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Marcha pela Liberdade de Expressão: Eu fui !

2 Comentários

Assim como em várias outras capitais, no 18 de junho,  aconteceu em Manaus a Marcha pela Liberdade de Expressão.

O evento foi idealizado na esteira da tentativa de impedirem no Rio de Janeiro a chamada “Marcha da Maconha”, a polêmica virou coisa de Justiça e foi parar no STF,  que muito acertadamente  na semana  passada votou a favor da liberdade de expressão (e não poderia ser diferente, já que o Supremo é o guardião da Constituição, que garante expressamente o direito à reunião e reivindicação popular de forma pacífica).

Quando da realização da  marcha portanto, já não se tinha a intenção de “defender” ou pressionar pela votação de um direito óbvio e claro, mas sim aproveitar para mostrar aos segmentos reacionários do setor de comunicações e da sociedade, que não apenas os ministros do supremo, mas também os ativistas de movimentos sociais, intelectuais e populares em geral, entendem que o verdadeiro direito à livre manifestação (principalmente a de massa) e o respeito à  diversidade  é  constitucional e inalienável…, não estando sujeito à censura  nem “benção”  dos poderosos e do pensamento hegemônico.

Na marcha foi possível ver diversas manifestações das mais variadas causas:  contra a homofobia, pessoal anarco-punk, a favor do naturismo, contra o desmatamento e o novo código florestal, pelo bom transporte coletivo, contra a intolerância religiosa e racismo, pelo respeito no trânsito, a favor da educação sexual nas escolas, pela legalização da maconha, contra a corrupção e insegurança pública,  contra a violência , pelo vegetarianismo, pela liberdade de expressão, enfim …

Percebi porém um detalhe nessa marcha…, a baixíssima (e em algumas categorias a inexistente) participação de ativistas de movimentos sociais tradicionais e também de políticos;  talvez preocupados com uma equivocada ligação de suas imagens com a “marcha da maconha”  ou o apoio à legalização… o que na realidade já é “outra história”, cito Voltaire :  “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo. . “

O povo na rua, na praça , no ciberspaço … tem todo o direito de se manifestar, logo a participação na marcha não  tratou de defender direta e automaticamente a causa A ou B, mas sim o direito de manifestação, de discussão, visibilização, reavaliação e reajustamento das coisas (quando justo e necessário ), afinal VOX POPULI, VOX DEI… ( a voz do povo é a voz de Deus).

Entre alguns tradicionais ativistas sociais, a presença sempre certa do caríssimo psiquiatra e blogueiro  Rogelio Casado

Autor: Juarez Silva (Manaus)

Analista de T.I, Prof. Universitário, Tít. de Especialista em Educação a Distância (Univ. Católica de Brasília), Certificação em História e Cultura africana e afrobrasileira (FINOM-MG) e em Direitos Humanos e Mediação de Conflitos (SEEDH- Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República), Mestre em História Social pela UFAM - Universidade Federal do Amazonas, Ex-Conselheiro Estadual de DH; Analista Judiciário do Quadro efetivo do Tribunal de Justiça do Amazonas. Ativista dos Movimentos Negros.

2 pensamentos sobre “Marcha pela Liberdade de Expressão: Eu fui !

  1. Caro Juarez;
    O direito mais importante que o homem adquiriu através dos séculos é de não deixar calar sua voz. Essa tomada de posicionamento, não só fortalece os movimentos sociais, como também, serve para criticar áqueles que desviam seus olhares para questões rotineiras e reguadas pela impunidade. Sou a favor de movimentos sociais, pois creio que a união de muitas vozes é a verdadeira responsável pelo melhor refrão: É preciso saber viver,

  2. Deu no Diário do Amazonas : Entrevista comigo…

    http://d24am.com/noticias/amazonas/marcha-da-liberdade-em-manaus-surpreende-e-leva-500-pessoas-s-ruas/26894

    Críticas à imprensa

    Outro ponto muito destacado no discurso dos participantes foram as críticas à imprensa. Na avaliação de muitos participantes, a imprensa dos grandes centros e de grande alcance massivo tem tido papel fundamental na manutenção de um discurso conservador, principalmente o que criminaliza a participação popular e o segmento que defende a descriminalização da maconha.

    Para Juarez Silva, de 48 anos, paulista residente em Manaus há mais de 20 anos e membro do grupo Afroamazonas, a marcha representa uma das ferramentas usadas pelos movimentos sociais em todo o país para fazer reivindicações populares.

    “Os movimentos sociais e populares tem tido como suas armas as marchas. Hoje é um dia em que temos militantes e ativistas de vários movimentos, uma união para reivindicação popular, para pedir mais liberdade de expressão em suas mais variadas formas”, afirmou. Ele também não poupou a imprensa.

    “Nos últimos anos, essas ferramentas, como marchas e outras manifestações parecidas, estão sendo bem utilizadas. Você consegue ver ainda na imprensa um discurso reacionário, muito conservador. Mas esses movimentos estão perfeitamente dentro de uma questão constitucional, que é a liberdade de expressão.

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