Blog do Juarez

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Isso é histórico ?

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Talvez tenha passado desapercebido para muita gente, mas salvo enorme engano, hoje aconteceu um fato inédito na TV brasileira, pela primeira vez tivemos a interação direta de dois negros na tela do mais importante noticioso televisivo nacional, o âncora substituto do Jornal Nacional, Heraldo Pereira e a “moça do tempo”, Jornalista Maju Coutinho.

Para quem tem naturalizado ver essa ação exclusivamente entre brancos por décadas e mais recentemente com interações entre brancos e negros, ou deve ter sido um choque, ou pela inconsciência sobre  as características do racismo brasileiro, não deve ter percebido o momento singular (que poderia ser uma coisa banal e natural em uma população que é praticamente metade branca e metade negra, mas não é… ).

O JN tem 46 anos, o que significa cerca de 11 mil edições diárias, pela lógica estatística, considerando as características populacionais brasileiras isso poderia ter ocorrido naturalmente pelo menos 5.500 vezes, mas não, a razão real é de 1/11000, não deveria ser motivo para “comemoração”, porém apesar do número completamente desfavorável é sim um avanço a registrar e um passo a mais no caminho de uma efetiva igualdade.

Realmente as coisas começam a mudar… .


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O paradoxo Maju X Globo “antiracista”

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Passado um primeiro momento e após a inusitada ação do JN fazendo uma manifestação ao vivo inclusive com palavra da “moça do tempo” a jornalista Maria Júlia Coutinho (Maju), por conta de ataques racistas no facebook do JN, algo de “estranho no ar” (para quem acompanha há tempos a relação Globo/racismo), já começa a estabelecer reflexões e questionamentos diversos, contextualizando para quem não está muito “por dentro” :

1- A Globo sempre foi cobrada por práticas consideradas racistas ou fomentadoras de racismo, que vão desde invisibilização, passando por  estereotipação /  blackface, negação do racismo e linha editorial anticotas para negros no ensino superior e serviço público, e antes que alguém se exaspere achando que racismo é só o que é criminalizável, é preciso lembrar que racismo tem várias formas, e no Brasil principalmente as veladas, não diretas/violentas e de difícil criminalização devido à subjetividade.

2- O jornalismo da empresa é comandado por Ali Kamel, que publicou o livro “Não Somos Racistas”, basicamente uma obra que tenta negar a existência de racismo no Brasil, a palavra racismo sempre foi sistematicamente silenciada nos noticiários, exceto em  casos rumorosos de repercussão internacional que não poderiam ser noticiados sem a referência, caso das agressões aos jogadores Daniel Alves e ao Goleiro Aranha, ou o Caso Januário: Seguranças que agrediram vigilante em supermercado são indiciados,  já em outros casos em que era possível tergiversar, o elemento racismo sempre foi escamoteado. (vide: Ator preso por engano é solto no RJ depois de passar 16 dias na cadeia ou ainda Carioca é liberada pela Justiça para deixar Fortaleza ).

3- Vários casos rumorosos de racismo sequer foram pautados pelo jornalismo Global (pelo menos o televisivo) mesmo se tratando de “gente da casa”, bom exemplo é o caso da Globeleza hostilizada pelas redes sociais e que além da não “defendida” foi “desaparecida” da telinha e não teve o contrato renovado.

4- O caso do eventual âncora do JN, Heraldo Pereira, não é exatamente um exemplo de que o jornalismo da emissora sempre teve  preocupação anti-racista e de “desagravo aos seus” profissionais negros, esse caso sui generis  envolveu um ex-contratado da casa (o Jornalista Paulo Henrique Amorim, ou simplesmente PHA, pelo qual “não morro exatamente de amores”, porém considero, por ter sido um dos poucos jornalistas de massa a ter feito defesa veemente das Ações Afirmativas para negros),  foi  óbvio caso de interesse direto e egos feridos, envolvendo o Diretor de Jornalismo Ali Kamel, autoridades judiciárias e o próprio Heraldo, o resultado do imbróglio foi a condenação judicial de PHA por injúria racial, pois cobrando e discutindo a baixa presença de negros na platinada, se referiu a Heraldo como “Negro de alma branca”; salvo engano esse deve ter sido o primeiro e único caso na História em que alguém foi condenado pelo uso da expressão, que durante séculos tem sido usada por brancos quando querem “elogiar” um negro, óbvio que hoje se percebe que a expressão parte de um pressuposto racista, mas originalmente não tinha intencionalidade injuriadora/ofensiva, pelo contrário; somente hoje em dia devido à interpretação dada pelo Movimento Negro, é vista como politicamente incorreta, entretanto sua utilização por alguém que está cobrando igualdade racial e em contexto de crítica à atitude de negros bem-colocados e tolerados em altas esferas porém silentes contra o Status Quo racista, e por vezes servindo aos interesses negacionistas desse, não pode nem deveria ser vista como “ofensa racial” (quando ao termo de referência “racial” a um indivíduo se anexa um outro termo de sentido exclusivamente depreciativo),  além do termo tradicionalmente não ter sentido ofensivo, no caso, hoje é mera constatação de “inação antiracista e colaboração com o sistema racista”,  não chega a ter sequer o mesmo potencial ofensivo (não necessariamente racial) de por exemplo um “capitão-do-mato”, clique aqui para entender melhor a evolução histórica e conceituação do termo”negro de alma branca”.

5- Antes quando se fazia uma busca na web utilizando as tags “Globo” e “racista”, o que se recebia em retorno eram diversos artigos criticando a política da emissora com relação à questão racial, hoje, depois do evento racismo contra a Maju, se repetir a pesquisa mesmo com a tag “Globo racista” , o que retorna são cerca de 409 mil links, praticamente todos tratando do assunto Maju, as críticas se diluíram tanto nessa massa que é preciso boa paciência para encontrar alguma…, coincidência?, teoria da conspiração não é meu forte, mas que esse evento (“coincidentemente” no esvaziado “dia nacional de combate ao racismo (pirata)”, data referente à criação da lei Afonso Arinos e que alguns tentam impor fora do reconhecido e prezado pelos movimentos sociais ) foi excelente para a Globo e o JN, que de uma tacada só mimetizam as críticas cibernéticas, aparecem bem na telinha como antiracistas e ainda aumentam a empatia e audiência de um noticioso que perdeu vertiginosamente audiência nos últimos anos .

Enfim, não se está questionando (tanto) a indignação popular com os ataques, nem o desagravo feito no ar pelos colegas de Maju (teria sido uma “rebelião” contra a “política editorial” ditada ? perceba neste texto anterior ao grande ataque que realmente houve um descompasso global: Atenção dada a Maju do Jornal Nacional causa ciumeira na Globo em http://naofo.de/5kgu ), porém, dado todo o exposto, o estranhamento e desconfiança são legítimos, algumas manifestações nesse sentido feitas por gente que acompanha e questiona a política global na questão,  já estão sendo colocadas:

O racismo contra Maju. E a Globo com isso? em http://www.esquerdadiario.com.br/O-racismo-contra-Maju-E-a-Globo-com-isso

Vocês não são todos Maju! em http://www.geledes.org.br/voces-nao-sao-todos-maju/#gs.809ce3753eb44a74aeddb9236c11fbb3

Somos todos Maju ? em http://www.geledes.org.br/somos-rodos-maju/#gs.6fa3190d82494ac0a072ee8379d2b83e

Gerson Carneiro: A hipocrisia da Globo ao “combater” o racismo em http://www.viomundo.com.br/denuncias/gerson-carneiro-a-hipocrisia-da-globo-ao-combater-o-racismo.html

A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho em http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2015/07/a-influencia-de-danilo-gentili-no-caso-de-racismo-contra-maju-coutinho-4137.html


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Vídeos do histórico Programa Roda Viva AM sobre Consciência Negra (2007)

Depois de anos e atendendo a alguns pedidos, estou disponibilizando o vídeo (em várias partes) do  histórico programa Roda Viva AM de 2007, sobre Consciência Negra, no qual fui o entrevistado na berlinda… , na “banca”  além do apresentador Cristovão Nonato, as presenças de Cauby Cerquinho (Jornalista da TV Assembleia), Prof. Dr. Ademir Ramos (Antropólogo, professor da UFAM), Alberto Jorge (Psicólogo e Sacerdote de Matriz africana) e Luís Carlos (KK) Bonates ( Doutor em Biologia do INPA e  internacionalmente conhecido Mestre de Capoeira),   passados 7 anos a discussão continua  extremamente atual e a partir dela se pode ter uma boa ideia dos conceitos relativos ao tema, falamos de Racismo, Intolerância religiosa, Presença negra no Amazonas, Movimentos negros, Ações Afirmativas, A importância histórica de Palmares e de Zumbi, além de aspectos legais que justificam o feriado da Consciência Negra,  se não viu é uma ótima oportunidade, se já viu vale a pena ver de novo.

Só clicar nas imagens…

Link Roda Viva parte I no onedrive

rodaviva-parte1

http://1drv.ms/1BWfdaJ

( 5 min.)

 

 

 

 

 

 

 

Link Roda Viva parte II no onedrive

rodaviva-parte2
http://1drv.ms/1tagBNu

(8 min.)

 

 

 

 

 

 

 

 

Link Roda Viva parte III no onedrive

rodaviva-parte3

http://1drv.ms/1zJGCIj

(2 min. )

 

 

 

 

 

 

 

 

Link Roda Viva parte final no onedrive

rodaviva-parte-final

http://1drv.ms/1BWf1Zb

(41 min.)


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Programa Na Moral: Racismo; e ai ? valeu ?

Snapshot do Programa Na Moral (sobre racismo, em 10/07/2014)

Snapshot do Programa Na Moral (sobre racismo, em 10/07/2014)

Escrevi esse post após ter visto alguns comentários de outros ativistas negros no facebook  sobre o programa  de TV comandado pelo Pedro Bial  e exibido na noite de 10 de julho de 2014 (ontem),  bem como, depois de ter também comentado por lá (aliás apaguei o comentário feito sem ter visto o programa, e refiz após assistir pela web no site do mesmo, afinal, quem combate o preconceito, não pode se deixar levar pelos próprios preconceitos e nem opinar sem conhecimento de causa, então sem medo de ser feliz, fiz a coisa certa… fui ver para opinar corretamente e alterei sim o meu primeiro entendimento/comentário).

Primeiramente, analisando a visão e discurso dos ativistas (de que o programa “não prestou” e não atendeu as expectativas), penso que há equívoco na avaliação, enquanto ativista até compreendo as críticas, afinal, somos todos pessoas envolvidas com a discussão temática há longo tempo ou dedicamos ao estudo do assunto bom tempo de nossas vidas, compreensível portanto, que esperemos sempre um volume de informações e  abordagens mais veementes e combativas…, ocorre que uma das coisas que aprendi na minha pós-graduação em Educação a Distância, é que todo curso (ou evento de cunho “educativo”, e um programa do tipo tem esse cunho) tem que ter um “desenho instrucional” (projeto da forma como será apresentado) compatível com o público-alvo e aproveitando os melhores recursos do meio empregado (no caso a televisão), dai vem a “decepção” de boa parte dos ativistas que “esperavam mais” do programa.

Em segundo, quero dizer que enquanto experiente palestrante sobre o tema, sei  muito bem que ouvir sobre racismo e efeitos, é uma coisa que não agrada muita gente (o brasileiro em geral acha “incômodo” falar sobre racismo, não se acha racista e acha que “sabe tudo” sobre o assunto), se é uma programação anunciada com esse fim, não junta muita gente… e se está “embutida” em uma outra atividade não específica sobre o tema, muitas  pessoas simplesmente se levantam e vão embora na hora que se começa a tratar do assunto…, logo,  é preciso muita criatividade, domínio de palco e principalmente das informações a serem passadas, para “segurar”  até o fim quem ficou… ; em se tratando de um programa de TV, é preciso compatibilizar a forma e as informações a serem passadas, primeiro com o formato do programa e o televisivo e segundo com a “paciência” do público, afinal TV vive de audiência…  e  fazer uma coisa “pesada e maçante” não é a melhor forma de conseguir e manter isso.

Em terceiro, fazendo uma análise das falas (inclusive as do Bial), penso que no contexto e tendo em vista o público-alvo, foi sim positivo…(não completo nem “preciso”, mas efetivo) no sentido de pelo menos “abrir a cabeça” de muitas pessoas, para pelo menos a legitimidade e necessidade da discussão da temática, de que a coisa existe sim, não é “papo de complexado”, de quem  “vê pelo em ovo” , nem de quem “se vitimiza sem razão”, as pessoas devem ter entendido pelo menos a violência psicológica que o racismo impõe aos jovens negros e negras, que a baixa-estima  não é um “auto-racismo”  voluntário e ideológico, mas efeito de uma construção social de opressão secular, que a cor é sim motivo de embarreiramento social no Brasil, e que estamos muito, mas muito atrás por exemplo dos norte-americanos (e que ironia, eles sendo vistos como  verdadeiramente racistas enquanto o brasileiro não enxerga o seu próprio racismo), ou seja, “didaticamente” , o programa abriu portas para o aprofundamente da questão, talvez menos pessoas “fujam” quando derem de cara comigo ou outros ativistas em uma palestra sobre a questão… ou entrem com uma visão menos negacionista em uma discussão virtual.

Para finalizar, digo que as participações de  quase todos (Ailton Graça, Zezé Motta, Taís Araújo, Joel Zito ) foram excelentes (dentro é claro das condições de um programa desse tipo e da condução dada pelo Bial), a do Diretor Daniel Filho não  foi ruim, mas pecou muito pela invenção da “desculpa fajuta” sobre a participação do ator Sérgio Cardoso (branco pintado de preto para interpretar o personagem principal) na novela ” A cabana do Pai Thomás” (1969), aliás a verdadeira história e motivos estão na página 92 do livro “A Negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira” de Joel Zito Araújo (que participou do programa e por motivos óbvios não pode polemizar  a questão),  quanto a participação do Tiaguinho, não poderia ser diferente… bem fraquinha, mas também não se pode esperar muito dessa geração de pagodeiros e jogadores de futebol  negros, que além de faturarem alto e terem fama (reduzindo bastante a sua percepção do racismo e seu envolvimento sério com o antiracismo) tem como “ícones” pessoas como o cantor Alexandre Pires…

Enfim, não foi o que poderia ser, com quem poderia ser, nem o ideal a partir de uma visão ativista mais experiente, porém entre o zero absoluto e o meta-racismo kameliano clássico que impera na rede, penso que se não foi muito, pelo menos o saldo foi positivo.

No link abaixo tem os vídeos do programa, quem ler isso passado muito tempo vai ter que fazer busca pelo termo “racismo”  ou pela data ” 10/07/2014″.

http://gshow.globo.com/programas/na-moral/


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Personal VIDEOKÊ (na tela da TV)

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“Quem canta seus males espanta ” diz o velho ditado…

Algum tempo atrás escrevi alguma coisa sobre VIDEOKÊ (Karaokê guiado por vídeo), mas agora aproveitando o recente post sobre ligar micro antigo em TV antiga para ver filmes online, me pareceu interessante voltar ao tema, afinal… já que dar uma “sobrevida” aos equipamentos antigos atualizando hardware nem sempre é possível (ou  não compensa econômica e tecnicamente), por outro lado, agregar novos usos a eles pode ser bem interessante….

Usar o notebook como videokê já era para mim uma prática comum, mas poder ter isso em uma tela maior é um “plus” bem legal, aproveito o velho micro que “já não é mais aquele” em outros usos, bem como a velha TV já um tanto desatualizada frente aos recursos das atuais (full HD, HDMI, 3D, Wireless, INTERNET, interativas, etc…), e se você tem um micro novo e uma TV nova (de preferência ligado a um home theater) a coisa fica mais fácil ainda… .

Muita gente deve estar pensando, “ah! mas usar o DVD com Karaokê na TV  ou com aparelhos domésticos de videokê é muito mais simples e não tem nada de ‘novidade’…”,  de fato, mas já que estamos falando de aproveitamento de equipamentos existentes e economia…,  tem ainda uns detalhes que fazem toda a diferença e é neles que quero focar:

1- Karaokê em DVD é meio chato…, não tem a mesma sonoridade dos Videokês profissionais instalados em bares que todo mundo curte…, os fundos de tela são no mínimo sem graça…, os discos DVDS são caros e limitados (e tem ainda a questão do manuseio de vários discos), além de não conterem na maioria das vezes seleções que agradem ao gosto variado ou mais específico de quem está fazendo sua própria sessão de karaokê, quase o mesmo vale para os aparelhos domésticos de videokê com seus cartuchos caros ou mais recentemente com seus downloads pagos.

2- No micro você pode ter funcionalidade videokê basicamente de dois modos: ONLINE, através de vídeos legendados disponibilizados no Youtube ou sites especializados aonde se pode cantar e ter inclusive platéia virtual, ou então  OFFLINE, através de programas e arquivos instalados no micro…

3- Karaokê em microcomputador tem um monte de vantagens…, os  arquivos das músicas podem ser feitos a partir de midis originais (ou seja, a base musical das gravações originais), tem um exército de aficcionados que fazem constantemente e no mundo todo a sincronização (junção de legendas e fundo musical) de suas músicas favoritas ou das mais tocadas em um dado momento ou contexto (isso significa que há um estoque ilimitado de músicas  e provavelmente músicas que jamais entrariam nas seleções feitas para DVDs)  e por fim o melhor… as músicas estão todas disponibilizadas para baixar DE GRAÇA pela INTERNET…  (ou seja, você baixa só o que achar legal e o repertório está sempre razoavelmente atualizado).

4- Existem na Web vários programas para Videokê, cada qual com prós e contras, existem os pagos e também os freewares, pesquisando vai encontrar um legal, mas para adiantar, vou recomendar 3 bons programas :

a) GOSING , é freeware, no próprio site do software tem músicas para baixar, o lance legal dele é que além da legenda sincronizada  tem um “semáforo” que ajuda a controlar as pausas, evitando que se entre adiantado ou atrasado nas estrofes…, desvantagens são a forma “meio tosca” de listagem das músicas e forma de escolher, fundo não dinâmico e tipos de arquivos aceitos muito reduzido.

b) MICROKÊ, é pago (mas muito barato, e vale a pena), no site também tem músicas para baixar, cheio de recursos, dá pontuação e com uma interface muito bacana, desvantagens : reze para não ter que formatar ou fazer alterações de sistema no seu micro, pois muito provavelmente terá que comprar nova licença (o suporte não dá muita bola para os seus contatos).

c) REALORCHE, essa versão Br tem licenciamento gratuito (mas tem que registrar), o programa é completo, dá notas e aceita todos os tipos de arquivos (KAR, MID, ST3, MK1), no site você pode baixar músicas individualmente ou adquirir pagando os pacotes de músicas  nacionais e internacionais ( com mais de 5 mil músicas cada) .

5- Várias outras fontes de músicas, você pode obter baixando pacotes inteiros (em geral pagos) oferecidos em diversos sites ou baixar individualmente as que lhe interessam, tem vários sites brasileiros  e estrangeiros onde se pode fazer isso, aqui algumas sugestões: www.karaokenet.com.br , http://www2.uol.com.br/cante/ , http://www.kboing.com.br/karaoke/novidades.php . Você pode também simplesmente fazer uma busca pelo  nome da canção ou cantor acrescido do tipo de arquivo “.kar” ou . “st3”.

É isso !,  com tudo pronto é só soltar a voz ! 🙂


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Netflix em TV antiga…, não tão difícil

netfliux-tv-velhaNetflix rodando em um antigo Acer Aspire 5315 e uma TV CRT da LG de 29 “

Tempos atrás escrevi um post sobre como ligar um notebook antigo (sem HDMI) em uma TV também antiga e sem HDMI (alguém poderia dizer que é melhor trocar logo a TV e o Note por modelos mais atualizados e pronto, mas por N motivos tem gente que não pode ou não quer fazer isso, pelo menos agora).

Portanto se você deseja aproveitar os seus equipamentos já antigos para ver filmes online e de quebra em uma tela maior ( e opcionalmente com o “sonzão” do Home Teather) esse é o post.

Se você  já tem ou quer comprar leitores Blu-ray ou Games tipo Xbox, Wii ou PS3  e não quer utilizar micro pode pular este parágrafo…( senão continue, pois  há passos importantes para quem quer usar notebook ou desktop para ver  NETFLIX  ou outros serviços de filmes online especificamente ),  sendo o caso de desejar usar o micro, sugiro que dê antes uma lida no post de como ligar o note antigo em uma TV antiga, pois lá tem os passos de como ligar micro e TV, depois volte para cá e veja o resto das dicas importantíssimas para que dê certo a questão da Netflix.

Primeiramente você precisa já ter uma conta da Netflix  ou congênere e Wireless disponível…

Existem três formas de assistir Vídeos online em uma TV sem os recursos de conectividade dos modelos mais novos.

Uma é  através de um aparelho leitor de Blu-ray que já vem com conectividade Wireless, saída de vídeo RCA e o aplicativo da Netflix ( só tem que tomar cuidado ao escolher o aparelho pois nem todos oferecem compatibilidade com a Netflix Brasil, ao fazer a atualização do firmware automaticamente na primeira vez que liga, o software da Netflix “some”), portanto verifique antes de comprar se o aparelho é compatível , no site da própria Netflix tem listas com todos os aparelhos compatíveis, nos manuais dos aparelhos tem como fazer funcionar.

 A segunda é através de alguns aparelhos para games como o Xbox , PS3 ou Wii (vide relação no link anterior), nos manuais dos aparelhos tem como fazer funcionar ou busque na web artigos sobre como fazer isso pois não é o foco desse post…

E finalmente…, através de um computador (desktop ou notebook) que possua saída de vídeo compatível ou adaptável para TVs antigas ( entradas RCA e teoricamente Component, nos testes que fiz com Component nunca deu certo, sugiro então focar na entrada de vídeo RCA da TV antiga).

Bem , se você já viu como conectar micro e TV (e sabe como conectar o som do micro em um Home Teather, caso tenha um), segue umas dicas para que dê certo assistir filmes online com maior conforto e qualidade:

1- Atualize os drivers de vídeo do micro, as vezes a conexão não dá certo por causa de drivers muito antigos ou impróprios (em geral quando já se atualizou o sistema operacional).

2- Teste a Netflix no seu micro, tenha certeza que o Silverlight está instalado e atualizado e deixe a senha memorizada no browser (vai ficar difícil fazer o login quando mudar a resolução da tela, na frente explicada), ah ! e importantíssimo…, não esqueça de desligar o descanso de tela ou mudar a configuração do desligamento automático de tela por inatividade do teclado… .

3- Ao rodar vídeos longos o processador é muito exigido e superaquece, é quase certo que fique desligando sozinho o computador durante o filme…, abra o micro e limpe cuidadosamente o cooler (ventoinha) do processador, depois de limpo e fechado, garanta que a circulação de ar do notebook esteja livre, o ideal é que ele esteja em uma “dock station”, isso reduz muito o superaquecimento, são baratas, mas se não quiser comprar pode-se improvisar, o importante é deixar a circulação de ar livre:note-dock-station

4- A resolução das TV antigas é menor que a dos micros, logo, altere a resolução do micro para 800×600 e desligue o micro, com os cabos escolhidos (preferência S-vídeo para RCA) e de aúdio já conectados, ligue a TV e coloque no modo de vídeo (AV1 ou AV 2) da conexão e ligue novamente o micro para que ele “entenda” que tem uma TV conectada e passe a enviar o sinal.

Pronto, agora é só acessar a  Netflix  pelo micro, escolher o  que quer assistir, maximizar, para tela cheia e curtir seus filmes e seriados preferidos em uma tela maior… .

Gostou ?, deixe comentário.