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Manifestantes da Educafro desocupam entrada principal do Ministério da Fazenda

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Estudantes do Movimento EDUCAFRO se acorrentam em protesto nas catracas de entrada do MF

Pois é…, não bastam cotas para o acesso universitário, fomentar a permanência dos estudantes cotistas (todos de baixa renda independente da cor) é crucial, e para isso é preciso que sejam disponibilizadas e mantidas as verbas necessárias, em uma “Pátria Educadora” é inconcebível corte de verbas para a Educação…, entenda o caso na matéria da EBC.

 09/03/2015 14h54

Brasília

Danilo Macedo – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Depois de aproximadamente duas horas de bloqueio, manifestantes da Fundação Educafro – que reivindicavam mais recursos para educação de negros e pobres – liberaram a entrada principal do Ministério da Fazenda, por volta das 14h10. Segundo o frade franciscano David Santos, porta-voz do movimento, a decisão de desocupar o prédio foi tomada após a Secretaria Executiva do Ministério marcar uma audiência, com o grupo.

“Dia 17 de março voltaremos aqui para definir todos os pontos de reivindicação, em uma audiência com o secretário executivo [adjunto] Ariosto Culau. Se não atenderem a nossas demandas, aí teremos uma audiência com o ministro”, disse Santos.

Sobre a escolha do local da manifestação, o frade explicou que várias audiências ocorreram no Ministério da Educação, que sempre alega o corte de verbas para não atender às reivindicações. “Queremos a garantia de que todo aluno cotista negro, cuja renda seja inferior a 1,5 salário mínimo, tenha bolsa moradia, alimentação e transporte”, afirmou. “Colocamos aqui como é incoerente falar em pátria educadora e cortar 30% da verba para educação. Queremos saber quanto mais vai para educação, em uma pátria educadora”, disse.

A portaria principal do Ministério da Fazenda foi bloqueada por volta das 12h. Cerca de 20 manifestantes da Fundação Educafro ocuparam a entrada principal do edifício e, lá dentro, alguns se acorrentaram às catracas de acesso ao ministério, impedindo a entrada de servidores. Eles também tocaram berimbau, timbau e jogaram capoeira, além de cantar músicas pedindo ao ministro Levy mais dinheiro para educação.

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Autor: Juarez Silva (Manaus)

Analista de T.I, Prof. Universitário, Tít. de Especialista em Educação a Distância (Univ. Católica de Brasília), Certificação em História e Cultura africana e afrobrasileira (FINOM-MG) e em Direitos Humanos e Mediação de Conflitos (SEEDH- Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República), Mestrando em História pela UFAM - Universidade Federal do Amazonas, Ex-Conselheiro Estadual de DH; Analista Judiciário do Quadro efetivo do Tribunal de Justiça do Amazonas. Ativista do Movimento Negro.

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