Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


1 comentário

A palavra, a leitura e a briga

É impressionante como surgem verdadeiras brigas por conta de palavras mal colocadas ou gente que não conhecendo todos os sentidos que uma palavra pode ter variando o contexto em que é empregada, faz “leitura equivocada” do que o interlocutor está dizendo, chegando ao cúmulo de se entender exatamente o contrário, até partindo para a “briga”.

O uso da palavra errada em tese é um descuido mais fácil de identificar, pois ou a palavra não faz sentido no assunto ou conduz a um entendimento que “não bate” com o perfil de quem a está utilizando. Daí a grande importância de “saber com quem se está falando” pois se conhecendo o histórico ou perfil (o lugar de fala) de quem está dizendo algo, facilita ver que houve apenas algum equívoco no termo empregado, o que deu margem para interpretação igualmente equivocada da mensagem.

Reforçando, antes de se “indignar loucamente” e partir para uma furiosa contestação de algo dito, veja quem é a pessoa que está dizendo aquilo, se for uma discussão virtual em rede social, veja o perfil e o tipo de postagens, isso pode poupar umas vergonhas e principalmente injustiças.

O “vocabulário pobre” é outro grande problema que amplifica a dificuldade de interpretação. Ele vem da falta de leituras e principalmente da falta de leituras de forma mais multidisciplinar, ou seja, fora da área de atuação profissional ou de interesses diretos.

Daí que é importante ter alguma noção de jargões outros, ou ter a paciência e prudência de ir ao velho dicionário ou ao Google ver se há algum outro entendimento possível para aquela palavra ou expressão que lhe causou estranheza ou “indignação”, antes de partir para qualquer resposta. Cuidado idêntico na hora de escrever ao pintar aquela dúvida se o termo que se está empregando é o correto e não dá grande margem para má interpretação.

Há porém uma outra questão, pessoas com dificuldades cognitivas, em geral também tem “preguiça” de ler, de buscar outras interpretações possíveis para além do próprio repertório. Com isso ficam limitadas as próprias interpretações da realidade e impermeáveis à argumentações outras.

Paradoxalmente essa característica leva a uma certa “arrogância”, um “autoritarismo da ignorância”, que não apenas dificulta diálogos, como direciona para uma manifestação belicosa, agressiva e intransigente. Dificilmente se consegue fazer com que esse tipo pare, respire e busque ou leia alguma referência que esteja sendo oferecida. A “autoestima brucutu” aliada à dificuldade cognitiva e preguiça não permitem.


Deixe um comentário

E se fez "a vida"…, será ?

 

Ontem, explodiu na imprensa "a bomba" , Cientistas no EUA, criaram o  primeiro organismo vivo (célula ativa), a partir da combinação de substâncias químicas… .

Na realidade o evento tem um grande impacto e importância mas não é "exatamente" o que a imprensa alardeou (ou pelo menos o que se deu a entender pelas manchetes) .

O que aconteceu não foi " a vida a partir do zero" mas a ATIVAÇÃO de uma "célula oca" criada a partir de manipulação genética e "preenchida" a partir da combinação de substâncias químicas  em uma sequência de DNA criada  por computador, gerando uma célula que se reproduz, mas que  não teve um ancestral direto completamente natural, ou seja, um novo organismo vivo sem precedentes.

De qualquer forma é um avanço científico magnífico e  abre a perspectiva para  muitas aplicações, como "programar" a criação de novos organismos com características interessantes dos pontos de vista médico, ambiental,  social e econômico…  .

Resta apenas lembrar que toda tecnologia (o resultado prático da pesquisa científica), pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal… (e isso não é  "virtude" nem "culpa" da mesma e sim da índole humana). é exatamente como a utilização das "energias" (que são "amorais"), quem as faz  "boas ou más" é a utilização determinada pelas pessoas… .