Blog do Juarez

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Participação no Jornal AM TV – Matéria Preconceito

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Clique na imagem para ver o vídeo da matéria.

Participação  em mais uma entrevista sobre um tema para o qual sempre me referenciam… Preconceito & Racismo .

Essa foi curtinha,  na verdade uma “levantada de bola” para a matéria  principal tratada por um consultor jurídico ( vídeo aqui ); voltando ao comentário sobre a nossa entrevista específica…, como em  toda entrevista desse tipo (tempo bem reduzido) se faz  edição e cortes para a fala “caber” no tempo, o que implica em um resultado inteligível, mas sem boa parte das informações que julgamos pertinentes para a questão, as vezes uma informação complementar que passamos  em off  (com câmeras e microfones desligados) é mal-entendida ou é passada de uma forma que acaba não refletindo, ou refletindo com imprecisão o que se  disse, e “na  pressa”  também deixamos as vezes de explicar melhor certos conceitos e ai acabamos  também deixando espaço para a imprecisão interpretativa ou  mesmo a “deturpação” do que foi dito.

Um exemplo nessa entrevista é que em off eu disse que de acordo com o Censo 2010, a população do Amazonas tem 4,3% de autodeclarados PRETOS, número próximo ao de indígenas (4,8%) o que representa em números absolutos cerca de 120 mil pessoas (e demonstra a impropriedade em dizer que o estado “é indígena”  ao mesmo tempo em que se nega ou ignora a presença e relevância da população de origem afro) ,  na reportagem a locução em “background”  fala em 120 mil NEGROS… , (confusão comum para quem não tem bom domínio da temática), ocorre que PRETO não é sinônimo de NEGRO…, o IBGE trabalha com as categorias BRANCO, PRETO, PARDO, AMARELO e INDÍGENA, sendo que POPULAÇÃO NEGRA é a soma dos autodeclarados PRETOS e PARDOS… ou seja, a proporção populacional de NEGROS é muito maior do que ao se vislumbrar apenas os PRETOS (os de aparência “padrão africana” não miscigenada)  e isso gera uma incoerência estatística e colabora com o processo de invisibilização negra, e mesmo sendo a maioria dos pardos do estado (68% da população) de origem indígena, não quer dizer que boa parte desse percentual  não se trate de pardos de origem afro (por extrapolação, etc… estima-se que 20% da população amazonense seja parda de origem afro), somados pretos e pardos de origem afro, teríamos coisa de 25% de população negra no Amazonas (estatisticamente empatada com a população autodeclarada branca…) .

Outro ponto é a “manchete”, na realidade o que foi passado pelo Jefferson (que aparece na primeira parte da entrevista falando sobre LGBT) é que o estado ocupa primeiro lugar no ranking de crimes motivados por homofobia no norte do pais…, do jeito que ficou, da a ideia errada de que é o PRECONCEITO contra LGBTs e Negros (tudo junto e misturado) que ocupa a “primeira posição” em um ranking nacional, o que de certo não reflete a realidade… .

Mas isso são detalhes e “faz parte”, no geral ficou bom e cumpre o objetivo .


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25 anos de ativismo oficial na causa negra, o “jubileu de prata”…

Ativista-prata

Ainda na esteira da “geral nas gavetas” nesse feriadão de Corpus Christi, localizei um documento que nem lembrava mais que existia, não tinha me dado conta que justo no mês que termina, completei oficialmente 25 anos de militância/ativismo no movimento negro (na realidade obviamente comecei um pouco antes, na co-fundação do CEDECONEP- Centro de Desenvolvimento da Consciência Negra de Pindamonhangaba (SP), que ocorreu como consequência dos preparativos para o ano do centenário da abolição (1988), mas nem sei com quem ou onde andam tais registros, se é que ainda existem).

No entanto, a  participação como orador oficial na solenidade da Câmara Municipal de Pindamonhagaba (interior de SP) em função do centenário da abolição, como registrado no documento abaixo, além de ter sido efetivamente minha primeira palestra, a primeira na temática e a primeira em âmbito oficial do poder público,  é a que tem o primeiro registro formal de minhas atividades enquanto ativista da causa negra.

Pois é…, as vésperas do meu meio centenário de vida, me toquei que dediquei metade da minha vida a essa causa, e pelo jeito vou ter que dedicar a outra metade e encerrar a vida sem ver o objetivo final concluído, mas a luta continuará até a vitória final, até o último guerreiro ou guerreira, minha homenagem à tod@s ativistas da causa e em especial à aqueles da “geração do centenário”  e mais antigos.

Homenagem da Câmar de Pindamonhangaba em 1988.

Homenagem da Câmara de Pindamonhangaba em 1988.