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Driblando Tsunâmis …

Morro de Arica, costa norte do Chile.

Morro de Arica, costa norte do Chile.

Segunda vez que ocorre um Tsunâmi pouco tempo depois de eu ter visitado um lugar, a primeira vez foi no oceano índico em 2004 na costa  meio-norte de Moçambique (que  foi pouquíssimo atingida é verdade, mas foi), porém  todo mundo lembra do que aconteceu um pouco mais “para cima”,  na asiática Tailândia na ocasião…

Agora foi  a vez do oceano pacífico…, na costa do Chile (principalmente na extremo norte, que foi justamente onde passei a virada do ano novo…), a presidente chilena declarou a região “área de desastre”, ocorreram 6 mortes (a maioria literalmente de susto, causando infartos fulminantes), vide matéria no G1 .

Iquique e Arica (cidade onde passei o reveillon) foram evacuadas, e no morro de Arica (onde tirei a foto acima, teve um grande deslizamento de terra…),  eu já tinha até me esquecido, mas uma das coisas que me ‘intrigaram” em Arica, foi justamente as placas de “área livre de tsunâmi” ou “rota de fuga”, de fato não estavam lá por brincadeira ou “exagero”…  🙂 .


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Diretório dos índios do Marquês de Pombal : ou quando se acirrou a diferença social entre nativodescendentes e afrodescendentes no norte do Brasil.

negro-indio

introdução

O presente texto tem como objetivo esclarecer de forma sucinta e simples, conceitos básicos e históricos relativos ao entrelaçamento da população indígena e da de origem prevalentemente indígena desetinizada e/ou miscigenada (referenciada popularmente como parda de origem indígena ou “cabocla”), com a população afrodescendente (descendente de africanos independente de fenótipo característico ou miscigenado) sob o manto comum de população “negra” no norte do Brasil.

Além, das tentativas de desentrelaçamento, identificar a origem das trajetórias de diferenciação dos lugares sociais e condições de mobilidade social particulares de cada um dos grupos a partir de lei real datada de 7 de Junho de 1755, tratando de ordenamento de relações estatais e sociais nas “Povoações dos Índios do Pará, e Maranhão” (regiões administrativas coloniais que à época concentravam os territórios de outros atuais estados da região norte como o Amazonas e do nordeste como o Piauí e Ceará).

Para notação mais clara, passo a utilizar o termo nativodescendente para designar genericamente tanto indígenas quanto descendentes miscigenados ou sem etnia autodefinida e somente indígenas quando o contexto indicar o sentido corrente do termo.

Cabe lembrar também que o termo NEGRO, passou a ser utilizado por introdução dos espanhóis a partir do século XVI com o sentido de escravo/escravizado, sendo aplicado a todos em tal situação (tanto para africanos quanto para indígenas americanos).

Por economia textual e para conscisão, remeto as informações referentes ao Marquês de Pombal e sua relação com a administração do estado português e sua então colônia brasileira e a questão indígena para hipertexto (texto externo).

O início da questão

De conhecimento amplo é o fato que durante a colonização do Brasil, os primeiros escravizados para fins de mão de obra, foram os nativos brasileiros (ou simplesmente índios) cuja abolição oficial da escravidão veio em três episódios:

1) em 1o de abril de 1680 (através de lei real, na realidade inócua)

2) em 7 de junho de 1755 (a já citada lei tratando do Pará e Maranhão)

3) finalmente, em 1758 a medida foi estendida por alvará para o então Estado do Brasil .

Até então era comum os indígenas escravizados serem referenciados por “Negros da Terra” ou simplesmente Negros, referência também utilizada entre o próprios escravizados.

A utilização de mão de obra africana escravizada na América começou por volta de 1550 (segundo alguns historiadores por volta de 1570 no Brasil), ou seja, por mais de 180 anos, foram “Negros” tanto os africanos e descendentes quanto os indígenas e descendentes escravizados no Brasil ( obviamente com natural miscigenação entre os dois grupos…).

Portanto, apesar de ser corrente a interpretação de que Negros seriam os descendentes dos africanos escravizados, há bom espaço conceitual e histórico para “encaixar” na população negra (ou simplesmente descendente de escravizados) a descendência dos ” Negros da terra” , ou seja, a população parda de origem indígena (os populares “Caboclos”).

Do ponto de vista sociológico, e apesar dos fatores de diferenciação na mobilidade social que serão explanados adiante, os indicadores sociais e vicissitudes da maioria dessa população não difere razoavelmente da maioria da população afrodescendente, sendo inclusive para fins afirmativos não desagregada da população negra.

A encruzilhada

Se até meados do séc. XVIII Negros africanos (juntamente com os “crioulos”, negros aqui nascidos) e Negros da Terra, seguiam uma trajetória social relativamente comum, seguidos a certa distância pelos Índios que resistiam à escravização e maiores contatos com a sociedade envolvente (sendo por tal paulatinamente exterminados).

Em tal ponto se dividiram em três direções distintas, os afros seguiram escravizados e desprovidos de cidadania, os indígenas assimiláveis às regras “civilizatórias” impostas pela coroa e os antigos negros da terra ganharam cidadania e foram incorporados com respeitos à sociedade envolvente, enquanto os indígenas resistentes à assimilação, passaram a ser vistos como completamente inúteis aos interesses da sociedade branca, além de “entraves” à expansão das fronteiras de colonização e exploração de recursos naturais, portanto alvos naturais de extermínio e expropriação (situação que apesar da atual proteção do estado, permanece atualíssima).

Neste ponto é interessante e esclarecedor a leitura do seguinte trecho da Lei real de 1755 (com a linguagem e grafia originais da época) que mudou a situação de indígenas assimiláveis e descendentes perante a sociedade :

“10 – Entre os lastimosos principios, e perniciosos abusos, de que tem resultado nos Indios o abatimento ponderado, he sem duvida hum delles a injusta, e escandalosa introducçaõ de lhes chamarem NEGROS ; querendo talvez com a infamia, e vileza deste nome, persuadir – lhes, que a natureza os tinha destinado para escravos dos Brancos, como regularmente se imagina a respeito dos Pretos da Costa de Africa. E p orque, além de ser prejudicialissimo á civilidade dos mesmos Indios este abominavel abûso, seria indecoroso ás Reáes Leys de Sua Magestade chamar NEGROS a huns homens, que o mesmo Senhor foi servido nobilitar, e declarar por isentos de toda, e qual quer infamia, habilitando- os para todo o emprego honorifico: Naõ consentiraõ os Directores daqui por diante, que pessoa alguma chame NEGROS aos Indios, nem que elles mesmos usem entre si deste nome como até agora praticavaõ; para que comprehendendo elles, que lhes naõ compete a vileza do mesmo nome, possaõ conceber aquellas nobres idéas, que naturalmente infundem nos homens a estimaçaõ, e a honra. ” (Apud ALMEIDA , 1997)

Os desdobramentos

Pela leitura do trecho anterior, não fica difícil imaginar os desdobramentos de tal ato, a saber :

a)a instalação de generalizada mentalidade de “superioridade” do índio e de seus descendentes “caboclos” em relação aos negros (naquele momento passados a ser considerados apenas os afros)

b)o reforço da estigmatização do negro e da “necessidade” de rejeitar por todos os meios tal “pecha”, uma maior aceitação e mobilidade social do nativodescendente

c) o surgimento da tradição popular de invisibilização e negação da presença negra na região

d) a geração de um grande intervalo temporal e diferença de condições iniciais da trajetória de nativosdescendentes e afrodescendentes enquanto livres cidadãos (com óbvias consequências no rankeamento social atual de ambos aos grupos).

Hoje a população autodeclarada preta e parda na região diretamente atingida pelo ato pombalino de 1755 é a seguinte :

pop-cor-CENSO-IBGE-2012-norte-UF

FONTE: IBGE CENSO 2010

Interessante observar que no Ranking (RK) nacional os 3 estados com maior população autodeclarada parda estão na região, assim como os dois de maior população indígena, apenas Maranhão e Piauí aparecem entre os 4 com maior população autodeclarada preta e Pará (tido como uma das grandes portas de entrada e fixação de escravos na região) ocupa a a 11ª posição e o Amazonas (em cujo o estado a presença negra sempre foi tradicionalmente negada e invisibilizada) ocupa a antepenúltima posição nacional em pretos autodeclarados.

Interessante observar que apesar de reconhecida “naturalmente” como terra “predominantemente indígena ” ocupando a segunda posição no ranking nacional relativo a tal população, possui em termos percentuais empate estatístico com o percentual de autodeclarados pretos (estes como já dito, tradicionalmente invisibilizados e negados na composição étnico-racial do estado).

A se seguir porém o critério do IBGE (utilizado desde 1872 no primeiro censo brasileiro) que agrega pretos e pardos na população negra, Amazonas e Pará seriam os dois estados de maior proporção populacional negra… coisa que faria total sentido se baseado no conceito apresentado de população negra como descendente de escravizados e não apenas afrodescendente, o que gera porém uma grave imprecisão de origem e pertença da população regional.

De fato e perceptível empiricamente, constata-se que a grande maioria dessa população (mas não toda ela) autodeclarada parda possui traços indígenas e não africanos.

Ao mesmo tempo que seguindo o preconizado na lei do diretório pombalino, introjetada e repassada de geração em geração, rejeitam a associação estigmatizada com “Negro” ou como parte da população negra, e não podendo se colocar como indígenas (esses etinizados) nem como brancos, reconhecem a origem indígena (a marca, presente no fenótipo) mas em geral reforçam, valorizam e reivindicam uma identidade “cabocla” não necessariamente acoplada exclusivamente ao fenótipo mas principalmente uma cultura caldeada e característica da região amazônica.

A solução para tal impasse a nosso ver, e sem ferir os princípios que norteiam a moderna pesquisa de populações e políticas públicas, surgiria com a reformulação das categorias censitárias para as de ancestralidade geográfica (nativodescendentes [etinizado/ desetinizado] , eurodescendentes, afrodescendentes e asiaticodescendentes), emprestando assim maior precisão à pesquisa censitária e todos os desdobramentos.

A conclusão

Diante do exposto ficam aclaradas algumas situações características à região norte do Brasil no tocante a temática e que sem maiores complementos também pode ser estendida ao restante do país.

A trajetória dos nativodescendentes assimilados, após o ato pombalino foi bastante facilitada e estabeleceu as condições para que hoje os mesmos estejam bem distribuídos ao longo de toda a pirâmide social (nacional e regional), coisa que ainda não ocorre com a população afrodescendente, majoritariamente concentrada na base da pirâmide e iniciando deslocamento massivo para o centro.

Referências

ALMEIDA, Rita Heloísa de. O Diretório dos Índios: Um Projeto de “Civilização” no Brasil do
Século XVIII. Brasília , UnB, 1997.

Brasil Escola . Reformas Pombalinas


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Os médicos, a greve e a opinião pública

Distribuição médica no Brasil, desenhada, precisa explicar ?

Distribuição médica no Brasil, desenhada, precisa explicar ?

Que a figura do médico é uma das mais respeitadas na sociedade não há duvidas, a importância e expectativa em torno da sua disponibilidade profissional em todos níveis de atenção/operacionalização da saúde privada e pública e em todas as comunidades é inegável.

Por justaposição, a necessidade de justa remuneração e de boas condições de trabalho à  quem tem por missão salvar vidas e minorar o sofrimento dos adoecidos e injuriados é amplamente reconhecida, sendo assim, a visualização geral da classe como “inimiga pública” ou a não-solidariedade popular à suas causas seria um tremendo paradoxo e difícil de imaginar (mas não impossível), somente com condições contextuais atípicas, combinadas com muito “trabalho” no sentido de auto-desgastar a imagem da categoria perante a opinião pública isso poderia acontecer…, e por incrível que pareça é o que está caminhando a passos largos para se concretizar.

Sistemas são conjuntos de elementos que  em tese atuam  harmonicamente, o resultado dessa atuação conjunta não apenas define a visão geral que se tem de todo o conjunto, como se irradia também para os elementos que os compõem…, no caso do sistema de saúde brasileiro essa visão geral (principalmente sobre o setor público) tende a ser bem negativa (apesar de tantos avanços e várias características louváveis).

Sendo assim, o atendimento médico em si (ou sua ausência),  que pode ser prejudicado pelas falhas nos outros elementos do sistema, em não raros casos também ajuda bastante a compor a imagem negativa que se tem não apenas do sistema, mas do próprio atendimento em si e dos profissionais que o fazem ou deveriam fazer…, em outras palavras, se o sistema é ruim, é porque os médicos “ajudam”, mas pode ser entendido também como é ruim porque “não ajudam”…., o que acaba por “vilanizar” a classe.

Reivindicações antipáticas como o “ato médico” que pretendia tutelar quase que absolutamente outras categorias profissionais (até no que lhes era de competência e atribuição natural), atribuindo aos médicos “superpoderes” que não lhes eram verdadeiramente necessários, ajudaram na disseminação da visão de que a classe é altamente corporativista; o veto parcial da Presidente Dilma foi pedido e aplaudido pela sociedade, a insistência na derrubada do veto via congresso ou a judicialização de outras questões como a vinda dos médicos estrangeiros, só colabora para a manutenção dessa visão de classe “elitista subordinadora” e anti-popular.

A histórica e crônica falta de médicos públicos (e privados) nos rincões mais distantes do país, nas periferias das grandes cidades, etc…, pode até ter na “falta de recursos” e nos “pinos” dados por prefeitos do interior no pagamento de alguns dos poucos médicos que se dispuseram a tentar trabalhar em tais localidades, razões que justificariam apoio popular às reivindicações da categoria por maiores e melhores recursos, carreira de estado estruturada, etc…, ocorre que as “razões-nunca-ditas” (desinteresse por morar em localidades ermas, sem maiores atrativos e sem outras possibilidades de trabalho renda/extra), até então eram menos visíveis…, o programa do governo federal para a atração de médicos ( + Médicos) para essas localidades “desinteressantes”, tem deixado aos holofotes o que antes cabia na máxima jurídica “In dúbio pro reu” (na dúvida ganha o acusado), com isso, a “dúvida” tem ficado a cada dia menor…, o que está ficando com “evidência solar” é que a maioria dos médicos brasileiros não vai para o interior simplesmente porque não querem … ( e isso novamente vilaniza a classe, para quem não está no interior e principalmente para quem está lá…) .

Se a constatação cada vez mais evidente de que a falta de médicos no interior é principalmente o desinteresse generalizado da classe, já desgasta a imagem…, a oposição ferrenha e corporativista pouco disfarçavel à vinda de médicos estrangeiros para suprir essa lacuna, coloca os interesses da população e das entidades de classe médicas (e obviamente seus representados) em cantos opostos de um ringue… .

Essa generalizada “indisposição médica” (salvo as honrosas exceções) para a vida nos cafundós,  parece aos olhos do homens do interior (principalmente aqui da Amazônia) uma especificidade clara…, principalmente quando ele olha e vê que a Polícia está lá, a Justiça está lá, a Educação está lá (até as universidades estão se interiorizando), as forças armadas estão por lá, diversos elementos da mão do estado estão lá, instalações físicas da saúde, pessoal auxiliar e as vezes equipamentos empoeirados ou encaixotados também estão por lá…, só não estão os médicos ( por vezes, um que seja..) .

Mesmo que nesse momento a anunciada greve de agosto não tivesse absolutamente nada a ver com a defesa desses pontos antipáticos já expostos, mesmo que estejam sendo reivindicadas pautas justas e antigas, o que vai aparecer em realidade aumentada para a população é a falta de atendimento e a sensação de que uma classe que em termos de rendimentos financeiros (sim, a custa de muito trabalho, plantões e correria, que seja) se destaca absurdamente de outras profissões de nível superior (o que não dizer de outras ainda menos remuneradas), olha mais para o próprio umbigo que para “o resto”  da sociedade como um todo (e não vai adiantar tentar convencer que se está “brigando por ela”, pelos direitos do cidadão a uma “saúde de qualidade” e um exercício profissional com dignidade, o que vai parecer é que o ” ‘mimimi’ corporativista” está prejudicando (ainda mais) quem sempre leva a pior, o povão… ) .

Para piorar, tem Conselhos Regionais de Medicina, espalhando aos quatro ventos que irão “perseguir” e até chamar polícia para impedir que estrangeiros sem o “revalida”  trabalhem aonde os médicos brasileiros não se dignam a ir…, até então a falta de recursos e médicos nos rincões era o problema, agora parece não restar dúvidas que o problema mesmo é a falta de interesse e o corporativismo de uma classe que em tese deveria ter maior empatia com o povo necessitado de cuidados e  maior alteridade.

Em tempos em que o povo sai as ruas e repudia partidos políticos nas manifestações, hostiliza a imprensa manipuladora, se insurge contra e hostiliza os manifestantes de justas greves profissionais (mas que os deixam sem serviços básicos, como os ônibus…) , não é boa ideia uma categoria em desgaste exponencial, botar a cara na rua, pois os resultados podem não ser os esperados…, nessa toada, assim como os repórteres da Rede Globo passaram a tirar a identificação nas manifestações públicas, a fim de evitar hostilidades, pode ser que ser identificado como médico em manifestações e nas ruas gere animosidades… . Sinal dos tempos.


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TELEMEDICINA E TELESSAÚDE

telemedicina

De forma análoga à EAD (Educação a Distância),  a Telemedicina é o uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações (TICs) para o fornecimento de informação e atenção médica à pacientes localizados a distância.

A definição da OMS é mais completa : “Telemedicina/Telessaúde é oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico, ampliando a assistência e também a cobertura. Tais serviços são fornecidos por profissionais da área da saúde, usando tecnologias de informação e de comunicação para o intercâmbio de informações válidas para promoção, proteção, redução do risco da doença e outros agravos e recuperação. Além de possibilitar uma educação contínuada em saúde de profissionais, cuidadores e pessoas, assim como, facilitar pesquisas, avaliações e gestão da saúde. Sempre no interesse de melhorar o bem estar e a saúde das pessoas e de suas comunidades.” (Adaptado da Organização Mundial de Saúde – OMS (1997) ).

Esse avanço das TICs permite por exemplo que especialistas possam fazer com apoio de equipes formadas por generalistas e/ou pessoal de apoio em locais remotos, atendimentos sem a necessidade de deslocamento ou residência no mesmo local do atendido, a telemedicina é utilizada (com os equipamentos adequados) inclusive em cirurgias… .

Esse post é curto, mas diante do contexto atual em que as autoridades tentam resolver o problema crônico de falta de médicos no interior e regiões mais remotas do país (caso clássico do interior do Amazonas e estados vizinhos), a Telemediciana é parte da solução…, a ideia não é nova e na realidade já vem até sendo posta em prática (vide link ao final do texto) e  deveria ser vista com maior atenção,  já que assim como o caso da Educação interiorizada por meio da EAD, pode também dar bons frutos.

Maiores informações sobre o tema :

Cirurgia Robótica

KINECT é hackeado para cirurgia a distância

Amazonas quer consultas a distância em todo interior – Folha de SP

Plataforma Medigraf permite consultas a distância- Video Youtube (Portugal)

O que é Telemedicina

Conselho Brasileiro de Telemedicina e Saúde


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A Educação a Distância como Instrumento de Desenvolvimento Social e Regional (Monografia de Pós)

educacao_dist2Dia desses pretendia usar a  monografia da minha Especialização em EAD (Educação a Distância) em uma discussão virtual,  porém em uma busca rápida pela web não encontrei a mesma disponibilizada livremente (eu tinha publicado em meu velho site pessoal, mas na mudança de provedor o link passou a apontar para “o nada” ) nem no site de biblioteca da própria Universidade Católica de Brasília encontrei.

Portanto, não apenas para a minha comodidade de poder recupera-lá ou referencia-lá online onde eu estiver, mas também para a de quem está pesquisando o assunto, estou fazendo esse post e disponibilizando a mesma em anexo.

Apesar de contar já com 6 aninhos ela está bem atual, e por tratar de um assunto não muito explorado (pelo menos não tinha sido sistematizado em português e consolidado a partir de tantas fontes dispersas), permanece como uma das poucas referências um pouco mais abrangentes sobre o tema.

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) COMO INSTRUMENTO DE
TRANSFORMAÇÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO.  
Um breve relato e reflexões sobre experiências exitosas e possibilidades

Monografia EAD como Instrumento de Transformação Social e desenvolvimento

Nela demonstro como países subdsenvolvidos e emergentes encaram a EAD com o enfoque descrito, bem como, experiências brasileiras (inclusive regionais e pouco conhecidas/divulgadas), já há uma outra versão atualizada e adaptada para ser publicada como livro em breve… :-), essa ai é a original.