Blog do Juarez

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25 anos de ativismo oficial na causa negra, o “jubileu de prata”…

Ativista-prata

Ainda na esteira da “geral nas gavetas” nesse feriadão de Corpus Christi, localizei um documento que nem lembrava mais que existia, não tinha me dado conta que justo no mês que termina, completei oficialmente 25 anos de militância/ativismo no movimento negro (na realidade obviamente comecei um pouco antes, na co-fundação do CEDECONEP- Centro de Desenvolvimento da Consciência Negra de Pindamonhangaba (SP), que ocorreu como consequência dos preparativos para o ano do centenário da abolição (1988), mas nem sei com quem ou onde andam tais registros, se é que ainda existem).

No entanto, a  participação como orador oficial na solenidade da Câmara Municipal de Pindamonhagaba (interior de SP) em função do centenário da abolição, como registrado no documento abaixo, além de ter sido efetivamente minha primeira palestra, a primeira na temática e a primeira em âmbito oficial do poder público,  é a que tem o primeiro registro formal de minhas atividades enquanto ativista da causa negra.

Pois é…, as vésperas do meu meio centenário de vida, me toquei que dediquei metade da minha vida a essa causa, e pelo jeito vou ter que dedicar a outra metade e encerrar a vida sem ver o objetivo final concluído, mas a luta continuará até a vitória final, até o último guerreiro ou guerreira, minha homenagem à tod@s ativistas da causa e em especial à aqueles da “geração do centenário”  e mais antigos.

Homenagem da Câmar de Pindamonhangaba em 1988.

Homenagem da Câmara de Pindamonhangaba em 1988.

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Palestras, um mercado “virgem” no Brasil

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Imagino que a essa altura o leitor após ter parado uns segundos para refletir sobre o título, deve estar pensando: “Mercado virgem ????, mas como ?, se já tem tanta gente ganhando dinheiro (e muito) ministrando palestras Brasil afora…, esse cara está louco ou muito desinformado…”, para logo em seguida completar a divagação com ” Pirou de vez…, e que raios tem a ver mercado de palestras com caixa de ovos ???? “

Esclareço caríssim@s leitores, não estou “louco” e nem desinformado; assim como a grande maioria das pessoas razoavelmente antenadas, de há muito já me dei conta que o mercado profissional de palestras (que envolvem diversos objetivos, temas e públicos-alvo) está bem explorado, consolidado e até “rankeado”, já a questão da caixa de ovos que ilustra o post…, irás entender no parágrafo que segue.

Quando falo em “virgindade” do mercado, me refiro a uma situação que por acaso observei em uma pesquisa preliminar por palestrantes profissionais que precisei fazer em alguns sites especializados, e no ranking dos “100 melhores” palestrantes profissionais do Brasil, ocasião em que simplesmente não visualizei uma única pessoa negra sequer…, ou seja, esse é um “terreno virgem” para negros e negras (acho que agora o simbolismo da caixa de ovos começou a fazer sentido…). Aparentemente nem os raríssimos jornalistas negros ou os não raros grandes ex-atletas de projeção nacional conseguiram adentrar (ou serem adentrados) ao já não tão diminuto círculo dos palestrantes profissionais (coisa comum entre jornalistas, colunistas e ex-atletas brancos).

É claro que há muitas pessoas negras que palestram usualmente (eu mesmo sou uma delas), porém “não profissionalmente”, a maioria são militantes ou simpatizantes dos movimentos sociais, e tem como tema principal (mas não único) as relações étnico-raciais, de gênero ou sociais, temas em geral restritos as atividades acadêmicas e quando muito a algum evento tema-relacionado, porém invariavelmente é uma participação não remunerada, o que leva à lógica inferência de que se tais palestrantes não vivem disso (ou ao menos  agregam renda extra ao auferido da atividade profissional principal), são então pessoas que prioritariamente exercem atividades profissionais não conexas e de interesse geral, bem como, vivenciam experiências pessoais também de interesse geral (tal qual os palestrantes profissionais).

Se partirmos do pressuposto que um palestrante deve ser alguém com “algo a dizer”, experiências e conhecimentos que interessam a uma audiência ampla (setorial ou generalizada), além de algum carisma e popularidade advinda da exposição pública adquirida através da mídia, autoria de livros publicados, experiência profissional ou de vida motivadoras (e não necessariamente vinculada à formação acadêmica ou vivência empresarial de alto nível, pois o mercado tem admitido ex-atletas, aventureiros [no bom sentido] ou pessoas sem grande formação formal como o ex-presidente Lula), logo, não é razoável imaginar que “não existam” pessoas negras em tais condições, mas é no mínimo intrigante essa completa “ausência” no mercado profissional brasileiro.

Pode ser que em uma pesquisa muito aprofundada, talvez apareça “uma ou outra” exceção, lembro por exemplo da Ex-Ministra da igualdade racial, Matilde Ribeiro, que após sua saída do ministério, passou algum tempo nos EUA e fazendo algumas palestras profissionais por lá (mas no âmbito acadêmico e lembrando fora do “mercado brasileiro”…), tempos atrás vi programado para Manaus entre os palestrantes de uma jornada jurídica, o Desembargador do TJRJ, Paulo Rangel, jurista altamente titulado (pós-doutor) e autor de pelo menos seis livros na área, o desembargador também é um grande cronista, de humor refinado e possui perfil típico do palestrante carismático, mas também parece restrito ao circuito acadêmico e jurídico/judiciário, situação não diferente do próprio Ministro Joaquim Barbosa do STF (muito requisitado, mas internacionalmente), não sendo a meu ver os exemplos retrocitados, ainda sequer exceções “citáveis” no mercado aberto dos palestrantes profissionais NO BRASIL.

Como última observação, cabe lembrar que na mídia televisiva (e até na escrita/falada), há uma forte “homogeneização” do “padrão visual” dos âncoras, apresentadores e comentaristas, que tenta combinar “estética”, credibilidade e empatia, “solução” que com raríssimas exceções tem conduzido à oportunização de homens e mulheres de diversas idades, feições e estilos, porém generalizadamente de cor branca, (e majoritariamente com sobrenome caracteristicamente estrangeiro) quando muito orientais,
as exceções são tão óbvias que são facilmente nominadas e contadas em menos de duas mãos…, já no mercado dos palestrantes profissionais, essa parece ser uma característica ainda mais arraigadamente instalada, entretanto como todo “terreno virgem” vislumbramos que não resistirá para sempre à sua exploração, afinal, muitas outras fronteiras e bastiões  do elitismo e outros ismos, tem caído recentemente…, logo chega a vez de mais esse.


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A força do entusiasmo

Prof. Gretz , foto de divulgação

Prof. Gretz, palestrista motivacional

Ontem dia 18 de junho, foi oficialmente implantada a EASTJAM- Escola de Aperfeiçoamento dos Servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, auditório lotado; após a cerimônia de implantação, magistrados e servidores presentes fomos brindados com uma palestra/show do Prof. Gretz .

O Prof. Gretz é talvez o mais requisitado palestrista motivacional do país,  com  11 livros publicados, mais de 3.500 palestras(inclusive em outros países), 1.200 empresas-corporações/clientes, prêmios e citações/recomendações das principais revistas para o público corporativo do país.

O impacto já começa pelo visual do Professor, cabelos curtos e espetados em um tom claro de roxo/lilás…, um físico incomum para um Sr. de 69 anos e uma disposição e elasticidade que confesso aos 47 já não tenho… ; some a isso um humor escrachado, contextualizado e muito dinâmico, um sotaque característico (um misto de sotaque sulista com "caipira" do sudeste)  além de um excelente "timing" e controle de exposição de um excelente  conteúdo motivacional… .

O "segredo"  do professor foi passado e repassado várias vezes durante a palestra/show, sai com a certeza que entendi o recado…

É isso, se não conhece, vale a pena saber um pouco mais…, visite o site : http://www.gretz.com.br/   recomendadíssimo !!