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Que diferença…

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Na sexta passada fui buscar o boletim escolar de minha filha no colégio em que ela estuda (normalmente quem faz isso é a mãe dela, com quem ela mora, mas devido a impedimento eu fui), como a “jovem senhorita” (fez 14 no domingo) conseguiu “a façanha ” de pela primeira vez tirar “nota vermelha”, lá vai o papai aqui ter que pegar o boletim em “fila especial” e depois conversar com as professoras.
O fato em sí não é nenhum “bicho de sete cabeças” e é coisa natural, eu mesmo cansei de tirar notas vermelhas nos tempos de escola…, a diferença está em :

1- Estudando em escola pública, não me lembro dos meus pais tendo que conversar com os professores, havia uma caderneta que ficava com o aluno e era diariamente atualizada pela escola, continha as notas, presenças/faltas e comunicações da escola, que os pais tinham que assinar de tempos em tempos dando o “ciente” (não sem antes “dar uma pisa” nos filhotes problemáticos), havia também a “reunião de pais e mestres”, mas além de opcional, creio que o foco era mais “coletivo”; até onde eu sei hoje nada disso tem mais nas públicas…,  muitas escolas particulares tem o CONTROLE  ONLINE (uma versão web da boa e velha caderneta) o efeito “profilático” desse controle e chamadas dos pais ao menor sinal de problemas de desempenho dos alunos é bem eficiente .

2- “Notas vermelhas ” eram de fato “muito preocupantes” e significava nota abaixo da média mínima para passar, ou seja, menos de 5…, já nas escolas particulares atuais é a média abaixo de 7 que acende o sinal amarelo (ou melhor vermelho…).

Conclusão, não é de se admirar que vindos de verdadeiras “fábricas de estudantes com notas excelentes” (rendimento padrão acima de 70%),os egressos dos “colégios” imponham um verdadeiro “massacre” aos estudantes vindos da escola pública na hora do vestibular para as universidades públicas.

Esses detalhes somados a outras vantagens das classes mais abastadas (que podem se dar ao luxo de manter filhos em escola particular) geram sim um competição totalmente desigual quando não há reserva de vagas (AA – Ações Afirmativas) para a escola pública e sub-recortes no vestibular.

Autor: Juarez Silva (Manaus)

Analista de T.I, Prof. Universitário, Tít. de Especialista em Educação a Distância (Univ. Católica de Brasília), Certificação em História e Cultura africana e afrobrasileira (FINOM-MG) e em Direitos Humanos e Mediação de Conflitos (SEEDH- Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República), Mestre em História Social pela UFAM - Universidade Federal do Amazonas, Ex-Conselheiro Estadual de DH; Analista Judiciário do Quadro efetivo do Tribunal de Justiça do Amazonas. Ativista dos Movimentos Negros.

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