Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


Deixe um comentário

DIA DO JORNALISTA

Um dia já quis ser jornalista, era junto com engenharia eletrônica uma das minhas intenções vestibulares. Ambas faculdades diurnas, impossíveis para o militar da época, acabaram perdendo para a “nascente” e noturna processamento de dados.

Quase viro pai de jornalista, mas esse destino também foi desviado… Ao longo do tempo ao invés de “noticieiro” acabei virando “noticiado”, sempre às voltas com esses profissionais. Em comum o gosto pela escrita e divulgação, as vezes praticada no meu blog, que não é noticioso, apenas pessoal/reflexivo, outras vezes, ai sim em um verdadeiro veículo de imprensa, se não na atividade fim jornalística, bem ali do lado, nas tradicionais colunas que compartilham o mesmo leitor das notícias.

Por tudo isso e por ávido consumidor e admirador do trabalho desses importantes profissionais da comunicação social, do presente e do passado, afinal, enquanto historiador as notícias do passado, são para mim matéria prima…, felicito à tod@s jornalistas no seu dia, especialmente aos meus conhecidos e conhecidas. PARABÉNS! (Não vou marcar ninguém pois é muita gente, sintam -se tod@s virtualmente abraçad@s)


Deixe um comentário

O terremoto do Haiti continua derrubando máscaras por aqui ( 2 anos depois…)

Quando houve o terremoto postei sobre os comentários desatinados do Arnaldo Jabor e do Cônsul honorário do Haiti em SP, recentemente tenho registrado minha indignação com textos e comentários absurdos com relação aos imigrantes (termo melhor seria refugiados) haitianos no Amazonas, dois anos depois, as máscaras dos meta-racistas e xenófobos continuam caindo… .

Estive meio offline ontem e hoje, só agora tomei conhecimento e fiquei simplesmente estarrecido com o texto vergonhoso da Sra. MAZÉ MOURÃO (jornalista amazonense) O Haiti não é aqui! publicado Quinta-feira, 26 Janeiro, 2012 no Diário do Amazonas, mais ainda com os comentários apoiadores; como é que uma pessoa agraciada com o título de imortal da Academia Amazonense de Letras pode escrever uma coisa com tal baixo nível ????;  isso é mais que leviano, é criminoso :

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.  
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)  Pena: reclusão de dois a cinco anos.
[..]
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa.

Como sabemos que dificilmente alguém é punido com os rigores da lei por tais práticas (e se for demora muito por conta dos recursos e mais recursos), sugiro que se inicie independente do resultado de um óbvio processo judicial a caminho,  uma campanha “MAZÉ fora da A.A.L” (já é um bom começo…).  O repúdio do pessoal da imprensa, movimentos e das redes sociais já está forte aproveito e recomendo a leitura do excelente texto do Ribamar Bessa Freire (também articulista do Diário) Ai de ti, Haiti! .


2 Comentários

“jornalismo” com j minúsculo

"jornalismo de esgoto", imagem "pinçada" do excelente blog do Celso Jardim

Na blogosfera encontramos de tudo, conteúdo bom, conteúdo ruim, ideologias das mais diversas e práticas idem, amadores com mídia própria e profissionais da comunicação livres da “mordaça editorial”  a que estão sujeitos nos grandes meios de comunicação  e outros que apenas “assinam”  blogs atrelados,  em que continuam a fazer o jogo dos patrões midiáticos.

Porém, o que mais causa ojeriza, é quando profissionais que se intitulam Jornalistas (e por formação ou realidade profissional até o são), não aplicam ou respeitam as regras mais elementares de publicação noticiosa ou mesmo de opinião…, afinal, o blog (queira ou não) é um canal de comunicação, que em tese está sujeito a regras  básicas de publicação (como por exemplo  o direito de resposta) e tanto faz que seja um blog “pessoal”  ou “de opinião”,  sendo inclusive  passível de responsabilização legal .

Todo esse preâmbulo foi para poder comentar um caso de “jornalismo com j minúsculo” ocorrido recentemente e ao qual testemunhei e interagi  enquanto reclamante ;  o  jornalista  Paulo Roberto Lopes,  “ateu militante” (e até ai nada de mais) possui um blog “pessoal” e  que tem aparentemente a principal função de perseguir e divulgar notícias que de alguma forma sejam negativas à religiões e religiosos (e nisso é “democratico”, pois todas e todos são atacados indistintamente);  resolveu variar um pouco e mudou “o alvo” para a causa negra e seus ativistas,  publicando matéria em que uma modelo negra, se diz vítima de preconceito e  ameaças por parte de pessoas e ativistas negros de todo o Brasil, após ter obtido destaque em matéria em publicações negras de alcance e grande repercussão  nacional (Revista Raça Brasil e  Portal Geledés) alegando que o motivo é o fato de ser casada com um homem branco e por ser contra cotas raciais… e que tais ativistas seriam contra a miscigenação e casamentos interraciais  (o que é um argumento claramente falacioso para quem conhece minimamente as premissas dos movimentos de negritude, dos ativistas  e a sua configuração majoritária).

Acontece que,  toda a reação contra a modelo (e sem qualquer conotação “racista” vinda justamente de quem combate o racismo), se deu na realidade após o acesso massivo de pessoas negras e ativistas ao seu site divulgado na matéria, e a constatação pelas mesmas que a modelo expunha ideias equivocadas sobre a temática negra, racismo e ações afirmativas,  se colocando completamente na contra-mão das premissas dos movimentos de negritude e pessoas engajadas independentemente na causa negra; contribuiu para isso, manifestações e o comportamento  arrogante e antipático  da mesma em grupos de discussão temática no facebook, como ao se intitular nas palavras dela ” a UNICA e Guerreira MULHER NEGRA que vai vencer todos os males e preconceitos sociais que existem no Brasil e fora dele !! ”  .

Além dos protestos diretos contra os posicionamentos da modelo, ocorreram também protestos contras as publicações que lhe deram amplo espaço midiático sem verificar antes o seu conteúdo  ideológico e as conseqüências negativas para a causa negra, de tal divulgação.

O jornalista, alheio ao meio e à temática (bem como ao contexto), se “solidarizou” com a versão exposta exclusivamente pela jovem,  publicou trechos de protestos com pessoas identificadas… e não satisfeito, do alto de seu total desconhecimento na temática, ainda publicou : “As manifestações de racismo contra Livia estão sendo feitas a propósito de uma reportagem sobre ela no site da revista Raça Brasil. ” (prática “inversionista” comum as pessoas contrárias  às ações afirmativas de recorte racial ) ; não bastante, acrescentou inadequado “lembrete” sobre a lei caó (que trata do crime de racismo) e bloqueou comentários na matéria, impedindo assim o contraditório.

Instado por email, continuou inarredável em oferecer a oportunidade do contraditório, ora solicitando detalhamentos e exposições completamente desnecessárias para tal,  ora reclamando falta de “concisão” e objetividade (uma forma de tentar “justificar” e manter seu posicionamento obviamente travado com a questão); penso que seria excelente a manifestação da COJIRA (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial), de veículos da imprensa negra e de todos que desaprovam esse tipo de comportamento vindo de um jornalista; bem, está dado o recado.

link para a matéria citada: http://www.paulopes.com.br/2011/09/negra-casada-com-branca-diz-ser-vitima.html