Blog do Juarez

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Em matéria do Portal Amazônia…

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Deu hoje no Portal Amazônia, destaquei minha parte na imagem acima,  a matéria completa com as falas de outros companheir@s e estudiosos em :http://portalamazonia.com/detalhe/noticia/a-importancia-do-dia-da-consciencia-negra-na-amazonia/?cHash=8a55720bfd34a873fb4584060a5f3b13

 


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Entre a Goiabada e o Marrom Glacê…, você vai do que mesmo ?

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Calma ! que o post não tem de fato a ver com os doces, é apenas metafórico…, estamos falando das eleições que se fecham agora com o segundo turno em dia 25 de outubro.

Quem conhece os fatos e dados de determinado Metier, ou vivencia uma experiência cotidianamente, tem sempre condições de avaliar melhor uma conjuntura relacionada ou estabelecer ai a sua “zona de conforto”, e é ai que também reside um problema…, todos tendemos a “focar” as coisas a partir de nossas áreas de interesse e causas, o que acaba por retirar uma visão macro ou holística (do todo) da maioria.

São muitos assuntos e muitas frentes a serem atendidas ou que acabam negligenciadas em um governo… e como diz a velha máxima” é muito difícil agradar plenamente gregos e troianos”, imaginem uma lata daquelas que vem (ou vinham, acho que não deu muito certo… 🙂 ) com goiabada, marmelada, marrom glacê e pessegada… ( um bom exemplo da tal “convergência” tentada ), como vem em partes iguais, “quebram o galho” mas no final não satisfazem ninguém…, não quer dizer que sejam péssimas no geral, mas para quem gosta de goiabada e não suporta marmelada parece sempre “insuficiente” (idem para as demais combinações possíveis); é o que ocorre com os governos.

Pergunta básica para reflexão: É melhor um “governo goiabada” (que atende plenamente os interesses da maioria, muito embora deixe nichos insatisfeitos), um “governo 4 em 1” (que atende minimamente a maioria dos gostos, mas no fim deixa todos insatisfeitos) ou um “governo marrom glacê” (que atende apenas aos gostos “refinados”, ou de quem acha que só de pedir por marrom glacê já se está fazendo “chic” também, mesmo que ao final não vá apreciar o sabor…) ???? , pois é… estamos assim, sem terceira opção a escolha é entre a Goiabada (ou 4 em 1 na visão de muitos) e o Marrom Glacê…, vamos do que mesmo ?


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Marina Silva: Mitos X Fatos

Marina-duvidas

A ideia dessa postagem é comparar algumas “premissas” e dúvidas que se tem colocado contra a candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB), mostrando como as pessoas “vendem e compram”  ideias contra  Marina que não correspondem a realidade… vejamos por exemplo a de que ela “fecha” com o pastor Marco Feliciano, vejamos o que ele próprio diz dela… :

“Em sua crítica à missionária assembleiana Marina Silva, Feliciano pôs em cheque inclusive sua fé: “Já fiz diversas críticas a postura da Marina e a forma como ela se comporta, mesmo se dizendo evangélica – se é que um dia foi. Marina tentou vender a imagem de boa crente, mas pecou em suas próprias ações”, disparou o pastor em texto publicado ontem, 04 de julho, em sua página no Facebook.”; pois então…, não sei de onde tiraram essa ideia estapafúrdia de que Marina apoiou ou apoia a fala absurda do Feliciano sobre “raça amaldiçoada”,  porém está mais do que claro que o próprio Feliciano “não morre de amores” por Marina (que por sua vez parece que “não está nem ai” para o que o ele acha certo ou errado…)
Deu na imprensa toda, inclusive na “gospel” : http://goo.gl/SzDci6

Quer saber como Marina se posiciona com relação a sua negritude e políticas afirmativas ?, posicionamento religioso, aborto, etc… ?, detesto recomendar algo nesta revista, mas dê uma olhada na entrevista de Marina em  set de 2009 para a Veja, tá tudo lá…: Marina-Imaculada

Com relação ao plano de governo, ele foi produzido a várias mãos e aprovado pelo falecido Eduardo Campos (que era socialista, mas nenhum “comunista maluco” ao estilo “bolivariano”), bem como por Marina (que tem formação socialista igual a dos Petistas, afinal ela foi PT 30 anos, não é “tão diferente” assim…), o detalhe importante é quem coordenou a confecção do plano…, se chama NECA SETUBAL (uma das herdeiras do ITAÚ, portanto MUITO RICA), acontece que apesar de rica a história de vida e a prática social dela são impressionantes, formada em Ciências Sociais com doutorado, mantém ONGs pela qual recebeu premios sérios de reconhecimento, apoia as políticas públicas de inclusão e e apoiou a cota para negros nas universidades.. conheça-a aqui: http://revistatpm.uol.com.br/revista/145/paginas-vermelhas/maria-alice-setubal.html,

O programa de governo não é segredo nem mistério… quer ver ?  é só acessar: http://www.psb40.org.br/imprensa/programa.pdf

Só para adiantar veja o que tem na página 39 :

” • Garantir aos diferentes grupos étnicos, raciais, religiosos, de gênero e aqueles apoiados nas diferentes opções sexuais o espaço próprio de participação política de respeito e atenção às suas demandas específicas.

• Reforçar políticas de igualdade racial, inclusive a manutenção das cotas, como parte de um processo de restauração do equilíbrio aos desequilíbrios históricos contra as minorias. “

Marina é intransigente e retrógrada ? leia a a a resposta de Neca Setubal em entrevista à Folha de SP :

Você, me parecem, têm posições diferentes em relações a alguns temas, vários temas, não é? Você me parece uma pessoa do ponto de vista dos costumes mais liberal, ela menos, ela mais religiosa ortodoxa, você nem tanto. E ainda assim, nunca houve nenhuma divergência séria entre vocês ou ao contrário?
Não, porque a gente tem essa questão do respeito e a Marina, no entorno dela, se você for fazer uma questão ela tem mais um ou dois talvez que sejam evangélicos, tem agnóstico, tem católicos, enfim, tem de tudo, têm pessoas com preferências, com orientação sexual outras, enfim. Ela tem essa capacidade, embora, como ela é muito consistente e tem alguns princípios fortes, ela sempre passa por intransigência, mas todo mundo que chega perto dela, o pessoal do PSB mais próximo fala muito “nossa, que surpresa encontrar essa Marina”, o que não é o papel. “

Marina é contra a união de  homossexuais ? ela mesmo responde em 2010 : https://www.youtube.com/watch?v=NrgUeEVS2wU

Marina é uma religiosa obtusa e  antilaica à serviço dos teocratas ? , veja o que já dizia o Pr. Silas Malafaia em 2010: https://www.youtube.com/watch?v=gCo_0vsVC8E

Penso que é sempre melhor lidar com fatos verificáveis e dados idem do que com especulações que não se sabe de onde vem (ou sabendo não são em nada “confiáveis”).


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Eu falando de futebol ? INÉDITO !

HolandaXBrasil

Resultado do jogo de despedida do Brasil na Copa 2014, depois do acachapante 7×1 levado da Alemanha.

Pois é…, quem acompanha o blog e quem me conhece  fora do ciberespaço, sabe que futebol não é “minha praia”, não jogo, não sou torcedor de nenhum time,  não uso camisa de time (só usei camiseta da seleção quando morei um tempinho fora do país, não pelo futebol, mas como destacador da minha “brasilidade”), não assisto jogos, evito noticiário sobre e discussões futebolísticas; assisto sim algumas  partidas das copas (afinal até o Obama, de um país que não tem o futebol como grande esporte assistiu ao menos um jogo nessa…),  em geral assisto os dois jogos “valendo” de Camarões (tomei simpatia pela seleção na copa de 90, quando foi muito melhor que o Brasil) e algumas partidas  decisivas do Brasil.

Não vou aqui comentar lances, nem escalações, nem tática…, isso não me apetece nem me compete, vou apenas falar da gestão do futebol, esporte que mexe tanto com o brasileiro.

Desde que vim ao mundo, transcorreram 13 copas (12 eu acompanhei, a de 70 para a frente), a configuração do quadro mundial das seleções mudou bastante, novas potências surgiram, velhas potências se esmaeceram e outras literalmente desapareceram, como a extinta Iugoslávia (que se transformou em um monte de países, entre eles a Croácia), os árabes, asiáticos e os africanos entraram no jogo… e até o “impermeável” EUA;  durante um bom tempo existia “time bobo”, daqueles em que não havia estrelas jogando fora dos seus países com contratos milionários, mais do que um grande negócio, futebol era então “apenas” um esporte, entusiasticamente jogado tanto  por craques memoráveis  quanto apagados “pernas-de-pau” (logicamente os melhores de cada pátria), nesse período, os clubes se internacionalizaram com atletas de outros países, os técnicos começaram a correr mundo também, gerando memes imperdíveis como o famoso inglês do Joel Santana, três dos cinco títulos brasileiros foram conquistados nesse período,  no qual o Brasil solidificou a imagem de “mostro sagrado” do futebol, e além do velho e conhecido “Rei” Pelé (ignoremos as reivindicações  argentinas 🙂 ), passou a ser referenciado também por outros “Reis”, “Imperadores”, “Fenômenos” e o que o valha .

Basicamente o que eu quero dizer, é que o futebol mudou, os “bobos” não existem mais, ninguém mais treme só de ver a “amarelinha” (nem pensa duas vezes antes de “descer o cacete” em um “superastro” mundial da bola) , o “futebol-negócio”  é um Show Business, e todo show exige mais do que talentos GESTÃO, não qualquer gestão, mas gestão moderna e acima de tudo EFICIENTE, e um dos caminhos para isso é a renovação e atualização, não “entendo” nada de futebol pois não acompanho interessadamente, inevitavelmente ouço algo sobre “alta cartolagem” brasileira, na FIFA ou CBF (antes era CBD), e só me vem à cabeça dois nomes,  Havelange e Teixeira (sério, não conheço outros e isso em 46 anos…), comissão técnica para mim é sempre um susto, o técnico da década de 70 está ativo em outro cargo já no século XXI, assim como me assusto com a mistura de técnicos de várias gerações no mesmo banco…, parece não haver aposentadorias nessa área, tudo é um grande “Déjà Vu”… .

Dizer que grandes seleções “caíram” antes da nossa, não é argumento razoável, para quem detém o maior número de títulos mundiais da história e até essa copa mantinha recordes de produtividade em campo, além do mais,  as grandes que caíram não o fizeram com  tão triste  intensidade e forma (e em casa com tudo a favor).

A promiscuidade entre poderosos da mídia e a CBF, a elite de cartolas e políticos associados, atravanca o futebol brasileiro, coisas como jogos as 10 da noite para não atrapalhar horário de novela, insistência em não renovar na comissão técnica, e sei lá mais o que rola…, foi fatal para a seleção de futebol, é como aquele jogo de queda de dominó, vimos a última pedra cair, mas isso começou  lá atrás … .

As vésperas da grande  final  da “Copa das Copas”  podemos dizer que foi um grande sucesso, lição de casa feita e nota com estrelinha, mas com relação ao nosso futebol, sem mudanças na gestão vai continuar a  reprovação certa … .


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Matéria na Forbes joga mais uma pá de cal sobre coxinhas e vira-latas.

vira-latas-e-coxinhas

Em mais um passeio pela web encontrei excelente postagem no blog  ocafezinho.com , como já fazia uma reprodução de texto alheio, reproduzo abaixo  somente  a tradução disponibilizada do texto publicado na internacionalmente conceituada Revista Forbes (especialista em fortunas e análises econômicas/conjunturais).

Com mais essa rui um pouco  mais o discurso catastrofista, raivoso, parcialmente equivocado e por vezes desonesto  intelectualmente ou mesmo intencionalmente falso, fomentado pelas “forças ocultas” (mas bem conhecidas) que tinham os maiores interesses em tentar “lucrar” política (e por que não  dizer também economicamente ?) a partir da ótica oportunista e  antiética do “quanto pior melhor”, e nisso seguidas na execução das “campanhas”  por um bom número de inocentes úteis que embarcaram na “onda  errada”.

A economia da Copa do Mundo: por que os manifestantes do Brasil entenderam errado

Por Nathaniel Parish Flannery, na Forbes.

No Brasil, a Copa do Mundo deflagrou protestos de ativistas interessados em chamar atenção para os persistentes problemas de pobreza e desigualdade no país. Em 2013, os manifestantes empunhavam cartazes em Inglês com mensagens como “Nós não precisamos da Copa do Mundo” e “Nós precisamos de dinheiro para hospitais e Educação”. Contudo, como os cientistas políticos explicaram em seu excelente artigo para o Washington Post, “os protestos são paradoxais, porque o Brasil tem vivenciado um crescimento econômico e social muito significastes desde que o país foi escolhido para realizar o evento em 2003”.

Mais amplamente, a Copa do Mundo de 2014 acentua a emergência econômica da América Latina ao longo da última década. O mar de camisas amarelas que pode ser visto em jogos da Colômbia e seções inteiras de mexicanos usando vestes verdes e torcendo para a sua seleção é um testemunho do recente sucesso econômico da classe média latino-americana. De acordo com o historiador David Goldblatt, “A televisão pode enganar, e o uso de uma camisa da seleção da Colômbia não é garantia de cidadania, mas o estádio do Mineirão em Belo Horizonte estava inundado de amarelo – talhe 20.000 numa multidão de 57.000. A mídia chilena tem reportado que mais de 10.000 estão viajando para o Brasil, e ao que parece eles todos estavam presentes em Cuiabá quando a Seleção deles despachou a Austrália.”

Em 2011, pela primeira vez na história, o número de pessoas nas classes médias da América Latina ultrapassou o número de pessoas pobres na região. O Brasil, em particular, destaca-se pelo sucesso no investimento em programas sociais e de redução da pobreza.

Dado o número de camisas amarelas que aparecem na multidão nos jogos, a Copa do Mundo no Brasil tem também sido massivamente frequentada pela classe média emergente do país. Ainda por cima, a história de que o gasto com futebol é um desperdício num país em que a população vive na pobreza tem ficado de lado na mídia social.

Fotos deste mural mostrando uma criança faminta chorando ao ver uma bola de futebol em seu prato tornaram-se virais e foram compartilhadas aos milhares no Twitter e Facebook. Outros usuário do Twitter compartilharam fotos como esta lembrando aos fãs da pobreza com a qual eles se deparam a algumas quadras dos estádios.

Ainda assim, estas ilustrações falham em mencionar que o Brasil destinou menos que 2 bilhões de dólares para a construção dos estádios. Em contraste, entre 2010, ano do início da construção dos estádios, e o início de 2014 o governo federal do Brasil investiu 360 bilhões de dólares em programas de Saúde e Educação. Para colocar isso em perspectiva, o governo do Brasil investiu 200 milhões de dólares para cada dólar gasto com os estádios da Copa do Mundo. Embora os sistema de Saúde, Educação e Transporte precisem investimentos contínuos, os gastos com a Copa do Mundo não têm de maneira alguma eclipsado o investimento progressivo em programas sociais.

A economia do Brasil é definida por uma desigualdade intrinsecamente profunda. É um país conhecido pelas favelas e milionários. De acordo com uma análise da Forbes, o Brasil é o lar de dezenas de bilionários, incluindo Roberto Irineu Marinho, João Roberto e José Roberto Marinho, que juntos controlam o maior império midiático da América Latina, Globo, e tem, juntos, o valor montante de 28 bilhões de dólares. A empresa reportou em 2013 um lucro de 1.2 bilhão de dólares. De acordo com a pesquisa da Forbes: “Enquanto a riqueza crescente do país está criando mais milionários e bilionários do que nunca antes, famílias ricas estão garantindo a fatia maior desse bolo. Dos 65 bilionários listados pela Forbes na sua Lista dos Bilionários do Mundo, 25 deles são relacionados à riqueza familiar.

Oito famílias têm múltiplos membros entre o nosso último ranking” Jorge Lemann, o dono parcial da ANheuser-Busch InBev, tem um total de 22 bilhões de dólares. Ele é o trigésimo mais rico do mundo. As 15 famílias brasileiras mais ricas tem combinadas um total de 122 bilhões de dólares, uma soma que é apenas por pouco menor que os PIBs de Equador e Costa Rica juntos.

Mas, enquanto é fácil apontar os gastos dispendiosos com os estádios da Copa do Mundo ou a longa lista de bilionários do Brasil e contrasta-los com os milhões de residentes do país que vivem em extrema pobreza, tais comparações falham ao não reconhecer o tremendo sucesso que os criadores de políticas públicas brasileiros têm tido na erradicação da pobreza ao longo da última década. De acordo com um relatório recente do Centro para a América Latina e Caribe da ONU (ECLAC), em 2005 38% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza. Avançando para 2012, essa taxa caiu para 18.6% da população. Em outras palavras, desde 2005, o Brasil tem efetivamente reduzido para mais que a metade o número de seus cidadãos vivendo na pobreza. Em contraste, o México, um pais cujos políticos estão mais concentrados nas exportações e e nos salários competitivos, atualmente viu a pobreza aumentar durante esse mesmo período, de acordo com informações do ECLALC. O Chile, um país há muito prezado pelo desenvolvimento de suas políticas econômicas, viu um declínio muito menor de sua pobreza no mesmo período. No Chile a pobreza caiu de 13.7% para 11% em 2011. A América Latina é a região mais desigual do mundo, e o Brasil em particular é conhecido por sua história colonial baseada em uma espoliativa agricultura de exportação o que ajudou a desenvolver o estabelecimento de uma economia altamente dividida entre residentes ultra-ricos e ultra-pobres. Em meio à controvérsia da Copa do Mundo, o tremendo sucesso do Brasil na redução da pobreza tem sido de certa forma ignorado.

Jason Marczak um expert em América Latina do Conselho Atlântico em Washington D.C., me contou que “A crítica aos excedidos custos dos estádios é na verdade um grito dos cidadãos do novo Brasil, um Brasil mais classe média, que demanda maior transparência e um modelo de estado mais responsável”. Quando a seleção do Brasil entrar em campo, o mundo devia também aproveitar o momento para reconhecer o sucesso das políticas públicas progressivas do país. “O Brasil tem atingido conquistas impressionantes no crescimento sócio-econômico na última década com dezenas de milhões de pessoas saindo da pobreza e entrando na classe média”, acrescenta Marczak.

Só por diversão, eu juntei algumas informações do Banco Mundial e das Nações Unidas, e comparei o Brasil com outros países Latino-Americanos que competem na Copa do Mundo. Eu juntei informações da Foreign Direct Investment (Per Capita), GDP per capita, níveis atuais de pobreza, redução de pobreza desde 2005, número total de bilionários, e o ranking de cada país no World Bank Doing Business. Esses medidores demonstram a força relativa dos 9 países latino-americanos competindo na Copa do Mundo, e também o quão bem sucedido  cada país tem sido na tradução do sucesso econômico em redução da pobreza. Depois de fazer o ranking dos países em cada categoria, eu então criei um score agregado.

Tradução: Arthur Caria.


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A revista People elegeu Lupita Nyong’o como a mulher mais bonita do mundo em 2014

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Lupita Nyong’o ganhadora do Oscar 2014 de melhor atriz coadjuvante .

Notícia que bombou na semana passada…, aposto que deve ter deixado muito brasileiro “não-racista” revoltado com a “flexibilidade” do padrão de beleza admitido no “primeiro mundo”, já que apesar de não se darem conta, como herança do processo de colonização mental tem afixado na mente que “o único” padrão de beleza com “mérito” para tal tipo de destaque é o eurocêntrico (ou seja, cor branca, cabelos lisos ou ondulados e o tal do “nariz afiladinho”), quem sabe com isso reflitam mais sobre a sua própria mentalidade racista (que teimosamente não conseguem enxergar) ?

Para além disso, Lupita  que é uma negra, mexicana e criada no Quênia, quebrou de uma só vez ao ganhar o Oscar, pelo menos três “tabus”….

A polêmica que estão tentando criar com relação ao fato da publicação ter “photoshopado” a foto de Lupita e clareado sua pele, é a típica tentativa de retirada de foco da questão principal, pois a indústria da moda e publicações sobre celebridades faz isso com todo mundo (inclusive pessoas de brancura européia), é uma “tara estética” ?, com certeza… vindo de um subliminar “ideal de brancura extrema” ? muito provável…, mas por mais photoshop que se utilizasse, não retirou a negritude para lá de óbvia de Lupita, muito menos a permeabilidade e nível de oportunidade,  que permitiram a ela a dupla conquista…, coisa difícil de imaginar em um contexto brasileiro por exemplo.

Outro ponto está na comparação com caso da MISS UNIVERSO 2011, mas tem algumas diferenças na questão, a primeira é que a Lupita conseguiu uma consagração mundial prévia… pelo talento artístico e não apenas pela beleza, a segunda é que beleza da Leila Lopes (que é angolana) representa uma beleza negra sim, mas é uma beleza “mulatizada” (o termo é horrível, mas não tem outro melhor para me fazer entender) que na “escala de beleza” brasileira e ocidental é até “tolerada” apesar de ser tão raro as vezes em escala global que a “beleza mulatizada” “superou” o padrão eurocentrado, tão raro que conseguimos contar nos dedos de uma mão e ainda sobra… .

O caso da Lupita vai além… a beleza dela é típica da PRETA ( o fenótipo africano “natural” , cor muito escura, sem ‘traços finos” e sem “cabelos longos e balançantes”) que via de regra é super desqualificado e discriminado, do “tipo Lupita” no Brasil o exemplo mais próximo de beleza reconhecida foi o da Pina (aquela que embasbacou o Príncipe Charles), mas veja o caso da última Globeleza (que “desagradou” muita gente, justamente por ser uma preta e não uma “mulata” como era a Valéria Valenssa), não sei se sabem, mas vejam o destino da Nayara Justino a Globeleza preta… (veja link no fim do texto), que acabou escondida pela Globo, e entrou em depressão devido a tremenda rejeição pública que recebeu, prestem atenção nos comentários… (e vejam se não tenho razão), é dessa questão que estou falando ao comparar o sucesso de Lupita com o problema brasileiro que ninguém quer enxergar…, “Com rejeição, Globeleza vira problema na Globo, que a proíbe de dar entrevistas”

 


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Driblando Tsunâmis …

Morro de Arica, costa norte do Chile.

Morro de Arica, costa norte do Chile.

Segunda vez que ocorre um Tsunâmi pouco tempo depois de eu ter visitado um lugar, a primeira vez foi no oceano índico em 2004 na costa  meio-norte de Moçambique (que  foi pouquíssimo atingida é verdade, mas foi), porém  todo mundo lembra do que aconteceu um pouco mais “para cima”,  na asiática Tailândia na ocasião…

Agora foi  a vez do oceano pacífico…, na costa do Chile (principalmente na extremo norte, que foi justamente onde passei a virada do ano novo…), a presidente chilena declarou a região “área de desastre”, ocorreram 6 mortes (a maioria literalmente de susto, causando infartos fulminantes), vide matéria no G1 .

Iquique e Arica (cidade onde passei o reveillon) foram evacuadas, e no morro de Arica (onde tirei a foto acima, teve um grande deslizamento de terra…),  eu já tinha até me esquecido, mas uma das coisas que me ‘intrigaram” em Arica, foi justamente as placas de “área livre de tsunâmi” ou “rota de fuga”, de fato não estavam lá por brincadeira ou “exagero”…  🙂 .