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Casamento Gay, “empate técnico” é detectado em pesquisa do IBOPE

Casamento homo, equilíbrio do sim e do não.

Casamento homo, equilíbrio do sim e do não.

Foi divulgado resultado de  pesquisa Ibope sobre a opinião de internautas em questões relacionadas com o casamento homossexual e adoção de crianças por casais homoafetivos. A pesquisa também aproveitou para traçar um perfil dos auto-identificados como homossexuais e bissexuais. Quase metade dos entrevistados (47%, o que com a margem de erro, configura um empate técnico) respondeu favoravelmente ao casamento gay e mais da metade apoia a adoção de crianças por casais de gays e lésbicas.

A pesquisa foi feita entre internautas, o que não garante que entre os não-internautas o comportamento seja o mesmo, o público não-internauta tende a ser mais conservador, porém também conta com uma boa parcela da população que apesar de não costumar se manifestar publicamente, possui posições bem tolerantes (ou mesmo práticas) em relação à maioria dos temas-tabu da sociedade.

Para saber ao certo só com plebiscito obrigatório… .

Minha opinião ?, como sempre estou do lado das minorias estigmatizadas…

Para saber mais:

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/03/rejeicao-e-principal-motivo-que-leva-homossexuais-esconder-orientacao.html


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Adoção: levantamento do CNJ indica “preferência racial” como fator complicador.

Segundo levantamento recente (maio de 2012) o Cadastro Nacional da Adoção (CNA criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)), o Brasil tem 5.240 crianças e adolescentes  à espera de uma nova família e um número de pretendentes cinco vezes maior que o de crianças e adolescentes aptos à adoção (28.041 inscritos em todo o país).

O perfil das crianças e jovens  exigido pelos inscritos no cadastro é a principal barreira para a adoção por uma  nova família.

Pelo cadastro, 77,16% dessas crianças disponíveis para a adoção têm irmãos, 33,8% brancas, 45,92% são pardas,  e 19,06% pretas. (a soma dos percentuais de crianças pardas e pretas ( i.e Negras) é de aproximadamente 64%,ou seja, quase o dobro do de crianças brancas) ; por outro lado, o relatório dos interessados em adotar,  mostra que apenas 18,08% estão dispostos a adotar irmãos (a  maioria dos cadastrados (82,45%) deseja apenas uma criança) quanto a cor/”raça”, 90,91% dos interessados adotariam crianças e adolescentes brancos, 61,87% pardos e  apenas 34,99%  se interessam por crianças e adolescentes de cor preta. 

Observando os percentuais diretos de candidatos/aceitação pela cor  (33,8%/90,91% brancas, 45,92%/61,87% pardas e 19,06%/ 34,99% pretas)  se constata que em tese haveria quantidade suficiente de interessados para “zerar” qualquer grupo, mas isso não é uma realidade prática, fica claro que há uma precedência por cor e uma tendência de interesse de quase 3/1 por crianças brancas enquanto  para as negras seria menos da metade disso.  Se observada a “não aceitação” verifica-se que a “procura e oferta” é diretamente inversa, ou seja, quanto mais escura a criança/adolescente maior o nível de “não-interesse” para adoção (cerca de 9% por crianças e adolescentes brancos, 38% para os pardos e 75% para pretos).

Outros fatores como ter irmãos (maioria das crianças negras tem), sexo (77% preferem meninos) e idade (76 % preferem menores de 3 anos), complicam a adoção de maneira geral, mas com efeito mais obvio para as crianças e adolescentes negros  (pretos+pardos) .

As autoridades envolvidas nos processos de adoção afirmam que pretendem e e estão revertendo o quadro a partir de instrumentos de conscientização junto aos interessados cadastrados .