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Projeto “Universidade Rural” a distância do Amazonas, efetivando-se.

EAD-RURALA UEA – Universidade do Amazonas, em parceria com a SEDUC (Secretaria Estadual de Educação), inicia em 2014 a oferta de cursos  de graduação a distância, para comunidades ribeirinhas/rurais do interior do estado, aproveitando a estrutura do Centro de Mídias da SEDUC já utilizada em cursos de ensino fundamental e médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) através da metodologia de ensino mediado por tecnologia (ou EAD – Educação a Distância, como é genericamente conhecido).

A atual estrutura do centro de mídias, já consegue atingir cerca de 2.500 comunidades rurais do Amazonas e deve atingir 3.000 em 2014.

Os cursos a serem oferecidos estão estreitamente relacionados com as “vocações” e eixos econômicos das regiões a se atingir, psicultura/pesca, agrotecnologia e outros relacionados ao desenvolvimento auto-sustentável.

A proposta do projeto é de autoria do Deputado Tony Medeiros (PSL), feita em 2012 e agora muito próxima de se efetivar.

Mais uma “bola dentro” do nosso estimado artista e político parintinense…

Com o Deputado Tony Medeiros

Com o Deputado Tony Medeiros

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Os médicos cubanos, o “avião negreiro” e as máscaras caídas…

Patricinhas de Jaleco, hostilizam e vaiam Médico cubano, na saída da aula inaugural do +Médicos  em Fortaleza, imagem que vale por mil palavras...

Patricinhas de jaleco branco hostilizam e vaiam Médico cubano na saída da aula inaugural do +Médicos em Fortaleza, imagem que vale por mil palavras… (Foto :Jarbas Oliveira/Folhapress)

Qualquer semelhança com a famosa cena da “recepção” da  primeira negra norte-americana matriculada em uma escola pública até então exclusiva para brancos, não é mera coincidência… .

Dorothy Counts, entrando na escola e sendo hostilizada  em 1957.

Dorothy Counts, entrando na escola e sendo hostilizada em 1957.

Por incrível que pareça ainda não me tinha “caido a ficha” sobre esta outra motivação para tanta reação à iniciativa do governo brasileiro em “importar” médicos estrangeiros (em especial os cubanos) para atuar nas regiões “desprezadas” pela classe médica brazuca.

Não obstante o óbvio corporativismo xenófobo, o sentimento de “superioridade formativa” em relação aos colegas latino-americanos e uma indisfarçável ideologia capitalista/elitista que só enxerga os pontos negativos de sociedades sob regime socialista/comunista; com a associação feita no título e conteúdo de recente matéria de Eliane Catanhede para a Folha de SP (além das de outras de outros ícones da “mídia má”) “saiu da sombra” uma questão que ainda não havia ganhado foco, o racismo…  (por mais que alguns tentem desviar a atenção desse “detalhe” , alegando que “não é uma questão de cor”, pois bem, que  não seja totalmente uma questão de cor…, mas que também conta, conta e muito…).

Sim, Cuba é uma ilha com população negra majoritária (O Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami, diz que 62% da população é negra, enquanto as estatísticas do censo do governo cubano afirmava que 65,05% da população era branca em 2002.), isso em uma sociedade em que o acesso à educação em geral e a superior em especial são muito mais democratizados do que no Brasil por exemplo, isso se reflete em uma grande representatividade negra nas profissões de nível superior, incluindo a medicina (mesmo que não diretamente proporcional à representatividade populacional, pois cuba também não está  isenta de desigualdade racial),  por “coincidência” os outros médicos mais “repudiados” (apesar de com menor estardalhaço) são justamente os bolivianos e peruanos (em grande parte de origem indígena…) .

As técnicas metaracistas (racistas sem falar em raça e dissimuladas, e as vezes nem tanto…) empregadas pela “mídia má” e os neo-democratas-raciais em geral, se fazem presentes e são claramente identificáveis nos textos e argumentações dessa turma, uma pseudo “preocupação” com a igualdade de direitos, etc… e a defesa cínica de posições que hora ignoram as diferenças materiais, apelando para uma igualdade meramente formal, hora evidenciando diferenças materiais ao mesmo tempo que exigem formalidades “igualativas”…, tanto em uma quanto em outra abordagem, o objetivo é tentar embarreirar avanços ou conquistas das populações não-brancas (mesmo que não nacionais) .

Em outras palavras, a burguesada não quer ver  doutores negros e negras  (nem “índios”), atendendo a população e mostrando que podem fazer um atendimento mais humanizado, relativamente eficiente e com muito menos recursos…, pois isso retira da elite (virtualmente branca) a “exclusividade do mercado” e pior…, vai que o pessoal “se acostuma” com médicos negros e  “a negrada brazuca” pelo exemplo  “pega gosto pela medicina” ? , em tempos de ações afirmativas (cotas em universidades) um maior interesse de negros pela medicina (e obviamente reduzindo as vagas que poderiam ser usadas por brancos) não deve lhes parecer nada interessante… .

Esse episódio da hostilização aos cubanos na chegada ao Brasil e na saída da primeira aula do programa + Médicos , na qual os profissionais foram obrigados a passar por um “corredor polonês” (corredor humano) montado pelos cearenses que gritavam palavras como “revalida”, “incompetentes” e “voltem para a senzala”. só reforça o que eu já havia dito em um post anterior sobre a classe médica brasileira estar caminhando para um total desgaste da imagem… https://blogdojuarezsilva.wordpress.com/2013/08/16/os-medicos-a-greve-e-a-opiniao-publica/

Pois é…,  máscaras OFF .


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Os médicos, a greve e a opinião pública

Distribuição médica no Brasil, desenhada, precisa explicar ?

Distribuição médica no Brasil, desenhada, precisa explicar ?

Que a figura do médico é uma das mais respeitadas na sociedade não há duvidas, a importância e expectativa em torno da sua disponibilidade profissional em todos níveis de atenção/operacionalização da saúde privada e pública e em todas as comunidades é inegável.

Por justaposição, a necessidade de justa remuneração e de boas condições de trabalho à  quem tem por missão salvar vidas e minorar o sofrimento dos adoecidos e injuriados é amplamente reconhecida, sendo assim, a visualização geral da classe como “inimiga pública” ou a não-solidariedade popular à suas causas seria um tremendo paradoxo e difícil de imaginar (mas não impossível), somente com condições contextuais atípicas, combinadas com muito “trabalho” no sentido de auto-desgastar a imagem da categoria perante a opinião pública isso poderia acontecer…, e por incrível que pareça é o que está caminhando a passos largos para se concretizar.

Sistemas são conjuntos de elementos que  em tese atuam  harmonicamente, o resultado dessa atuação conjunta não apenas define a visão geral que se tem de todo o conjunto, como se irradia também para os elementos que os compõem…, no caso do sistema de saúde brasileiro essa visão geral (principalmente sobre o setor público) tende a ser bem negativa (apesar de tantos avanços e várias características louváveis).

Sendo assim, o atendimento médico em si (ou sua ausência),  que pode ser prejudicado pelas falhas nos outros elementos do sistema, em não raros casos também ajuda bastante a compor a imagem negativa que se tem não apenas do sistema, mas do próprio atendimento em si e dos profissionais que o fazem ou deveriam fazer…, em outras palavras, se o sistema é ruim, é porque os médicos “ajudam”, mas pode ser entendido também como é ruim porque “não ajudam”…., o que acaba por “vilanizar” a classe.

Reivindicações antipáticas como o “ato médico” que pretendia tutelar quase que absolutamente outras categorias profissionais (até no que lhes era de competência e atribuição natural), atribuindo aos médicos “superpoderes” que não lhes eram verdadeiramente necessários, ajudaram na disseminação da visão de que a classe é altamente corporativista; o veto parcial da Presidente Dilma foi pedido e aplaudido pela sociedade, a insistência na derrubada do veto via congresso ou a judicialização de outras questões como a vinda dos médicos estrangeiros, só colabora para a manutenção dessa visão de classe “elitista subordinadora” e anti-popular.

A histórica e crônica falta de médicos públicos (e privados) nos rincões mais distantes do país, nas periferias das grandes cidades, etc…, pode até ter na “falta de recursos” e nos “pinos” dados por prefeitos do interior no pagamento de alguns dos poucos médicos que se dispuseram a tentar trabalhar em tais localidades, razões que justificariam apoio popular às reivindicações da categoria por maiores e melhores recursos, carreira de estado estruturada, etc…, ocorre que as “razões-nunca-ditas” (desinteresse por morar em localidades ermas, sem maiores atrativos e sem outras possibilidades de trabalho renda/extra), até então eram menos visíveis…, o programa do governo federal para a atração de médicos ( + Médicos) para essas localidades “desinteressantes”, tem deixado aos holofotes o que antes cabia na máxima jurídica “In dúbio pro reu” (na dúvida ganha o acusado), com isso, a “dúvida” tem ficado a cada dia menor…, o que está ficando com “evidência solar” é que a maioria dos médicos brasileiros não vai para o interior simplesmente porque não querem … ( e isso novamente vilaniza a classe, para quem não está no interior e principalmente para quem está lá…) .

Se a constatação cada vez mais evidente de que a falta de médicos no interior é principalmente o desinteresse generalizado da classe, já desgasta a imagem…, a oposição ferrenha e corporativista pouco disfarçavel à vinda de médicos estrangeiros para suprir essa lacuna, coloca os interesses da população e das entidades de classe médicas (e obviamente seus representados) em cantos opostos de um ringue… .

Essa generalizada “indisposição médica” (salvo as honrosas exceções) para a vida nos cafundós,  parece aos olhos do homens do interior (principalmente aqui da Amazônia) uma especificidade clara…, principalmente quando ele olha e vê que a Polícia está lá, a Justiça está lá, a Educação está lá (até as universidades estão se interiorizando), as forças armadas estão por lá, diversos elementos da mão do estado estão lá, instalações físicas da saúde, pessoal auxiliar e as vezes equipamentos empoeirados ou encaixotados também estão por lá…, só não estão os médicos ( por vezes, um que seja..) .

Mesmo que nesse momento a anunciada greve de agosto não tivesse absolutamente nada a ver com a defesa desses pontos antipáticos já expostos, mesmo que estejam sendo reivindicadas pautas justas e antigas, o que vai aparecer em realidade aumentada para a população é a falta de atendimento e a sensação de que uma classe que em termos de rendimentos financeiros (sim, a custa de muito trabalho, plantões e correria, que seja) se destaca absurdamente de outras profissões de nível superior (o que não dizer de outras ainda menos remuneradas), olha mais para o próprio umbigo que para “o resto”  da sociedade como um todo (e não vai adiantar tentar convencer que se está “brigando por ela”, pelos direitos do cidadão a uma “saúde de qualidade” e um exercício profissional com dignidade, o que vai parecer é que o ” ‘mimimi’ corporativista” está prejudicando (ainda mais) quem sempre leva a pior, o povão… ) .

Para piorar, tem Conselhos Regionais de Medicina, espalhando aos quatro ventos que irão “perseguir” e até chamar polícia para impedir que estrangeiros sem o “revalida”  trabalhem aonde os médicos brasileiros não se dignam a ir…, até então a falta de recursos e médicos nos rincões era o problema, agora parece não restar dúvidas que o problema mesmo é a falta de interesse e o corporativismo de uma classe que em tese deveria ter maior empatia com o povo necessitado de cuidados e  maior alteridade.

Em tempos em que o povo sai as ruas e repudia partidos políticos nas manifestações, hostiliza a imprensa manipuladora, se insurge contra e hostiliza os manifestantes de justas greves profissionais (mas que os deixam sem serviços básicos, como os ônibus…) , não é boa ideia uma categoria em desgaste exponencial, botar a cara na rua, pois os resultados podem não ser os esperados…, nessa toada, assim como os repórteres da Rede Globo passaram a tirar a identificação nas manifestações públicas, a fim de evitar hostilidades, pode ser que ser identificado como médico em manifestações e nas ruas gere animosidades… . Sinal dos tempos.


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TJAM IMPLANTA SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA

Deu ontem no Portal do TJAM,  republicando pois é  parte do nosso trabalho (aliás  é  nossa responsabilidade  principal),  apesar do destaque  hoje,  é  um projeto em que estamos trabalhando e  vem  evoluindo paulatinamente  há dois anos e meio,  e que teve várias etapas, desde a implantação do Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle), passando por cursos semipresenciais   sobre  EAD , formação de Tutores internos,  inserção de noções de EAD nos cursos de formação inicial de servidores do interior, até  chegar a implantação de cursos 100% online a partir do final do ano passado.(infelizmente os colegas da divulgação ainda não fizeram o curso de introdução à EAD, pois se tivessem feito não colocariam crase no a do ” a distância”, mas está valendo a intenção 🙂 ).

TJAM implanta sistema de ensino à distância para a qualificação de servidores do interior

Ter, 09 de Abril de 2013 14:56 Divisão de Divulgação/TJAM
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A virtualização é a principal ferramenta para viabilizar essa capacitação. Através dela, que interliga todas as Comarcas à internet, os servidores do Judiciário lotados no interior têm acesso aos cursos online da Escola do Servidor de Justiça do TJAM.


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Os benefícios gerados pela parceria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), através da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e o Processamento de Dados da Amazônia (Prodam), vão muito além da virtualização das Comarcas do interior do Estado.

Além de proporcionar ao jurisdicionado, operadores do Direito e servidores da instituição mais efetividade e maior celeridade em consultas e peticionamentos eletrônicos, utilizando somente a internet, a virtualização têm interligado e beneficiado as Comarcas do interior com outros serviços por meio do portal http://www.tjam.jus.br.

É o caso da capacitação feita pela internet. A Escola de Aperfeiçoamento do Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (EAS/TJAM) disponibiliza cursos online aos servidores.

“A tecnologia hoje instalada nas Comarcas com o Projudi (Processo Judicial Digital) possibilita, inclusive, que nós possamos treinar nossos servidores à distância. O custo é muito menor e gera economia para o Poder Judiciário”, enfatiza o desembargador Yedo Simões, que é coordenador da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJAM.

De acordo com o desembargador, o servidor não precisa se deslocar até a capital para adquirir ou atualizar conhecimentos relacionados à prestação de serviços no Judiciário, evitando acúmulo de trabalho e desfalque da equipe.

A coordenadora geral da Escola, Wiulla Garcia, após a resolução nº 126/2011, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a instituição passou a investir na plataforma de Ensino de Educação à Distância (EAD) para servidores do Judiciário e desde dezembro de 2012 cursos 100% online são disponibilizados, através do portal do TJAM, levando inclusão digital e capacitação aos servidores da capital e do interior.

Ainda segundo ela, a Escola acompanha a evolução dos participantes dos cursos online, controlando virtualmente a frequência, o desempenho e o acesso desses alunos às modalidades do curso.

Para Juarez da Silva Júnior, da Escola de Aperfeiçoamento do Servidor (EAS/TJAM), os cursos desenvolvidos integralmente pela instituição ou a partir da customização de cursos de outros órgãos do Judiciário e compartilhados via CNJ, precisam ser adequados à realidade regional. Os cursos estão no Ambiente Virtual de Aprendizagem e podem ser acessados de qualquer lugar que tenha acesso à Internet (inclusive Smartphones e Tablets), porém é necessário que o participante possua usuário/senha de rede/email do TJAM, pois o acesso é restrito aos servidores da instituição.

“Atualmente, a Escola do Servidor está disponibilizando dois cursos: Competências Gerenciais e Direito Constitucional. Os cursos 100% online estão disponíveis desde dezembro de 2012. Já foram realizados quatro pela Escola, com uma média de 60 inscritos por curso, inicialmente. A conclusão, porém, tem sido menor que 50% (índice de evasão normal na modalidade), pois exige autodisciplina, desembaraço e perseverança”, disse Juarez.

Realidade

O juiz Flávio Freitas, da Vara de Guajará, está ministrando o curso de Direito Constitucional, 100% online, para servidores do Judiciário do interior e da capital do Amazonas. “Cursos à distância são resultantes do avanço promovido pelo Tribunal, interligando todas as Comarcas do interior à internet. Se este sonho não tivesse tornado-se realidade, seria impossível a realização deste curso, tanto para os servidores de nosso Tribunal, quanto para os de outros Estados”, declarou Flávio.

O juiz ministra o curso de Direito Constitucional online há dois anos para outros Estados e ressalta os recursos infinitos utilizados na plataforma de EAD e a qualidade dos conteúdos ministrados.

A servidora da Comarca de Tapauá, Ana Albuquerque, está em seu segundo curso online da Escola do TJAM. “Direito Constitucional é a base de tudo. Está sendo uma experiência enriquecedora e acho interessante que o nosso tutor Flávio nos dá atenção personalizada e temos todo apoio dos colegas da Escola do Servidor, do TJAM, que estão sempre nos fóruns do curso”, comenta.

Segundo Ana, a disponibilidade dos cursos pelo portal do TJAM surpreendeu a todos.
“Não esperava que iria existir essa possibilidade nesse lugar tão distante, que é Tapauá. Fico muito grata pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, por estender essa oportunidade aos servidores do judiciário no interior”, finaliza.

Para conhecer os trabalhos da Escola do Servidor de Justiça e os cursos oferecidos aos servidores em formato EAD, é só acessar o site http://www.tjam.jus.br e clicar na opção EASTJAM.

Giselle Campello 

DIVISÃO DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO DO TJAM
Telefones | TJAM: (092) 2129-6771 / 6772
Telefones | Corregedoria: (092) 2129-6672
Telefones | Fórum Henoch Reis: (092) 3303-5209 / 5210 

Originalmente em: http://www.tjam.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4564:tjam-implanta-sistema-de-ensino-a-distancia-para-a-qualificacao-de-servidores-do-interior&catid=33:ct-destaque-noticias&Itemid=185


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TELEMEDICINA E TELESSAÚDE

telemedicina

De forma análoga à EAD (Educação a Distância),  a Telemedicina é o uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações (TICs) para o fornecimento de informação e atenção médica à pacientes localizados a distância.

A definição da OMS é mais completa : “Telemedicina/Telessaúde é oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico, ampliando a assistência e também a cobertura. Tais serviços são fornecidos por profissionais da área da saúde, usando tecnologias de informação e de comunicação para o intercâmbio de informações válidas para promoção, proteção, redução do risco da doença e outros agravos e recuperação. Além de possibilitar uma educação contínuada em saúde de profissionais, cuidadores e pessoas, assim como, facilitar pesquisas, avaliações e gestão da saúde. Sempre no interesse de melhorar o bem estar e a saúde das pessoas e de suas comunidades.” (Adaptado da Organização Mundial de Saúde – OMS (1997) ).

Esse avanço das TICs permite por exemplo que especialistas possam fazer com apoio de equipes formadas por generalistas e/ou pessoal de apoio em locais remotos, atendimentos sem a necessidade de deslocamento ou residência no mesmo local do atendido, a telemedicina é utilizada (com os equipamentos adequados) inclusive em cirurgias… .

Esse post é curto, mas diante do contexto atual em que as autoridades tentam resolver o problema crônico de falta de médicos no interior e regiões mais remotas do país (caso clássico do interior do Amazonas e estados vizinhos), a Telemediciana é parte da solução…, a ideia não é nova e na realidade já vem até sendo posta em prática (vide link ao final do texto) e  deveria ser vista com maior atenção,  já que assim como o caso da Educação interiorizada por meio da EAD, pode também dar bons frutos.

Maiores informações sobre o tema :

Cirurgia Robótica

KINECT é hackeado para cirurgia a distância

Amazonas quer consultas a distância em todo interior – Folha de SP

Plataforma Medigraf permite consultas a distância- Video Youtube (Portugal)

O que é Telemedicina

Conselho Brasileiro de Telemedicina e Saúde


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Motociclista decapitado por avião em Pauiní ?, já esperado…

Ganhou repercussão nacional a notícia de que um motociclista foi decapitado ontem  por um avião na pista de pouso da cidade de Pauiní no interior do Amazonas.

Pode parecer meio esquisita a notícia de que um motociclista foi atropelado por um avião…, mas para quem conhece Pauini e outros municípios do interior do estado não é, eu mesmo conheço bem esta realidade; pistas na área urbana das pequenas cidades (no caso de Pauiní é bem no meio da cidade), ao  meu ver o problema nem é tanto da localização ou mesmo infraestrutura, mas principalmente da “cultura” criada pela facilidade de acesso e a falta de educação de muitas pessoas.

As pistas vivem cheias de pessoas que as atravessam para encurtar caminho, usam como “campinho de futebol”, área para brincadeiras, andar de bicicleta…, e até namorar, além disso muitas casas novas são construídas em terrenos  no entorno da pista o que agrava a situação; assim como muitos “motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres abusados” no trânsito das cidades, esses “transeuntes/ocupantes de pista” não se preocupam com a própria segurança muito menos com a dos ocupantes das aeronaves…, não olham antes de atravessar, não esperam a conclusão dos procedimentos de pouso e decolagem, não liberam a pista mesmo depois que os pilotos fazem o sobrevoo rasante de aviso, se apinham próximo da aeronave antes de ligar ou desligar os motores, quebram as cercas quando estas existem…, enfim, se arriscam e arriscam a vida dos outros.

Essa foto eu que fiz quando estive por lá em Pauiní um tempinho atrás, fim de tarde e olha a quantidade de pessoas na pista.

Em outras pistas a instalação de postos improvisados de abastecimento de combustível e até de lixões municipais (o que atrai urubus) justamente nas cabeceiras das pistas, complicam ainda mais a situação.

Tais pistas não são homologadas ou estão interditadas oficialmente pelas autoridades competentes, mas todos que conhecemos a realidade de dificuldade de acesso e distância das cidades no interior do Amazonas, sabemos também da importância dessas pistas e que ficar sem elas prejudica demais a população, há notícias de que já está sendo providenciada a construção ou adequação de aeroportos em diversos municípios (incluindo Pauiní), dentro dos padrões exigidos; vem em boa hora,  mas mesmo com um aeroporto padrão a população tem que ajudar,  senão…  .


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O novo avião do TJAM

Foto : ABr

Lendo matéria no site do TJAM (onde trabalho) bem como a repercussão do assunto na imprensa,  e sendo eu um aficcionado de aviação desde a tenra idade, não poderia deixar de comentar ao meu estilo  (com o enfoque e os detalhes que acho interessantes) aqui no blog.

O Tribunal de Justiça do Amazonas recebeu em solenidade em Brasília no último dia 4, um avião monomotor Cesnna 206 (também conhecido como Stationair) doado pela PF (originário de apreensão, pois o mesmo foi utilizado pelo narcotráfico; , pode então ser objeto de doação com o apoio do CNJ- Conselho Nacional de Justiça), após processo burocrático, completa revisão e regularização estará no serviço, não há ainda informação de  quando e como entrará em operação .

Coincidência ou não, nas últimas semanas, estivemos discutindo bastante no nosso setor (Escola de Aperfeicoamento do Servidor ou simplesmente EASTJAM) sobre aviões;  o motivo é que há  toda uma programação de capacitações de Servidores em  todo o interior do estado (na modalidade presencial), além desta vez da  realização do processo seletivo para estagiários na Comarca de Parintins (atribuições da EASTJAM), e depois os concursos regionais para servidores do quadro das comarcas do interior, surgiu então a discussão sobre a questão dos deslocamentos de  pessoal e material.

Diante das várias dificuldades (da qual falarei no próximo parágrafo) a solução foi apelar para uma providencial  “mãozinha” da Força Aérea, que gentilmente providenciou o transporte em um Cesnna C-98 Caravan (digamos um “irmão maior do nosso  ainda não estreiado Cesnna 206…),  o C-98 tem 9 lugares e  capacidade para  mais  de 900 Kg de carga, pousa praticamente em qualquer pista (ou coisa que o valha) e tem possibilidade de instalar  kit Anfíbio,   é  talvez o melhor avião de pequeno porte para voar na Amazônia…, tanto que é o único modelo nessa categoria utilizado pela FAB  e também pela  Polícia Federal …, foto abaixo:

Pois bem, para quem é do Amazonas (98% de território com florestas preservadas), nem é preciso explicar por qual motivo o Tribunal  (ou qualquer outra instituição com presença em todo território estadual) deveria ter um avião…, para quem é de fora explico;   no Amazonas praticamente não há estradas, as distâncias são continentais e atingir determinadas localidades de barco pode levar até 3 semanas…;    são quase 60 comarcas no interior e a absoluta maioria é  inatingível por terra…, a logística para deslocamentos nesse cenário é complexa, cara, perigosa e nem sempre coincidente cronológicamente com as necessidades de deslocamento  e a oferta das empresas de transporte locais (fluviais ou aéreas), portanto como diz expressão atualmente muito em voga aqui pela região : “Então, TÁ EXPLICADO ! ” .

Voltemos ao avião…, o Cesnna 206  é um mundialmente aclamado modelo de aeronave monomotor de pequeno porte (6 lugares, piloto + 5 ) para transporte misto/reversível de  pessoal e/ou de carga, seu projeto  é  originalmente do início da década de 60 e nesses mais de 50 anos de sucesso e atualizações, continua seguindo como ” O cara” da categoria, nesse período teve a produção interrompida por 15 anos (retornou em 1994) ganhou vários nomes comerciais  como Super Skywagon (1965) , Turbo Super Skywagon (1966) , Super Skylane (versão transporte pessoal)  e finalmente   StationAir 6; pode também receber um compartimento de carga extra afixado na “barriga” ou um kit para transforma-lo em hidro-avião ou anfíbio.

Um de seus apelidos (o  “Skywagon”) não surgiu a toa…, o 206 é uma verdadeira “Van dos céus” ,  espaço e conforto para passageiros  e/ou relativamente  muito espaço para carga… , uma combinação acertada de robustez , performance e baixo custo operacional; o valor de mercado de um equipamento em condições  similares do ora recebido fica na faixa de 350 mil  a 400 mil reais (entram na composição do preço, a idade, aviônicos, conservação, etc…).

foto ilustrativa (porta lateral traseira de um 206)

Foto ilustrativa : cockpit de um 206

Alguns detalhes técnicos  do 206:

  • Teto de serviço: 5.000 Metros;
  • Velocidade de cruzeiro: 250 Km/h;
  • Consumo de combustível (MTOW) : 65 Litros / hora (85% potência);
  • Capacidade: um piloto e cinco passageiros;
  • Motorização:  Lycoming IO 540 Aspirado (300 Hp);
  • Comprimento mínimo de pista necessário para decolagem: 850 Metros (Lotado / dias quentes / tanques cheios).
  • Alcance: 1335 km

  (fonte : Wikipedia)

Para fechar…,  essa é uma postagem pessoal,  portanto não institucional; mas enquanto uma pessoa que tem a exata noção das características regionais e do trabalho desenvolvido pelo TJAM (e suas dificuldades), somado ao já citado interesse pela temática aviação;  confesso ter ficado meio “chateado” com algumas “alfinetadas”  e tentativas de “crítica velada”  vistas na  imprensa  local com relação  à aquisição por doação  da nova (nova para o TJAM, bem dito…,  já que é usada) aeronave ; não há que se questionar  necessidade, relação custo/ benefício,  custos de manutenção ou coisa que o valha;  basta dizer que a ação teve a participação ativa do Conselho Nacional de Justiça e faz parte de um programa de aparelhamento do Judiciário nacional, portanto coisa séria e pensada… , só isso  já deveria  bastar.

Ah ! em tempo, o TJAM  já possui uma outra aeronave e tem piloto e co-piloto como servidores contratados;  a aeronave já em serviço  é  um Piper P31 Navajo (bimotor executivo que foi também fabricado pela EMBRAER como modelo EMB 820, capacidade configurável  para 6  a 8 assentos ( piloto +5 ou +7) ),  que não é exatamente nenhum “modelo novo”… (aliás como praticamente toda frota de aeronaves de pequeno/médio porte em uso no Brasil), consome o  dobro de combustível, exige manutenção muito apurada e óbvio mais cara, não pousa ou decola de “qualquer lugar”… ,   foto ilustrativa abaixo:

                                                 

Modelo Navajo

O Navajo do TJAM  é um excelente avião… e está em muito boas condições, porém observando as necessidades reais, a “dobradinha” com o 206 é muito interessante (principalmente se virar hidro ou anfíbio, já que além da maior economia poderia  atingir localidades onde não há pista (ou pistas precárias)), outra opção muito  interessante seria  um Caravan, (“pé-duro”, robusto e confiável), igual aos da FAB… , mas essa já é outra história…