Vira e mexe, de novo os haitianos…

imigrantes-o-que-fato-sucedeApesar de não mais com o “entusiasmo” de alguns anos atrás, quando começaram a chegar os primeiros haitianos fugindo do caos  após a destruição causada pelo terremoto de 2010, vira e mexe alguém “lembra” que eles continuam vindo, não raro demonstrando alguma “preocupação” ou “dúvida” com relação a por que e como eles vem…, muito embora não tenha havido qualquer grande problema social (a exceção do grande acúmulo de imigrantes aguardando nas “cidades estanques” de entrada), nada de aumento de criminalidade, choques culturais, invasão de terras, moradia perigosa…, ou seja, nada do que ocorre normalmente com nossas próprias migrações internas, a única coisa que tem ocorrido é gente contente por poder estar trabalhando e ganhando o seu honestamente e patrões contentes com trabalhadores dedicados e  que “pegam rápido” as coisas.

Hoje temos no Brasil, cerca de 34 mil haitianos (podendo chegar a 50 mil no final do ano), 20% deles conseguem vistos no próprio país e desembarcam direto nos aeroportos de Belo Horizonte, Brasília ou  São Paulo;  pouco mais de 40% dos imigrantes haitianos têm escolaridade de nível médio completo ou incompleto, 30% do total  desses imigrantes são absorvidos pela construção civil os demais em outras ocupações em geral “indesejadas” ou não muito visadas pelos brasileiros (jardineiros, garçons, zeladores ou mesmo chão de fábrica). Como eles vem não é segredo, quem ficou com a casa em pé  hipoteca a casa em troca de algum dinheiro vivo, existe também as “vaquinhas familiares”, no médio prazo ter parentes trabalhando e enviando um fluxo constante de divisas a partir do Brasil é mais interessante que investir na destruída economia haitiana…, o custo dessa vinda é de cerca de 2,9 mil dólares por pessoa (~R$ 6.500) o que não é pouco, mas devido aos esquemas apresentados também não é nada “impossível”.

Apenas para ilustrar, no período da imigração massiva (de 1824 a 1969) tivemos  mais  de  250 mil  alemães entrando, sendo (76 mil) em um período de 10 anos(1920-1929), entre 1904 e 1972, desembarcaram um milhão e 240 mil portugueses, 505 mil espanhóis, 484 mil italianos, 248 mil japoneses, isso tudo em uma época em que a população brasileira era bem menor… , e para lembrar uma imigração mais recente (a dos coreanos) que hoje já são 50 mil no país,  sem contudo se ver “dúvidas ou questionamentos” quanto a qualquer uma delas (e muito pouco sobre os bolivianos escravizados em SP…),  a entrada maciça de imigrantes europeus na virada do século XIX para XX sob o argumento de que havia escassez de mão de obra com o fim da escravidão é totalmente falaciosa, já que segundo o historiador Petrônio Domingues, não havia escassez de mão de obra em finais do século XIX. Domingues calculou que havia no Brasil, naquela época, cerca de 4 milhões de brasileiros ociosos, entre negros e não negros. Entre 1851 e 1900, entraram no Brasil 2 milhões de imigrantes, ou seja, metade do total de nacionais fora do mercado de trabalho. Não existia, portanto, uma real necessidade de atrair esse contingente de imigrantes para o país, pois os próprios brasileiros poderiam ter suprido a demanda.

Logo, essa importação massiva de europeus e asiáticos fazia parte de uma política chamada “política nacional de branqueamento” , cuja intenção era óbvia…,

Citando José Honório Rodrigues, João Camilo de Oliveira Torres[2] documenta (p.90-91):

“Excluídos os chineses, começaram os defensores da branquidade, da europeidade de nossa gente, a opor-se à entrada de negros e amarelos. Foi a república que iniciou a discriminação. Já o Decreto nº 528, de 28 de junho de 1890, sujeitava à autorização especial do Congresso a entrada de indígenas da Ásia e da África, que não tinham assim a mesma liberdade de imigração que os outros.

Em 28 de julho de 1921, Andrade Bezerra e Cincinato Braga propuseram ao Congresso um projeto cujo artigo 1º dispunha: ‘Fica proibida no Brasil a imigração de indivíduos humanos das raças de cor preta. Dois anos depois, a 22 de outubro, o deputado mineiro Fidélis Reis apresentava outro projeto relativo à entrada de imigrantes, cujo artigo quinto estava assim redigido: ‘É proibida a entrada de colonos da raça preta no Brasil e, quanto ao amarelo, será ela permitida, anualmente, em número correspondente a 5% dos indivíduos existentes no país.(…)

No campo especificamente jurídico, essa ideologia pode ser constatada, emblematicamente, no Decreto-lei nº 7.967/1945. Cuidando da política imigratória, dispôs que o ingresso de imigrantes dar-se-ia tendo em vista “a necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência européia.” (artigo 2º).

Para encurtar a conversa, não havendo qualquer problema real causado pela entrada dos refugiados haitianos e sendo o seu número muito menor que a maioria das entradas históricas de imigrantes, só nos resta concluir que “o problema” continua sendo o mesmo introjetado pela política de branqueamento…, por tal motivo é que insistimos que por mais que as pessoas não se enxerguem como racistas, e nem tenham essa intenção consciente, permanecem reproduzindo e perpetuando visões preconceituosas e discriminatórias, só o conhecimento pode despertar uma mente embotada  pelo nevoeiro eurocentrista (base do racismo), esse é o nosso trabalho, não é sair por ai acusando uns e outros de “racistas”, mas sim despertar consciências a partir de fatos e dados claros e inequívocos (mas que nem sempre estão reunidos ou são de interesse de quem não estuda a temática seriamente), só assim as coisas mudam…

Anão é o escambau…

Anão-o-escambau

Antes de mais nada, cabe lembrar que a indignação não tem absolutamente nada a ver com o nanismo biológico ou qualquer interpretação como ofensa  ou estigmatização a partir do mesmo, nascer anão  é uma das  naturais possibilidades humanas e não cabe ai nenhum motivo para discriminação ou ofensa.

O que estou falando é da falta de respeito de um representante de um estado (Israel) o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor,  para com um outro estado (Brasil), e o pior um estado “amigo”… (por enquanto), ao dizer que a medida de chamar o embaixador brasileiro em Tel Aviv (por conta das recentes atrocidades israelenses na faixa de Gaza)  “era uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”; se há “estados-nanicos” pela extensão territorial, pela  economia ou pela  influência internacional (não necessariamente sobrepostos, uma vez que temos países pequenos e riquíssimos, ou muito influentes internacionalmente, como a Suíça, o Vaticano e o próprio Israel…), o Brasil não se enquadra em nenhuma das possibilidades de “nanismo-estatal”, é gigante em tamanho, em economia e  em influência internacional, se não é um “gigante diplomático”  (para citar a fala do “Speaker”  israelense) caminha a passos largos para isso…, não é a toa que acabamos de sediar uma Copa da FIFA, sediaremos as próximas Olimpíadas, comandamos uma força de Paz da ONU (passo decisivo para a pleiteada cadeira permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU) e fazemos parte ombro a ombro de uma coalização econômica (BRICS) que reúne duas enormes superpotências mundiais (China e Rússia… não por coincidência membros permanentes do CS da ONU) e duas potências superestratégicas em Ásia e África (Índia e África do Sul), coalizão que mudará a face geopolítica do mundo, nem falemos em G8, e nas excelentes relações que o Brasil mantém com países ricos e pobres de todo o planeta… .

Israel com seu “terrorismo de estado” (não tem outro nome para as atrocidades em Gaza cometidas contra uma população civil, usando uma poderosa máquina de guerra de forma desproporcional e covarde),  já não gozava da simpatia do mundo árabe, agora ultrapassou total e inequivocamente os limites da “auto-defesa”  e já não angaria mais a simpatia mundial à exceção de alguns “sionistas convictos” e anti-islamitas em geral e é óbvio dos governos que mantém Israel como “ponta de lança” no oriente médio…, com mais essas atitudes arrogantes está perdendo e vai perder todo e qualquer apoio dos “amigos”  e ver os “neutros” tomarem partido contrário.

Vamos ver quem é  verdadeiramente o “anão diplomático”…  .

Ver matéria motivadora do post : http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/israel-lamenta-decisao-do-brasil-de-convocar-embaixador-em-tel-aviv.html

Justiça feita

arma-candomblé

Imagino que devido a repercussão midiática todos lembrem o caso do juiz federal, que em decisão sobre retirada do youtube de vídeos de intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana, afirmou que as mesmas “não se tratavam de religiões” e que o direito à livre expressão e crença permitia a manutenção do vídeos online,  se retratando depois com relação ao “ser religiões”, mas não com relação a manutenção dos vídeos.

Pois bem,  o que passou bem discretamente pela mídia,  foi  a derrota sofrida pelos intolerantes, na instância de recurso do TRF-2 por meio de liminar (veja detalhes aqui na matéria do Estadão : TRF  manda Google, retirar vídeos  de intolerância religiosa), mas a coisa não vai ficar só por ai… aguardem “cenas dos próximos capítulos”.

Agora…, o impressionante mesmo nas notícias brasileiras sobre racismo, intolerâncias, ou ações afirmativas(AA) são sempre os comentários…, como tem gente reacionária e “cara-de-pau” que mesmo contra as evidências e a lógica, insiste na “justificação” das ofensas e injustiças racistas e intolerantes e na manutenção do “não façam nada, deixe tudo como está”  (principalmente quando se trata de AAs) a partir de argumentos falaciosos e uma interpretação deturpada do direito e liberdade de expressão e mesmo da igualdade.

Por outro lado, não precisava tanta “polêmica jurídica”, nem “altos estudos teóricos” para determinar o que é claro, simples e está  “com todas as letras” no nosso próprio arcabouço jurídico nacional…

LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010. (Estatuto da Igualdade Racial)

Art. 26. O poder público adotará as medidas necessárias para o combate à intolerância com as religiões de matrizes africanas e à discriminação de seus seguidores, especialmente com o objetivo de:

I – coibir a utilização dos meios de comunicação social para a difusão de proposições, imagens ou abordagens que exponham pessoa ou grupo ao ódio ou ao desprezo por motivos fundados na religiosidade de matrizes africanas;

(Apenas tal artigo já seria suficiente para embasar a decisão pela retirada de vídeos típicos de intolerância…, pode qualquer decisão ignorar ou ir contra uma lei clara e aplicável ???? )

LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997. (Altera o CP)

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Ou seja, o direito a “livre expressão” deixa de se-lo, quando se encaixa perfeitamente na descrição de um crime…, a lei está ai e é claríssima, não enxerga ou não cumpre quem não quer…, só não vai dar mais para contar com  plena impunidade nem “complacência judiciária”, novos tempos…

O MEC e o Mestrados “a distância”

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No já longínquo final de 2005, quando o Decreto n o 5.622, de 19 de dezembro de 2005 veio à luz,  finalmente pré-regulamentando os mestrados via EAD (previstos desde a LDB de 1996), muita gente acreditou que dali a 180 dias (prazo dado para que a CAPES conclui-se o detalhamento da regulamentação) o cenário da pós-graduação stricto sensu em fim seria democratizado, ledo engano… .

Idas e vindas da legislação e nada de mestrados a distância nas mais variadas áreas se tornarem realidade no Brasil…, a CAPES (a grande “entravadora” da questão) acabou ironicamente recebendo a incumbência de “cuidar” da EAD no ensino superior.

Depois de muuuitooossss anos finalmente, a UAB-Universidade Aberta do Brasil (na realidade um pool de universidades públicas) recebeu  autorização para um mestrado “a distância”, só que além de ser semi-presencial (e com uma exigência de presença elevada), a área escolhida foi matemática,  área diversa das desejadas  pelos potenciais interessados, projeto  direcionado exclusivamente para professores do ensino básico da rede pública…  o PROFMAT, para piorar o mestrado recebeu a pecha de “profissionalizante” (em tese não aplicável para o magistério superior…, mas sim para qualificação de exercícios profissionais que não a docência), fica a pergunta:  se o mestrado é para professores que obviamente atuam na docência, por qual motivo é “profissionalizante” ??? ; a resposta talvez seja :  “Para evitar que os novos mestres, façam o que em tese é a função precípua dos mestres, lecionar em nível superior (muito embora haja quem entenda que mestre é tão somente um pesquisador, um “pré-doutor”)  e “invadir” o reduto dos  “acadêmicos”…   ” (reserva de mercado ????) ; depois do super interessante PROFMAT,  veio o Mestrado profissionalizante em Letras e nos mesmos moldes o PROFARTES, voltado para professores de artes… .

Enquanto isso…, nada de autorizações de mestrados de interesse geral (e com maior assincronia, com o formato online majoritariamente e as atividades presenciais minímas exigidas por lei), muito menos sem o “apartheid profissionalizante”, com isso gerações de  profissionais  já graduados  que poderiam já serem  mestres ou doutores, continuam tendo que depender exclusivamente do PPGs (programas de pós-graduação) presenciais das universidades públicas (oferta relativamente baixa e de seleção tradicionalmente excludente…) ou dos caríssimos de algumas intituições privadas topo de linha…, eventualmente se arriscando em algum curso estrangeiro (preferencialmente do Mercosul) de custos muito menores e maior flexibilidade, mas sem garantias de revalidação no Brasil… .

Eu falando de futebol ? INÉDITO !

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Resultado do jogo de despedida do Brasil na Copa 2014, depois do acachapante 7×1 levado da Alemanha.

Pois é…, quem acompanha o blog e quem me conhece  fora do ciberespaço, sabe que futebol não é “minha praia”, não jogo, não sou torcedor de nenhum time,  não uso camisa de time (só usei camiseta da seleção quando morei um tempinho fora do país, não pelo futebol, mas como destacador da minha “brasilidade”), não assisto jogos, evito noticiário sobre e discussões futebolísticas; assisto sim algumas  partidas das copas (afinal até o Obama, de um país que não tem o futebol como grande esporte assistiu ao menos um jogo nessa…),  em geral assisto os dois jogos “valendo” de Camarões (tomei simpatia pela seleção na copa de 90, quando foi muito melhor que o Brasil) e algumas partidas  decisivas do Brasil.

Não vou aqui comentar lances, nem escalações, nem tática…, isso não me apetece nem me compete, vou apenas falar da gestão do futebol, esporte que mexe tanto com o brasileiro.

Desde que vim ao mundo, transcorreram 13 copas (12 eu acompanhei, a de 70 para a frente), a configuração do quadro mundial das seleções mudou bastante, novas potências surgiram, velhas potências se esmaeceram e outras literalmente desapareceram, como a extinta Iugoslávia (que se transformou em um monte de países, entre eles a Croácia), os árabes, asiáticos e os africanos entraram no jogo… e até o “impermeável” EUA;  durante um bom tempo existia “time bobo”, daqueles em que não havia estrelas jogando fora dos seus países com contratos milionários, mais do que um grande negócio, futebol era então “apenas” um esporte, entusiasticamente jogado tanto  por craques memoráveis  quanto apagados “pernas-de-pau” (logicamente os melhores de cada pátria), nesse período, os clubes se internacionalizaram com atletas de outros países, os técnicos começaram a correr mundo também, gerando memes imperdíveis como o famoso inglês do Joel Santana, três dos cinco títulos brasileiros foram conquistados nesse período,  no qual o Brasil solidificou a imagem de “mostro sagrado” do futebol, e além do velho e conhecido “Rei” Pelé (ignoremos as reivindicações  argentinas :-) ), passou a ser referenciado também por outros “Reis”, “Imperadores”, “Fenômenos” e o que o valha .

Basicamente o que eu quero dizer, é que o futebol mudou, os “bobos” não existem mais, ninguém mais treme só de ver a “amarelinha” (nem pensa duas vezes antes de “descer o cacete” em um “superastro” mundial da bola) , o “futebol-negócio”  é um Show Business, e todo show exige mais do que talentos GESTÃO, não qualquer gestão, mas gestão moderna e acima de tudo EFICIENTE, e um dos caminhos para isso é a renovação e atualização, não “entendo” nada de futebol pois não acompanho interessadamente, inevitavelmente ouço algo sobre “alta cartolagem” brasileira, na FIFA ou CBF (antes era CBD), e só me vem à cabeça dois nomes,  Havelange e Teixeira (sério, não conheço outros e isso em 46 anos…), comissão técnica para mim é sempre um susto, o técnico da década de 70 está ativo em outro cargo já no século XXI, assim como me assusto com a mistura de técnicos de várias gerações no mesmo banco…, parece não haver aposentadorias nessa área, tudo é um grande “Déjà Vu”… .

Dizer que grandes seleções “caíram” antes da nossa, não é argumento razoável, para quem detém o maior número de títulos mundiais da história e até essa copa mantinha recordes de produtividade em campo, além do mais,  as grandes que caíram não o fizeram com  tão triste  intensidade e forma (e em casa com tudo a favor).

A promiscuidade entre poderosos da mídia e a CBF, a elite de cartolas e políticos associados, atravanca o futebol brasileiro, coisas como jogos as 10 da noite para não atrapalhar horário de novela, insistência em não renovar na comissão técnica, e sei lá mais o que rola…, foi fatal para a seleção de futebol, é como aquele jogo de queda de dominó, vimos a última pedra cair, mas isso começou  lá atrás … .

As vésperas da grande  final  da “Copa das Copas”  podemos dizer que foi um grande sucesso, lição de casa feita e nota com estrelinha, mas com relação ao nosso futebol, sem mudanças na gestão vai continuar a  reprovação certa … .

O adiamento da aposentadoria de Barbosa: entendendo a razão.

danca-das-cadeiras

Na administração pública, toda vez que se troca a chefia do poder, do governo, ou autarquia, acontece a chamada “dança das cadeiras”, ou seja, a substituição das chefias dos primeiros escalões por pessoas  “da confiança” do novo administrador (que podem ser servidores concursados ou “comissionados”  limitados por uma cota máxima), em geral também ocorre a demissão de contratados temporários sem cargos de chefia e a contratação de pessoas mais “afinadas” com os novos chefes, há ainda a situação dos servidores efetivos em “chefias baixas” (funções gratificadas) e/ou membros de comissões de trabalho remuneradas, que podem ser substituídos ou terem as comissões extintas; bom, pelo menos essa é a regra geral, mas há casos em que a “dança das cadeiras” não ocorre ou não ocorre integralmente.

Em mudanças de comando regulamentares (no prazo e datas previstas) as trocas “completas” de “staff”  são em geral sempre precedidas de um período de 3 meses em que uma comissão de transição com integrantes potenciais da nova administração, se inteiram dos assuntos e afazeres antes da saída do “staff” antigo e da entrada do novo, ao mesmo tempo que os antigos de preparam para deixar os cargos (isso acabou de acontecer por exemplo aqui no nosso TJ…).

Mas e quando a mudança ocorre fora do período previsto ? (por exemplo, antes do final de um mandato), e isso pode ocorrer por vários motivos, como morte, renúncia (para por exemplo disputar um outro cargo eletivo…, isso acabou de ocorrer aqui no Amazonas, e alguém tem dúvidas que o antigo Governador não solicitou do substituto a manutenção da estrutura até o final do mandato que cumpriria ?), aposentadoria… enfim.  Ai ocorre o que se conhece por “mandato tampão” (ou seja, para cobrir o período restante), em tais casos é comum que o sucessor (geralmente o vice-eleito, ou o segundo em comando) por meio de um “acordo de cavalheiros” com o administrador que se retira, conserve a estrutura e o staff do antecessor até o final da “administração tampão”, é claro que isso não é uma regra escrita e o novo administrador tem todo o direito de trocar o que ou quem ele quiser…, mas em respeito ao antigo chefe, e aos compromissos assumidos por ele, bem como pela fluidez da administração (já que nesses casos não houve a tradicional transição) o acordo é feito e mantido, outro fator leva em consideração os compromissos assumidos com e pelos servidores “convidados” para permanecer um determinado período no “staff” e que em função disso realizaram mudanças e assumiram compromissos em suas vidas baseados em um período X, não X – N meses…, bons líderes não abandonam à própria sorte seus comandados fiéis, mas se tem que ir embora tentam reduzir os danos para os mesmos (pelo menos até o fim do período compromissado).

No Judiciário, não é diferente, “acordos de cavalheiros”,  retornos e permanências nos gabinetes de magistrados aposentados também são comuns até a entrada de novo membro, e pode acontecer de um setor inteiro acompanhar um magistrado chefe para o novo setor assumido por ele, quando troca de função administrativa ou é promovido para desembargador… , portanto “nada de novo no front” , Barbosa não está “inventando”  nada…

Quando o administrador que sai, tem uma boa relação com o que entra (em geral seu vice) , o “acordo de cavalheiros” é cumprido…  mas quando não,  a coisa complica para os servidores “deixados para trás”  pelo administrador que sai…, e quem conhece o contexto dos últimos tempos do STF, sabe o que se passa.

O Presidente Barbosa, não tendo a garantia do tradicional ” acordo de cavalheiros”  e prevendo uma “noite de São Bartolomeu”, deu  “última forma” na aposentadoria, e vai aguardar o retorno do recesso, para que o plenário da casa decida pela salvaguarda dos servidores nos postos até que se encerre o período tampão, ou a lotação de todos no seu gabinete de ministro, até que o novo ministro que lhe  substituirá seja escolhido e tome posse. O próprio regimento do STF tem normas que favorecem isso.

Portanto, o Ministro está na realidade tentando fazer uma coisa solidária e muito comum que é não “deixar seu pessoal na mão”, uma vez que houve um compromisso mútuo; na realidade o problema todo está no fato um tanto incomum de ele deixar a presidência e se aposentar antes do previsto; em geral, por apego ao cargo e ao poder, essa saída só ocorre no último minuto, por morte ou aposentadoria compulsória… .

Programa Na Moral: Racismo; e ai ? valeu ?

Snapshot do Programa Na Moral (sobre racismo, em 10/07/2014)

Snapshot do Programa Na Moral (sobre racismo, em 10/07/2014)

Escrevi esse post após ter visto alguns comentários de outros ativistas negros no facebook  sobre o programa  de TV comandado pelo Pedro Bial  e exibido na noite de 10 de julho de 2014 (ontem),  bem como, depois de ter também comentado por lá (aliás apaguei o comentário feito sem ter visto o programa, e refiz após assistir pela web no site do mesmo, afinal, quem combate o preconceito, não pode se deixar levar pelos próprios preconceitos e nem opinar sem conhecimento de causa, então sem medo de ser feliz, fiz a coisa certa… fui ver para opinar corretamente e alterei sim o meu primeiro entendimento/comentário).

Primeiramente, analisando a visão e discurso dos ativistas (de que o programa “não prestou” e não atendeu as expectativas), penso que há equívoco na avaliação, enquanto ativista até compreendo as críticas, afinal, somos todos pessoas envolvidas com a discussão temática há longo tempo ou dedicamos ao estudo do assunto bom tempo de nossas vidas, compreensível portanto, que esperemos sempre um volume de informações e  abordagens mais veementes e combativas…, ocorre que uma das coisas que aprendi na minha pós-graduação em Educação a Distância, é que todo curso (ou evento de cunho “educativo”, e um programa do tipo tem esse cunho) tem que ter um “desenho instrucional” (projeto da forma como será apresentado) compatível com o público-alvo e aproveitando os melhores recursos do meio empregado (no caso a televisão), dai vem a “decepção” de boa parte dos ativistas que “esperavam mais” do programa.

Em segundo, quero dizer que enquanto experiente palestrante sobre o tema, sei  muito bem que ouvir sobre racismo e efeitos, é uma coisa que não agrada muita gente (o brasileiro em geral acha “incômodo” falar sobre racismo, não se acha racista e acha que “sabe tudo” sobre o assunto), se é uma programação anunciada com esse fim, não junta muita gente… e se está “embutida” em uma outra atividade não específica sobre o tema, muitas  pessoas simplesmente se levantam e vão embora na hora que se começa a tratar do assunto…, logo,  é preciso muita criatividade, domínio de palco e principalmente das informações a serem passadas, para “segurar”  até o fim quem ficou… ; em se tratando de um programa de TV, é preciso compatibilizar a forma e as informações a serem passadas, primeiro com o formato do programa e o televisivo e segundo com a “paciência” do público, afinal TV vive de audiência…  e  fazer uma coisa “pesada e maçante” não é a melhor forma de conseguir e manter isso.

Em terceiro, fazendo uma análise das falas (inclusive as do Bial), penso que no contexto e tendo em vista o público-alvo, foi sim positivo…(não completo nem “preciso”, mas efetivo) no sentido de pelo menos “abrir a cabeça” de muitas pessoas, para pelo menos a legitimidade e necessidade da discussão da temática, de que a coisa existe sim, não é “papo de complexado”, de quem  “vê pelo em ovo” , nem de quem “se vitimiza sem razão”, as pessoas devem ter entendido pelo menos a violência psicológica que o racismo impõe aos jovens negros e negras, que a baixa-estima  não é um “auto-racismo”  voluntário e ideológico, mas efeito de uma construção social de opressão secular, que a cor é sim motivo de embarreiramento social no Brasil, e que estamos muito, mas muito atrás por exemplo dos norte-americanos (e que ironia, eles sendo vistos como  verdadeiramente racistas enquanto o brasileiro não enxerga o seu próprio racismo), ou seja, “didaticamente” , o programa abriu portas para o aprofundamente da questão, talvez menos pessoas “fujam” quando derem de cara comigo ou outros ativistas em uma palestra sobre a questão… ou entrem com uma visão menos negacionista em uma discussão virtual.

Para finalizar, digo que as participações de  quase todos (Ailton Graça, Zezé Motta, Taís Araújo, Joel Zito ) foram excelentes (dentro é claro das condições de um programa desse tipo e da condução dada pelo Bial), a do Diretor Daniel Filho não  foi ruim, mas pecou muito pela invenção da “desculpa fajuta” sobre a participação do ator Sérgio Cardoso (branco pintado de preto para interpretar o personagem principal) na novela ” A cabana do Pai Thomás” (1969), aliás a verdadeira história e motivos estão na página 92 do livro “A Negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira” de Joel Zito Araújo (que participou do programa e por motivos óbvios não pode polemizar  a questão),  quanto a participação do Tiaguinho, não poderia ser diferente… bem fraquinha, mas também não se pode esperar muito dessa geração de pagodeiros e jogadores de futebol  negros, que além de faturarem alto e terem fama (reduzindo bastante a sua percepção do racismo e seu envolvimento sério com o antiracismo) tem como “ícones” pessoas como o cantor Alexandre Pires…

Enfim, não foi o que poderia ser, com quem poderia ser, nem o ideal a partir de uma visão ativista mais experiente, porém entre o zero absoluto e o meta-racismo kameliano clássico que impera na rede, penso que se não foi muito, pelo menos o saldo foi positivo.

No link abaixo tem os vídeos do programa, quem ler isso passado muito tempo vai ter que fazer busca pelo termo “racismo”  ou pela data ” 10/07/2014″.

http://gshow.globo.com/programas/na-moral/

A Abolição no Amazonas

Na presente data  (10 de  julho, também nome de rua muito conhecida aqui em Manaus, justamente em homenagem à data), achei por bem reapresentar no nosso blog, um texto que compilei  ainda na década passada (2005),

 

A Abolição no Amazonas

Este é um fato pouco conhecido pelo grande público em geral, mas o Amazonas  foi juntamente com o estado do Ceará,  pioneiro na  abolição da escravidão no país, fato que ocorreu em 1884 (portanto 4 anos antes da conhecida Lei Áurea de 1.888), promulgada por causa  da situação insustentável que era manter o regime de escravidão no Brasil,  que já se vinha desenhando havia anos, tanto por parte de pressões internacionais quanto pelas revoltas e ações dos próprios escravos, bem como, pelo trabalho da Maçonaria e de abolicionistas, logo, a Lei Áurea como muitos pensam, não foi “fruto da bondade redentora” da Princesa Isabel, foi consequência de uma luta que já vinha ocorrendo há tempos inclusive com forte participação dos próprios negros através das mais variadas formas de resistência.

A movimentação pró-abolicionista na então Província do Amazonas é bem descrita e documentada a partir de textos como o de Etelvina Garcia ( Manaus, Referências da História) :

“A cidade de Manaus extinguiu a escravidão no dia 24 de maio de 1884 e o Estado do Amazonas, um mês e meio depois (10 de julho do mesmo ano). Coube ao presidente da Província Theodoreto Carlos de Faria Souto , a decisão histórica de proclamar a igualdade de direitos de todos os cidadãos do Amazonas, depois de quase dezesseis anos de memorável campanha que envolveu toda a sociedade amazonense em torno dos ideais de liberdade.
Destacaram-se na liderança do movimento pró-abolição:

 Adriano Pimentel, Alípio Teixeira, Almino Álvares Affonso, Álvaro Botelho da Cunha, Amancio de Miranda,Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt, Antônio Dias dos Passos, Antônio Fernandes Bugalho, Antônio Guerreiro Antony, Antônio Gonçalves Paraense, Antônio da Mota, Aprígio de Menezes, Augusto Celso de Menezes, Bernardo de Oliveira Braga, Carlos Gavinho Viana, Cândida Pedrosa, Carlota Baird, Deocleciano da Mata Bacellar, Deodato Gomes da Fonseca, Domingos Franco de Sá, Domingos José Ferreira do Vale, Domingos Olímpio Braga Cavalcante, Elisa Souto, (mulher do presidente Theodoreto Souto), Floresta Bastos, Francisco das Chagas Gadelha, Francisco Ferreira de Lima Bacury, Francisco Públio Ribeiro Bittencourt, Genelio Borralho, Gentil Rodrigues de Souza, Guilherme José Moreira, Hosanah de Oliveira, Isaac Amaral, James Baird, João Antônio Marques, João Batista de Faria e Souza, João Carlos Antony, João Carlos da Silva Jatahy, João Ferreira Penasco, João Francisco Pinto, João Lopes Ferreira Filho, Joaquim Rocha dos Santos, Joaquim Santa Ignez de Brito Inglês, José Carneiro dos Santos, José Joaquim de Paiva, José Soares de Souza Fogo, Lemos Bastos, Leopoldo Adelino de Carvalho, Márcio Filaphiano Nery, Manoel José de Azevedo, Manoel de Azevedo da Silva Ramos, Manoel de Miranda Leão, Manoel Pereira da Costa, Maria José de Freitas, Maria de la Salete Castro e Costa, Maximiano José Roberto, Olívia Aranha, Paulino de Brito, Pedro Ayres Marinho, Pedro Arthur de Vasconcelos, Pedro Regalado Epifânio Baptista, Raimunda Magalhães, Simplício de Lemos Braule Pinto, Silvério José Nery, Theodoreto Carlos de Faria Souto Filho, Tertuliana Moreira “

Ou  ainda conforme cita   (SANTOS: 2003, p.173)

” Foi criada, em 1873, a Sociedade Emancipadora Amazonense, cuja finalidade era arrecadar fundos para libertar os escravos. A libertação dos escravos negros ocorreu no governo de Theodoreto Souto. José Paranaguá foi um dos defensores da libertação, tendo sido presidente da Sociedade Libertadora, fundada em 24 de novembro de 1882. Outras entidades surgiram, tais como: Comissão Central Abolicionista Amazonense, Primeiro de Janeiro, Libertadora Vinte e Cinco de março, Cruzada Libertadora, Clube Juvenil Emancipador, Cinco de Setembro, Clube abolicionista Manacapuruense, Libertadora Codajaense e Amazonense Libertadora ”.

Conta-se também que o Presidente da Província assinou a Lei de Emancipação na praça São Sebastião exatamente ao meio-dia, num ato cheio de simbolísmo pois à aquela hora com o sol a pino não haveria sombra, o que tornava sob o sol todos os homens iguais.

No link a a seguir pode também ser constatada a  participação da Maçonaria na Abolição no Amazonas

 Compilado por Juarez C. da Silva Jr. -  2005.

O Facebook ensaia a manipulação de mentes

Pela Web (blog outraspalavras)

O Facebook ensaia a manipulação de mentes

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Sem consentimento dos usuários, rede testa meios de torná-los “felizes” ou “coléricos” e desencadeia onda de temor sobre controle social e político

Por Robert Booth, no The Guardian | Tradução: Gabriela Leite

Ele já sabe se você está solteiro ou em um relacionamento; a primeira escola onde estudou;  se ama ou odeia Justin Bieber. Mas agora o Facebook, a maior rede social do mundo, está enfrentando uma tempestade de protestos ao se revelar que descobriu como fazer usuários se sentirem mais tristes ou felizes, com apenas alguns toques no teclado.

O Facebook acaba de publicar detalhes de um amplo experimento, no qual manipulou informações postadas nas páginas de 689 mil usuários, e descobriu que poderia fazê-los sentir-se mais positivos ou negativos, por meio de um processo de “contágio emocional”.

Veja a postagem completa em : http://outraspalavras.net/capa/o-facebook-ensaia-a-manipulacao-de-mentes/

A “Copa das copas” está desmascarando mais que coxinhas e vira-latas…

Agora os desmentidos são os “neo-democratas-raciais” (aqueles que proativamente trabalham para  tentar “provar” que “Não somos racistas” e ao mesmo tempo se colocam no antagonismo ferrenho às Ações Afirmativas), mas também o brasileiro “comum”, aquele que “acredita piamente” (pelo menos diz)  que  cor não faz a menor diferença no Brasil  e que todos tem “oportunidades iguais”.

Que a “interação”  com os  visitantes estrangeiros ia ser grande ninguém duvidava, principalmente a dos estrangeiros com as “nativas” (afinal essa tem sido uma constante na história continental desde os primeiros contatos de estrangeiros com os “locais” ); a questão é que até então não tínhamos tido um evento nacional com tal proporção de estrangeiros visitando o país ao mesmo tempo, muito menos com a diversidade envolvida.

Em várias oportunidades citei a questão das “cinderelas”  que sonham com “príncipes encantados gringos” e em muitas coloquei que a carga de eurocentrismo (racismo mesmo…) nesse “interesse”  é elevadíssima, demonstrando que “democracia racial”  no Brasil é  apenas uma ilusão em que muitos acreditam sem bases reais para isso,  já a “rapinagem sexual” continua exatamente nos mesmo moldes coloniais, homens europeus e eurodescendentes  sobre as “nativas” (termo que agrupa no caso não apenas as índias, mas também as negras e agora também as brancas), o “mercado brasileiro”  está aberto, mas não da mesma forma para todos….

Como de praxe,  ao ser notada a questão, a palavra RACISMO é  evitada… e  quando se toca nela, logo vem as tradicionais “desculpas”,  transpondo tudo para o “social/econômico” ou argumentos de óbvia falácia, pois pelo que pude presenciar (pelo menos aqui por Manaus), dificuldades com língua, “bom papo”, dinheiro e “beleza” não me pareceu “problemas” que evitassem “pegações” instantâneas e “descomplicadas” para europeus, norte-americanos e mesmo sul-americanos (quiças asiáticos), a verdade é que é copa do mundo mas o “padrão desejado” de “príncipe encantado” (gringo ou brazuca) das conterrâneas continua o mesmo… .

Contudo mais  que a constatação em si, é  interessante  ver a “criatividade” dos brasileiros tentando inventar “justificativas”  para o insucesso dos visitantes afro e excluindo e negando a óbvia questão do preconceito e discriminação racial embutida no contexto brasileiro.

” Marfinenses não pegam nada, zeram em festa do pijama e criticam brasileiras

José Ricardo Leite
Do UOL, em Fortaleza (CE) 24/06/201401h30

Dupla marfinense não consegue sucesso com mulheres brasileiras

  • Dupla marfinense não consegue sucesso com mulheres brasileiras

Jonathan Djerehe, 30 anos, e Kone Natham, 17, estavam entre os menos de 10 torcedores que esperavam a chegada da delegação de Costa do Marfim ao hotel Luzeiros, em Fortaleza, no último domingo. Foram os primeiros a chegar e eram os únicos do país africano em frente ao hotel.

Foram os primeiros entrevistados pela imprensa brasileira por estarem sozinhos ali, com as cores africanas. E entre perguntas sobre como está sendo a passagem deles pelo país-sede da Copa do Mundo, havia uma única frustração clara: não conseguem fazer sucesso com as mulheres brasileiras.  “

Interessante é que os mesmos ainda se perguntam  “por quê ?” , não tem como não se remeter à máxima do “grande pensador contemporâneo”  Compadre Washington : “SABEM DE NADA, INOCENTES ! ” .

Vale a pena ler a  matéria completa : http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/24/marfinenses-sao-engandos-por-brasileiras-e-reclamam-que-nao-pegam-ninguem.htm

 

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