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O MEC e o Mestrados “a distância”

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No já longínquo final de 2005, quando o Decreto n o 5.622, de 19 de dezembro de 2005 veio à luz,  finalmente pré-regulamentando os mestrados via EAD (previstos desde a LDB de 1996), muita gente acreditou que dali a 180 dias (prazo dado para que a CAPES conclui-se o detalhamento da regulamentação) o cenário da pós-graduação stricto sensu em fim seria democratizado, ledo engano… .

Idas e vindas da legislação e nada de mestrados a distância nas mais variadas áreas se tornarem realidade no Brasil…, a CAPES (a grande “entravadora” da questão) acabou ironicamente recebendo a incumbência de “cuidar” da EAD no ensino superior.

Depois de muuuitooossss anos finalmente, a UAB-Universidade Aberta do Brasil (na realidade um pool de universidades públicas) recebeu  autorização para um mestrado “a distância”, só que além de ser semi-presencial (e com uma exigência de presença elevada), a área escolhida foi matemática,  área diversa das desejadas  pelos potenciais interessados, projeto  direcionado exclusivamente para professores do ensino básico da rede pública…  o PROFMAT, para piorar o mestrado recebeu a pecha de “profissionalizante” (em tese não aplicável para o magistério superior…, mas sim para qualificação de exercícios profissionais que não a docência), fica a pergunta:  se o mestrado é para professores que obviamente atuam na docência, por qual motivo é “profissionalizante” ??? ; a resposta talvez seja :  “Para evitar que os novos mestres, façam o que em tese é a função precípua dos mestres, lecionar em nível superior (muito embora haja quem entenda que mestre é tão somente um pesquisador, um “pré-doutor”)  e “invadir” o reduto dos  “acadêmicos”…   ” (reserva de mercado ????) ; depois do super interessante PROFMAT,  veio o Mestrado profissionalizante em Letras e nos mesmos moldes o PROFARTES, voltado para professores de artes… .

Enquanto isso…, nada de autorizações de mestrados de interesse geral (e com maior assincronia, com o formato online majoritariamente e as atividades presenciais minímas exigidas por lei), muito menos sem o “apartheid profissionalizante”, com isso gerações de  profissionais  já graduados  que poderiam já serem  mestres ou doutores, continuam tendo que depender exclusivamente do PPGs (programas de pós-graduação) presenciais das universidades públicas (oferta relativamente baixa e de seleção tradicionalmente excludente…) ou dos caríssimos de algumas intituições privadas topo de linha…, eventualmente se arriscando em algum curso estrangeiro (preferencialmente do Mercosul) de custos muito menores e maior flexibilidade, mas sem garantias de revalidação no Brasil… .


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O dia em que comprei a Veja…

O dia em que comprei a Veja...

O dia em que comprei a Veja…

Calma caríssim@s  e rar@s leitor@s ! , 🙂 não surtei nem resolvi dar um 360º na minha orientação política e sociológica…, quem me conhece ou me lê sabe que sou ferrenho crítico da revista Veja, cuja linha editorial e as práticas “jornalísticas” em minha opinião costumam refletir tudo que veículos éticos não deveriam fazer (além de “jogar para a torcida” formada por incautos um tanto desconectados do que realmente rola por ai ou por “reaças” que adoram as verborragias e discursos antipopulares e pró-elitizados de suas matérias e colunas, notadamente no âmbito político ou social) .

O que me levou a gastar meu suado dinheirinho comprando um exemplar de Veja, foi o fato de não haver na capa os alarmistas ou tendenciosos destaques típicos “vejísticos”, a capa (e óbvio endossamento de apoio ao tema) foi dedicada a algo que vai completamente na contra-mão do que os bastiões reacionários em geral defendem, falou bem de  EAD – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ( área na qual tenho título de Especialista e efetivamente trabalho), uma modalidade que democratiza o acesso à escolaridade superior e à qualificação profissional em geral… (mas ainda desdenhada e discriminada por boa parte da “nata da sociedade” geral e até mesmo da acadêmica).

É claro que boa parte dessa “boa disposição” foi em função das oportunidades disponibilizadas pelas universidades “top of world” e seus MOOCs (Massive Open Online Courses, cursos abertos online e em geral gratuitos )  e logicamente acessíveis para quem no mínimo domina idiomas estrangeiros (o que “lima” automaticamente a esmagadora maioria da “patuléia brazuca” ou seja, dos “monoglotas do povão”, mantendo assim o “foco de afago” na elite bem nascida e educada, ou em “máxima concessão” aos proporcionalmente poucos “ex-excluídos” que conseguiram “furar o bloqueio”…), mas para ser justo, não deixou de falar também do ensino online nacional e das oportunidades de graduação  (incluindo as tecnológicas) e pós.

Tá ai, ser crítico com relação a algo deve sempre guardar coerência com os princípios de cada um, mas saber reconhecer e dar o devido crédito quando o antagônico  acerta, faz parte da honestidade intelectual…, nada é de todo mal, a Veja essa semana provou essa máxima (pelo menos parcialmente… 🙂 ).


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TJAM IMPLANTA SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA

Deu ontem no Portal do TJAM,  republicando pois é  parte do nosso trabalho (aliás  é  nossa responsabilidade  principal),  apesar do destaque  hoje,  é  um projeto em que estamos trabalhando e  vem  evoluindo paulatinamente  há dois anos e meio,  e que teve várias etapas, desde a implantação do Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle), passando por cursos semipresenciais   sobre  EAD , formação de Tutores internos,  inserção de noções de EAD nos cursos de formação inicial de servidores do interior, até  chegar a implantação de cursos 100% online a partir do final do ano passado.(infelizmente os colegas da divulgação ainda não fizeram o curso de introdução à EAD, pois se tivessem feito não colocariam crase no a do ” a distância”, mas está valendo a intenção 🙂 ).

TJAM implanta sistema de ensino à distância para a qualificação de servidores do interior

Ter, 09 de Abril de 2013 14:56 Divisão de Divulgação/TJAM
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A virtualização é a principal ferramenta para viabilizar essa capacitação. Através dela, que interliga todas as Comarcas à internet, os servidores do Judiciário lotados no interior têm acesso aos cursos online da Escola do Servidor de Justiça do TJAM.


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Os benefícios gerados pela parceria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), através da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e o Processamento de Dados da Amazônia (Prodam), vão muito além da virtualização das Comarcas do interior do Estado.

Além de proporcionar ao jurisdicionado, operadores do Direito e servidores da instituição mais efetividade e maior celeridade em consultas e peticionamentos eletrônicos, utilizando somente a internet, a virtualização têm interligado e beneficiado as Comarcas do interior com outros serviços por meio do portal http://www.tjam.jus.br.

É o caso da capacitação feita pela internet. A Escola de Aperfeiçoamento do Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (EAS/TJAM) disponibiliza cursos online aos servidores.

“A tecnologia hoje instalada nas Comarcas com o Projudi (Processo Judicial Digital) possibilita, inclusive, que nós possamos treinar nossos servidores à distância. O custo é muito menor e gera economia para o Poder Judiciário”, enfatiza o desembargador Yedo Simões, que é coordenador da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJAM.

De acordo com o desembargador, o servidor não precisa se deslocar até a capital para adquirir ou atualizar conhecimentos relacionados à prestação de serviços no Judiciário, evitando acúmulo de trabalho e desfalque da equipe.

A coordenadora geral da Escola, Wiulla Garcia, após a resolução nº 126/2011, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a instituição passou a investir na plataforma de Ensino de Educação à Distância (EAD) para servidores do Judiciário e desde dezembro de 2012 cursos 100% online são disponibilizados, através do portal do TJAM, levando inclusão digital e capacitação aos servidores da capital e do interior.

Ainda segundo ela, a Escola acompanha a evolução dos participantes dos cursos online, controlando virtualmente a frequência, o desempenho e o acesso desses alunos às modalidades do curso.

Para Juarez da Silva Júnior, da Escola de Aperfeiçoamento do Servidor (EAS/TJAM), os cursos desenvolvidos integralmente pela instituição ou a partir da customização de cursos de outros órgãos do Judiciário e compartilhados via CNJ, precisam ser adequados à realidade regional. Os cursos estão no Ambiente Virtual de Aprendizagem e podem ser acessados de qualquer lugar que tenha acesso à Internet (inclusive Smartphones e Tablets), porém é necessário que o participante possua usuário/senha de rede/email do TJAM, pois o acesso é restrito aos servidores da instituição.

“Atualmente, a Escola do Servidor está disponibilizando dois cursos: Competências Gerenciais e Direito Constitucional. Os cursos 100% online estão disponíveis desde dezembro de 2012. Já foram realizados quatro pela Escola, com uma média de 60 inscritos por curso, inicialmente. A conclusão, porém, tem sido menor que 50% (índice de evasão normal na modalidade), pois exige autodisciplina, desembaraço e perseverança”, disse Juarez.

Realidade

O juiz Flávio Freitas, da Vara de Guajará, está ministrando o curso de Direito Constitucional, 100% online, para servidores do Judiciário do interior e da capital do Amazonas. “Cursos à distância são resultantes do avanço promovido pelo Tribunal, interligando todas as Comarcas do interior à internet. Se este sonho não tivesse tornado-se realidade, seria impossível a realização deste curso, tanto para os servidores de nosso Tribunal, quanto para os de outros Estados”, declarou Flávio.

O juiz ministra o curso de Direito Constitucional online há dois anos para outros Estados e ressalta os recursos infinitos utilizados na plataforma de EAD e a qualidade dos conteúdos ministrados.

A servidora da Comarca de Tapauá, Ana Albuquerque, está em seu segundo curso online da Escola do TJAM. “Direito Constitucional é a base de tudo. Está sendo uma experiência enriquecedora e acho interessante que o nosso tutor Flávio nos dá atenção personalizada e temos todo apoio dos colegas da Escola do Servidor, do TJAM, que estão sempre nos fóruns do curso”, comenta.

Segundo Ana, a disponibilidade dos cursos pelo portal do TJAM surpreendeu a todos.
“Não esperava que iria existir essa possibilidade nesse lugar tão distante, que é Tapauá. Fico muito grata pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, por estender essa oportunidade aos servidores do judiciário no interior”, finaliza.

Para conhecer os trabalhos da Escola do Servidor de Justiça e os cursos oferecidos aos servidores em formato EAD, é só acessar o site http://www.tjam.jus.br e clicar na opção EASTJAM.

Giselle Campello 

DIVISÃO DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO DO TJAM
Telefones | TJAM: (092) 2129-6771 / 6772
Telefones | Corregedoria: (092) 2129-6672
Telefones | Fórum Henoch Reis: (092) 3303-5209 / 5210 

Originalmente em: http://www.tjam.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4564:tjam-implanta-sistema-de-ensino-a-distancia-para-a-qualificacao-de-servidores-do-interior&catid=33:ct-destaque-noticias&Itemid=185


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Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC

EAD-PODIUMNão é que nós adeptos e entusiastas da EAD tenhamos intenção “supremacista” em relação ao ensino presencial, mas ter que ouvir ou ler posições preconceituosas, discriminatórias e pejorativas com relação a EAD (quando fatos e dados como os expostos na matéria abaixo, estão ai para quem quiser ver, destroçando os argumentos dos “anti-EAD”), chega a ser hilário e nonsense… .

Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC
Tanto no conceito de curso (inclusive no preliminar) quanto no Enade, cursos a distância conseguem percentual superior de aprovação na comparação com presenciais, segundo base de dados e-MEC
21/02/2013

A base de dados e-MEC, que reúne instituições de ensino e cursos de graduação com suas respectivas notas nos indicadores de qualidade utilizados pelo Ministério de Educação (MEC), aponta que, percentualmente, os cursos de educação a distância estão ligeiramente melhor conceituados do que os cursos presenciais em todos os indicadores.

O e-MEC reúne as notas nos indicadores do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia o conhecimento dos estudantes; do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é composto a partir dos resultados do Enade e por fatores que consideram a titulação dos professores, o percentual de docentes que cumprem regime parcial ou integral (não horistas), recursos didático-pedagógicos, infraestrutura e instalações físicas; e, por fim, as notas do Conceito de Curso (CC), composto a partir da avaliação in loco do curso pelo MEC, e que pode confirmar ou modificar o CPC.

Em todos os três indicadores, os cursos a distância aparecem com percentuais ligeiramente maiores de aprovação (notas 3 a 5) e também com percentuais maiores entre os cursos aprovados com a nota máxima (5).Na análise dos dados do e-MEC, verificou-se um quase empate nos indicadores CC, porém com vantagem para os cursos a distância, nos percentuais de aprovação (notas 3 a 5): 100% dos cursos a distância e 97,7% para os cursos presenciais.

No indicador Enade também houve um cenário parecido: 70,5 para cursos a distância e 69,15% para cursos presenciais. Porém, no indicador CPC, houve uma grande diferença em favor dos cursos a distância: 83,7%, e 75,6% para os presenciais.Se forem considerados apenas os percentuais de nota 5, novamente os cursos a distância estão na frente no CC (14,58% a distância e 14% presenciais) e no CPC (2,91% e 2,3%), ficando atrás apenas no Enade (4,5% a distância e 6,15% presenciais).

A busca de dados na base do e-MEC foi feita ontem, dia 20, considerando apenas cursos (não se buscou por instituições de ensino) em todo o país, pagos e gratuitos, nos graus de bacharelado, licenciatura, tecnológico e sequencial. Não se considerou neste levantamento os cursos presenciais ou a distância que não foram avaliados ou que ficaram sem conceito. A busca foi feita pela internet, no endereço http://emec.mec.gov.br/. O sistema é atualizado constantemente.

A pesquisadora Márcia Figueiredo, coordenadora geral do Centro Universitário Barão de Mauá e membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) afirma que o número de cursos avaliados em educação a distância é pequeno na comparação com os presenciais porque ainda “menos de 10% das instituições oferecem educação a distância, isso faz com que o número de instituições avaliadas ainda seja muito pequeno”. Márcia também acredita que há a necessidade de que seja adotada um política nacional para a educação a distância, principalmente para a educação superior, já que a modalidade a distância não é considerada para este nível no Plano Nacional de Educação.

Veja os resultados da pesquisa na tabela abaixo:

Notas dos cursos presenciais e a distância

 

Cursos de EAD

Cursos Presenciais

NOTA

CC % CPC % ENADE % CC % CPC % ENADE %

5

07 14,58 07 2,91 15 4,5 2.232 14 400 2,3 1.310 6,15

4

30 62,5 60 25 69 20,9 7.275 45,6 3.911 22,8 4.419 20,7

3

11 22,9 134 55,8 149 45,1 6.076 38,1 8.656 50,5 9.028 42,3

2

39 16,25 95 28,7 323 2 4.024 23,5 5.560 26,1

1

02 0,6 25 0,1 121 0,7 982 4,6
                         

1 a 5

48 100 240 100 330 100 15.931 100 17.112 100 21.299 100

 

                       

3 a 5

  100   83,7   70,5   97,7   75,6   69,15
FONTE: e-MEC (http://emec.mec.gov.br/). Coleta de dados realizada em 20/02/2013 pela revista Ache Seu Curso a Distância, e pela pesquisadora Márcia Figueiredo (CBM e ABED).