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Matéria na Forbes joga mais uma pá de cal sobre coxinhas e vira-latas.

vira-latas-e-coxinhas

Em mais um passeio pela web encontrei excelente postagem no blog  ocafezinho.com , como já fazia uma reprodução de texto alheio, reproduzo abaixo  somente  a tradução disponibilizada do texto publicado na internacionalmente conceituada Revista Forbes (especialista em fortunas e análises econômicas/conjunturais).

Com mais essa rui um pouco  mais o discurso catastrofista, raivoso, parcialmente equivocado e por vezes desonesto  intelectualmente ou mesmo intencionalmente falso, fomentado pelas “forças ocultas” (mas bem conhecidas) que tinham os maiores interesses em tentar “lucrar” política (e por que não  dizer também economicamente ?) a partir da ótica oportunista e  antiética do “quanto pior melhor”, e nisso seguidas na execução das “campanhas”  por um bom número de inocentes úteis que embarcaram na “onda  errada”.

A economia da Copa do Mundo: por que os manifestantes do Brasil entenderam errado

Por Nathaniel Parish Flannery, na Forbes.

No Brasil, a Copa do Mundo deflagrou protestos de ativistas interessados em chamar atenção para os persistentes problemas de pobreza e desigualdade no país. Em 2013, os manifestantes empunhavam cartazes em Inglês com mensagens como “Nós não precisamos da Copa do Mundo” e “Nós precisamos de dinheiro para hospitais e Educação”. Contudo, como os cientistas políticos explicaram em seu excelente artigo para o Washington Post, “os protestos são paradoxais, porque o Brasil tem vivenciado um crescimento econômico e social muito significastes desde que o país foi escolhido para realizar o evento em 2003”.

Mais amplamente, a Copa do Mundo de 2014 acentua a emergência econômica da América Latina ao longo da última década. O mar de camisas amarelas que pode ser visto em jogos da Colômbia e seções inteiras de mexicanos usando vestes verdes e torcendo para a sua seleção é um testemunho do recente sucesso econômico da classe média latino-americana. De acordo com o historiador David Goldblatt, “A televisão pode enganar, e o uso de uma camisa da seleção da Colômbia não é garantia de cidadania, mas o estádio do Mineirão em Belo Horizonte estava inundado de amarelo – talhe 20.000 numa multidão de 57.000. A mídia chilena tem reportado que mais de 10.000 estão viajando para o Brasil, e ao que parece eles todos estavam presentes em Cuiabá quando a Seleção deles despachou a Austrália.”

Em 2011, pela primeira vez na história, o número de pessoas nas classes médias da América Latina ultrapassou o número de pessoas pobres na região. O Brasil, em particular, destaca-se pelo sucesso no investimento em programas sociais e de redução da pobreza.

Dado o número de camisas amarelas que aparecem na multidão nos jogos, a Copa do Mundo no Brasil tem também sido massivamente frequentada pela classe média emergente do país. Ainda por cima, a história de que o gasto com futebol é um desperdício num país em que a população vive na pobreza tem ficado de lado na mídia social.

Fotos deste mural mostrando uma criança faminta chorando ao ver uma bola de futebol em seu prato tornaram-se virais e foram compartilhadas aos milhares no Twitter e Facebook. Outros usuário do Twitter compartilharam fotos como esta lembrando aos fãs da pobreza com a qual eles se deparam a algumas quadras dos estádios.

Ainda assim, estas ilustrações falham em mencionar que o Brasil destinou menos que 2 bilhões de dólares para a construção dos estádios. Em contraste, entre 2010, ano do início da construção dos estádios, e o início de 2014 o governo federal do Brasil investiu 360 bilhões de dólares em programas de Saúde e Educação. Para colocar isso em perspectiva, o governo do Brasil investiu 200 milhões de dólares para cada dólar gasto com os estádios da Copa do Mundo. Embora os sistema de Saúde, Educação e Transporte precisem investimentos contínuos, os gastos com a Copa do Mundo não têm de maneira alguma eclipsado o investimento progressivo em programas sociais.

A economia do Brasil é definida por uma desigualdade intrinsecamente profunda. É um país conhecido pelas favelas e milionários. De acordo com uma análise da Forbes, o Brasil é o lar de dezenas de bilionários, incluindo Roberto Irineu Marinho, João Roberto e José Roberto Marinho, que juntos controlam o maior império midiático da América Latina, Globo, e tem, juntos, o valor montante de 28 bilhões de dólares. A empresa reportou em 2013 um lucro de 1.2 bilhão de dólares. De acordo com a pesquisa da Forbes: “Enquanto a riqueza crescente do país está criando mais milionários e bilionários do que nunca antes, famílias ricas estão garantindo a fatia maior desse bolo. Dos 65 bilionários listados pela Forbes na sua Lista dos Bilionários do Mundo, 25 deles são relacionados à riqueza familiar.

Oito famílias têm múltiplos membros entre o nosso último ranking” Jorge Lemann, o dono parcial da ANheuser-Busch InBev, tem um total de 22 bilhões de dólares. Ele é o trigésimo mais rico do mundo. As 15 famílias brasileiras mais ricas tem combinadas um total de 122 bilhões de dólares, uma soma que é apenas por pouco menor que os PIBs de Equador e Costa Rica juntos.

Mas, enquanto é fácil apontar os gastos dispendiosos com os estádios da Copa do Mundo ou a longa lista de bilionários do Brasil e contrasta-los com os milhões de residentes do país que vivem em extrema pobreza, tais comparações falham ao não reconhecer o tremendo sucesso que os criadores de políticas públicas brasileiros têm tido na erradicação da pobreza ao longo da última década. De acordo com um relatório recente do Centro para a América Latina e Caribe da ONU (ECLAC), em 2005 38% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza. Avançando para 2012, essa taxa caiu para 18.6% da população. Em outras palavras, desde 2005, o Brasil tem efetivamente reduzido para mais que a metade o número de seus cidadãos vivendo na pobreza. Em contraste, o México, um pais cujos políticos estão mais concentrados nas exportações e e nos salários competitivos, atualmente viu a pobreza aumentar durante esse mesmo período, de acordo com informações do ECLALC. O Chile, um país há muito prezado pelo desenvolvimento de suas políticas econômicas, viu um declínio muito menor de sua pobreza no mesmo período. No Chile a pobreza caiu de 13.7% para 11% em 2011. A América Latina é a região mais desigual do mundo, e o Brasil em particular é conhecido por sua história colonial baseada em uma espoliativa agricultura de exportação o que ajudou a desenvolver o estabelecimento de uma economia altamente dividida entre residentes ultra-ricos e ultra-pobres. Em meio à controvérsia da Copa do Mundo, o tremendo sucesso do Brasil na redução da pobreza tem sido de certa forma ignorado.

Jason Marczak um expert em América Latina do Conselho Atlântico em Washington D.C., me contou que “A crítica aos excedidos custos dos estádios é na verdade um grito dos cidadãos do novo Brasil, um Brasil mais classe média, que demanda maior transparência e um modelo de estado mais responsável”. Quando a seleção do Brasil entrar em campo, o mundo devia também aproveitar o momento para reconhecer o sucesso das políticas públicas progressivas do país. “O Brasil tem atingido conquistas impressionantes no crescimento sócio-econômico na última década com dezenas de milhões de pessoas saindo da pobreza e entrando na classe média”, acrescenta Marczak.

Só por diversão, eu juntei algumas informações do Banco Mundial e das Nações Unidas, e comparei o Brasil com outros países Latino-Americanos que competem na Copa do Mundo. Eu juntei informações da Foreign Direct Investment (Per Capita), GDP per capita, níveis atuais de pobreza, redução de pobreza desde 2005, número total de bilionários, e o ranking de cada país no World Bank Doing Business. Esses medidores demonstram a força relativa dos 9 países latino-americanos competindo na Copa do Mundo, e também o quão bem sucedido  cada país tem sido na tradução do sucesso econômico em redução da pobreza. Depois de fazer o ranking dos países em cada categoria, eu então criei um score agregado.

Tradução: Arthur Caria.


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Cerveja deixa mais jovem/saudável e aumenta seios

cerveja-vantagensNem tudo é tão ruim quanto pode parecer para alguns…, duas matérias distintas falam sobre os benefícios da cerveja, a primeira diz que a mesma possui elementos que colaboram para eliminar os radicais livres (retardando o envelhecimento) além de outros benefícios para a saúde como a melhora da visão, combate a arteriosclerose e mal de parkinson e problemas cardíacos: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-cerveja/cerveja-e-saude.php 

A segunda fala sobre uma cerveja búlgara que tem como efeito colateral aumentar os seios: http://www.caixapretta.com.br/2010/06/bulgaros-inventam-cerveja-que-faz-os-seios-crescerem/

Então bora beber, moçada ! 🙂


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Os médicos cubanos, o “avião negreiro” e as máscaras caídas…

Patricinhas de Jaleco, hostilizam e vaiam Médico cubano, na saída da aula inaugural do +Médicos  em Fortaleza, imagem que vale por mil palavras...

Patricinhas de jaleco branco hostilizam e vaiam Médico cubano na saída da aula inaugural do +Médicos em Fortaleza, imagem que vale por mil palavras… (Foto :Jarbas Oliveira/Folhapress)

Qualquer semelhança com a famosa cena da “recepção” da  primeira negra norte-americana matriculada em uma escola pública até então exclusiva para brancos, não é mera coincidência… .

Dorothy Counts, entrando na escola e sendo hostilizada  em 1957.

Dorothy Counts, entrando na escola e sendo hostilizada em 1957.

Por incrível que pareça ainda não me tinha “caido a ficha” sobre esta outra motivação para tanta reação à iniciativa do governo brasileiro em “importar” médicos estrangeiros (em especial os cubanos) para atuar nas regiões “desprezadas” pela classe médica brazuca.

Não obstante o óbvio corporativismo xenófobo, o sentimento de “superioridade formativa” em relação aos colegas latino-americanos e uma indisfarçável ideologia capitalista/elitista que só enxerga os pontos negativos de sociedades sob regime socialista/comunista; com a associação feita no título e conteúdo de recente matéria de Eliane Catanhede para a Folha de SP (além das de outras de outros ícones da “mídia má”) “saiu da sombra” uma questão que ainda não havia ganhado foco, o racismo…  (por mais que alguns tentem desviar a atenção desse “detalhe” , alegando que “não é uma questão de cor”, pois bem, que  não seja totalmente uma questão de cor…, mas que também conta, conta e muito…).

Sim, Cuba é uma ilha com população negra majoritária (O Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami, diz que 62% da população é negra, enquanto as estatísticas do censo do governo cubano afirmava que 65,05% da população era branca em 2002.), isso em uma sociedade em que o acesso à educação em geral e a superior em especial são muito mais democratizados do que no Brasil por exemplo, isso se reflete em uma grande representatividade negra nas profissões de nível superior, incluindo a medicina (mesmo que não diretamente proporcional à representatividade populacional, pois cuba também não está  isenta de desigualdade racial),  por “coincidência” os outros médicos mais “repudiados” (apesar de com menor estardalhaço) são justamente os bolivianos e peruanos (em grande parte de origem indígena…) .

As técnicas metaracistas (racistas sem falar em raça e dissimuladas, e as vezes nem tanto…) empregadas pela “mídia má” e os neo-democratas-raciais em geral, se fazem presentes e são claramente identificáveis nos textos e argumentações dessa turma, uma pseudo “preocupação” com a igualdade de direitos, etc… e a defesa cínica de posições que hora ignoram as diferenças materiais, apelando para uma igualdade meramente formal, hora evidenciando diferenças materiais ao mesmo tempo que exigem formalidades “igualativas”…, tanto em uma quanto em outra abordagem, o objetivo é tentar embarreirar avanços ou conquistas das populações não-brancas (mesmo que não nacionais) .

Em outras palavras, a burguesada não quer ver  doutores negros e negras  (nem “índios”), atendendo a população e mostrando que podem fazer um atendimento mais humanizado, relativamente eficiente e com muito menos recursos…, pois isso retira da elite (virtualmente branca) a “exclusividade do mercado” e pior…, vai que o pessoal “se acostuma” com médicos negros e  “a negrada brazuca” pelo exemplo  “pega gosto pela medicina” ? , em tempos de ações afirmativas (cotas em universidades) um maior interesse de negros pela medicina (e obviamente reduzindo as vagas que poderiam ser usadas por brancos) não deve lhes parecer nada interessante… .

Esse episódio da hostilização aos cubanos na chegada ao Brasil e na saída da primeira aula do programa + Médicos , na qual os profissionais foram obrigados a passar por um “corredor polonês” (corredor humano) montado pelos cearenses que gritavam palavras como “revalida”, “incompetentes” e “voltem para a senzala”. só reforça o que eu já havia dito em um post anterior sobre a classe médica brasileira estar caminhando para um total desgaste da imagem… https://blogdojuarezsilva.wordpress.com/2013/08/16/os-medicos-a-greve-e-a-opiniao-publica/

Pois é…,  máscaras OFF .


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“Sou feliz sendo prostituta” ????

Mensagem da campanha do Dia Internacional das Prostitutas que não foi aprovada pelo ministério (Foto: Reprodução)

Mensagem da campanha do Dia Internacional
das Prostitutas que não foi aprovada pelo
ministério (Foto: Reprodução)

Que me desculpem algumas feministas equivocadas e inclusive várias guerreiras do movimento de mulheres negras, que estão protestando nas redes sociais pelo cancelamento da campanha “Sou Feliz, sendo prostituta”, feito pelo Ministro da Saúde, campanha essa que foi gestada a partir de reivindicações do movimento da categoria (que aliás me parece salvo engano, ser mais um exercício afirmativo de algumas veteraníssimas profissionais do sexo já em busca de uma necessária aposentadoria, do que uma organização que parta da base majoritária e em idade mais produtiva da mesma).

Que a prostituição é uma das profissões mais antigas do mundo, vá lá…, que cumpra uma importante “função social”, idem,  que muitas mulheres se entreguem e permaneçam nela por livre e espontânea vontade, que seja…, que várias sejam “orgulhosas” (no sentido afirmativo) de sua condição, aceitável, que algumas sejam felizes, bom pra elas…; não sou de me posicionar de forma reacionária e nem moralista, e creio não o estar sendo agora, porém vejo grande diferença entre minorar a vulnerabilidade social desse grupo, incluir  as profissionais voluntárias no guarda-chuvas   das políticas previdenciárias e de saúde, bem como observar que as mesmas devem se encontrar amparadas pelo preconizado na declaração dos Direitos Humanos, e em outra mão criar campanhas estatais que minimamente funcionem como  “propaganda”  de um “modo de vida” que ao contrário do que muitos dizem e muitas “candidatas” pensam, não é nada fácil, muito menos “louvável”.

A prostituição apesar de realidade social, pode até ser abrigada, mas não deve em hipótese alguma ser  incentivada, muito menos pelo poder estatal;  pois é fator e resultado de desestabilização familiar, sócio-econômica, fomenta crimes como o tráfico de pessoas, exploração, prostituição infantil / pedofilia,  e enquanto “negócio”  não raro tem estreita relação com o narcotráfico e submete principalmente mulheres (e nem todas “felizes e  por amor à profissão”, muitas por extrema necessidade ou até mesmo coagidas) a situações  degradantes, entre elas a exposição aumentada às DSTs, problemas de saúde outros, violência e óbvio estigmatização social… .

O conceito da mulher “dona do corpo”  é uma coisa, a apologia a uma praga social que vitima sem que as vítimas muitas vezes se deem conta é outra. Houve tempo (inclusive na história recente da humanidade)  em que a prostituição forçada era usada como recurso de guerra, além de fator de fragilização do oponente, vide o caso das “mulheres de conforto” da Coréia e outros países asiáticos forçadas a se prostituir durante a II grande guerra pelas forças japonesas. Logo, independente de ser voluntária ou forçada, é dever dos governos conduzir ações para a sua redução (ou eliminação no caso da forçada) ou redução dos seus danos, mas nunca de forma a ser confundido com incentivo.

Costumo dizer que preconceito todos nós temos, em variados graus e focos, muitos são completamente infundados ou injustos, principalmente aqueles motivados por questões naturais, inatas ou acidentais como cor, gênero/homossexualidade, deficiências, étnicas, origem regional/nacional, enfim…; o que é um pouco diferente de alguns outros relacionados as “escolhas” completamente pessoais em que as próprias pessoas optam por se colocar em situações estigmatizantes/ estigmatizadas socialmente, quando exercem o seu direito ao diverso, mas devem estar cientes de que seu ato/escolha não será admirado por todos e que muito provavelmente lhe causará discriminações fora do seu “nicho comportamental/ ideológico”  até que individualmente se prove o contrário do senso comum sobre o objeto de discriminação. Ex. um(a) jovem muito competente profissionalmente mas que vai para entrevistas de emprego  com o cabelo pintado de azul, roupas “alternativas” e grande parte do corpo tomado por “arte corporal” …  e muito provavelmente terá ” alguma dificuldade” em se encaixar…, esse tem até o direito de reclamar, mas opção é opção, escolheu…, não nasceu assim nem ficou por conta de alguma fatalidade/ motivo adverso, tem o bônus da auto-satisfação mas também tem o ônus… .

Concordo plenamente com o Ministro Alexandre Padilha,  que disse : “Enquanto eu for ministro, não acho que essa tem que ser uma mensagem passada pelo ministério. Nós teremos mensagens restritas à orientação sobre a prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Respeito as entidades e os movimentos que queiram passar essa mensagem, mas é papel deles. O papel do Ministério da Saúde é estimular a prevenção às DST’s”, o Ministro também exonerou toda a equipe responsável pela equivocada campanha.


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REDUÇÃO DE DANOS, o que é isso ?

É um “novo” (não tão novo na realidade, em países mais desenvolvidos tem já uns 30 anos) paradigma adotado nas políticas de saúde pública com relação a patologias, etc… motivadas principalmente por questões comportamentais, a exemplo de consumo de drogas, alcoolismo e mesmo DSTs.

A ideia é simples, se não é possível eliminar de imediato a dependência ou o comportamento de risco, que se reduzam os danos  (à família e a sociedade em geral) bem como para o próprio adoecido ou potencial adoecido, isso pode ocorrer através de uma abordagem diferente ao público alvo das ações, com atendimento externo (ir até ele ao invés de esperar que ele venha em busca da ajuda) e sem uma posição “acusatória” , mas de compreensão da realidade e mesmo de respeito e valorização de quem precisa da ajuda.

Um dos primeiros exemplos desse paradigma foi a distribuição gratuita de preservativos, para grupos de alto risco (como os envolvidos com prostituição ou alta promiscuidade por exemplo ) ou ainda nos eventos em que as possibilidades de sexo casual “epidêmico”  está altamente relacionado, como as festas do carnaval, boi-bumbá, etc… , a ideia foi :  já que não é possível eliminar a prática sexual, que pelo menos ela se torne mais segura e por conseguinte com menores consequências sociais (como DSTs, gravidez indesejada, e todos os posteriores problemas que se originam dai ).

No caso das drogas, a ideia não é distribui-las gratuitamente (pois são ilegais), mas tentar  reduzir problemas advindos por exemplo do uso compartilhado de seringas (essas sim podem ser distribuídas para os grupos de risco),  favorecer a integração adicto/família a fim de aumentar a auto-estima e facilitar o tratamento e evitar eventuais furtos para manter a dependência, ao mesmo tempo em que se realiza uma desintoxicação paulatina (sem uma abstinência radical, que em geral tem alta reincidência), a descriminilização do simples  usuário, também evita que o problema se agrave ainda mais por prisões e convivência com a “bandidagem” de alta periculosidade, ao mesmo tempo em que se fomenta no usuário o cuidado com outros elementos importantes para a manutenção geral de sua saúde, como boa alimentação, etc… .

No caso do alcoolismo,  o conceito e ações seguem com os devidos ajustes a mesma linha, estuda-se por exemplo também aplicar o paradigma na questão dos abortos ilegais.

A redução de danos é um paradigma  realista e que  pode também ser aplicado  a outras questões sociais, para além das questões de saúde pública.

Exemplos de programas de redução de danos:

http://www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack/cuidado/reducao-de-danos

http://www.proad.unifesp.br/reducao_de_danos.htm

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1100945-governo-estuda-adotar-medidas-de-reducao-de-danos-para-aborto-ilegal.shtml


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Vitória !!!, mas apenas uma de muitas que ainda faltam…

Com o julgamento pelo STF favorável à constitucionalidade de se utilizar o critério “racial” nas cotas, todas as outras ações contrárias as cotas (inclusive as outras no STF) na prática perderam o objeto, estarão em julgamento mas meramente  pró-forma,  já  que a mais complicada e defendida pelos “pesos pesados” era essa, as demais deverão seguir o mesmo entendimento.

A luta porém continua; a campanha para que mais universidades adotem o sistema, o fomento à permanência na universidade, a questão da pós -graduação (que é mais complicada ainda que a graduação), a empregabilidade dos egressos, o equilíbrio no serviço público e maior acesso aos escalões mais altos da pirâmide social e do poder.

Além desses, existem vários outros problemas que afligem a população negra, como o verdadeiro genocídio de jovens negros pela violência marginal ou policial, a questão de gênero (mulheres negras), saúde da população (atendimento não discriminatório, programas voltados para as doenças prevalentes com anemia falciforme e diabetes…), o combate à intolerância religiosa , a questão quilombola ,  a discriminação velada e as demonstrações explícitas de racismo, entre outros.

A resolução da maioria dos problemas citados passa pela efetivação e regulamentações complementares ao ESTATUTO DA IGUADADE RACIAL, que mesmo aprovado com tantos cortes promovidos justamente pelo DEM (que obteve a relatoria do estatuto no Senado e que já demonstrou claramente ser inimigo ( não declarado mas óbvio) dos avanços para a população negra), conseguiu conservar as diretrizes e fundamentos para a formulação e implementação de tais políticas públicas de equalização.