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Os comedores de banana e o antiracismo imbecil

Primeiro se veste de macaco, depois come banana...

Primeiro se veste de macaco, depois come banana…

Mais perigoso que o racismo declarado, é o meta-racismo (racismo cínico travestido de combate ao racismo, mas que tem como objetivo real manter o status quo inalterado), porém, pior é quando a inconsciência e ignorância dos que não conhecem ou estudam com maior profundidade a questão racial e do racismo, faz com que se metam a palpitar e até a fomentar atos que reputam como “antiracistas” mas que na realidade são um tremendo “fora” ou “tiro no pé” que acaba por favorecer os interesses meta-racistas ou mesmo os declaradamente racistas; é exatamente o que está acontecendo agora com essa campanha “viral” iniciada pelo Neymar  #somostodosmacacos … .

O simples fato de ter alta adesão de não ativistas e principalmente dos anti-ativistas (vide a turma dos neo-democratas-raciais e anti-cotas, seguidores da lógica “kameliana”  e “magnoliana” e dos articulistas da revista Veja e da mídia má) já serve para demonstrar que tem alguma coisa errada com essa campanha.

Qualquer um com algum conhecimento mais aprofundado da temática, sabe que juntar “negros”, macacos e/ou bananas, tem por essência reforçar um dos pilares do racismo, jamais combate-lo…,  nenhum dos brancos que aparecem com bananas se colocando como “antiracistas”  via #somostodosmacacos, foi assim chamado e associado (com ou sem banana) e nunca serão…, e nenhum racista deixará de usar a ofensa tradicional e exclusivamente aplicada a negros por causa disso, e coitados dos negros inconscientes que embarcarem nessa e registrarem seu momento banana nas redes sociais…,  os racistas vão se rasgar de tanto dar risada dos que macacos se assumirem… .

Quanto ao Neymar e outros jogadores negros milionários ou artistas  idem, que nem se enxergavam como negros (e de repente se espantaram em receber racismo 😉 ) ou se enxergando acreditavam na falácia de que “o preconceito é social não racial”, sendo totalmente alienados com relação ao racismo e suas reais características, a partir de suas “cercas de jurubeba” (expressão nortista para “blindagem” / isolamento em relação a realidade e grupos de convívio hostis), lembram do Ronaldo “fenômeno” ?, que perguntado sobre racismo no futebol europeu, respondeu,  – “é terrível mesmo, até EU QUE SOU BRANCO, sofro…”, mais inconsciente que isso tá difícil….;   não é de se admirar que enxerguem que a ideia de se vestir de macaco não tenha nenhuma consequência, ou que “comer a banana”  e  ignorar e “zoar” os racistas a partir de atitudes do tipo tenha alguma efetividade antiracista.

Só tem duas coisas que param um racista consciente, execração pública direta e punição exemplar, para os inconscientes talvez ações didáticas sérias que os façam refletir e mudar a mentalidade, mas nenhuma delas está encerrada na baboseira do #somostodosmacacos ,  a minha  hashtag é #NaoSouMacaco.

Tem gente que só deveria jogar futebol ou atuar na sua área profissional pois “calado é artista”, falando ou “agindo” contra o racismo só dá “bola fora”…  .

Ah! em tempo, falar o que dê uma pessoa negra destas ??? (o mesmo “amigão” do Neymar que acha legal brincar de macaco… )

Alexandre Pires

Alexandre Pires


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Dia Internacional do DJ

DJTá ai um dia de justa homenagem aos profissionais que literalmente embalam as pistas e tocam os hits que ficam marcados em nossa vida , o DJ, ou Dee-Jay , abreviatura de Disc Joquei, o cara que comanda as pick-ups (toca-discos)  (e outros dispositivos que animam as festas e baladas, ah! e também alguns programas de rádio), parabéns a todos os DJs do passado e do presente.

Aproveito para expressar um dos meus orgulhos pessoais, que é o de um dia também ter podido por a moçada para dançar na pista e embalado muitas histórias. Fui um DJ pré-digital 🙂 . Tudo começou por volta de 1978 (os dias dos “Embalos de Sábado a Noite”), foi quando comecei a juntar equipamentos de som e luz que animavam primeiro o meu quarto de adolescente, até o dia da “estréia” oficial como DJ na festinha de conclusão do prédio que viria a ser o mercadinho que a  família possuiu por alguns anos em Pindamonhagaba-SP, depois foram surgindo outras festinhas simples em que “tocava”, até que em 1981, inaugurei meu próprio clube noturno, o SATURNO DISCO CLUB, com direito a cabine de DJ com ponte levadiça e uma razoável parafernália, meu “nome artístico” era “JUJU MEGAWATT”  🙂 .

No Saturno eu tocava mixando entre os bolachões de vinil e as fitas K-7 (naquela época ainda não havia CD nem microcomputadores), os clássicos da Disco Music, Eletrônica, Funk (americano) e os primórdios da dance music e rock nacional, mas também punha a moçada para dançar um bom e velho fórro tradicional (o pessoal adorava), samba para dançar junto e é claro não podia faltar as músicas românticas para o pessoal ter aquela oportunidade de “chegar junto” :-),.

A maior angústia de um DJ é não saber se o que ele está prestes a tocar vai “bater” com o pique atual da moçada, e pior ainda, é constatar que errou… (e acontece), porém é compensado quando se acerta em cheio e na virada para a introdução a moçada vibra e vai a loucura, ah! e ainda tem que ter bom senso para fazer as intervenções necessárias no microfone (o que pode animar ainda mais a galera ou virar uma  sonora vaia… 🙂 ).

Nessa época a discotecagem em geral se limitava a escolher as músicas,  fazer as viradas, animar a galera, comandar as luzes, eventualmente tocar a sirene ou fazer alguma gracinha como alterar a rotação, travar o disco, ou reiniciar a música depois da introdução,  não havia efeitos especiais nem os remixes…, quer dizer, as vezes se conseguia um disco de DJs já famosos de dicotecas badaladas e que já vinham mixados ou com versões disco de músicas antigas e famosas e com alguns efeitos produzidos nos estúdios; só para lembrar uns TOP DJs de quem eu era fã, o argentino radicado no Brasil, Santiago Malnatti mais conhecido como MISTER SAM ( que era também produtor musical e lançou a cantora LADY ZU e também a GRETCHEN) e o grande  Newton Banana do Banana Power. 

Pena não ter nenhuma foto daquela época exata, mas tem essa ai abaixo em que anos mais tarde eu estou tirando uma onda na mesa de som de uma rádio… 🙂 .

JU-DJHoje ainda guardo e toco em casa alguns dos vinis da minha época de DJ e tenho um mixer analógico PYRAMID 2700, em que controlo e combino o som de várias fontes como o CD Player, Toca-Discos de Viníl, Walkman K-7, Microfone e Microcomputador, ah ! e é claro, no computador mantenho um software de DJ digital (MP3 e videos) em que além de mixar é possível também criar músicas, aliás recomendo para quem quiser sentir o gostinho de fazer suas próprias mixagens e até se for o caso virar DJ nas festinhas que pintarem,  é o  VIRTUAL DJ . (que por sinal é grátis).

Have Fun !!!