Entre a Goiabada e o Marrom Glacê…, você vai do que mesmo ?

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Calma ! que o post não tem de fato a ver com os doces, é apenas metafórico…, estamos falando das eleições que se fecham agora com o segundo turno em dia 25 de outubro.

Quem conhece os fatos e dados de determinado Metier, ou vivencia uma experiência cotidianamente, tem sempre condições de avaliar melhor uma conjuntura relacionada ou estabelecer ai a sua “zona de conforto”, e é ai que também reside um problema…, todos tendemos a “focar” as coisas a partir de nossas áreas de interesse e causas, o que acaba por retirar uma visão macro ou holística (do todo) da maioria.

São muitos assuntos e muitas frentes a serem atendidas ou que acabam negligenciadas em um governo… e como diz a velha máxima” é muito difícil agradar plenamente gregos e troianos”, imaginem uma lata daquelas que vem (ou vinham, acho que não deu muito certo… :-) ) com goiabada, marmelada, marrom glacê e pessegada… ( um bom exemplo da tal “convergência” tentada ), como vem em partes iguais, “quebram o galho” mas no final não satisfazem ninguém…, não quer dizer que sejam péssimas no geral, mas para quem gosta de goiabada e não suporta marmelada parece sempre “insuficiente” (idem para as demais combinações possíveis); é o que ocorre com os governos.

Pergunta básica para reflexão: É melhor um “governo goiabada” (que atende plenamente os interesses da maioria, muito embora deixe nichos insatisfeitos), um “governo 4 em 1″ (que atende minimamente a maioria dos gostos, mas no fim deixa todos insatisfeitos) ou um “governo marrom glacê” (que atende apenas aos gostos “refinados”, ou de quem acha que só de pedir por marrom glacê já se está fazendo “chic” também, mesmo que ao final não vá apreciar o sabor…) ???? , pois é… estamos assim, sem terceira opção a escolha é entre a Goiabada (ou 4 em 1 na visão de muitos) e o Marrom Glacê…, vamos do que mesmo ?

Retrocesso na UFAM ( I ): Cotas na Pós-Graduação canceladas

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Há quase um ano atrás fiz uma postagem intitulada  UFAM inova e lança cotas raciais em Mestrados (vá lá depois, ou vá agora mas não esqueça de  retornar aqui depois).

Hoje retornamos ao tema, porém  no sentido inverso, ao invés de comemorar um avanço, destacamos um retrocesso, as cotas “raciais”  em cursos de Pós-Graduação da UFAM – Universidade Federal do Amazonas, foram canceladas por ato da PROPESP- Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, em função de parecer negativo da Procuradoria Federal junto UFAM, conforme se pode auferir de tal parecer o “motivo” de forma sintetizada seria o fato de que as cotas universitárias estão previstas por lei apenas na graduação, e que em tese a administração pública só poderia fazer o que fosse taxativamente permitido pela lei, se  não há previsão legal explícita para cotas na pós então “não podem” ser realizadas…, obviamente discordamos desse entendimento, e  vejamos por quais motivos temos uma situação completamente falaciosa no entendimento contido no parecer e na ação subsequente :

a) A autonomia universitária não é uma ficção, cotas na graduação (sociais ou sócio-raciais) existem em graduações país afora desde 2003… quando a lei de cotas é de fins de 2012 (i.e antes de haver “lei específica” já se praticava); o que se questionava até então era a constitucionalidade do critério racial na reserva, questão plenamente resolvida pelo STF ao aprovar por unanimidade o critério racial para o acesso universitário ainda em abril de 2012, e com repercussão geral, ou seja, válido para qualquer situação de acesso não apenas universitário, mas em ações afirmativas em geral (vide cotas em concursos públicos ).

b)  A ideia de que  “A legalidade administrativa significa que a Administração Pública só pode o que a lei permite” e  que  “Cumpre à Administração, no exercício de suas atividades, atuar de acordo com a lei e com as finalidades previstas, expressas ou implicitamente, no Direito”, não pode ser interpretada simploriamente  de forma positivista como “não está escrito com todas as letras em uma lei específica, não vale”,  acima das leis postas estão os princípios, a hermenêutica (em especial os MÉTODOS DA NOVA HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL) estão ai para isso mesmo, acima da legislação ordinária está a Constituição, e a definir os princípios norteadores de um determinado campo legislativo/jurídico estão OS CÓDIGOS e OS ESTATUTOS, esses últimos deverão ser consultados para entender os limites do legal e ilegal quando não há legislação ordinária específica ou clara sobre um tema relacionado (ou se pretende criá-la , ou julgar no âmbito do assunto).

c) Cabe bem para tal, analisar o que diz  a  LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010. que  Institui o ESTATUTO DA IGUALDADE  RACIAL :

Art. 3o  Além das normas constitucionais relativas aos princípios fundamentais, aos direitos e garantias fundamentais e aos direitos sociais, econômicos e culturais, o Estatuto da Igualdade Racial adota como diretriz político-jurídica a inclusão das vítimas de desigualdade étnico-racial, a valorização da igualdade étnica e o fortalecimento da identidade nacional brasileira.

Art. 4o  A participação da população negra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:

I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;

II – adoção de medidas, programas e políticas de ação afirmativa;

III – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a superação das desigualdades étnicas decorrentes do preconceito e da discriminação étnica;

IV – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação étnica e às desigualdades étnicas em todas as suas manifestações individuais, institucionais e estruturais;

V – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade étnica nas esferas pública e privada;

VI – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades étnicas, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos;

VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades étnicas no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros.

Parágrafo único.  Os programas de ação afirmativa constituir-se-ão em políticas públicas destinadas a reparar as distorções e desigualdades sociais e demais práticas discriminatórias adotadas, nas esferas pública e privada, durante o processo de formação social do País.

De EVIDÊNCIA SOLAR portanto, que  “a lei” permite de maneira geral a adoção de ações afirmativas com recorte “racial”  através da ” II – adoção de medidas, programas e políticas de ação afirmativa, para a  III – modificação das estruturas institucionais do Estado por meio de IV – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação étnica e às desigualdades étnicas o que inclui V – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade étnica nas esferas pública e privada por meio da VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades étnicas no tocante à educação; restando mais do que claro que  não apenas NÃO EXISTE VEDAÇÃO como se está PERMITIDO e OBRIGADA a Administração Pública a adotar  EM TODOS OS NÍVEIS  de sua esfera administrativa tais medidas (mesmo que ainda não exista regulamentação específica externa ou interna) .

Por fim, quando se coloca também a resolução 023/2014, que Disciplina os Procedimentos Para a Realização dos Exames de Seleção Para Ingresso na Pós-Graduação Stricto Sensu no Âmbito da Universidade Federal do Amazonas (destaque na imagem abaixo), como “impeditivo” para a utilização de cotas na pós-graduação, nova falácia se impõe, pois nada lá se opõe a tal, muito pelo contrário, a resolução dá a cada programa a responsabilidade de elaborar seu próprio edital, apenas balizando alguns impedimentos (dos quais não constam proibição a adoção de cotas) e definindo alguns itens comuns obrigatórios, dentre eles a IGUALDADE DE CONDIÇÕES que (ao contrário do que alguma visão positivista  possa vir a entender como “absoluta ausência de critérios afirmativos”) é na realidade um indicativo de que as providências necessárias para a ELIMINAÇÃO de DESIGUALDADES (e vimos acima  no item c de nossa análise, ao que se refere o termo e como deve ser operacionalizado) devem constar do edital e dos processos seletivos.

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Portanto, a alegação de “não legalidade” para a não manutenção da política de cotas nos programas da UFAM,  não se sustenta…, em postagem próxima estaremos analisando os aspectos políticos e ideológicos por trás de tal situação, bem como, os problemas conceituais e  equívocos de operacionalização de cotas nas seleções de pós da UFAM, aguarde portanto RETROCESSO NA UFAM (II):  Problemas conceituais e  equívocos de operacionalização de cotas nas seleções para Pós-Graduação..

Adeus Marina !

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Todos sabemos que a pressão é grande, os compromissos e as alianças firmados vão para além do campo moral,  também para pontos pragmáticos, há que se considerar ainda que em questões de consciência cada um tem seus motivos.

Por outro lado,  a relação passional de Marina com o PT, tal qual toda separação motivada por preterimentos, traições, incompatibilidades, etc…;  gerou mágoas pessoais, orgulhos feridos, dificuldades de interação, desejo de ver o outro “se dar mal”, “provar valor”, enfim… coisas que podem suceder a qualquer um, e não raro provocando também atos “pouco racionais”,  não estou me referindo apenas pelo lado de Marina mas também do PT.

A “solução” de  sair de “consciência limpa” pelo fato de Aécio ter se “comprometido” com pontos programáticos colocados com condição, “justificando” o seu apoio, parece ser mesmo apenas mais uma forma de tentar atingir o PT  “dando um gás” à campanha de Aécio, penso que nem ela mesma acredita que tais compromissos seriam cumpridos em caso de vitória, simplesmente por em nada baterem com as práticas e mentalidade PSDBistas… .

Portanto a decisão de Marina em apoiar Aécio no segundo turno é o “tudo ou nada” dela, terá alguma sobrevida caso Aécio ganhe, mas já perdeu a legitimidade para ser “terceira via” nas próximas eleições, posso arriscar que com esse simples ato perdeu pelo menos 50% de sua densidade eleitoral, mesmo com o PT apeando do governo, o partido continuará sendo grande força política e não será agora que acabará a polarização com o PSDB, sua única chance futura (para a presidência) seria se tornar a candidata do PSDB ou por ele apoiada desde o primeiro turno em 2018 (política é caixinha de surpresas mas convenhamos isso é bem improvável…), portanto, mesmo que o PSDB ganhe, no longo prazo Marina perde ( tal qual ex-esposas magoadas,  seu único gosto será ver o ex-amado prejudicado, mesmo que isso não lhe ajude em nada, muito pelo contrário)

Agora alterando o cenário com vitória de Dilma,  nesse caso  Marina vai junto com Aécio para o semi-ostracismo…, uma vez que  Minas já “se livrou” dele, retomar o poder lá será complicado (ainda mais em um cenário com o novo governo mineiro do PT alinhado com um governo federal idem), por sua vez, todos sabem a guerra que ocorre dentro do PSDB todas a vezes que tem que escolher candidato à presidência, essa foi a chance de Aécio, se perder agora  e já tendo perdido o governo de Minas… “já era” para ele, e tendo  Marina perdido a “independência”, acaba também o grande trunfo que  a sustentou nas suas duas campanhas.

É certo que se boa parte de seus eleitores optará por Aécio no segundo turno, outra grande parte não a seguirá (eu inclusive), não apenas no segundo turno, como também em outra eventual candidatura à presidencial.

Outro sinal forte é que a amiga e apoiadora Neca Setúbal (isso mesmo, a herdeira do Itaú, de quem tanto injustamente falaram), já havia anunciado logo após o primeiro turno, que  se retirava completamente da campanha presidencial, voltando a se dedicar à Educação (seu real e principal campo de atuação), ou seja, não acompanha Marina no segundo turno, para bom entendedor… .

Se o caro leitor ou leitora  sabe do que se trata a tal “relação perde-perde” já deve ter percebido que seja qual for o resultado, para Marina é o que sucederá.

Adeus Marina !

Outubro Rosa no TJAM

Com a Dra Mônica Bandeira de Mello, Ginecologista da FCECON e ativista da campanha de vainação gratuíta contra o HPV

Com a Dra.  Mônica Bandeira de Melo, Ginecologista da  FCECON e ativista da campanha de vacinação gratuita contra o HPV

Estivemos participando e dando apoio técnico às palestras da Dra. Mônica Bandeira de Melo, Ginecologista de Fundação CECON e ativista criadora da campanha pela vacinação ampla e gratuita de meninas contra o HPV, o Amazonas e Manaus são pioneiros nesse tipo de vacinação.

Em tempo: A Dra. Mônica, foi quem fez o acompanhamento pré-natal e o parto da minha filha (que já vai para a faculdade… ;))

Veja mais detalhes na matéria em http://goo.gl/jFk7JM

Mais um certificado…

Diversificando e ampliando conhecimentos…., e vamos em frente !

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OAB-AM cria comissão para fiscalizar e combater crimes raciais

À frente da comissão está nosso conhecido companheiro de luta Adjailson “Cazumba”, Parabéns.

 

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Estudo, organizado em 2010, identificou 136 casos de racismo na capital amazonense.

OAB-AM cria comissão para fiscalizar e combater crimes raciais

out 09, 2014 Dia a dia (Amazonas em tempo)

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM) passou a integrar um pequeno grupo de estados brasileiros que possui uma comissão específica para promover as ações destinadas a garantir o acesso igualitário e a fiscalização do cumprimento das ‘Leis Raciais’ e das políticas públicas relacionadas ao tema, principalmente nas áreas de cultura, educação e segurança.

O presidente da recém-criada Comissão de Promoção da Igualdade Racial, Adjailson Figueira, diz que o Amazonas está atrasado no combate aos crimes raciais. O estado não possui pesquisas atualizadas sobre o tema, só alguns dados oficiais, que não refletem a realidade, e também não conta com órgãos especializados no atendimento às vítimas.

De acordo com Adjailson Figueira, a última pesquisa realizada sobre o assunto é de sua autoria e se restringe à cidade de Manaus. O estudo, organizado em 2010, identificou 136 casos de racismo na capital amazonense. A zona Norte liderou o ranking com 33% dos casos, seguida da zona Sul, com 32,1%. A zona Leste registrou 22% das ocorrências e a zona Oeste, 12,8%. A Comissão da OAB/AM, segundo ele, já começou a fazer um novo levantamento.

“Alguns estados brasileiros já implantaram delegacias especializadas, ao identificarem as dificuldades enfrentadas por parte das vítimas desse tipo de crime e a falta de capacitação técnica e estrutural de suas polícias para tratarem desses delitos”, afirma Figueira.

Ele cita o caso da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funciona em São Paulo, desde 2006, e da Delegacia de Defesa e Proteção dos Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias, que funciona em Teresina/PI. Em 2011, o Estado do Rio de Janeiro também criou a Decradi.

“No Amazonas, os números de crimes raciais não são tão elevados, porque as vítimas não costumam registrar as ocorrências. Muitas preferem sofrer caladas”, avalia o presidente. “A incerteza nos resultados práticos das denúncias sempre foi e continua sendo um empecilho para as vítimas buscarem ajuda, assim como a falta de informação, de onde e como buscar apoio”, completa o advogado.

Neste contexto, conforme Figueira, a Comissão deve se tornar uma referência na defesa, promoção e garantia dos direitos raciais, resultando no aumento do número de pessoas encorajadas a buscar o apoio especializado da OAB/AM.

No momento, o grupo de trabalho da OAB está realizando um levantamento detalhado e atualizado das questões raciais do Estado, pois muitos dos dados oficiais, ele ressalta, não correspondem aos relatos das vítimas de racismo no Amazonas. Com essas informações, a Comissão planejará as ações para 2015.

Com informações da assessoria

Que tal um pouco de poesia ? O emparedado (Cruz e Sousa)

Apesar de oitocentista (séc. XIX) o poema continua super atual (será que alguém não vai perceber do que ele  está falando ? )

"Um

Cruz e Souza, poeta catarinense, 1861 – 1898

O poeta emparedado

“Não! Não! Não! Não transporás os pórticos milenários da vasta edificação do mundo, porque atrás de ti e adiante de ti não sei quantas gerações foram acumulando, pedra sobre pedra, pedra sobre pedra, que para aí estás agora o verdadeiro emparedado de uma raça. Se caminhares para a direita baterás e esbarrarás, ansioso, aflito, numa parede horrendamente incomensurável de Egoísmos e Preconceitos! Se caminhares para a esquerda, outra parede, de Ciências e Críticas, mais alta do que a primeira, te mergulhará profundamente no espanto! Se caminhares para a frente, ainda nova parede, feita de Despeitos e Impotências, tremenda, de granito, broncamente se elevará ao alto! Se caminhares, enfim, para trás, ah! ainda, uma derradeira parede, fechando tudo, fechando tudo ~ horrível – parede de Imbecilidade e Ignorância, te deixará num frio espasmo de terror absoluto…
E, mais pedras, mais pedras se sobreporão às pedras já acumuladas, mais pedras, mais pedras… Pedras destas odiosas, caricatas e fatigantes Civilizações e Sociedades… Mais pedras, mais pedras! E as estranhas paredes hão de subir longas, negras, terríficas! Hão de subir, subir, subir, mudas, silenciosas, até as Estrelas, deixando-te para sempre perdidamente alucinado e emparedado dentro do teu Sonho…”

Cruz e Souza

De onde é que vem esses votos ???

Aécio-Alckmin

Até entendo quem pelas mudanças no PT  após o poder, queira renovação e alternância e busque outra alternativa à esquerda… (quem escolheu Luciana Genro ou  Eduardo Jorge), entendo quem desconfia da Marina (ou arranje mil desculpas para que uma negra, amazônica, de aparência frágil e evangélica não chegue ao cargo máximo da república, afinal ainda estamos no Brasil… já se foi até longe dadas as circunstâncias…), entendo mais ainda quem por histórico social privilegiado, esperada insensibilidade social  e resistência egoísta e classista às mudanças que reduziram enormemente o fosso entre ricos e burgueses remediados e os tradicionalmente excluídos…  repudie PT e esquerdas e vote com os tucanos e aliados tradicionais; entendo até quem vota em sintonia com o pensamento retrógrado e destemperado dos “nanicos”.

Mas está difícil de entender de onde é que vem quase 35 milhões de votos para o PSDB (com o histórico negativo que tem para o país) e principalmente para o Aécio ( de histórico pouco positivo e único dos candidatos em que se pregou um escândalo direto e pessoal como o caso do aecioporto…).

Só das elites numericamente não pode ser…, quem só queria “alternância” descarregou em Marina…,  os maiores beneficiados pela duodécada petista (leia-se pobres)  e o pessoal de maior consciência social obviamente deram os  mais de 43 milhões de votos para Dilma…, mas tá difícil de identificar quem  são  e quais os “motivos” desses milhões e milhões que se aliaram às elites (mas obviamente não fazem parte dela) e renegaram os avanços sociais trazidos pelo PT e a expectativa de alternância trazida por Marina… .

Talvez tenha sido o mesmo pessoal que reelegeu Alckmin em SP (e no primeiro turno com  mais de 12 milhões de votos [57 %] )  a despeito de tudo de ruim que ocorreu nos 20 anos de dominação tucana no estado (e ainda vai ocorrer…, nem a iminência de acabar a água na maior capital do país  disparou o “voto da mudança”),  somando aos   12 milhões do maior colégio eleitoral do país… de Minas vem 4 milhões de votos para governador do PSDB, do RJ mais 3 milhões e tal… , ou seja menos de 20 milhões de votos de onde se esperaria que viriam majoritariamente, mas e esses outro 14,5 milhões espalhados por todo o restante do país ????,   desconfio que “no frigir dos ovos” pode ter sido a mesma turma que foi fazer “micareta sem causa” nas ruas em junho/13  (lembrando que alguns manifestantes até tinham causa definida e clara, mas era uma minoria…), outra coisa que causa estranheza é um estado em tese vanguardista como o RJ eleger (e com a maior votação) como Deputado Federal  Jair Bolsonaro (que defende claramente um pensamento semelhante ao de FIDELIX, sendo que esse último foi nacionalmente objetado ), vá entender…,  elocubrações meras elocubrações, mas  afinal quem é esse pessoal  que vota a partir de uma lógica que não é óbvia para a maioria das pessoas ??? .

Estamos apaixonados por Gina Lobrista, artista de rua do Pará (reprodução)

Dessa vez estamos dando uma “reproduzida básica” ;) em uma postagem  do Pedro Rocha no PAPELPOP .

Só para constar nosso comentário, o clipe está ótimo mesmo, parabéns para a PLATÔ PRODUÇÕES que captou maravilhosamente a atmosfera do mercado ver-o-peso em Belém do Pará, contexto em que se insere essa “nova revelação” da música paraense.

ARTISTA NOVO, GLR

Estamos apaixonados por Gina Lobrista, artista de rua do Pará

“Todo mundo conhecia aquela voz ali no mercado do Ver-o-peso, mas ninguém sabia quem ela era”, conta Jefferson Oliveira, um dos donos da Platô Produções. “Nós sentimos que ela precisava de um clipe”.

Gina topou na hora, mas ficou com um pé atrás porque já tinha sido enganada muitas vezes. “Ela não confiou 100%, mas levamos ela até a nossa faculdade e mostramos pra ela o nosso ambiente e logo ela ficou mais tranquila”, disse Jefferson.

O clipe de “Eu Estou Apaixonada por Você” mostra a Gina encarnando várias mulheres que passam diariamente pela feira Ver-o-Peso, além de mostrar também um pouco da sua própria rotina carregando seu microfone pela cidade.

O resultado ficou incrível, né? Viva Gina! Nasce uma nova musa em Belém do Pará!

POR PEDRO ROCHA EM 26/09/2014 13:20

Participação no Jornal AM TV – Matéria Preconceito

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Clique na imagem para ver o vídeo da matéria.

Participação  em mais uma entrevista sobre um tema para o qual sempre me referenciam… Preconceito & Racismo .

Essa foi curtinha,  na verdade uma “levantada de bola” para a matéria  principal tratada por um consultor jurídico ( vídeo aqui ); voltando ao comentário sobre a nossa entrevista específica…, como em  toda entrevista desse tipo (tempo bem reduzido) se faz  edição e cortes para a fala “caber” no tempo, o que implica em um resultado inteligível, mas sem boa parte das informações que julgamos pertinentes para a questão, as vezes uma informação complementar que passamos  em off  (com câmeras e microfones desligados) é mal-entendida ou é passada de uma forma que acaba não refletindo, ou refletindo com imprecisão o que se  disse, e “na  pressa”  também deixamos as vezes de explicar melhor certos conceitos e ai acabamos  também deixando espaço para a imprecisão interpretativa ou  mesmo a “deturpação” do que foi dito.

Um exemplo nessa entrevista é que em off eu disse que de acordo com o Censo 2010, a população do Amazonas tem 4,3% de autodeclarados PRETOS, número próximo ao de indígenas (4,8%) o que representa em números absolutos cerca de 120 mil pessoas (e demonstra a impropriedade em dizer que o estado “é indígena”  ao mesmo tempo em que se nega ou ignora a presença e relevância da população de origem afro) ,  na reportagem a locução em “background”  fala em 120 mil NEGROS… , (confusão comum para quem não tem bom domínio da temática), ocorre que PRETO não é sinônimo de NEGRO…, o IBGE trabalha com as categorias BRANCO, PRETO, PARDO, AMARELO e INDÍGENA, sendo que POPULAÇÃO NEGRA é a soma dos autodeclarados PRETOS e PARDOS… ou seja, a proporção populacional de NEGROS é muito maior do que ao se vislumbrar apenas os PRETOS (os de aparência “padrão africana” não miscigenada)  e isso gera uma incoerência estatística e colabora com o processo de invisibilização negra, e mesmo sendo a maioria dos pardos do estado (68% da população) de origem indígena, não quer dizer que boa parte desse percentual  não se trate de pardos de origem afro (por extrapolação, etc… estima-se que 20% da população amazonense seja parda de origem afro), somados pretos e pardos de origem afro, teríamos coisa de 25% de população negra no Amazonas (estatisticamente empatada com a população autodeclarada branca…) .

Outro ponto é a “manchete”, na realidade o que foi passado pelo Jefferson (que aparece na primeira parte da entrevista falando sobre LGBT) é que o estado ocupa primeiro lugar no ranking de crimes motivados por homofobia no norte do pais…, do jeito que ficou, da a ideia errada de que é o PRECONCEITO contra LGBTs e Negros (tudo junto e misturado) que ocupa a “primeira posição” em um ranking nacional, o que de certo não reflete a realidade… .

Mas isso são detalhes e “faz parte”, no geral ficou bom e cumpre o objetivo .

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