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Babalawo Marcio Obeate, agora no YouTube, explica o Ifá.

Se você busca conhecer as religiões de matrizes africanas, o Culto de Ifá e seu profeta Orunmila, com seriedade e uma sólida base de informações, visite o canal deste sacerdote.

Consagrado babalawo (pai do segredo) na maior Rama da Tradição Afro Cubana de Ifá do Brasil, o jornalista Marcio Alexandre Martins Gualberto, um reconhecido ativista das causas sociais, adotou o nome religioso de Babalawo Obeate Ifairawo e ao longo dos últimos anos vem divulgando textos onde busca desmistificar algumas ideias pré concebidas deste e de outros cultos oriundos do continente africano. 

Ifá é um dos mais antigos sistemas oraculares da humanidade tendo sua origem no continente africano desde tempos imemoriais. Regido por um Orixá, ou profeta, chamado Orunmila, Ifá conecta o ser humano ao seu destino e, como culto dá à pessoa instrumentos para lidar com as dificuldades cotidianas para viver bem o seu destino. 

O destino do ser humano é revelado através dos odus de Ifá que são 256 que se combinam e recimbinam até chegar ao infinito, dando assim à pessoa que se inicia a bula de sua vida, ou seja, as orientações para evitar os osobos (negatividades) e fortalecer o Ire (positividade). 

O Babalawo Obeate Ifairawo mantém sua família religiosa com cerca de cinquenta afilhados no bairro de Pedra de Guaratiba, Rio de Janeiro e de lá propaga o culto de Ifá para todo o país, tendo entre seus afilhados pessoas que vivem no Amazonas, Bahia, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Portugal.

Visando dar mais objetividade às suas ações, Marcio Alexandre inaugurou seu canal, Babalawo Obeate Ifairawo e onde serão postados vídeos curtos abertos ao público e palestras privadas somente para aqueles que buscam ter um conhecimento mais profundo do culto de Ifá e da Tradição Afro Cubana. 

Para maiores informações:

Contato: 21982421476

Link do canal: https://youtu.be/XI6WmJFtjE4


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Juiz Federal afirma em sentença que Candomblé e Umbanda não são religiões

arma-candomblé

Coisa que não costumo fazer é comentar magistratura muito menos decisões judiciais, mas dado a gravidade do caso, não poderia deixar de primeiro registrar e divulgar a situação aqui no meu espaço de reflexões compartilhadas com alguns leitores costumeiros ou eventuais, e segundo indicar a leitura do primoroso recurso feito pelo MPF- Ministério Público Federal.

A 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro negou pedido de antecipação de tutela ao MPF  em Ação Civil Pública que visava a retirada de vídeos do YouTube, com a alegação de que promoveriam intolerância e discriminação religiosa contra a Umbanda e o Candomblé. Na decisão, de 24 de abril deste ano, o juiz Eugênio Rosa de Araujo afirmou que os cultos não são religiões, conforme trechos da decisão destacados abaixo:

“Ambas manifestações de religiosidade não contêm os traços necessários de uma religião a saber, um texto base (corão, bíblia etc) ausência de estrutura hierárquica e ausência de um Deus a ser venerado” 

“As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões, muito menos os vídeos contidos no Google refletem um sistema de crença – são de mau gosto, mas são manifestações de livre expressão de opinião.”

Não vou comentar diretamente a questão, mas recomendo fortemente a leitura do primoroso recurso do MPF ao TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). (atenção está em .PDF) .


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O que mudou ?

Os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro (caso dos justiceiros), onde em momentos distintos dois jovens foram atacados, espancados, despidos e amarrados e/ou acorrentados a equipamentos urbanos, deveria levar as pessoas a refletir sobre algo que muitas não enxergam (ou fingem não enxergar), independente da ação prévia (tentativa de ato criminoso ou o simples fato de estar no lugar errado na hora errada), os dois tem uma coisa em comum…, são negros, e ambos receberam tratamento “nada humano”, humilhante, incomum e muito “simbólico”… (vilipêndio extremado),  aliás…, esse tipo de prática de desrespeito aos Direitos Humanos (principalmente em se tratando de negros) se repete há séculos… e é com certeza “cultural”.

O ditado “Uma imagem vale mais que mil palavras” cabe perfeitamente aqui, fica a pergunta : para “justiceiros”, políciais ou escravagistas (brancos ou agentes a serviço da branquitude e seus interesses)  e para os vilipendiados (não por coincidência quase todos negros, ou “quase negros de tão pobres” como diria Caetano)  o que mudou ?

oquemudou2E ai ?, visualizou ?