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Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC

EAD-PODIUMNão é que nós adeptos e entusiastas da EAD tenhamos intenção “supremacista” em relação ao ensino presencial, mas ter que ouvir ou ler posições preconceituosas, discriminatórias e pejorativas com relação a EAD (quando fatos e dados como os expostos na matéria abaixo, estão ai para quem quiser ver, destroçando os argumentos dos “anti-EAD”), chega a ser hilário e nonsense… .

Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC
Tanto no conceito de curso (inclusive no preliminar) quanto no Enade, cursos a distância conseguem percentual superior de aprovação na comparação com presenciais, segundo base de dados e-MEC
21/02/2013

A base de dados e-MEC, que reúne instituições de ensino e cursos de graduação com suas respectivas notas nos indicadores de qualidade utilizados pelo Ministério de Educação (MEC), aponta que, percentualmente, os cursos de educação a distância estão ligeiramente melhor conceituados do que os cursos presenciais em todos os indicadores.

O e-MEC reúne as notas nos indicadores do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia o conhecimento dos estudantes; do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é composto a partir dos resultados do Enade e por fatores que consideram a titulação dos professores, o percentual de docentes que cumprem regime parcial ou integral (não horistas), recursos didático-pedagógicos, infraestrutura e instalações físicas; e, por fim, as notas do Conceito de Curso (CC), composto a partir da avaliação in loco do curso pelo MEC, e que pode confirmar ou modificar o CPC.

Em todos os três indicadores, os cursos a distância aparecem com percentuais ligeiramente maiores de aprovação (notas 3 a 5) e também com percentuais maiores entre os cursos aprovados com a nota máxima (5).Na análise dos dados do e-MEC, verificou-se um quase empate nos indicadores CC, porém com vantagem para os cursos a distância, nos percentuais de aprovação (notas 3 a 5): 100% dos cursos a distância e 97,7% para os cursos presenciais.

No indicador Enade também houve um cenário parecido: 70,5 para cursos a distância e 69,15% para cursos presenciais. Porém, no indicador CPC, houve uma grande diferença em favor dos cursos a distância: 83,7%, e 75,6% para os presenciais.Se forem considerados apenas os percentuais de nota 5, novamente os cursos a distância estão na frente no CC (14,58% a distância e 14% presenciais) e no CPC (2,91% e 2,3%), ficando atrás apenas no Enade (4,5% a distância e 6,15% presenciais).

A busca de dados na base do e-MEC foi feita ontem, dia 20, considerando apenas cursos (não se buscou por instituições de ensino) em todo o país, pagos e gratuitos, nos graus de bacharelado, licenciatura, tecnológico e sequencial. Não se considerou neste levantamento os cursos presenciais ou a distância que não foram avaliados ou que ficaram sem conceito. A busca foi feita pela internet, no endereço http://emec.mec.gov.br/. O sistema é atualizado constantemente.

A pesquisadora Márcia Figueiredo, coordenadora geral do Centro Universitário Barão de Mauá e membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) afirma que o número de cursos avaliados em educação a distância é pequeno na comparação com os presenciais porque ainda “menos de 10% das instituições oferecem educação a distância, isso faz com que o número de instituições avaliadas ainda seja muito pequeno”. Márcia também acredita que há a necessidade de que seja adotada um política nacional para a educação a distância, principalmente para a educação superior, já que a modalidade a distância não é considerada para este nível no Plano Nacional de Educação.

Veja os resultados da pesquisa na tabela abaixo:

Notas dos cursos presenciais e a distância

 

Cursos de EAD

Cursos Presenciais

NOTA

CC % CPC % ENADE % CC % CPC % ENADE %

5

07 14,58 07 2,91 15 4,5 2.232 14 400 2,3 1.310 6,15

4

30 62,5 60 25 69 20,9 7.275 45,6 3.911 22,8 4.419 20,7

3

11 22,9 134 55,8 149 45,1 6.076 38,1 8.656 50,5 9.028 42,3

2

39 16,25 95 28,7 323 2 4.024 23,5 5.560 26,1

1

02 0,6 25 0,1 121 0,7 982 4,6
                         

1 a 5

48 100 240 100 330 100 15.931 100 17.112 100 21.299 100

 

                       

3 a 5

  100   83,7   70,5   97,7   75,6   69,15
FONTE: e-MEC (http://emec.mec.gov.br/). Coleta de dados realizada em 20/02/2013 pela revista Ache Seu Curso a Distância, e pela pesquisadora Márcia Figueiredo (CBM e ABED).

 


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Alunos evangélicos se recusam a fazer trabalho sobre a cultura afro-brasileira

Impressiona a matéria publicada no nosso principal jornal de Manaus

A Crítica

Manchete em A Crítica

E como sempre o racismo (sim RACISMO, pois a base da intolerância religiosa no caso, faz parte do tradicional conjunto de práticas e mentalidades racistas brasileiras) denunciado na matéria (por sinal imparcial como deve ser uma boa matéria), se repete nos COMENTÁRIOS da versão online do jornal, demonstrações abertas de ignorância e preconceito (as vezes mal disfarçado em “defesa da livre expressão ou direito de opinião”).

Vou repetir aqui (com alguns acréscimos) o que comentei lá :

Aos que não entendem do que se trata :

1- História e Cultura afrobrasileira e africana, não tem cunho religioso (apesar de entre outras coisas poder esclarecer sobre algumas características das religiões de matrizes africanas, e isso não é apologia nem proselitismo) o ensino de HCAA é obrigatório no ensinos fundamental e médio de forma transversal por conta da LEI FEDERAL 10.639/2003, alegar “convicções religiosas” para não estudar ou fazer trabalho escolar é tão ridículo quanto alegar que estudar mitologia e cultura grega “transformaria” os estudantes em “adoradores de Zeus”  ou que por serem criacionistas devam “evitar” conhecer e responder sobre o evolucionismo.

2- O errado no trabalho sobre Missionários na África ( que tentou ser apresentado pelos estudantes) é que vai justamente na contra-mão da intenção de mostrar justamente os valores civilizatórios africanos lá e introduzidos no Brasil e não como eles foram e são destruidos pela cultura eurocêntrica. (seria como se fosse pedido um trabalho sobre A cultura indígena e os estudantes apresentassem um trabalho de apologia à destruição da cultura,  pelas missões). Ou seja, estão tão CEGOS pelo fanatismo que não enxergam que proselitismo religioso contraria a ideia de respeito à diversidade cultural.

3- Poderiam ser feitos milhares de trabalhos sobre cultura afrobrasileira sem sequer tocar na questão afroreligiosa, ou seja, o problema mesmo é preconceito contra qualquer coisa de origem africana (inclusive os descendentes).  A intenção de trabalhos como esse é deslocar o eixo de visão cultural dos jovens de um exclusivo eurocentrismo, não reforça-lo. (em tempo, fiquei sabendo por outras fontes que o trabalho solicitado era sobre o Candomblé, o que não muda a situação, se fosse solicitado um trabalho sobre o islamismo, judaísmo ou sobre a reforma luterana, nenhum aluno independente de religião poderia se negar a fazer, conhecer elementos de outros grupos culturais não torna ninguém pior…) .

Os estudantes falaram em SATANISMO e HOMOSSEXUALISMO (sic) em obras literárias recomendadas para leitura (no caso Jubiabá de Jorge Amado, onde o personagem principal é amigo de um pai de santo), se fossem menos intolerantes e mais informados, saberiam que o satanismo é uma filosofia/culto europeu, não africano… e que o termo correto é HOMOSSEXUALIDADE (em geral o sufixo ismo é aplicável a doenças/patologias, o que não é o caso).

Enfim, está ai escancarada a atitude criminosa de intolerância e discriminação fomentada por pais e pastores, desrespeitam não apenas vários dispositivos constitucionais e infraconstitucionais diretos, como afrontam uma lei federal  (a 10.639/2003  que torna obrigatório nos níveis fundamental e médio o ensino de História e Cultura afrobrasileira e africana, complementada pela 11.645/2008 que incluiu a História e Cultura do povos indígenas);  está mais do que na hora de acontecer algumas prisões e processos contra os arautos da intolerância criminosa, para mim isso já virou caso de polícia e justiça… .

Link para a matéria jornalística : http://acritica.uol.com.br/noticias/Amazonas-Manaus-Cotidiano-Polemica-alunos-professores-trabalho-escolar-afro-brasileiro-evangelicos-satanismo-homossexualismo-espiritismo_0_808119201.html


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Tadinha da classe média alta, como sofrem… :-)

A questão das cotas universitárias continua gerando “manchetes terroristas”… :-), a imprensa inconformada e mal informada não perde a chance de fazer seu “mimimi” , mas podia ser pior … imagine a seguinte manchete : “Exilados pelas cotas, vivem o drama de ter que deixar a pátria para poder estudar” … 🙂  é o terror senhores é o terror… 🙂 e não para, igualzinho ao “mimimi” da classe média alta e branca e de seus jovens “rebeldes sem causa” insistindo em mobilizações  anacrônicas contra a implantação das cotas universitárias, vamos ter pena gente, são uns “coitadinhos”, agora que já não podem mais ficar de graça com todas as vagas das universidades públicas que consideravam o top da educação superior de qualidade (e “propriedade exclusiva e natural por direito divino” deles), preferem ir gastar seus dólares em Harvard e Cia Ltda., uma verdadeira “tragédia” 🙂 ainda bem que o PROUNI e os pobres que não entrarem nas públicas ficarão para manter o sistema superior privado brasileiro … .


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Massacre, mistério e detalhes estranhos…

Após mais de um mês sem tocar no Blog, retorno ; tentando tirar o atraso postarei algumas coisas que já estavam engatilhadas mas por um motivo ou outro não deu para por no ar; algumas já são “notícia velha” mas como explico novamente abaixo, blogueiro não necessariamente “dá notícia” mas sim a comenta sob uma ótica própria e diferenciada.

Triste o episódio do massacre de crianças em uma escola em Realengo no Rio de Janeiro,  a imprensa nacional e internacional deu grande destaque, mas como é de praxe,  os grandes veículos de comunicação (não sei se consciente ou inconscientemente) deixaram “passar batido” ou evitaram dar visibilidade a  alguns tipos de detalhes… , e  é ai que entra o blogueiro… .

Sem querer parecer “paranóico”; mas não pude deixar de notar algumas “coincidências” ao acompanhar o noticiário de TV e depois ao fazer rápida pesquisa sobre o caso na web.

1- Não conheço o contexto demográfico de realengo (acima foto no portão da escola), mas parece haver uma grande concentração negra na área, além disso TODOS (pelo menos os que vi na cobertura da Record News) parentes de crianças mortas eram NEGROS (pretos ou pardos, mas visivelmente afrodescendentes), o que por dedução leva a conclusão  que as crianças (pelo menos a  maioria das mortas) também o eram…  (padrão 1  para mim está bem confirmado, vide foto abaixo, apenas duas das 10  meninas não são visivelmente negras, e os garotos se parecem com o atirador, também negro  )

2- Declarações de uma autoridade policial dão conta que as vítimas mortas foram atingidas “a queima roupa e de cima ” ( a maioria meninas )  no tórax e cabeça ;  o que no meu entender parece indicar que  as vítimas mortas foram “escolhidas” para morrer ,   não meramente alvejadas com menor gravidade  por tiros a esmo (o que parece ser o caso da maioria dos sobreviventes feridos).

3- A “carta suicida” do atirador, tem claros indicadores de desajuste sexual (talvez motivado por bullying  escolar ou abuso sexual)  e fundamentalismo religioso, mas ao contrário da associação com o islamismo  feita  e destacada pela grande mídia, parece estar muito mais para algum tipo de “fundamentalismo  cristão” (algo parecido com o visto no filme “Código Da Vinci”,  em outras conhecidas tragédias  como o suicídio coletivo promovido pelo “pastor” Tim Tones na Guiana, ou  em  algumas seitas minoritárias ).

4- Nas duas semanas que antecederam o massacre tivemos alta exposição na imprensa sobre deputados fazendo um estranho mix de racismo, homofobia e intolerância religiosa.

5- Outra coisa estranha foi o texto que circulou pelo Orkut uma semana antes e  dizia : “Nem estou chorando, apenas me preparando para uma chacina que irei fazer no colégio que fui bulinado. Em breve teremos um documentário estilo Columbine nas telinhas nacionais. Aguardem….” (feito por um perfil fake do Dep. Jair Bolsonaro,  justamente um dos deputados envolvidos no item anterior).

6- O atirador  era negro (assim como praticamente todas  as vítimas fatais),  filho adotivo (com os pais falecidos) , segundo a irmã  adotiva ele era anti-social e ultimamente “vivia na internet” e com “assuntos estranhos ” (islamismo) , mas desde os tempos de escola já era conhecido  pelo interesse por terrorismo e conhecido também pelo apelido “Al Qaeda” entre outros…, parece provável que nos tempos de escola tenha sido rejeitado ou “gozado” por meninas com a aparência das que assassinou, os garotos mortos pareciam com ele próprio…,  parece bastante “simbólico”.

7- Dois  questionamentos:  Como o atirador conseguiu dinheiro e comprar as armas e carregadores especiais ? ;   parece ter treinado o manejo das armas : como ? por quem ? (tempos depois a polícia afirmou que teve “treino via internet” e identificou quem vendeu as armas)

Passado  pouco mais de um mês  da tragédia  todos esses detalhes não são definitivamente conclusivos, mas pelo menos dá para imaginar entre os componentes que culminaram no massacre :

a) Uma mente desajustada  criada ou agravada justamente  por  ter sofrido abuso infantil, bullying escolar/racismo… (que é uma violência psicológica tão forte que pode transformar  vítimas em terríveis algozes do próprio grupo ) , somado a influências do proselitismo fundamentalista religioso  e midiáticas , uma verdadeira “bomba relógio armada”.

b) A falha política de segurança nas escolas

c) O baixo combate ao Bullying (incluso as clássicas chacotas racistas) nas escolas

d) Algum apoio ou indução …

Bom é isso, apenas um olhar diferenciado sobre a questão, e pelo jeito inédito pois não vi ninguém comentando alguns  “detalhes” (mas brasileiro é assim mesmo, certas coisas prefere-se não enxergar…)


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Racismo: Universitários batem e injuriam negro de 55 anos no interior de SP

Bem que eu tento…, vários posts "pegando leve" e tentando "mudar de assunto" mas eis que…, já começou a "pipocar"  na rede de blogs e nas TVs, mais um caso de racismo explícito no Brasil  que Ali Kamel  & Cia.  não enxergam… .

Três estudantes de Medicina de uma Faculdade particular em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, foram presos após baterem com um tapete enrolado do carro que ocupavam , em um ciclista negro de 55 anos que ia para o trabalho na manhã de hoje; ao mesmo tempo que gritavam "NEGRO !" e vibravam. 

A cena foi testemunhada por várias pessoas que denunciaram os estudantes, localizados e presos com enquadramento por racismop logo em seguida.

Os mesmos já "baixaram"  à cadeia de uma cidade próxima, o crime de racismo é inafiançavel , mas geralmente é enquadrado como injúria racial (que é afiançavel) , a autoridade policial desta vez agiu rápido e corretamente, sem tentar "aliviar" para os "boyzinhos". 

Agora só falta algum neo-democrata-racial aparecer dizendo que isso é fruto do "ódio" e da "divisão racial" gerada pelas AA… , como se casos e mais casos diários de discriminação com violência física ou não, não acontececem desde sempre… .

A diferença é que agora a divulgação das notícias não fica mais dependendo exclusivamente dos grandes veículos de comunicação…, na era dos blogs e do twitter, não dá mais para ficar "omitindo" esse tipo de notícia…,  para os "grandes veículos" ou dá também ou perde credibilidade.