, se tornando o primeiro deputado federal negro assim reconhecido, assumido e com discurso afirmativo. Faleceu na então capital da República em exercício do mandato em dezembro de 1910.

Para além dos aspectos gerais já conhecidos da sua trajetória, cabia a mim especificamente elucidar a parte amazonense dela. Que ao contrário do imaginado inicialmente foi mais interessante e registrada, não quando morou aqui, ainda no XIX, mas sim quando retornou ao estado já como deputado pelo Distrito Federal em 1910, o que era até então ignorado em sua historiografia.

Por economia marco aqui apenas que foi uma estada “apoteótica” que pode ser lida integralmente por quem se interessar, na própria dissertação, nesse texto aqui vou deixar só o extrato da sua passagem pelo Palácio. O que dado o contexto social de 1910 foi uma coisa impressionante…

“A recepção feita em sua despedida ao judiciário amazonense também noticiada no dia 9 de agosto  foi literalmente digna de nota:

Foi hontem ao Tribunal de Justiça apresentar as suas despedidas o illustre deputado dr. Monteiro Lopes.O presidente do Tribunal, sr. desembargador Rubim fel-o sentar a sua direita, tendo s. exc. assistido a sessão. Terminados os trabalhos o representante do Districto Federal abraçou a todos os desembargadores, e demais juizes e escrivães que o trouxeram até á porta central do edifício. S. exc. trajava ao rigor custosa e riquissima becca de seda, e que dava maior realce e solenmidade aquelle templo da justiça. Grande numero de advogados e pessoas do fòro alli estiveram presentes. (Correio do Norte: Orgão do Partido Revisionista Estado do AM. Manaus, p. 2-2. 09 ago. 1910.)

A forma como isso foi feito, demonstra que aparentemente não foi mero protocolo interpoderes do estado, indica fortemente que as relações estabelecidas no meio judiciário, quer seja nos tempos de faculdade no Recife, nos quais foi colega do anterior e falecido presidente do judiciário amazonense, e não improvável de outros juristas aqui instalados dada a importância  e disseminação de egressos da  faculdade pernambucana, quer no período de atuação no cenário forense de Manaus no XIX, atuaram dando ao evento um caráter também afetivo e simbólico.”

Do ponto de vista historiográfico pode até parecer irrelevante um local físico específico que uma pessoa ocupou em um evento (o simbólico no entanto é importante). Porém, para mim que me ocupei em descobrir a cena e visualiza-la na imaginação via uma descrição passada e em um determinado contexto e agora, anos depois, tive a oportunidade de estar envolvido com a reapropriação do cenário real em que se deu o fato, não deixa de ser uma feliz coincidência… 😉 .


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NFT, o novo estado da arte

Montagem com imagem da web e alguns dos meus NFTs à venda

Provavelmente você já deve ter ouvido ou lido nos últimos tempos, sobre as vendas milionárias e até bilionárias de peças de arte digitais, algumas inclusive de gosto e valor artístico totalmente bizarros.

O que afinal são NFTs ?

O termo é a abreviatura em inglês para Token Não Fungível, ou seja, um “receptáculo” digital que representa um contrato com valor ou coisa nessa forma, utilizado nas redes Blockchain via internet e são à prova de fraude.

Diferente dos tokens fungíveis que representam um valor que se pode usar para trocas com valor estabelecido igualmente para todos os tokens do mesmo tipo, funcionando por exemplo como dinheiro digital (ex. imagine o token como uma nota ou moeda, toda nota de 10 reais vale 10 reais, certo ? e pode ser trocada por outras menores perfazendo o mesmo valor ou agrupadas para perfazer um valor maior. Podendo ainda ter câmbio com outros tipos de moedas fiduciárias como o dólar, usando uma cotação geral). Já os tokens não fungíveis são registros na Blockchain utilizados em geral para coisas únicas ou raras, o que confere a cada token (ou tokens sobre a mesma coisa) um contrato com valor inicial até indicado, mas totalmente subjetivo ao longo do tempo, o que é propicio para leilões.

Por isso é que o NFT se encaixa perfeitamente para vender arte digital de todos os tipos: música, literatura, imagens, colecionáveis… ou outros tipos de registro público “infraudáveis” que podem representar digitalmente algo no mundo real ou produto da imaginação. Além é claro servir de prova de propriedade intelectual e autenticidade. Várias bandas e artistas já estão trabalhando com a tokenização de tiragens limitadas de seus albúns, o que é muito mais vantajoso que o padrão até então imposto pelas gravadoras.

Ou seja, caso você produza ou possua conteúdo desses tipos pode “tokeniza-lo” e colocar à venda e de repente ganhar uma grana muito acima do esperado no mercado tradicional.

Já são várias os sites que permitem você tokenizar e vender online suas peças artísticas. Em geral há um custo para “cunhagem” do seu NFT, que é cobrado no mais das vezes de um saldo na cripto moeda Ethereum, que se deve depositar em uma criptocarteira como a metamask (gratuita). Também é possível em alguns desses sites tokenizar sua arte  sem pagar a taxas chamadas de GAS, o que faz que apesar de necessitar ter uma criptocarteira, não precise botar dinheiro no processo, apenas pagará comissões no caso de venda, cujo pagamento também vai automaticamente para a sua criptocarteira.

Ah! outra coisa interessante é que você também ganha nas vendas seguintes ou secundárias. Ex. você ficou inseguro precificou baixo e vendeu hoje por mil, mas quem comprou, mais adiante conseguiu vender por um milhão, você então recebe um percentual disso e de cada nova transação, que normalmente é de 5 a 10%. Bom né ?

Para não ficar de fora dessa rara oportunidade de ficar rico de repente, já tokenizei via fotografias e montagens digitais, algumas das peças de arte que possuo e registros de momentos históricos que podem vir a ser vistos como de valor. 😉 Para isso utilizei a mintable , um dos sites que permitem fazer isso sem gastar.

Para dar uma olhada nos meus NFTs basta entrar no link acima e na caixa de pesquisa do site buscar por “jjunior” . 🤑


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Agora sou Lord (é sério…)

Bom, antes de falar propriamente sobre isso vou explicar aonde começa minha relação com a Escócia. Tudo teve início na minha infância, na virada dos anos 1960 para os anos 1970, ao ver na TV os comerciais de Whisky, aquelas cenas com paisagens escocesas, o som das gaitas de foles e imagens dos gaiteiros, a névoa, a elegância e a impostação do inglês dos narradores me impressionaram marcadamente, como algo a que não sabia o porque, eu “pertencia”.

Mais tarde o mote passou a ser o cinema, dos filmes que impactaram minha geração um foi “Highlander, o guerreiro imortal” cujo protagonista foi Cristopher Lambert.

O filme narra a história de Connor Mac Leod,imortal guerreiro escocês do século XVI. Conta ainda com a sempre elegante participação de Sean Connery (ator escocês, e o eterno James Bond para minha geração)

Mas voltemos ao Highlander

A história começa e tem vários flashbacks na região dos Highlands (terras altas) noroeste da Escócia que descem até o oceano. As paisagens estonteantes e a trilha sonora me deram uma tremenda sensação de “Deja vu”, senti que já tinha vivido ali, em outra vida, outros tempos… .

Pois bem, desde cedo tive uma simpatia pela Escócia, sua cultura, história e seus heróis como Willian Wallace (que também ganhou filme (“Coração Valente”) protagonizado por Mel Gibson)

Muita gente deve questionar e achar estranho essa “apropriação” afetiva cultural, pois afinal, o que faz uma pessoa negra ter alguma coisa a ver com a Escócia e sua cultura? Bom, o que posso dizer é que não sou o único nessa. Nem a cultura, nem a história e tampouco população escocesa é “impermeável” à presença negra, e vice-versa… 😉

Seguindo, recentemente descobri que era possível me vincular de alguma forma mais efetiva à essa linda região das Highlands (ou ao menos vizinhas). Como? Simplemente comprando terras lá, na Escócia, e foi justamente o que eu fiz… 😉😏. Na verdade não um “terrenozão prático”, mas um pequeno e simbólico lote de terra em área de preservação ambiental em uma “Lordland” histórica, ou seja, uma propriedade perpétua com restrições em um terreno maior e que serve ao propósito de preservação ambiental. Com isso me tornei um proprietário/benfeitor.

Ser um Lord normalmente depende de nascimento, indicação direta da Rainha ou do Legislativo, porém…

Segundo as tradições e leis escocesas, junto com a propriedade derivada de uma Lordland histórica, vem o direito ao título de Lord ou Lady daquela terra, assim como no passado, um reconhecimento/agradecimento por mérito ou serviços prestados ou simplemente por possuir terra, coisa historicamente reservada somente aos nobres, que então permitiam “posseiros” (pessoas que viviam e trabalhavam em seus domínios) que não eram de fato e direito proprietários. Aliás essa situação de não ser proprietário da terra aonde se vive e trabalha é comum e majoritária ainda hoje na Escócia, daí a distinção de quem é proprietário, mesmo que de pequena porção de terra.

O tratamento honorífico é portanto válido e amparado pela tradição e por lei, e dependendo pode até ser citado em alguns documentos no Reino Unido ou fora, (lembrando que o título escocês é de mero style, ou seja, de “cortesia”, para pura referência/tratamento social, não é um título de nobreza como os hereditários ou concedidos pelos poderes monárquicos, não habilita para funções no parlamento e judiciário) podendo ser usado socialmente e mundo afora, vide detalhes:

Aqui juridicos: https://mauricioflankejchel.jusbrasil.com.br/artigos/1113569627/o-titulo-de-lord-comprado-tem-valor-juridico

Aqui de forma jornalística: https://istoe.com.br/como-se-tornar-um-lord/

Agora os detalhes práticos do meu caso, a área do “microdomínio” é aqui:

Condado de Wigtownshire – Galloway – Escócia

E eis a proclamação, o reconhecimento da compra da terra e da outorgação do direito ao uso do tratamento como Lord. (toque na imagem para ler ampliado, ou vá para a transcrição logo abaixo)

Proclamation

Whereas,
LORD JUAREZ SILVA JUNIOR DE WIGTOWN

(hereafter referred to as The LORD ), has, by way of notice, this eighth day of February in the year two thousand and twenty one, in the sixty eighth year of the Reign of Our Sovereign Lady Elizabeth the Second, by the Grace of God, of the United Kingdom of Great Britain and North Ireland and of Her other Realms and Territories Queen, Head of the Commonwealth, Defender of the Faith, delivered unto us the intention to purchase, and us with the intention to accept, Established Titles has agreed with the Lord to bequeath unto them a dedication of a plot of land of precisely five square feet in Scotland, in with particular, the plot of land identified and described the specific identifying plot number G560178, by Established Titles,
of a measurement of five feet by one foot, and hereinafter referred to as “THE PLOT’.

Established Titles agrees to dedicate THE PLOT in the name of the Lord on an estate located in Wigtownshire, Scotland, of its choosing, which may be identified altogether or as part of a larger area and form a part of a merkland, or eight ouncelands.

Now THIS DEED WICHESSECH AS FOLLOWS
Whereas, part of the estate that THE PLOT forms a part of has been identified and set aside in relation to a scheme of souvenir plots, Established Titles, in CONSIDERATION of all sums due and paid to us by the Lord, of which we acknowledge receipt of, has bequeathed a dedication in favour of the Lord, his assignees and his successors all and whole, but without the rights thereto over the larger subjects and its successors in title of the larger subjects and all others authorized by it, which remain with the registrants of the
estate and larger area and may be identified altogether with the larger area.

The Lord hereby covenants with Established Titles that the dedication agreed upon in this Proclamation is for the Lord and their successors in title only and that they and any of their successors shall not sell the dedication of plot number G560178, more specifically not in such a way that it could be registered or owned in separate titles or in separate ownerships.

Know we THEREFORE THAT, JUAREZ SILVA JUNIOR DE WIGTOWN, by the virtue of the ownership of land in Scotland, by way of a dedication, upon the effect and the receipt of this proclamation, in particular regarding the land described as Plot G560178 by Established Titles, may henceforth and in perpetuity be known by the style and title of LORD and shall hereafter, to all and sundry, be known as LORD JUAREZ SILVA JUNIOR DE WIGTOWN.

Portanto car@s amig@s se alguém na intenção de me elogiar pela “fidalguia” etc etc, disser que sou um Lord, saibam todos que dessa proclamação tomarem conhecimento, que não é apenas figura de linguagem, mas um FATO…🤭🤷🏽‍♂️😂😂😂

Assinado: Lord Juarez Silva de Wigtown.😉


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Os “super parágrafos”

Faz tempo que isso ocorre. Eventualmente, ao revisitar antigos textos meus, me dá angústia e acabo repontuando tudo. O motivo é que até meados de 2015 eu simplesmente não tinha percebido que escrevia mais ou menos como falava, ou seja, em grandes blocos de pensamento concatenado, sem parágrafos intermediários. O “parágrafo” para mim era todo o “grande bloco lógico”…, que podia ultrapassar fácil as 14 linhas, quando muito usava ponto e vírgula quando entendia que havia uma pequena quebra de fluxo dentro do “blocão”.

Não sei se muita gente percebia e “relevava”, pois sempre me foi dito que eu “escrevia bem”, ou se igual a mim, muita gente lia “de carreirinha” em “blocões”, não fazendo muita diferença a divisão do bloco de texto em parágrafos “mais contidos”. Isso foi até a minha qualificação do mestrado, quando um dos membros da banca, não sei se incumbido pelos demais, o Prof. Júlio Claudio, hoje um bom amigo, com muita elegância, inclusive me comparando à grande escritor que “estilosamente” também abusava de “super parágrafos”, me alertou sobre o problema.

E ai entra uma outra figura de suma importância, o Prof. Odenildo Sena, emérito da UFAM e autor do livro abaixo, ao qual recorri:

O livro tem 4 capítulos, 3 deles dedicados ao parágrafo…, ou seja, fica claro que a boa escrita passa pela sua compreensão e boa utilização. O que não atrapalha em nada o “estilo” peculiar de cada escritor, mas facilita a vida do leitor, e muito… .

O que posso dizer é que é nítida a diferença entre meus textos antigos e os atuais. Se ainda conservo alguns vícios estruturais e ortográficos e dou algum trabalho para revisores, ao menos para os que lêem meus textos “crus”, como esse, a coisa parece ter melhorado.

Interessante é que a nova versão do WordPress, essa que estou utilizando, incluiu a “escrita em blocos”, pela qual se faz a escrita em blocos de ideias, o que seria o “grande parágrafo”, que se encerra com um “enter”. O bloco pode ser mudado integralmente de posição no texto, subindo ou baixando. Isso também ajuda bastante.

Grato aos mestres pelas dicas. E lembrem-se caros leitores que também escrevem, atenção aos parágrafos…


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Convergências, divergências e comunicação.

Ontem, em um desses papos de bar com gente engajada, coloquei que costumo sofrer nas redes e as vezes em papos não virtuais, incompreensão e até hostilidade desnecessária e desproporcional, principalmente vindo de ativistas mais radicais ou simpatizantes de pautas e causas em que não sou do recorte.

Na minha visão, isso vinha ocorrendo não por divergir ou me opor às ideias centrais (o que rarissimamente é o caso) ou desconhecer/minorar dados oferecidos por tais pessoas, muito menos por “ser anticausas” quaisquer, e sim por pedir ampliação dos espectros de problematização e por repudiar declarações com “verdades únicas e absolutas”, entendendo que a essa relativização e concessões elas não estão abertas. Ou seja, o que venho defendendo é a também consideração do não hegemônico e uma mínima relativização, já que nada de fato é 100% como as vezes insistem em declarar.

É preciso deixar claro que vejo como óbvio que exceção não é regra, nunca pretendi e nem vejo como isso possa ser possível colocar honestamente, apesar que, omiti-la ou desconsidera-la na sua proporção, completamente em favor de uma visão “monolítica” sobre a questão, não me parece honesto nem justo.

Bem, voltando à conversa, o “diagnóstico” foi de uma questão estrutural de comunicação equivocada. Ou seja, que a forma como normalmente coloco a divergência parcial, apesar da grande convergência e não intenção de minoração das premissas alheias, faz as pessoas enxergarem as manifestações como se eu estivesse tentando “negar”,”destruir”, “desconsiderar” e “inverter” a lógica do majoritário, pretendendo usar a “exceção” como se regra fosse.

O entendimento geral foi de que as interpretações e reações negativas vem do uso inadequado das partículas de conexão entre a questão hegemônica observada (e não negada, mas assim entendido por quem lê ou ouve) e a proposta de ampliação que coloco. A utilização por exemplo do “mas”, “só que”, “no entanto”, que no entendimento da geral configuraria uma fala de “invalidação” ou “exclusão” da grande premissa.

Em primeira mão admito e concordo que o problema de fato está bem ai mesmo. Colocando aqui inclusive para socializar com quem tem ou quer evitar o mesmo problema. Vejamos:

Fica de fato claro que a conjunção “mas” indica uma oposição ou contraste da ideia contida no pós partícula em relação à prévia. Do mesmo modo o “Só que” ou outras similares:

Correto portanto o colocado pelos colegas de papo, aliás, uma coisa básica da norma culta…. Temos então sintaticamente definida uma oposição, que tende a ser primariamente entendida pelo interlocutor como uma real “contrariedade plena” às suas premissas, mesmo que não se tenha de fato essa plena oposição, apenas o desejo de uma não limitação a tais premissas.

Então o que fazer para não se expressar em sentido contrário ao que se pretende ? Talvez a forma mais imediata seja cambiando para a conjunção concessiva, que opõe contraste, sem contudo definir “impedimento” à primeira ideia, pelo contrário, indicando um complemento pela segunda:

Cabem além dessas, por exemplo, o “apesar que”, “apesar de” ou “ainda que”… , as quais passarei a priorizar o emprego.

Por outro lado, seria interessante que quem expõe uma problematização ou defende uma ideia EVITASSE colocá-la de forma ABSOLUTA, como se não houvesse exceções ou contradições possíveis, isso se dá pela utilização de construções utilizando especialmente dois pronomes indefinidos, TODO(A)(S) e NENHUM(A):

Essas “totalidade afirmativas” são as famigeradas GENERALIZAÇÕES, o que é essencialmente IMPRECISO, pois podem levar a afirmações falaciosas, já que no mais das vezes não existe a INFALIBILIDADE da afirmação, ou seja, mesmo que majoritariamente seja verdade, não reflete todas as possibilidades dela.

Se for para usar pronomes indefinidos que se use “VÁRIO(A)(S)” “MUITO(A)S” “ALGUM(A)(S)” ou “POUC(O)S” .

Enfim, é sempre bom trocar ideias RESPEITOSAMENTE, ouvir críticas, acatá-las quando pertinentes, buscar fundamentação e quando for o caso rever conceitos e práticas.


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“De um historiador para outro”, ou jornalistas que escrevem história popular.

Com o jornalista/escritor de história Eduardo “Peninha” Bueno, em Florianópolis.

Aproveitando a data histórica do 7 de setembro e os já tradicionais “chororôs” de historiadores acadêmicos contra jornalistas históricos, vou dar meu pitaco.

Eu acho que independente de ser jornalista ou não, o desconhecimento de História é que é problema. Por outro lado, não creio que apenas historiadores acadêmicos tenham “lugar de fala” sobre questões históricas , tem muita gente que gosta de História, pesquisa independentemente e tem muita moral para dar pitaco, aliás, as vezes com muito mais propriedade e sucesso.

O povo até gosta de História, mas na perspectiva popular os acadêmicos são “de dar sono”, não tem estilo, não se valem de truques literários, não tratam de passar a ideia principal fluidamente, se travam nos detalhes e nas “citações a cada linha”. Por tal, não é raro que historiadores acadêmicos (parece redundante mas de fato não é) reclamem que livros históricos de jornalistas e outros os deixam ricos e famosos porque vendem muito mais que o de historiadores… . Pela lógica não é difícil imaginar o porque da vantagem né ? 🤷🏿‍♂️ .

Cabe observar que jornalistas históricos ou outros escritores sobre História, exercem ofícios distintos do historiador, embora muitos não entendam assim, os primeiros não estão limitados pelo mesmo compromisso com paradigmas, rigores e métodos que o ofício de historiador exige. Com isso podem criar uma narrativa menos densa, mais fluida e agradável ao grande público, com o consequente guindamento à categoria de “best-sellers” e autores “pop”.

Enquanto historiadores desejamos atingir o povão, mas ficamos em geral “travados” pela episteme e mesmo certa arrogância acadêmica…, logo, nossa produção, é nato-científica, voltada essencialmente para a própria academia e não literatura no sentido estrito da narrativa recreativa. Mesmo quando abrandada para o formato livro ou produzida já com intenção popular, não tem condições de competir nas prateleiras e no gosto popular com o tipo de narrativa realizada com o “estilo pop” dos best-sellers.

Eu particularmente gosto de Jornalismo histórico, desde que conte as histórias com bom nível de honestidade e base… a exemplo do Eduardo “Peninha” Bueno… . Ontem tive a oportunidade de assistir uma palestra dele em Florianópolis, gente… simplesmente sensacional 🤷🏿‍♂️ não à toa ele sempre lembra:

” ‘Istoriador’ com I maiúsculo era minha piada preferencial sobre mim mesmo, só que ela acabou. Eu me apresentei assim em uma palestra em Parati e, ao terminar, o Eric Hobsbawm falou: ‘A piada é boa, mas você não vai mais poder usá-la porque o autógrafo que vou te dar é um rito de passagem’. E escreveu: ‘De um historiador para outro’. Eu também não me acho historiador, mas não é o que diz o Hobsbawm” (Eduardo Bueno)….🤷🏿‍♂️


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Resolvido! localizados os “Monteiro Lopes” nordestinos, árvore genealógica chegará à sexta geração adulta.

Prezados! Uma notícia para quem acompanhou ou soube da minha apresentação na ANPUH-Recife “Família Monteiro Lopes: 150 anos”, na qual solicitei que quem tivesse interesse, seguisse buscando pelas 4a e 5a gerações nordestinas (já que trabalhei prioritariamente as 5 gerações no ramo amazônico).

Acaso do destino os descendentes de João Clodoado (irmão mais velho do famoso Dep. Manoel da Motta Monteiro Lopes, personagem da minha dissertação) ME ENCONTRARAM 🤭 por conta de uma publicação sobre o ML em minha coluna na Agência de notícias Amazônia Real… .

Eles se estabeleceram na Bahia e Paraíba, e tem inclusive um que se mudou aqui para Manaus, formando o segundo ramo amazônico da família. Igual o restante da família seguem proeminentes… a exemplo de Julieta Carteado Monteiro Lopes…da 4a geração… filha de Manoel da Motta Monteiro Lopes SOBRINHO, médico que se estabeleceu em Ilhéus. (Gente! que família negra, cada um dá uma dissertação…🤭)

Veja a biografia de Julieta Carteado Monteiro Lopes, a mulher que dá nome à maior biblioteca de Feira de Santana-BA: https://feirenses.com/julieta-carteado/

Árvore genealógica a atualizar:


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Ifá, o encontro do destino com a consciência

Simplesmente eu tinha esquecido de registrar no blog esse importante passo em minha vida.

Apesar de ser relativamente discreto, não é segredo para ninguém a minha filiação aos cultos de matrizes africanas, inicialmente ao candomblé keto do qual sou um velho Abian, ou melhor, um Abian velho…, e agora com o Ifá.

O candomblé

Abian é aquela pessoa que já está na religião, teve seus orixás “definidos” no jogo de búzios, passou por ritual de limpeza (passivo) e de bori (primeiro ritual ativo, no qual se dá “comida à cabeça”, ou seja, faz oferendas aos Orixás ) .

Por tal usa fio de contas, frequenta um ou vários ilês (terreiros), pois como ainda é um “pré-iniciado” (não passou pelo rito de “feitura de cabeça/santo” ou consagração como Ogan/Ekedi, sacerdotes auxiliares, que não “pegam santo”), não tem vínculo oficial nem obrigações com uma casa ou sacerdote.

Abian é um “caminhante inicial” com liberdade para “andar por ai”, apenas se cuidando espiritualmente, observando e aprendendo antes de uma eventual iniciação.

A minha caminhada pré-iniciática no Candomblé por exemplo, já passa dos 14 anos de muita observação, estudo e participações. Agradeço à todos que me acolheram, cuidam e partilham nesse tempo todo, em especial a mãe Nonata Corrêa com quem tudo começou e ao meu estimado Baba Jean de Xangô, à todos do Ile Ase Afiin Oba e à todo povo de santo de Manaus que desde sempre tem me tratado com muito carinho, respeito e até “deferência” mesmo sendo um “deshierarquizado”.

O Ifá

Apesar de também ser culto a Orixá, e dividir com os cultos Lesse Orixá, a cultura yorubá, o Ifá não é Candomblé, tem uma outra finalidade que explicamos mais adiante. As religiões de matrizes africanas são várias e fortes nas Américas central, sul e no Caribe. Foram introduzidas pelos africanos de várias partes do continente, trazidos pelo tráfico negreiro por quase 4 séculos e mantidas por seus descendentes, com as naturais e inescapáveis adaptações ao contexto afrodiaspórico. Em todas elas é basilar a necessidade de consulta a oráculos não apenas para os interesses particulares de praticantes e clientes, mas para a própria estruturação e práticas religiosas.

É através dos oráculos que se dá a maior parte da comunicação entre o “mundo de cá” (o ayé, o mundo físico e a vida) e o “mundo de lá” (Orum, o mundo espiritual) e é através deles, os oráculos, que se pode alcançar a comunicação com as divindades, o que é diferente da comunicação com espíritos.

Na cultura Yorubá, grande grupo étnico predominante na região da atual Nigéria e vizinhanças, do qual boa parte dos traficados para a escravidão no novo mundo provinha, os cultos a Orixá tem como o grande sábio e conhecedor do destino o Orixá Orunmila.

Orunmila é testemunha quando antes de virmos ao Ayé (nascer) nos ajoelhamos junto a Olódùmarè para escolher nosso destino, objetivos e com quais odús (também dito oduns) chegaremos à terra, coisas que esquecemos entre a conversa com Olódùmarè e o nascimento, e cuja consciência do conteúdo só pode ser resgatada via a iniciação em Ifá.

Importante esclarecer que o conceito de destino em Ifá não é de coisa absoluta, inalterável, mas sim potencialidades e linhas mestras que podem sofrer alterações em função do livre arbítrio e da influência de outros atores da vida. Não dá portanto para escapar da verdadeira data da partida desse mundo, mas dá para não ser levado antes da hora e para cumprir o destino da vida de forma mais proveitosa, corrigindo os desvios, buscando os melhores caminhos e evitando os percalços e armadilhas que se colocam, reduzindo a atuação da divindade Elenini, cujo objetivo é fiscalizar nosso caráter e merecimentos justamente ao fazer-nos cair nesses desvios e recebendo por isso as famosas “peias”.

Orunmila é portanto não apenas o conhecedor do destino e detentor dos conhecimentos para que o cumpramos bem. Orunmila é também quem interage com os demais Orixás e ancestrais que atuam em nossas vidas e possibilita a comunicação entre eles e nós através do Ifá. O culto à ele, o acesso pleno e privilegiado à essa comunicação oracular, seus segredos, métodos para alcança-la e tomar as medidas cabíveis via cerimônias, obras e condutas indicadas é o chamado IFÁ.

Apesar de no meio de religiões de matrizes africanas, muita gente utilizar o termo Ifá genericamente para se referir aos subsistemas oraculares para práticas divinatórias de raizes iorubanas, ou seja, os métodos de consulta aos Orixás, na verdade Ifá é muitíssimo mais que isso. Ifá é o culto especializado e sistematizado à Orunmila, aos 4 Orixás guerreiros que também se recebe na iniciação para assentar em casa (Eleguá, Ogum, Oxóssi e Ozun, representado pelo galinho, não confundir com Oxum) e é o detentor do sistema oracular mais complexo e preciso.

Os cultos “Lesse Orixá”, caso de alguns cultos africanos ainda praticados por lá, do candomblé no Brasil e do “Lucumi-Osha” cubano (que foi espraiado para outros paises latino-americanos, caribenhos e mesmo aos EUA e Europa), utilizam subsistemas menos complexos do Ifá, como os dilogún, a exemplo do jogo de búzios.

O Ifá apesar de também ser culto a Orixá, como já dito, é o culto que se dedica especialmente ao Orixá Orunmila, ao conhecimento e manutenção dos destinos, diferente dos cultos lesse Orixá, cujo principal objetivo é cuidar dos filhos de Orixá e de suas relações com eles, como a “feitura de santo”, os toques para Orixá, ebós, e o transe.

No Ifá pode eventualmente haver toques de tambor, mas não é cotidiano, não há nem “se trabalha transe”, portanto Babalawos não se ocupam de “feitura de santo”, isso fica para os Oriatés e para Babalorixás e Yalorixás do Lesse.

Ifá, é um caminho muito propício para os que querem cultuar Orixás, ter o axé em suas vidas mas que “não dão santo”, apesar de não haver impedimento para iniciar os que dão, exceto no caso dos Babalawos, que não podem ser pessoas de incorporação ou transe.

Apenas os sacerdotes de Ifá, os Babalawos, conhecem e são autorizados a utilizar todo o sistema de oráculos de Ifá e seus subsistemas mais complexos, através do opon-ifá (um “tabuleiro” especial, junto com outros elementos acessórios) o opele-ifá (um “rosário” de plaquetas côncavas/convexas e um lado claro e outro escuro) e com ikins (os caroços do dendezeiro). Tudo isso combinado com um grande “corpus” literário de patakins (historietas, parábolas) versos, ditados, signos, rezas, saudações, cânticos e procedimentos litúrgicos.

Os Babalawos na tradição afrocubana, não podem jogar búzios, isso é feito pelos sacerdotes e sacerdotisas dos cultos “lesse orixá”, ou iniciados em ifá que não sejam Babalawos, após um rito de consagração ao serviço do oráculo.

Segundo o respeitado site do “Proyecto Orunmila” que reúne o melhor da literatura temática do sistema religioso afrocubano de base yorubá, o ifá-santeria-osha, alguns outros subsistemas oraculares de Ifá como o biange (bianwé) e o aditoto, também podem eventualmente ser manipulados pelos omoifás, aqueles iniciados e iniciadas na primeira mão em Orunmila-ifá, os chamados de Apetebis (as mulheres) e de Awofakans (os homens), assim como por “santeros” que tenham igualmente recebido em iniciação os Orixás guerreiros. Porém isso depende das orientações internas de cada rama de Ifá, algumas permitem, outras não.

O ifá inicialmente introduzindo no Brasil por meio de Babalawos que vieram entre os escravizados, não foi sistematizado e constituido literariamente.

Por um processo peculiar de “matriarcalização” dos cultos afro no país, em meados do século XX acabou por praticamente desaparecer junto com os últimos Babalawos do que teria sido uma “tradição brasileira”, deixando apenas algumas referências utilizadas nos sistemas oraculares manejados por Yalorixás e Babalorixás, destacadamente o jogo de búzios.

Desde meados dos anos 90, o culto de Ifá está sendo reintroduzido no país a partir dos aportes primeiro dos afrocubanos e mais recentemente dos nigerianos. Apesar da base teológica ser comum à toda cultura yorubá, tanto na Nigéria, quanto na preservada em Cuba ou no cultos brasileiros de matrizes africanas, obviamente existem diferenças e evoluções distintas, o que causa divergências e certo “distanciamento” principalme entre “africanos” e “cubanos”.

Particularmente vejo a tradição afrocubana como muito mais próxima da realidade brasileira por ser igualmente diaspórica, e foi essa que escolhi como caminho em Ifá.

Primeiro contato

Meu primeiro contato ritualístico com Ifá seu deu em Cuba, no município de Playa, região metropolitana de Havana, com Osode, Ebó e Bori (Consulta, Limpeza & proteção e Comida à cabeça e aos Orishas) em fins de dezembro de 2018, sob atuação dos Awos El niño Ojuani Hermoso, Peque Itangame Okana SA e Rolando Valdez. Uma experiência forte, de muito respeito ao que já fazíamos no candomblé no Brasil e um Ashé muito perceptível.

A iniciação

Fui iniciado em Ifá em meados de março (2019), no Rio de Janeiro, na Rama Ifá Ni L’órun, a maior do Brasil, a qual pertence a família Ifairawo, conduzida pelo agora meu padrinho, o Babalawo Márcio Alexandre M. Gualberto (Ogbe Ate) tendo como Ojugbona (segundo padrinho) o Babalawo Felipe Oyekun Biroso e Babango (avô) o Oluwó Siwajú Evandro Otura Aira, cabeça da rama. Recebendo a “Mão de Orula”, os ritos e fundamentos que permitem a condição de membro do culto de Ifá, e o acesso ao conhecimento do meu odu principal, dos dois odus de testemunho, das profecias, o recebimento dos ilekès (fios de contas) idefás (pulseiras de santo) a Igba de Orunmila e os fundamentos para assentar os quatro Orixás guerreiros (Eleguá, Ogum, Oxóssi e Ozun [novamente, não confundir com a Yabá Oxum] ) os quais passei a atender em casa e passaram a cuidar de mim, em todo lugar.

Com o padrinho e os irmãos de plante (“barco” de iniciação) antes da entrega dos Odun, dos ilekês, idefás e dos Orixás.

Uma alteração importante, meu Orixá tutelar, até então tido com Oyá/Yansã secundada por Oxum (Orixás femininos), na verdade Ifá revelou ser Yemaiá (Yemanjá). Sem problemas, apenas tomei consciência da verdade, sigo na força das minhas Yabas, agora três, pois não por coincidência meus odús indicam também a proteção tanto de Oyá quanto de Oxum e inclusive me recomendam seguir na devoção à elas e usar também seus fios de contas.

Com os caminhos abertos e indicados não apenas para o atendimento aos meus santos, o autoconhecimento, o aprofundamento no culto e na sabedoria que propicia, para a fraternidade com o abures (irmãos) e os cuidados espirituais do meu padrinho e do ojugbona, mas também para o sacerdócio como Babalawo, com a futura ida ao Igbodu, agora é estudar ainda mais.

Iboru, Iboya Ibosheshe !

“A palavra de Orula não cai ao chão”


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O ENEM, o pajubá e os néscios.

O texto que segue pretende ser curto e direto, tentarei… . Desde a divulgação do conteúdo da I etapa do ENEM 2018, tenho lido e ouvido inúmeras reclamações sobre o mesmo, mas me incomodam sobremaneira as críticas à questão sobre o pajubá, espécie de jargão (que uns insistem em chamar de “dialeto”, mas tudo bem) utilizado na comunidade LGBT (não vou ficar explicando siglas conhecidíssimas).

O que mais me incomodou e por tal resolvi escrever, foi o do radialista Fred Lobão, muito conhecido no Amazonas, no programa de notícias que comanda no início da noite, não vou detalhar o dito mas basicamente vai na linha do “Que absurdo, querer “forçar” as pessoas a conhecer a linguagem LGBT, isso é inútil e perigoso, querem “transformar” as pessoas em que?, temos direito a não querer que nossos filhos sejam expostos à isso e direito de expressão para repudiar” . OK, então também usando do meu direto de expressão vou respeitosamente repudiar e contrapor a fala posta.

Primeiro porque a virtual totalidade dos que como ele pensam não são educadores, nesse ponto e em outros podem ser considerados néscios, logo, opinam sem base e validade.

A ideia da questão era óbviamente verificar dentro das habilidades de linguagem, a capacidade de interpretação em contexto. Sim poderiam ter sido utilizadas outras linguagens, e ninguém reclamaria…, mas o ENEM sempre prezou pelo respeito e conhecimento da diversidade, o pajubá é derivado do yorubá dos terreiros de Candomblé, ou seja, “coisa de preto”, “para piorar também é coisa de gay”… e isso, o racismo, intolerância religiosa e homofobia dos néscios não pode admitir…. .

É claro que não era preciso de fato conhecer previamente os termos, mas “intuir” pelo contexto o seu significado, por outro lado, “descobrir” 4 ou 5 palavras em qualquer “língua” não faz ninguém falante dela e principalmente não apresenta “perigo”algum de mudança de orientação sexual, ou seja, tremenda besteira a reação contra a questão.

A crença que a orientação sexual é “opção”, que as pessoas “viram” gays, que isso pode ser influenciado, o temor que isso ocorra, que gay é uma coisa negativa e a ser evitada ou que “não temos que falar nisso” tem nome, é HOMOFOBIA… .

E como todo preconceito e discriminação, a homofobia vem da ignorância, do medo e do mau caratismo em não acolher ou ao menos tolerar o “diferente”.

É isso, quem fala o que quer para milhares, tem que estar disposto a ouvir crítica por milhares, ou ao menos dos mais dispostos .