Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


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2017 – VIGÉSIMO NONO ANIVERSÁRIO DE ATIVISMO NEGRO

Só agora me dei conta que minha primeira palestra oficial, que ocorreu no centenário da abolição (1988) ao contrário do que aparentemente todo esperavam, não versou sobre os horrores do cativeiro, nem sobre a “bondade da princesa”, muito menos admitiu a abolição como “marco da igualdade”,  foi sobre… PÓS-ABOLIÇÃO (muito embora seguindo o meu natural “braudelianismo”, ou seja,  tendência em problematizar utilizando recortes temporais e geográficos mais amplos que os nominais aplicados aos eventos-título) pois parti das leis antiescravidão que antecederam a  lei áurea,  bem como,  de uma ácida crítica ao uso da Guerra do Paraguai para iniciar o processo de branqueamento do Brasil, já que a abolição era um processo em evolução e questão de relativo pouco tempo.

Na época eu tinha acabado de concluir a faculdade, era um cara de exatas/tecnologia, nem me passava pela cabeça um dia ser um pesquisador em História, mas ali, em uma época em que não havia Internet, fiz uma pesquisa e palestrei em um tema que só bem recentemente passou a empolgar os historiadores… o PÓS-ABOLIÇÃO😉. É verdade, “mato a cobra e mostro o pau” :

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E de novo é 11 de setembro

Todo ano quando chega a data é impossível não lembrar daquela manhã de 2001, acordei com um telefonema “liga a televisão, agora !”, o fiz sonolento ainda a tempo de assistir o choque do segundo avião, que como acho que todo mundo achei inicialmente que era replay.

A frase “o mundo nuca mais será o mesmo” não era de puro efeito, naquele dia o mundo percebeu que absolutamente nenhum país (inclusive o antes imaginado invulnerável EUA) estava fora do alcance do terrorismo (em especial o do extremismo islâmico).

Constatamos hoje, 14 anos depois, vendo o surgimento de novas e poderosas organizações terroristas como o EI (ISIS) e atentados  também no Oriente Médio, África, Europa, Ásia Meridional (incluindo Índia e Paquistão) no Sudeste Asiático e até frustração de atentado na Austrália, que realmente tudo pode acontecer e em qualquer lugar.


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Mais aniversário…

EASTJAM-3_pqEquipe da EASTJAM

Agora é a vez da EASTJAM – Escola de Aperfeiçoamento do Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, meu setor de trabalho., que completou hoje (18/06/13) 3 anos de existência.

Deu matéria no Portal do TJAM, falando sobre  a equipe e nossas atividades: 


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Jubileu de Ouro, meu meio século de vida…


50anos
Meio centenário de Juarez C. da Silva Junior… 🙂

Bom, não tem muito para  dizer…, em meus aniversários costumo ficar  introspectivo e recolhido, e esse deveria ser  mais ainda,  por ser o meu “ano sabático”  (aquele em que a gente “para tudo e dá um tempo”   para repensar a vida), não sei se será e nem está me parecendo…, por enquanto eu só sei que vou levando as coisas do mesmo jeito, depois… não sei.  

Ah! e acho que já estou me acostumando com todo mundo me chamando de “senhor” logo de cara…, agora chato mesmo é ter a impressão que  as “moçoilas” estão prestes a chamar a gente de TIO  toda vez que vão cumprimentar  a gente… 🙂 .

E vamos para a segunda metade do centenário… ! .


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1º aniversário da vitória das cotas universitárias para negros

julgamento-cotas-stf-1-anoParece que foi ontem…, clichê, mas é  exatamente essa a impressão, 26 de abril  de 2012 estava eu em um quarto de hotel na cidade de Humaitá, interior do nosso Amazonas, atento nos tweets dos companheiros de causa, que acompanhavam pelos recursos possíveis a sessão final do julgamento no STF sobre a constitucionalidade das cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, a partir de uma ADIN provocada pelo DEM (especificamente contra negros, os Índios foram “poupados”  desta vez).

Estava tranquilo, sem maiores dúvidas quanto a aprovação (até por confiar na coerência do STF e por ter visto ao vivo, o “banho” argumentativo dos pró-cotas em cima dos anti-cotas nas audiências públicas chamadas pelo relator Min. Ricardo Lewandowsky) , mas ansioso por ver o placar (que acabou dando unânimidade dos votos, descontado o Ministro Tóffoli que se julgou impedido de votar) e a derrocada oficial dos com  quem durante anos (junto com valorosos e arraigados companheiros de causa) travei combate ideológico/argumentativo em milhares de horas de debates virtuais, presenciais ou utilizadas pesquisando e escrevendo a favor das cotas.

No dia seguinte nova derrota imposta aos “neo-democratas-raciais”, a confirmação da validade de utilização do critério também no PROUNI,  e algum tempo depois a  aprovação da lei de cotas pelo legislativo e a sanção pela  Presidente Dilma e até parte da “mídia má” (que passou anos criticando as cotas), acabou fazendo um “mea culpa” (vide matéria clicando na imagem).

Isto é- Capa- cotasAinda hoje se encontra “um ou outro” contra-cotas “esperneando” por ai, porém discutir com “causa ganha”, além do peso da realidade constituída e da despreocupação com  qualquer efeito prático do “xororô” adversário, ainda faz sentido para o fim de tentar  “acordar” os inconscientes  e anacrônicos, não apenas para o acerto da medida em sí, como para outras “pendências” na questão sócio-racial brasileira.

A batalha foi vencida, mas ainda temos um longa “guerra” , logo…  a luta continua.


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O tempo (por meu pai)

Juarez Clementino da Silva - *25/01/1936 +18/09/2010

Hoje completou-se um ano do passamento de meu pai,  uma figura estimada por todos que o conheceram; fez carreira militar e já na reserva  formou-se em Letras e se  pós-graduou em Filosofia,  um homem calmo, culto,  justo, muito bem-humorado e com alma de artista;  como minha homenagem publico  abaixo uma linda e contextual de suas poesias,  a qual penso que obviamente  fez para ser seu epitáfio  :

O tempo

De branco mármore e adorno reluzente

Majestoso e belo o mausoléu resplandece

Orgulhoso do olhar de toda gente

Que naquele campo santo o enaltece.

Outros sepulcros de corbelhas engalanados

No afã da gloria de seu dia

Não como ao primeiro em brilho comparados

Nem tão humildes quanto aos da periferia.

Nos fundos, marginais e desnudas covas

Escavadas em chão batido e ao relento

Resignados desde a origem em ter de suas

Somente a terra, a lua, o sol, e o firmamento.

Mas entre todos vi uma tão desprezada

Sem uma flor sequer a ornar-lhe a face

 Como se invisível estivesse ali postado

Ou ninguém mais no mundo dele se lembrasse.

Indaguei de sua sorte a triste sina

 O porquê de toda pompa do passado

Reduzir-se a aquele estado de ruína?

SIC TRANSITI GLORIA MUNDI

(Assim passa a gloria do mundo)

Respondeu-me transtornado:

Sou mais um túmulo que a insaciável traça crono devora

Ente eterno que no fundo dos séculos habita sem nenhuma piedade

Todas as coisas nele precipita.

Fui de reis, rainhas, e de toda a nobreza

Eis em mim tudo que restou da realeza.

Seus brasões, herdeiros, súditos, e seus tronos em ouro construídos

Foram por este que hoje me consome consumidos.

MAC TUB

(Estava escrito)

Porém creio que esta força que a tudo leva a destruição

Dê ao orgulho e a matéria sua real solução

Mas não apagara das gerações futuras

A lembrança daqueles que neste mundo cultuaram a

HUMILDADE, A CARIDADE E A ESPERANÇA !

                                                                                                                                                                    (Juarez Clementino da Silva)

 

 


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Santos Dumont : nosso herói “nerd e esquisitão”

Alberto Santos Dumont ( * Palmira-MG (hoje rebatizada com seu nome), 20 de julho de 1873 —  + Guarujá-SP, 23 de julho de 1932;  se vivo hoje completaria 138 anos),  é sem dúvida um dos brasileiros que mais causaram orgulho ao nosso país, com suas conquistas aéreas pioneiras, além de outras invenções pelas quais é menos conhecido como por exemplo o relógio de pulso.

Não obstante toda justificada glorificação à figura de Santos Dumont  “O  pai da aviação”,  sua figura encerra também uma monumental coleção de mistérios e controvérsias que vão desde uma sexualidade indecifrável (nunca casou, não teve filhos, não sem tem certeza se era hétero, muito menos se era gay (ou bi)…, de certo mesmo é que era o que hoje se chama de metrosexual (muito preocupado com a aparência),  e ainda há registros que insinuam  que morreu virgem), passando por “esquisitices”  típicas dos nerds atuais e  culminando com a morte por suicídio.

“Cultuado” e festejado pelos militares,  há registros  de que era contra o uso de sua invenção para fins militares (mas há registros que também mostram o contrário…), franzino, “arrumadinho” , de modos muito refinados e muito tímido, tinha coragem de fazer o que muitos valentões “casca grossa” da época não tinham…,  por fim, deve ser o único brasileiro (que eu saiba) que tem o coração exposto em um museu militar… (como se fosse uma relíquia daquelas de santos católicos).

Não costumo indicar links da Wikipedia pois é uma enciclopédia aberta em que muitos “metem a mão”  e  por vezes contaminam e distorcem as informações retirando o rigor científico pleno e a isenção ideológica,  mas o verbete sobre Santos Dumont  me parece bem justo e  um dos que mais se beneficiaram com a característica de “abertura”, pois além da riqueza de informações comuns, tem também outras que normalmente jamais entrariam em um enciclopédia padrão ou em um livro de História… vale a pena conferir :

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont#O_ingresso_no_alpinismo_e_no_automobilismo