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DRA. ODILIA LAVIGNE, UMA MULHER PARA SER LEMBRADA

Registrando e deixando aqui link para texto de 2010, produzido por Maria Luiza Heine e publicado no seu Blog “Ilheus com amor”, sobre a primeira mulher negra formada médica no Brasil, em 1912, a baiana Odília Teixeira Lavigne, filha do médico negro baiano José Pereira Teixeira. Siga o link.

https://wp.me/pkOAV-e4


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A cura do câncer: o que não querem que você saiba.

top-secret-doençasAo se ler ou pesquisar na web, é preciso uma alta dose de persistência, técnica, senso crítico e principalmente saber separar as “lendas” ou “trollagens”  da informação verdadeira, aquela com valor e resistente a checagens cruzadas de fontes diversas que corroboram para a sua validação como informação séria (mesmo que contenha alguns equívocos na estrutura) passível de ser ao menos levada em conta em uma discussão de  bom nível ou exposição.

Tenho utilizado a web como “campo de pesquisa” desde os primórdios das máquinas de busca popularizadas (WebCrawler, Lycos, AltaVista, Ask Jeeves e o brazuca Cadê?, tudo isso lá pelos idos de 95 em diante), pesquisas essas muito melhoradas com o aparecimento de Yahoo! e Google; aliado à capacidade de obter e checar  informação em  algumas outras línguas (naturalmente e bem antes do Google Translator), situação que tem dado uma boa qualidade e respeitabilidade aos meus textos e por vezes me livrado de perigosas armadilhas nas quais a maioria dos “investigadores” mais afoitos e menos experientes costuma cair.

A introdução um pouco longa se fez necessária porque o assunto é importantíssimo e não está livre de ataques por parte de “céticos de plantão” (tanto “profissionais” quanto amadores, do tipo que emitem opinião sem pesquisa e argumentação sem referências mais palpáveis) .

“Navegando” pelo facebook, me deparei com uma postagem dando link para a seguinte “notícia” : Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer., fiquei curioso e segui o link,  que apontava para um blog noticioso de estilo profissionalizado mas que não é um veículo de imprensa tradicional e conhecida, li a matéria e senti razoabilidade, me aprofundei então nos links disponibilizados na mesma, e fui parar em um site do próprio médico (Dr. Tullio Simoncini, um Oncologista de Roma- Itália) , os vídeos que assisti (em italiano com legenda em inglês ou vice-versa) com uma exposição do médico, falando em inglês para uma plateia norte-americana e os depoimentos gravados de pacientes ditos curados (com riqueza de detalhes, cópias de diagnóstiscos, localizações, fotos, enfim…) me deixaram muito impressionado.

Seguindo o meu “protocolo” de investigação, fui conferir a veracidade primeiro da identidade e existência do protagonista (afinal, hoje se pode fazer filmes com riqueza de detalhes sobre coisas nunca vistas ou realizadas de fato pelo homem, ou mesmo criar “documentários” totalmente ficcionais), procurei pela web e não achei contestações à veracidade da identidade e ao fato, ou seja, personagem e história (SÃO REAIS) uma busca pelo nome de Tullio Simoncini retorna 144.000 resultados, muitos pró e muitos contra a tese e os resultados, inclusive no “Quatro Cantos” um site especializado em desmistificar “lendas da internet”, que em geral é muito esclarecedor, e que nesse caso específico mostrou muitas informações e fontes, porém a argumentação e linha de raciocínio não me convenceram em absoluto.

O Dr. Simoncini é um médico cassado pela  Associação Médica Italiana, tendo sido acusado e condenado por fraude…, isso por si só seria suficiente para desqualificar a tese ? , creio que não…,  há muitos interesses econômicos por trás do tratamento do câncer (assim como de outras doenças), tanto da classe médica especializada, quanto da indústria de equipamentos, quanto da indústria farmacêutica…, alguém que apareça com uma solução simples, baratíssima e que pode simplesmente desmontar todo esse esquema bilionário em escala mundial, automaticamente se torna um “inimigo do sistema”, a história ensina que simplesmente eliminar o inconveniente pode ter efeito reverso, portanto a estratégia comum é desacreditar, desqualificar, “isolar” o elemento e tentar barrar o avanço da proposta “subversiva”…, logo, Simoncini parece ser e ter exatamente o mesmo tratamento de todos aqueles que  precisam ser “contidos” pelo grande sistema.

Gênios  andam na contra-mão do senso comum e em geral enxergam coisas que os outros não enxergam (e por tal é que são gênios), a quase maioria dos gênios da humanidade, não apenas tiveram suas ideias inicialmente rejeitadas, como sofreram perseguição e a estratégia de desqualificação e isolamento, basta lembrar casos como o de Isaac Newton, ou Galileu Galilei, que foi perseguido, processado duas vezes e obrigado a negar (abjurar) suas ideias publicamente (de que a terra é que girava em torno do sol e não o contrário…, quem não se lembra da frase “Eppur si muove” (no entanto se move) ? dita após ter sido obrigado a dizer publicamente que a terra  não se movia em torno do sol ), além de ser banido e viver um regime semelhante à prisão domiciliar até a  morte em 1642, logo, utilizar prisão e cassação de alguém como “argumento” de desqualificação, não é sempre válido…  .

É crença que a pesquisa científica  sobre o câncer  tem coisa de 100 anos, e nesse período foram criadas várias teses e métodos de combate, todas relativamente complexas e nenhuma “definitiva”, muito menos completamente eficiente para todos os casos (nem mesmo de um tipo específico), ora,  se  a ciência ortodoxa com seus “métodos científicos” (que na maioria das vezes tão travados quanto “dogmas religiosos”, dos quais quaisquer desvios criativos são rechaçados tal qual a própria ciência foi vítima na inquisição), pode dar atenção a tantas teses e métodos que tem se revelado apenas  parcialmente eficazes, qual o problema em apoiar mais uma teoria ?, a resposta para mim parece simples, talvez por saberem que ai esteja a solução…, e essa solução não é boa para os negócios… .

Pesquisei um pouco mais a fundo e descobri que a relação entre  câncer e fungos não é novidade, nem descoberta ou “obsessão” exclusiva do Dr. Simoncini, está disponível até no Google Docs, uma dissertação de Fridericus Guilelmus(Wilhelm) Steinrück  do século XIX (escrito em latim), em que já fazia essa inferência entre Câncer (Cancro) e Fungos…,  a sabedoria popular diz que “onde há fumaça há fogo”, talvez nossos cientistas não consigam entender e resolver eficientemente a questão do câncer por estarem obsessiva e até obtusamente partindo de uma premissa errada ( tipo imaginando que o fogo está lá por causa da fumaça e não o contrário).

cancro e fungoParticularmente entendo que a realidade (resultado prático) é o que respalda a teoria e não o contrário (os números de comprovações necessárias para a “aceitação científica” é na realidade uma coisa relativa, o dia que eu vir um ET e estiver certo disso, pode não ser uma “verdade científica”, mas pessoalmente não vou precisar de “mil” outros avistamentos para aceitar que essa é uma verdade simples), a humanidade ao longo dos séculos e de todo espaço terrestre tem resolvido problemas de saúde através de N soluções próprias de cada povo e contexto regional, ou seja, através de várias medicinas próprias (que os mais eurocentrados e colonizados pela “cientifologia” ocidental, sem apressam a tratar por curandeirismo), cada vez mais a ciência eurocentrada descobre nas práticas e conhecimentos de tais “medicinas rudimentares”,  princípios ativos de fato efetivos nos combates a muitos males, coisas simples, que estão ali ao alcance na natureza, em geral de graça, mas que nas mãos da indústria farmacêutica se tornam caríssimas drogas de grife pomposa, e em certos casos são  guardadas a sete chaves e/ou são alvo de longas e intermináveis pesquisas, pois não é interessante (do ponto de vista do lucro) que cheguem à população, preferem que se morram milhares ou milhões, ao longo de um bom tempo, consumindo suas soluções parciais e caras, do que entregar relativamente rápido uma cura efetiva e talvez muito barata.

Se o Dr. Simoncini é segundo alguns um “louco equivocado”, um “charlatão” que usa um sistema de marketing  para vender livros e “poção mágica” , fica a pergunta, quem é que vai comprometer a própria imagem, se lançar em uma cruzada “solitária”, para convencer as pessoas que é possível uma cura simples e barata ?, só para vender livros ? , quão grande é a relação vantagem/desgaste disso ?, teria ele participação nos lucros da venda de Bicarbonato de Sódio ? (ou mesmo que passasse a ser um fabricante…, acreditar nas próprias ideias e lucrar com isso não é nada incomum, aliás é a base de toda a economia)

Portanto, não duvido (ao mais puro estilo “teoria da conspiração” ), que os grupos de poder estejam fazendo o possível para impedir o mundo de saber que sim, já  há cura efetiva para muitas doenças…

Aqui o link  para um vídeo legendado (em português) e a frontpage (idem) do site do Dr. Simoncini, visite e tire suas próprias conclusões. http://www.cancerfungus.com/br/# 

Nessa mesma linha (porém essa não pesquisei mais detalhadamente, mas basicamente confirmado não ser mera  “lenda” ) há o caso da Aloé Vera (Babosa), divulgada mundialmente pelo Franciscano Romano Zago, diversos relatos de cura e o fato dos franciscanos terem passado a fazer plantações de babosa por todas as suas instalações, fazem o velho “onde há fumaça há fogo” funcionar novamente : http://www.terapiasecursos.com.br/2012/05/o-cancer-tem-cura-frei-romano-zago-cura.html

Quanto a mim, se fosse diagnosticado com a doença, não tenho dúvidas que antes de me submeter ao bisturi, químio e radioterapia, iria tentar esses métodos nada invasivos e com muito menos efeitos colaterais,  se  não há garantias totais e comprovada por milhares de testes, na outra mão apesar de tudo isso também não há…, entre uma exclusiva opção ortodoxa  ou  três (duas alternativas), é preferível poder contar com três…


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Os médicos cubanos, o “avião negreiro” e as máscaras caídas…

Patricinhas de Jaleco, hostilizam e vaiam Médico cubano, na saída da aula inaugural do +Médicos  em Fortaleza, imagem que vale por mil palavras...

Patricinhas de jaleco branco hostilizam e vaiam Médico cubano na saída da aula inaugural do +Médicos em Fortaleza, imagem que vale por mil palavras… (Foto :Jarbas Oliveira/Folhapress)

Qualquer semelhança com a famosa cena da “recepção” da  primeira negra norte-americana matriculada em uma escola pública até então exclusiva para brancos, não é mera coincidência… .

Dorothy Counts, entrando na escola e sendo hostilizada  em 1957.

Dorothy Counts, entrando na escola e sendo hostilizada em 1957.

Por incrível que pareça ainda não me tinha “caido a ficha” sobre esta outra motivação para tanta reação à iniciativa do governo brasileiro em “importar” médicos estrangeiros (em especial os cubanos) para atuar nas regiões “desprezadas” pela classe médica brazuca.

Não obstante o óbvio corporativismo xenófobo, o sentimento de “superioridade formativa” em relação aos colegas latino-americanos e uma indisfarçável ideologia capitalista/elitista que só enxerga os pontos negativos de sociedades sob regime socialista/comunista; com a associação feita no título e conteúdo de recente matéria de Eliane Catanhede para a Folha de SP (além das de outras de outros ícones da “mídia má”) “saiu da sombra” uma questão que ainda não havia ganhado foco, o racismo…  (por mais que alguns tentem desviar a atenção desse “detalhe” , alegando que “não é uma questão de cor”, pois bem, que  não seja totalmente uma questão de cor…, mas que também conta, conta e muito…).

Sim, Cuba é uma ilha com população negra majoritária (O Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami, diz que 62% da população é negra, enquanto as estatísticas do censo do governo cubano afirmava que 65,05% da população era branca em 2002.), isso em uma sociedade em que o acesso à educação em geral e a superior em especial são muito mais democratizados do que no Brasil por exemplo, isso se reflete em uma grande representatividade negra nas profissões de nível superior, incluindo a medicina (mesmo que não diretamente proporcional à representatividade populacional, pois cuba também não está  isenta de desigualdade racial),  por “coincidência” os outros médicos mais “repudiados” (apesar de com menor estardalhaço) são justamente os bolivianos e peruanos (em grande parte de origem indígena…) .

As técnicas metaracistas (racistas sem falar em raça e dissimuladas, e as vezes nem tanto…) empregadas pela “mídia má” e os neo-democratas-raciais em geral, se fazem presentes e são claramente identificáveis nos textos e argumentações dessa turma, uma pseudo “preocupação” com a igualdade de direitos, etc… e a defesa cínica de posições que hora ignoram as diferenças materiais, apelando para uma igualdade meramente formal, hora evidenciando diferenças materiais ao mesmo tempo que exigem formalidades “igualativas”…, tanto em uma quanto em outra abordagem, o objetivo é tentar embarreirar avanços ou conquistas das populações não-brancas (mesmo que não nacionais) .

Em outras palavras, a burguesada não quer ver  doutores negros e negras  (nem “índios”), atendendo a população e mostrando que podem fazer um atendimento mais humanizado, relativamente eficiente e com muito menos recursos…, pois isso retira da elite (virtualmente branca) a “exclusividade do mercado” e pior…, vai que o pessoal “se acostuma” com médicos negros e  “a negrada brazuca” pelo exemplo  “pega gosto pela medicina” ? , em tempos de ações afirmativas (cotas em universidades) um maior interesse de negros pela medicina (e obviamente reduzindo as vagas que poderiam ser usadas por brancos) não deve lhes parecer nada interessante… .

Esse episódio da hostilização aos cubanos na chegada ao Brasil e na saída da primeira aula do programa + Médicos , na qual os profissionais foram obrigados a passar por um “corredor polonês” (corredor humano) montado pelos cearenses que gritavam palavras como “revalida”, “incompetentes” e “voltem para a senzala”. só reforça o que eu já havia dito em um post anterior sobre a classe médica brasileira estar caminhando para um total desgaste da imagem… https://blogdojuarezsilva.wordpress.com/2013/08/16/os-medicos-a-greve-e-a-opiniao-publica/

Pois é…,  máscaras OFF .


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Coincidência ou inspiração ?: Thomas Vivien e Hamilton Naki, da limpeza à cirugia cardíaca.

Assistindo ontem ao DVD do filme ” Quase Deuses”  (título original: Somethig the Lord made) que narra a história dos protagonistas da primeira cirurgia cardíaca direta bem-sucedida (ocorrida em Baltimore nos EUA  em meados dos anos 40), me veio imediatamente à cabeça a história de Hamilton Naki.   Sul-africano negro que em plena era do apartheid,  de faxineiro de centro de pesquisas se tornou o “braço direito” de Christiaan Barnard,  médico sul-africano branco, responsável pelo primeiro transplante cardíaco  do mundo em 1967 (no primeiro transplante da equipe o paciente sobreviveu 9 dias…, no segundo 19 meses, no terceiro em 1969, a paciente teve 24 anos de sobrevida).

As “coincidências” das duas histórias são muitas…; pelo lapso de tempo e repercusão da primeira, área profissional, contexto histórico e detalhes, fica a impressão que o Dr. Barnard se “inspirou”  na história de sucesso da parceria entre o Dr. Alfred Blalock e seu assistente  negro Vivien Thomas e “reproduziu” a mesma ao oportunizar Hamilton Naki (o efeito da “oportunização” também foi muito proveitosa para Barnard…).

Em linhas gerais, trata-se da história de geniais médicos pesquisadores de novas técnicas, que vivendo em ambientes de forte e oficial segregação racial, observaram em auxiliares negros  sem qualquer formação na área, a inteligência e aptidões  extraordinárias para a pesquisa e cirurgia; não obstante a “oportunidade oferecida”, aparentemente não se preocuparam (ou não foram muito enfáticos em contrariar  “o sistema”) em reverter a situação social de seus habilidosos e importantes assistentes, bem como “colaboraram”  no “ocultamento oficial”  dos mesmos.

Tanto Vivien quanto Hamilton, permaneceram sujeitos a injustiças como cargos e salários muito inferiores aos das habilidades e funções desenvolvidas, restrições sociais, não reconhecimento oficial, excluidos das fotos de equipe, etc… .

Ambos atuaram não apenas como cirurgiões mas também como PROFESSORES dos melhores profissionais da área em seus países. Somente com o fim oficial dos sistemas segregacionistas é que ambos puderam ter seu valor reconhecido publicamente (para Vivien, bem antes e mais), antes do final da vida ambos receberam títulos de Doutor por Notório Saber.

A mensagem que fica é que a diversidade e oportunidade ao talento podem ser muito produtivas.

Vale a pena, conhecer melhor essas duas histórias.

Dr. Vivien Thomas 

Dr. Hamilton Naki

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E óbvio recomendo o filme …