Blog do Juarez

Um espaço SELF-MEDIA


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E todo dia, era dia de índio…

indio-e-bandeiraLá se vão anos do sucesso de Jorge Benjor (popularizado na voz de Baby do Brasil (ex-Consuelo) ) e muitos séculos desde que essa máxima era uma realidade.

O tratamento dado pela sociedade envolvente aos indígenas brasileiros hoje, por  vezes faz lembrar o dado no Brasil Colônia…,”correrias”, usurpação de terras e riquezas naturais, exploração, falta de respeito pela sua cultura, subordinação sócio-econômica, “catequisação”, desestruturação (introdução de álcool, doenças, desencaminhamento social) e por ai vai… (e de vez em quando alguns boyzinhos aproveitam para “tacar fogo” em algum que se atreva a “dar bobeira” e dormir na rua nos centros urbanos).

Além das rusgas fundiárias de norte a sul do Brasil, violência vinda de fazendeiros insatisfeitos, grupos com interesse em garimpo, etc…, há a luta contra barragens e outras N coisas que afetam vários povos indígenas.

Que os indígenas não gostam da FUNAI (a consideram ineficiente na sua missão) todo mundo sabe, mas agora entre o ruim (A demarcação morosa de terras feita pela FUNAI e o atendimento que desagrada) e o pior (a trasferência dessa competência para o Congresso nacional, que com suas bancadas ruralistas e demais inimigos da causa indígena, é obviamente nada bom para seus interesses)  talvez tenham que defender o ruim…

“Comemorar ” o que mesmo ?


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Enquanto isso a SAGA secular dos Mura tentando resistir à ganância dos invasores continua…

Para variar  metido na história tem “aquele”  grupinho conhecido aqui do Amazonas “que não é índio, não é negro e não é branco” repetindo a mesma campanha anti-indígena que fez no caso da terra indígena Raposa-Serra-do-Sol… vide excelente reportagem em A crítica: http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_da_elaize_farias/dificil-demarcacao-terra-indios-mura_7_781791816.html


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STF – COMEÇA O JULGAMENTO SOBRE DEMARCAÇÃO DE TERRAS QUILOMBOLAS

Teve início no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, apresentada pelo Partido da Frente Liberal (PFL, atual Democratas/DEM) contra o Decreto nº 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.

O relator é o ministro Cezar Peluso. http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=205256

SUSPENSO O JULGAMENTO, APÓS VOTO DO RELATOR Um pedido de vista da ministra Rosa Weber suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, contra o Decreto nº 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.

fonte: STF


2 Comentários

Uma notícia atual de cinco séculos…

Varia o nome da etnia, do local, da quantidade …, mas não cessa… ;  em poucas palavras

DEMARCAÇÕES  JÁ !

PROTEÇÃO ARMADA FEDERAL JÁ !

APURAÇÃO e PUNIÇÃO PARA VALER… ( ou alguém tem dúvida de quem é que  manda matar indígena que quer ocupar terra em  que tem ocupante ilegal ???? )

CHEGA DE ENROLAÇÃO !!!!!


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Abril demite editor da NG, que denunciou pelo Twitter racismo da Veja.

Já está rolando na blogosfera a notícia… que reproduzimos abaixo a partir  de uma entrevista concedida ao portal imprensa  e ao blog do Altino Machado, interessante é que um dos nossos últimos posts foi justamente sobre racismo ambiental,… antes da infeliz matéria da Veja sobre supostas farsas para demarcação de terras indígenas e quilombolas, que causaram grande repercussão e repúdio inclusive da ABA- Associação Brasileira de Antropologia; não fizemos post sobre o ocorrido., mas ai vai a questão da demissão de Milanez:

Uma crítica à revista Veja, feita no Twitter, provocou a demissão, nesta terça-feira (11), do repórter fotográfico Felipe Milanez, editor-assistente da revistaNational Geographic Brasil. As duas publicações são da editadas pela Abril.

"A decisão me foi comunicada pelo redator-chefe Matthew Shirts. Ela veio lá de cima e ainda estou zonzo ainda porque não imaginava que minha opinião fosse resultar nisso", declarou Milanez ao Blog do Altino Machado.

O editor-assistente fez acusações contundentes à Veja devido à preconceituosa matéria "A farsa da nação indígena", que deturpava o sentido da delimitação de reservas indígenas e quilombos no país. "Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto?", registrou Milanez no Twitter. 

Em mensagem no mesmo dia, Milanez afirmou que o "racismo" da publicação fez com que se manifestasse. "Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas".

Também no microblog, o jornalista informou sua demissão: "To destruido, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual."

Em entrevista ao Portal Imprensa, Milanez declarou que fez observações contundentes sobre a publicação, mas foi surpreendido pela demissão. "Fui bem duro, fiz comentários duros, mas como pessoa; não como jornalista. Fiquei pessoalmente ofendido. Mas estou chateado por ter saído assim. Algumas frases no Twitter acabaram com uma porrada de projetos", lamentou o ex-editor.

O redator-chefe da National, Matthew Shirts, confirmou ao Portal Imprensa que os comentários no Twitter resultaram na demissão de Milanez. "Foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão", disse. Ao ser questionado se concordava com a demissão do jornalista, Shirts declarou que "fez o que tinha que fazer exercendo a função".

Bastante conhecedor da Amazônia, especialmente das tribos indígenas, Milanez estava com viagem marcada para o Amazonas na quinta-feira (13). Ele iria percorrer durante 15 dias a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Vellho (RO), acompanhando uma equipe da Embratel que dá suporte às torres de telefonia.

Milanez também havia se manifestado no Twitter a respeito da nota do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, citado por Veja na reportagem, mas que nega ter dado entrevista para a revista. "Eduardo Viveiros de Castro achou um bom adjetivo pra definir a matéria da Veja: 'repugnante'", escreveu Milanez. "Veja é abusada. Assim E. Viveiros de Castro corre o risco de nunca mais ser citado na revista(!), como JonLee Anderson."

Além de ter reproduzido tweets em que o antropólogo acusa Veja de "fabricar" declaração, Milanez também chegou a citar os microblogs dos repórteres Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros, autores da reportagem, como exemplos de "anti-indígenas" para quem quisesse segui-los. "Não sei ainda o que vou fazer da vida. Não estou arrependido porque nunca imaginei que minha opinião pudesse causar uma reação tão drástica. Talvez eu tenha sido ingênuo, mas quem defende índio tem que estar com a cabeça preparada para levar paulada", concluiu Milanez.

Pois é companheiros…, repetidas vezes temos colocado aqui que a revista Veja não merece confiança e nem respeita a inteligência do leitor, vemos agora que para além das suas páginas, também não admite qualquer consciência e dissidência dentro do mesmo grupo editorial;  vimos outro dia em outro grande grupo do PiG (a Folha de SP ) um exemplo parecido, quando  a direção da empresa "usou"  DM para "enquadrar" via artigo truculento, dois repórteres que ousaram falar a verdade sobre as declarações  de um Senador  do  consórcio anti-cotas e AAs com recorte racial… ; falar a verdade onde isso não é prioritário (muito pelo contrário) pode custar muito caro…,  mas se servir de consolo ao Felipe Milanez pela sua coragem… cito Abraham Lincoln :  "Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes."

Parabéns Felipe, não se arrependa, pagou caro, mas garantiu seu nome ao lado dos que não aguentam mais tanta hipocrisia e injustiça e não se acovardam…, todo o dinheiro e vantagens que "os vendidos" tem, não pagam o preço de uma consciência limpa e da dignidade…