Blog do Juarez

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Afrobaré : Um show de defesa da igualdade, arte/cultura e bom uso da tecnologia

afrobaré-logo

O post de hoje é para falar sobre esse incrível grupo que combina maravilhosamente a valorização e divulgação da cultura afroamazonense e do respeito à diversidade/promoção da igualdade, com as tecnologias que permitiram a quebra do oligopólio que eram  até pouco tempo atrás os veículos de comunicação de massa.

Conheci o pessoal lá na 3ª Conferência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Amazonas, turminha animada e  muito engajada, capitaneada pelo Lucemir Monterrey, porém ao invés de ficar aqui falando das minhas impressões, convido @ leitor@ a conhecer o trabalho do grupo a partir do próprio trabalho dele, vale muito a pena… .

ju_lucemir_monterrey

Com o Diretor Lucemir Monterrey, estilosos… 🙂

Ladies & Gentlemen com vocês AFROBARÉ! :

No facebook  https://www.facebook.com/AfroBare?fref=ts

Rádio Web Afrobaré : http://www.radioafrobare.com/

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Dançar ?, nem pensar… :-)

ética-árabe

Um jovem casal de origem árabe/mulçumana nascido e criado no ocidente e meio distante dos rigores das tradições religiosas e culturais, resolveu se casar de acordo com as tradições e nas terras ancestrais, chegando lá  o noivo vai visitar o mullah (sacerdote).
O noivo diz que virão muitos parentes e amigos do exterior e pretendem fazer uma festa ocidentalizada, com bolo, dança, champanhe, etc…
O mullah responde que tudo bem, desde que se retire o champanhe e não haja dança de homens com mulheres e acrescenta:
-Você sabe que a nossa religião não permite bebida alcoólica e que homens dancem com mulheres! É ultrajante, completamente imoral, não aja como um pervertido! Homens só devem dançar com homens, e mulheres, só com mulheres!
Já resignado o noivo concorda e faz outra pergunta:
-Não somos experientes…, com relação ao sexo tem alguma coisa que não podemos fazer ?
O mullah:
– Sem problemas, o Islã acha o sexo muito bom, sexo pode nos dar filhos! Alá é muito grande! o prazer é uma dádiva a ser aproveitada das melhores maneiras possíveis!
Animado o noivo continua:
-Depois desse casamento estou pensando em ampliar ainda mais a família, além dos filhos quero ter mais esposas, posso ?
Mullah:
– Sim, sim, isso é normal e bem-vindo, você pode casar com quantas mulheres puder sustentar
Mais animado ainda o noivo pergunta:

-Posso casar com uma bem novinha ?, adolescente ?

Mullah :

-Normal, “novinhas” são as melhores…

O noivo :

– E posso juntar as minhas outras mulheres e fazer com todas de uma vez?

– Sim meu jovem, pode. Alá é grande! se todas concordarem, podem todos ter muito prazer juntos.

O noivo:

-Em qualquer posição?
Mullah:
– Sim,
Animadíssimo O noivo, completa:
– Podemos fazer 69? , Frango assado?, De ponta cabeça?, Pendurados numa corda?, Espanhola? Anal?
Mullah:
– Sim,podem tudo !
O noivo:
-Podemos, dar uma “animadinha” a mais e inserir uns brinquedinhos na transa ?, cêra quente…
Mullah:
– Claro, isso é com vocês…, pode sim, Alá é muito grande!
O noivo:
– E em pé, podemos fazer em pé?
Ai o mullah para, coça a cabeça…,reflete por um instante e sentencia:
– NÃO !!!!,  em pé NÃO !!!!
O noivo entre desanimado e pasmo pergunta:
– Mas por quê Mullah ???
E o Mullah Responde:
– Melhor não facilitar, vai que vocês se empolgam e começam a dançar…

:-):-) , Moral da História, ” a diferença entre uma coisa e a mesma coisa é apenas a forma como olhamos para ela”, as diferenças culturais, são construções artificiais de “moral” e ética que variam de sociedade para sociedade ( e mesmo de recorte social para recorte social dentro de uma mesma sociedade) ou de época para época; o que para uns é um “absurdo”, para outros é a coisa mais natural do mundo e vice-versa…, quem é que está “certo” ???, se continuamos a ver o mundo exclusivamente por nossas lentes etnocêntricas (centradas apenas nossos valores étnicos e culturais) nunca será o outro…, toda intolerância vem dai…, pare e reflita.


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PL 180/2008 traz mais benefícios do que problemas.

Republicando aqui no blog, elucidativo artigo de meu companheiro  de luta virtual de longa data, Francisco Antero (ou simplesmente Chico) que é também Servidor do Judiciário, tendo passado pelo TJCE, TJSP e atualmente está no TRF/3, é Bacharel em Direito pelo Mackenzie e ativista pelas AA e combate ao racismo.

PL 180/2008 traz mais benefícios do que problemas.
Por Francisco Antero.

Escrevi recentemente artigo onde criticava o PL 180/2008. Porém, analisando mais detalhadamente o teor da lei e em confronto com o que fora publicado pela imprensa, este PL traz mais avanços do que retrocessos levando em conta o conjunto da população brasileira.

Tenho de dar a mão à palmatória por ter acreditado na imprensa, e não apenas em qualquer imprensa, mas em órgão do Correio Braziliense quando o mesmo menciona em sua matéria: “Aprovado no Senado na noite da última terça-feira, o escopo do projeto de lei das cotas divide as vagas meio a meio — 25% do total serão destinadas aos estudantes negros, pardos ou indígenas, de acordo com a proporção dessas populações em cada estado baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto a outra metade será destinada aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita de até um salário mínimo e meio. Os 50% restantes continuam abertos para livre concorrência.”(1)

Mas a lei diz em seu artigo 3º “Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1º desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”(2). E o artigo 1º assim prescreve: “Art. 1º As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.” Desta forma, não há que se falar em recorte racial dentro dos 25% como diz a matéria do Correio Braziliense, mas dentro dos 50% a partir da lei aprovada no senado.

O que pode ter provado uma incompreensão é a redação do parágrafo único deste artigo 1º, o qual menciona ser a metade das vagas reservadas pela Lei destinada ao critério econômico sem mencionar aí o quesito racial. De minha parte também me policio e me penitencio por não ter ido com mais afinco a literalidade da lei aprovada. Já devia saber que nossa imprensa nesta seara, a da questão racial, não tem a mínima credibilidade.

Após este introito passemos a analisar de o porquê este PL pode ser considerado um avanço de inclusão racial em universidades públicas federais. De antemão tenho de explicar algo que foge das preocupações de nossos jornalistas, o uso indiscriminado e impossível da soma de negros e pardos, quando o correto segundo o IBGE é a soma de pretos e pardos. Em nenhuma passagem da lei usa-se o termo ‘negro’, pois o legislador foi bem assessorado por alguém ou por sua própria inteligência sobre como é classificado o seguimento negro em nossa sociedade segundo o instituto. É possível que a imprensa tenha dificuldade no uso da palavra ‘preto’ imaginando estar cometendo “um crime”. Usarei os critérios estabelecidos pelo IBGE na classificação da população brasileira, ou seja, negros segundo o IBGE é a soma de pretos e pardos.(3)

Inicialmente tomarei como exemplo os estados onde se concentram o maior número de negros e aí verificar um novo cenário mínimo de matriculados, comparando com uma realidade anterior. E depois apresento os estados onde o sistema de cotas poderá ser prejudicial em relação à sistemática atual.

Comecemos por São Paulo. Neste estado a população de negros está na ordem de 12.500.000 (32% do total do estado). Neste caso tomando como base a UNIFESP, 9% de suas vagas em cada curso são disponibilizadas para as cotas raciais seguindo a autonomia universitária que rege o sistema de ações afirmativas. O PL fará com que este percentual aumente para 16%, pois o percentual de 32% (proporção de negros em SP) será aplicado sobre 50%. (O caro leitor deverá sempre aplicar o percentual de negros na federação sobre 50% das vagas em todos os demais casos)

Em Minas Gerais, 10.400.000 negros (53% do total do estado), sua principal universidade federal, a UFMG, não tem cotas raciais, mas um programa de Bônus. Ou seja, um percentual X acrescentado à nota para quem vem de escola pública e um percentual X+Y para quem vem de escola pública e se autodeclara preto ou pardo. O problema deste sistema diz respeito à possibilidade de quem não tem direito ao Bônus procurar tirar uma nota muito superior aos bonificados e assim procurar anular os efeitos deste sistema de ações afirmativas. Pois bem, com a adoção do PL 180 para a UFMG, o que antes era imprevisível o número de negros matriculados em cada curso, agora teremos a certeza que no mínimo em cada curso, a possibilidade de serem matriculados negros e negras é certa, ou seja, 27% de negros em cada curso. Da imprevisibilidade de terem negros, por exemplo, num curso de medicina, agora podemos ter 27%.

No estado da Bahia, 10.800.000 de negros (82% do total do estado), a reitora foi feliz em afirmar que apenas serão feitos alguns ajustes. Neste estado, o percentual do IBGE pelas regras atuais se abate sobre 45% das vagas, com a introdução da nova lei, o percentual do IBGE se abaterá sobre 50%. Assim em cada curso haverá um acréscimo de matriculados, passando de 38% para 40%.

No Rio de Janeiro, pouco mais de 7.000.000 de negros (46% do total do estado), o grande alvo é a excludente UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, que disputa no tapa com a USP para saber quem exclui mais negros e negras dos cursos mais concorridos. Até que depois de muita pressão, o conselho desta universidade resolveu adotar cotas, mas sociais. Raciais eles desprezam. Assim sendo, num ambiente em que a possibilidade de ter turmas com a ausência de negros segundo as regras estipuladas por sua autonomia, com este PL aprovado, temos a oportunidade de vermos matriculados em cada curso, em cada turma um percentual mínimo de 24% de negros aprovados.

No estado do Pará, a população está em torno de 5.400.000 de negros (77% do total do estado) e haverá um leve declínio passando dos atuais 40% em cada curso e turma, em face do sistema de cotas implantado, para 38% ou 39% com a introdução dos critérios adotados pelo PL 180/2008.

Em Pernambuco e no Ceará a população de negros em cada estado está na ordem de 5.300.000 (62% e 65% respectivamente do total geral). Não existem ações afirmativas pelo recorte racial. Apenas em Pernambuco tem uma bonificação social. Com o PL teremos uma grande revolução, ou seja, passaremos a ter em cada universidade 31% e 32% de matriculados negros – respectivamente – em cada curso e turno.

Para encerrar estes primeiros exemplos, temos o estado do Maranhão, com uma população de 4.600.000 de negros (75% do total do estado). O sistema de cotas raciais aplicado pela universidade promove a inclusão em cada curso e turno um percentual de 25%. Com a introdução das regras previstas no PL 180, teremos um aumento para 38% em cada curso e turno.

Por outro lado, abro um parêntese para analisar os três estados onde este PL poderá promover um decréscimo de vagas para negros, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
No estado gaúcho há em torno de 1.700.000 de negros (16% do total do estado). Em sua principal universidade UFRGS há uma previsão de 15% para negros. Com o PL este percentual cai para 8% das vagas abertas destinadas para negros.

Em Santa Catarina, 700.000 negros (12% do total do estado), há previsão em cada curso de 10% para autodeclarados negros. Com o PL este percentual beneficiado em cada curso e turno ficará em torno de 6%.

E finalmente o estado do Paraná, um estado com 2.660.000 de negros (26% do total do estado). Na situação atual, sua principal universidade federal, a UFPR, prevê 20% autodeclarados negros. Com a sistemática a ser implantada, a previsão ficará em torno de 13%.

Estes três exemplos de perda não tem o condão de tornar ineficaz a inclusão racial no Brasil como um todo. Não existe sistema perfeito que atenda a todos quando estamos diante de número estatísticos. É um sacrifício a ser suportado por poucos em prol da maioria.

Como podemos notar, o percentual de cotas nos estados onde a população de negros é mais elevada fica distante dos números do IBGE, mas não podemos deixar de observar uma grande mudança no Brasil como um todo. Mas de 100 anos de mentiras e massacre psíquico pós 1888 talvez tenha brecado uma demanda por um maior número de vagas. Estamos numa transição e temos de aproveitar o máximo possível os efeitos desta lei que nasce única e exclusivamente por pressão do Movimento Negro – O legislativo é consequência desta pressão.

Após a análise destes exemplos aqui trazidos, devemos nos ater ao disposto no artigo 8º da referida lei quando menciona: “As instituições de que trata o art. 1º desta Lei deverão implementar, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) da reserva de vagas prevista nesta Lei, a cada ano, e terão o prazo máximo de 4 (quatro) anos, a partir da data de sua publicação, para o cumprimento integral do disposto nesta Lei.”(2). Acredito que a pressão do movimento negro obrigará que nenhuma universidade espere para por em prática apenas no último ano o previsto nesta lei.

E para encerrar este artigo, ressalto que esta lei não se dirige apenas a negros, mas também às demais etnias não-negras e também ao grupo indígena deste país. Esta lei se abraça ainda às instituições federais de ensino médio e técnico no Brasil.

(1):http://www2.correioweb.com.br/euestudante//noticias.php?id=31609
(2):http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=112667&tp=1&fb_source=message
(3): http://www.seade.gov.br/produtos/idr/download/populacao.pdf


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Denegrindo corpo docente da UFAM Profª Ednailda se torna mestre

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Antes que alguém se “indigne” ou fique confuso com o título do post…, explico .

Segundo o dicionário :

denegrir

v.t. Fazer negro; escurecer.
Fig. Atacar a reputação, o talento de alguém; desacreditar; depreciar; macular, manchar.

denegrido

adj (part de denegrir) 1 Que se denegriu. 2 Enegrecido, fosco.
sm 3 pessoa desqualificada: É malandro porque cresceu entre denegridos.

denegridor

adj (denegrir+dor) Que denigre.

A maioria das pessoas só conhece  o termo no seu sentido figurado,  além disso, nem de longe imagina que o termo é utilizado  corriqueiramente como sinônimo de “ofensa / mácula” pela simples e racista associação depreciativa  relacionada com “fazer negro ou escurecer “;  porém recentemente e no sentido contrário, ativistas dos movimentos negros passaram a utilizar o termo no seu sentido original,  primeiro para “chocar e chamar a atenção” das pessoas sobre suas práticas/mentalidades racistas desapercebidas/inconscientes presentes inclusive nas falas cotidianas e segundo para de forma AFIRMATIVA levar a  um entendimento de POSITIVIDADE  o termo negro e “coisas de negros”, ou aos atos de INSERIR/ VISIBILIZAR negros ou ASSUMIR negritude.

Toda essa introdução foi para explicar que a Profª Ednailda Santos, que trabalha  no interior  do estado no campus da UFAM-Universidade federal do Amazonas na cidade de HUMAITÁ  (e  junto com o marido Mazo, é uma das mais combativas militantes dos movimentos negros do estado), fez ontem 27/04(terça-feira) às 15h a sua defesa da dissertação de  mestrado em educação intitulada: Identidades e trajetórias de docentes negra(o)s da UFAM.

O trabalho é pioneiro nos programas de pós-graduação da UFAM pois inaugura o trato da questão étnico-racial  negra na região, até então apenas  os assuntos ligados a indígenas eram abordados nessa temática.

A importância do trabalho também se deve ao fato de dar “visibilidade identitária”   e numérica aos negros do corpo docente da universidade… denegrindo-o (tornando negro /  visibilizando a negritude ); ao mesmo tempo que provoca para o debate sobre as questões que envolvem a diversidade na universidade de maneira geral, desde o acesso à graduação, passando pela discussão e  combate ao racismo institucional, formação de linhas de pesquisa que favoreçam o ingresso de pesquisadores negros e/ou sobre a temática da presença negra na região ou simplesmente de professores negros atuantes em outras áreas…

A Banca :

A Profª. Maria Lúcia Miller da UFMT, em sua arguição teceu vários elogios ao trabalho e sobre o talento para a pesquisa  e possibilidade futuras,  também algumas considerações visando melhoria da versão final da dissertação (que tem 60 dias para ser entregue).

A Profª. Dra. Patrícia Sampaio da HISTÓRIA/UFAM, frisou a importância da abertura da temática no Programa de Educação, pois “abre uma estrada” ao questionar academicamente algo relacionado com uma peculiar visão/relação regional sobre a presença negra,  elogiou a inovação da  utilização do estilo narrativo; emocionada falou sobre o orgulho em ter  como colegas os  5 professores negros auto-identificados  e  citados  no trabalho (além da própria mestranda); obviamente como em toda defesa de dissertação também alguns questionamentos e “provocações” para o futuro, entre elas o fomento do esperado NEAB-Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UFAM.

A Profª. Dra. Rosa Helena Dias  da FACED/UFAM (Orientadora), lembrou as dificuldades pessoais enfrentadas pela Mestranda, como  uma gestação no meio do processo e filhos pequenos entre outras coisas, falou também sobre a “troca de linha” de pesquisa ao ser selecionado o projeto de Ednailda, re-encaixado então em “Formação de professores”  e das peculiaridades da  turma MINTRA (Mestrado interno) composta por 15 mestrandos, dos quais essa foi a primeira defesa apresentada.

Na sequência da defesa e da divulgação da aprovação unânime, a  diretora da FACED,  Profª Dra. Arminda Mourão destacou a importância da temática levantada e da pertinência com o contexto atual em que se discute e fomenta a visibilização e inserção negra no ambiente universitário e em melhores patamares da sociedade

Foi apresentado um vídeo com depoimentos de professores negros e negras  da UFAM citados no trabalho;   e em seguida  foi oferecido pela direção da FACED um coquetel em que se aproveitou para homenagear  além da Profª Ednailda , o Prof. Isaac Lewis (representado por seu filho, egresso da universidade), um dos professores negros da UFAM cuja trajetória foi objeto da pesquisa, na oportunidade integrantes do corpo docente da FACED, representantes da Associação dos Docentes da UFAM, utilizaram da palavra,  também fomos convidado pela diretora da FACED a nos manifestar enquanto representação do Movimento Negro local.

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Por uma dessas raras e gratas “coisas da vida”, se fazia presente na apresentação e homenagem que se seguiu, uma visitante muito “sintonizada” com o contexto do dia, a professora Vera, negra  com mestrado em Educação pela PUC, vinda do interior de SP especialmente  para prestar o concurso para novos professores da UFAM (que coincidentemente está ocorrendo ao longo dessa semana).

Em conversa com a mestre Vera, a mesma nos disse  que estava muito feliz com o que viu e ouviu e o clima de “abertura”  e sensibilidade à questão da inclusão negra que sentiu na FACED; já que os processos de seleção (que envolvem entrevistas e testes orais)  tanto para candidatos a mestrado quanto para professores das universidades federais, costumam de maneira geral ser  “pouco permeáveis”  à negros e negras;  acreditando que deverá portanto ter mais chances de ser aprovada  tão somente baseado no mérito e competência técnica,  sem  teoricamente a tradicional e velada “barreira” comum em tais situações.

Com a provável aprovação de Vera a UFAM estaria “ganhando”  praticamente ao mesmo tempo, duas novas professoras com mestrado e negras… ; estamos na torcida !