Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


Deixe um comentário

Os “super parágrafos”

Faz tempo que isso ocorre. Eventualmente, ao revisitar antigos textos meus, me dá angústia e acabo repontuando tudo. O motivo é que até meados de 2015 eu simplesmente não tinha percebido que escrevia mais ou menos como falava, ou seja, em grandes blocos de pensamento concatenado, sem parágrafos intermediários. O “parágrafo” para mim era todo o “grande bloco lógico”…, que podia ultrapassar fácil as 14 linhas, quando muito usava ponto e vírgula quando entendia que havia uma pequena quebra de fluxo dentro do “blocão”.

Não sei se muita gente percebia e “relevava”, pois sempre me foi dito que eu “escrevia bem”, ou se igual a mim, muita gente lia “de carreirinha” em “blocões”, não fazendo muita diferença a divisão do bloco de texto em parágrafos “mais contidos”. Isso foi até a minha qualificação do mestrado, quando um dos membros da banca, não sei se incumbido pelos demais, o Prof. Júlio Claudio, hoje um bom amigo, com muita elegância, inclusive me comparando à grande escritor que “estilosamente” também abusava de “super parágrafos”, me alertou sobre o problema.

E ai entra uma outra figura de suma importância, o Prof. Odenildo Sena, emérito da UFAM e autor do livro abaixo, ao qual recorri:

O livro tem 4 capítulos, 3 deles dedicados ao parágrafo…, ou seja, fica claro que a boa escrita passa pela sua compreensão e boa utilização. O que não atrapalha em nada o “estilo” peculiar de cada escritor, mas facilita a vida do leitor, e muito… .

O que posso dizer é que é nítida a diferença entre meus textos antigos e os atuais. Se ainda conservo alguns vícios estruturais e ortográficos e dou algum trabalho para revisores, ao menos para os que lêem meus textos “crus”, como esse, a coisa parece ter melhorado.

Interessante é que a nova versão do WordPress, essa que estou utilizando, incluiu a “escrita em blocos”, pela qual se faz a escrita em blocos de ideias, o que seria o “grande parágrafo”, que se encerra com um “enter”. O bloco pode ser mudado integralmente de posição no texto, subindo ou baixando. Isso também ajuda bastante.

Grato aos mestres pelas dicas. E lembrem-se caros leitores que também escrevem, atenção aos parágrafos…


1 comentário

Eu falando de futebol ? INÉDITO !

HolandaXBrasil

Resultado do jogo de despedida do Brasil na Copa 2014, depois do acachapante 7×1 levado da Alemanha.

Pois é…, quem acompanha o blog e quem me conhece  fora do ciberespaço, sabe que futebol não é “minha praia”, não jogo, não sou torcedor de nenhum time,  não uso camisa de time (só usei camiseta da seleção quando morei um tempinho fora do país, não pelo futebol, mas como destacador da minha “brasilidade”), não assisto jogos, evito noticiário sobre e discussões futebolísticas; assisto sim algumas  partidas das copas (afinal até o Obama, de um país que não tem o futebol como grande esporte assistiu ao menos um jogo nessa…),  em geral assisto os dois jogos “valendo” de Camarões (tomei simpatia pela seleção na copa de 90, quando foi muito melhor que o Brasil) e algumas partidas  decisivas do Brasil.

Não vou aqui comentar lances, nem escalações, nem tática…, isso não me apetece nem me compete, vou apenas falar da gestão do futebol, esporte que mexe tanto com o brasileiro.

Desde que vim ao mundo, transcorreram 13 copas (12 eu acompanhei, a de 70 para a frente), a configuração do quadro mundial das seleções mudou bastante, novas potências surgiram, velhas potências se esmaeceram e outras literalmente desapareceram, como a extinta Iugoslávia (que se transformou em um monte de países, entre eles a Croácia), os árabes, asiáticos e os africanos entraram no jogo… e até o “impermeável” EUA;  durante um bom tempo existia “time bobo”, daqueles em que não havia estrelas jogando fora dos seus países com contratos milionários, mais do que um grande negócio, futebol era então “apenas” um esporte, entusiasticamente jogado tanto  por craques memoráveis  quanto apagados “pernas-de-pau” (logicamente os melhores de cada pátria), nesse período, os clubes se internacionalizaram com atletas de outros países, os técnicos começaram a correr mundo também, gerando memes imperdíveis como o famoso inglês do Joel Santana, três dos cinco títulos brasileiros foram conquistados nesse período,  no qual o Brasil solidificou a imagem de “mostro sagrado” do futebol, e além do velho e conhecido “Rei” Pelé (ignoremos as reivindicações  argentinas 🙂 ), passou a ser referenciado também por outros “Reis”, “Imperadores”, “Fenômenos” e o que o valha .

Basicamente o que eu quero dizer, é que o futebol mudou, os “bobos” não existem mais, ninguém mais treme só de ver a “amarelinha” (nem pensa duas vezes antes de “descer o cacete” em um “superastro” mundial da bola) , o “futebol-negócio”  é um Show Business, e todo show exige mais do que talentos GESTÃO, não qualquer gestão, mas gestão moderna e acima de tudo EFICIENTE, e um dos caminhos para isso é a renovação e atualização, não “entendo” nada de futebol pois não acompanho interessadamente, inevitavelmente ouço algo sobre “alta cartolagem” brasileira, na FIFA ou CBF (antes era CBD), e só me vem à cabeça dois nomes,  Havelange e Teixeira (sério, não conheço outros e isso em 46 anos…), comissão técnica para mim é sempre um susto, o técnico da década de 70 está ativo em outro cargo já no século XXI, assim como me assusto com a mistura de técnicos de várias gerações no mesmo banco…, parece não haver aposentadorias nessa área, tudo é um grande “Déjà Vu”… .

Dizer que grandes seleções “caíram” antes da nossa, não é argumento razoável, para quem detém o maior número de títulos mundiais da história e até essa copa mantinha recordes de produtividade em campo, além do mais,  as grandes que caíram não o fizeram com  tão triste  intensidade e forma (e em casa com tudo a favor).

A promiscuidade entre poderosos da mídia e a CBF, a elite de cartolas e políticos associados, atravanca o futebol brasileiro, coisas como jogos as 10 da noite para não atrapalhar horário de novela, insistência em não renovar na comissão técnica, e sei lá mais o que rola…, foi fatal para a seleção de futebol, é como aquele jogo de queda de dominó, vimos a última pedra cair, mas isso começou  lá atrás … .

As vésperas da grande  final  da “Copa das Copas”  podemos dizer que foi um grande sucesso, lição de casa feita e nota com estrelinha, mas com relação ao nosso futebol, sem mudanças na gestão vai continuar a  reprovação certa … .